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  •  Esta lenda é originária do nordeste de Angola.

            Essa lenda conta  como aconteceu a primeira Mukanda (circuncisão) de um Tchokwé, e como isso passou a ser um ritual obrigatório entre os homens desse povo, segundo o Soba Kaúka, da aldeia de Nakalumbo.

 – Andava certo dia Safuanandenda Lunga, filho mais velho do Soba Variekelenwene, pescando no rio quando, ao passar descuidadamente e nu, junto a um capim grosso (Mwenkenene) a folha desse capim o circuncidou.

            O jovem, envergonhado e temeroso, em vez de voltar para a aldeia, escondeu-se numas biçapas (moitas)  que se aglomeravam no caminho para o rio.

             O tempo foi passando, os dias viram semanas, sem que o rapaz se decidisse a voltar para junto da família; e durante esse tempo, sobrevivia alimentando-se do que pescava e caçava na sua solidão.

            Fez ele próprio arco, flechas e lança, improvisou anzóis e armadilhas, observou os bichos comendo frutas e tubérculo silvestres, dos quais também se serviu para se nutrir, quando falhava a caça e a pesca.

             Passou-se muito tempo, e já a ferida estava cicatrizada, quando Safuanandenda, saturado do seu exílio voluntário, se decidiu a voltar ao convívio do Mussôco.

            Ainda envergonhado, para que não o reconhecessem, talhou numa cabaça o formato de uma máscara, colocou-a na cabeça e entrou na aldeia.

             O espanto que causou foi enorme, tinha deixado de ser um rapazinho de quem todos se lembravam; era agora um homem auto-suficiente e experiente, a quem todos passaram a respeitar. Com a sua máscara infundia respeito entre os homens. Quanto às mulheres, dada a sua originalidade anatômica, todas passaram a assediá-lo.

            As provações e auto-aprendizado por que passara, além de lhe desenvolver o corpo, deram-lhe um autodomínio que magnetizava a todos que com ele conviviam.

            Apesar da pouca idade passou a ter lugar de destaque entre os homens, e nada se decidia, sem que ele fosse consultado, e a sua opinião escutada.

            Os homens o respeitavam, as mulheres o desejavam, e todos o admiravam; admiravam a sua astúcia, a sua calma, o seu bom senso e a sua agilidade.

             O fenômeno tomou proporções que levou o conselho dos velhos a reunir-se, e a chegar à conclusão que a Mukanda (circuncisão) só podia ser benéfica a púberes da tribo, deveriam a partir dessa data, submeter-se às mesmas coisas, e na mesma seqüência em que haviam acontecido com Safuanandenda.

            Chamaram o Sobeta, e o convidaram para mestre de cerimônia e operador, orientando a par e passo todos os atos dos jovens púberes.

             E assim teve início o ritual da Mukanda Kandongo

  • Sacerdotais:
  1. Vodúnnɔ̀ (Vodunnon): Sacerdote do culto ao Vodun. No Benin, o sacerdote recebe título conforme seu vodun, por exemplo, o vodunnɔ̀ de Sakpata chamam-se Sakpatanɔ̀, o vodunnɔ̀ de Avimaje é o Avimajenɔ̀, e assim por diante.
  2. Toy Vodunnɔ̀ (Tói Vodunnon) ou Tɔ́cέ (Tochê): Sacerdote dos cultos de Mina Jeje (Tambor de Mina)
  3. Nɔ́cέ (Nochê): Sacerdotisa dos cultos de Mina Jeje (Tambor de Mina)
  4. Bakonnɔ̀ (Bakonon) Sacerdote de Fá, adivinhador.
  5. Hùngbónɔ̀ (Rumbôno ou Rumbônon)): Sacerdote do culto ao Vodun, preferencialmente aquele cujo Vodun é um Nagô. Pode designar o filho mais velho de uma casa de santo. No Benin designa o terceiro estágio sacerdotal, uma espécie de “bisavô” de santo.
  6. Găyăkú ou Gănyăkú (Gaiakú): Título sacerdotal, designa a pessoa cujo Vodun é um Nagô e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun Nagô. No Sejá Hundê é o título de todas as sacerdotisas.
  7. Donέ (Doné): Título dado às sacerdotisas cujo Vodun pertence à familia de Hevioso e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família.
  8. Dotέ: Título dado aos sacerdotes cujo Vodun pertence à familia de Hevioso e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família.
  9. Mεjitɔ́ (Mejitó): Título sacerdotal, designa a pessoa cujo Vodun pertence à família de Dan e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. Alguns definem que todo(a) sacerdote(a) que tenha iniciado filhos pode ser denominado Mejitó. A palavra Mεjitɔ́ é traduzida como Mε: pessoa; jitɔ́: gerar, dar origem, podendo significar “pai” ou “mãe”.
  10. Hùngán: É o sacerdote ou sacerdotisa que formou pelo menos um sacerdote, uma espécie de “avô” de “santo”.

Obs: Uma mesma pessoa pode usar os vários títulos, por exemplo, um mesmo sacerdote será Doté para seus filhos iniciados para Hevioso e Megitó para seus filhos iniciados para Dan, embora prevaleça o título cabível para seu Vodun.

  • Rodantes:
  1. Vodúnsì ou Hùnsì: filha ou filho de santo que vira com o Vodun, corresponde a Yawo do Ketu. Segundo o vodun, a vodunsi pode ser:

A) Ogunsì, Gunsì ou Togunsì: Filhos de Ògún (Gún ou Tògún). Grafa-se Gǔnsìou Ògǔnsì, em fongbé;

B) Aguesì: Filhos de Agué. Grafa-se Agεsì, em fongbé;

C) Odésì: Filhos de Odé;

D) Otolusì: Filhos de Otolu. Grafa-se Otólùsì;

E) Sògbòsì: Filhos de Sògbò;

F) Lokosì: Filhos de Loko;

G) Badésì: Filhos de Badé;

H) Òsúnsì: Filhos de Òsún;

I) Yemanjásì: Filhos de Yemanjá;

J) Tɔgbosì: Filhos de Aziri Togbosi;

K) Azirisì ou Azlisì: Filhos de Naé Aziri;

L) Nanansì: Filhos de Nanã;

M) Pararasì: Filhos de Parará (ou Pararalibu);

N) Avimadjesì: Filhos de Avimadje;

O) Lisasi ou Agamavi : Filhos de Lisa. Grafa-se: Lisàsì (tradução: Lisà = albino + sì = esposa). Grafa-se: Aganmàví (tradução: Aganmà = camaleão + Ví = filho ou descendente);

P) Sakpatasì: Filhos de voduns da família de Sakpata;

Q) Dansì: Filhos de voduns da família de Dan;

R) Ongorensì: Filhos de Bessém.

S) Frekwensì ou Kwenkwensì: Filhos de Frekwen (Kwenkwen), e também podem ser chamados de Ongorensì.

T) Kposusì: Filhos de Kposu;

U) Oyásì: Filhos de Oyá;

V) Ahuansì: Filhos de Ogun e  Oyá. Grafa-se Axuàsì;

W) Ewásì: Filhos de Ewá;

X) Ojikunsì ou Jikunsì: Filhos de Dan Jikun (ou Ojikun);

Y) Adeènsì: Filhos de Adeèn;

Z) Hùnsì: o mesmo que vodunsi.

  1. Etemi: significa “meu mais velho”, é a vodunsi que completou 7 anos de feitura, o mesmo que egbomi no Ketu.
  2. Hùnsɔ́ (Runsó): Cargo que designa a mãe pequena. Se grafarmos Hùnsò (pronuncia: Runsô) Teremos a tradução: Hùn = Vodún + Sò = Raio. Ou seja, diríamos Vodún do Raio. Um adjetivo para o vodún Sògbò.
  3. Derέ (deré): Mãe criadeira, é aquela responsável pelo ensinamento às (aos) novatas (os).
  4. Derέ-vitú (deré vitu): cargo que substitui a mãe-pequena ou a deré.
  5. Abosé (abôssé): Responsável pelos carregos e segurança da casa, normalmente é dado a um filho de Gu, pois o vodum também toma cargo.
  • Ekedjis:
  1. Gonzegan: Ekedji responsável pelo Grá.
  2. Dogan (dôgan): pessoa responsável pela comida dos voduns. Esse cargo pode ser ocupado tanto por uma ekedji como por uma vodunsi.
  3. Nandevó: Ekeji responsável pelas roupas utilizadas pelos voduns, geralmente são pertencentes ao vodun Lissá.
  4. Nandokpé: Responsável pela limpeza dos assentamentos e pedras dos voduns. (Não confundir com Nadopé  – despedida dos voduns jeje-mina).
  • Ogãs:
  1. Kpεnjígán (Pejigã): Responsável por todos os pejis da casa, é quem sacrifica os animais de 4 pata. Significa: Kpεnjí = sobre o altar + Gán = senhor. Trazendo a idéia de ”Senhor que zela o altar”. Ou ainda: Kpεn = pedra + Jí = verbo gerar + Gán = senhor. Trazendo idéia de “O senhor que gera (ou dá a vida) à pedra”.
  2. Gannyikpέn (Gaimpê): Auxiliar do Kpέnjígàn, responsável pela invocação dos voduns. Pode substituir o kpέnjígàn.
  3. Agbájígán (Bajigã): Responsável pelo agbasá (salão) e pelos cânticos. Também cuida dos pátios e dos atinsás.
  4. Gánkutó: Responsável pelos ritos aos ancestrais e por Ayizan.
  5. Gantó: Responsável pelo Gã, instrumento de metal que tem a mesma importância que os atabaques. É utilizado em todas as cerimônias.
  6. Sojatin: Responsável pelos cuidados específicos dos Atinsas – as árvores sagradas. Pode também ser o conhecedor das folhas.
  7. Húntó (runtó): dono do tambor. Responsável pelos atabaques, cantigas e rezas.
  8. Húntógán (runtogã): Chefe dos húntó.
  9. Rundevá, Rundeví, Seneví : Títulos dados em hierarquia para os ogans tocadores de atabaque (Rum, Rumpi, Lé).
  • Não iniciados
  1. Kajèkaji (Kajekaji): Nome que designa todo aquele que não foi iniciado.
  2. Kosi: Pessoa não iniciada e que não entende nada do culto.
  3. Ahε (Aré): Pessoa não iniciada, porém frequenta o culto.
  4. Ahè (Arê): Pessoa recém-iniciada.

Sacríficio é uma palavra que devemos ressaltar em nosso culto, quando ofertamos qualquer elemento ao Òrìsá devemos tratá-lo também como EBÓ.

Ebó é todo elemento ofertado a uma força espiritual, seja ela de que natureza for, ajogun (forças negativas), irunmolé (òrìsás que não são funfun-branco) ou òrìsá funfun.

Quanto ao Ebó Ejé, oferecimento de sangue, as críticas tornaram-se cada vez mais contundentes, com  apoio externo, inclusive da mídia, que não perde a oportunidade de associar qualquer fato ligado ao nosso culto com Bruxaria, Magia Negra, Vodoo (como aspecto pejorativo) e etc…

É surpreendente como pessoas que são leigas nestes fundamentos e incapazes de resolver problemas gravíssimos que a religião Iorubá por inumeras vezes se defronta e resolve, vem nos atacar nos chamando de primitivos e incivilizados.

Creio que civilizado para eles, é a forma como os matadouros abatem estes animais, as touradas do México e da Espanha católica, os safáris, caçadas na Inglaterra anglicana, as rinhas de galo / cães e etc…

Não se questiona a vida perdida dos animais sem nenhum propósito, ufanismos à parte, o que importa é o produto final. O contrabando de animais silvestres e exoticos, criação de pássaros em cativeiro, criados em gaiolas como souvenir e pesca de arrasto que mata indiscriminadamente e vorazmente servem apenas para aguçar a vaidade de possuir um acessório de pele e/ou couro e a ganância financeira. As iguarias gastronomicas fornecidas por animais em extinção não é questionada, a vida perdida destes animais sem nenhum propósito, não passa de um meio.

Imolação maior fez o Cristianismo, a religião do amor, que com sua Inquisição e Cruzadas, dizimou milhares de vidas e faz-se vista grossa para tal acontecimento, tratado-o apenas como fato histórico, isto sim é inexpugnavél.

Discriminar e perseguir religião alheia é certamente muito mais grave que qualquer ato litúrgico praticado por nós.

Não somos dissimulados ao ponto de ignorar o ciclo de vida e morte, sabemos de nossas responsabilidades.

A Terra (Ikole Aiye), como um grande Ile ikú, alimentada por este ciclo de morte e renascimento desde os primórdios, nos fornece o material necessário impregnado dos elementos insubstituiveis para nossa liturgia, não podemos deixar que uma visão utópica transgrida essa lei sagrada.

Dentro do Velho Testamento encontraremos o Levitico, o terceiro livro da Bíblia atribuído a Moisés. Os judeus chamam-no Vayikrá. Basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possui, ainda, em seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam a religião.

A maioria das pessoas que consomem carne não se preocupa com a origem deste animal, seu abate e posterior comercialização, estão desconectados da realidade. Menciono também os vegetarianos, que ao tirar da terra legumes, verduras e hortaliças, também estão tirando vidas, neste caso, eliminando a seiva, sangue verde, a respiração, a fotossíntese, deixando de ser um ser vivo para lhe dar a vida.

Dentro do Culto Ioruba a imolação de animais é tratada com respeito, gbaduras e orikis, onde este sangue estará dando vida a outros e fertilizando a própria terra.

Lembrando o iton onde Olodunmarè determina que a terra, Onilè, será o principal receptáculo de todo oferecimento.

Dentro de Ifá, nos Odu Irete-meji e Oturupon’turá, Òrúnmìlá determina a troca dos seres humanos pelo dos animais, foi quando a cabra substituiu a filha de Òrúnmìlá no ritual de ebó ejè.

A permanência do ser humano sobre a Terra exige sacrifícios constantes. Sacrifício de tempo e de privação de algo em detrimento de outro, o sacrifício das transformações e a oferta de dinheiro à custa de esforço através do trabalho, todos girando em um processo interminável que se resume a dar e receber.

Os sacrifícios de animais praticados pela religião iorubana, vão além do ASÈ, servem para alimentar o povo, pois a carne é consumida pelo egbè.

Note-se que a vida animal oferecida através de ebó, dentro do Culto Yoruba, é rezada e seu espírito enviado  com todo o respeito a terra dos ancestrais e para os nove espacos do orun..

EBÓ.

Uma das três formas de asé encontrada  no reino animal é o Ejé, o sangue.

O sangue que nos dá a vida em sua plenitude, sempre foi considerado divino, não existe um laboratório que o fabrique, é a força divina em seu estado material.

Tudo incluído na composição da Terra esta contido, também, na composição do sangue. Por exemplo, zinco, água, minerais, ferro, magnésio, etc… Note-se que todos os reinos, seja ele mineral, vegetal ou animal, está contido em nosso sangue e vice-e-versa.

Sacrificar os animais não são regras e as orações específicas da ação dão graças a Deus pelo sacrifício.

Exemplo: O primeiro passo é agradecer a Deus pelo espírito do animal que vai em missão. Então, nós agradecemos a Deus pela comida, a carne que vamos comer, e agradecemos também a Mãe Terra, Onilè, que nos deu este alimento para sobreviver.

Os demais componetes liturgicos tem sua missão, tais como:

Obi:utilizado como oráculo para conversar com as energias e para onde encaminhar os  ebós, aplacar a ira de energias negativas e a fruta da vida onde no momento de comunhão com os Orisas a pessoa se conecta com sua ancestralidade.

Orogbo:utilizado para vida longa, aumento de resistência e perseverança da pessoa, quando utilizado com casca para que um segredo não seja revelado.

Oyin (mel):Utilizado para alegria, bem estar, harmonia, prosperidade e para que algo ou alguém nunca seja desprezado.

Epo (dendê):Elemento de efeito calmante, trás equilíbrio e facilidades.

Iyó (sal):Para sorte e preservação, para que a pessoa consiga manter suas conquistas. Dinheiro e vida longa.

Atare:Utilizado para consagrar o diálogo dar forças as palavras, utilizados em comidas e também para multiplicar os desejos.

Oti ( mais usado em rituais, Gin ) O GIN TEM COMO PRINCIPIO A PURIFICAÇÃO DA PALAVRA. E TAMBÉM O DESPERTAR DA ENERGIA. A FAVOR DO SUPLICANTE.

Owo eró:búzios utilizados para comprar AS DIVIDAS E A FALTA DE DINHEIRO das pessoas.

Moedas antigas:Utilizadas para pagar os Ajóguns (energias negativas que podem ou não estarem ligadas com as Yami.

Osun:usado para que a essência vital, simbolizando o sangue vermelho vergetal, para que o asè e as conquistas não se acabem.

Efun:para atrair o asé, representa a água.

Yerosun:Elemento sagrado de Ifá tem o poder de transmitir o asé de Odú ao que esta sendo feito, ativar o Odú Ifá.

E outros elementos mais.

Vemos então um conjunto de elementos que agrupados vão fornecer o produto final a ser enviado ao Alto, Ikolé Oorun.

Nossa religião, como uma das mais antigas, tendo sua ritualistica registrada nos Esès, ESCRITURAS SAGRADAS, ditadas por Òrúnmìlá e registradas por Ifá, o òrìsá da sabedoria e testemunha de tudo que existe no universo. Mobiliza e transfere este asé atravéz de rituais de várias especies, que são direcionados a Olodunmarè pelo portal que é aberto por Ose’turà e encaminhado por Esú.

Os Ebós Ejè oferecidos dão movimento ao fluido vital liberado, o asè, que atua fora do campo material tendo o poder de transformação sobre coisas desejadas ou indesejadas que estejam afetando o ser humano.

O òrìsá, como energia do cosmos, não necessita de comida propriamente dita e muito menos de sangue, o sangue nada mais é que o fluido vital que corre em nossas veias nos assegurando a sobrevivência , como é inerente a todos os seres vivos. Quando este material, ejè, é encantado e liberado, ele atua como veiculo operador, atua como uma profilaxia espiritual ou reforçando a energia já instalada.

As correntes que se opõem a esta prática, nos taxando de primitivos, desconhecem o poder deste veiculo, como trasferidor de asè.

Podem de uma certa maneira estar tentando criar uma nova religião, como temos vistos pessoas pregando o Candomblé Verde, embora isso também seja sacrifício, desde que orientado por Ifá, não quer dizer que o sangue animal seja excluido.

O que temos que ter em mente é a sacralidade do ato, o silencio, o respeito, as orações, os orikis e os ofós, devem seguir uma ritualistica condizente com o momento, onde todos os participantes, principalmente Onilus e Asogun responsáveis pelo ato sagrado da imolação e o sacerdote proferidor das palavras encantadas.

A Iyábase, responsavel pela sequência do ato liturgico, é por demais importante na finalização do Oro, onde a preparação do eran,  carne, seguirá ordens ditadas pela energia invocada, atravéz de Ifá, no jogo de Obi abatá.

Ao se encerrar a missão com todos os elementos colocados aos ‘pés’ do Igbá ou ojubó, igbá coletivo da casa, saberemos se tudo foi aceito por Òlodunmarè, com nova caida do obi, orogbo,esun isu (inhame cozido) ou igbin (caracol).

Tudo finalizado damos sequência com a preparação do nosso banquete, onde nos confraternizamos e agradecemos a Olodunmarè e a Onilè o alimento recebido.

Asè.

Por: Heliane Haas, Olowo Ifarunaola e Da Ilha.

Ègbé, ainda sobre Umbanda, nesse post vamos abordar o Povo das Ruas, que na verdade são legiões de espíritos em desenvolvimento que constituem os povos das ruas, encruzilhadas, esquinas, cemitérios, etc.

O povo da rua tem espíritos masculinos e femininos. O Exús masculinos não revelam seu verdadeiro nome, aparecem nos grupos e legiões diversas e acompanham Preto-Velho, Caboclo e vários Orixás, dentre eles destacamos: Tranca Rua das Almas, Seu Sete Encruzilhadas, João Caveira, Exí Tirirí, Exú Mangueira, Exú Marabô, etc. Os Exús femininos são chamados de Pombagira, tal igual aos Exús masculinos, não revelam seu verdadeiro nome, aparecem em grupos e legiões diversas, acompanham Preto-velho, Caboclos e vários Orixás, dentre eles destacamos: Maria Padilha, Maria Mulambo, Cigana, Figueira, Quitéria, etc.

Exús e Pombagiras tem sua própria organização em Legiões e Falanges, cada um com seu chefe. Os chefes supremos são Exú Rei e Pombagira Rainha, entretanto, mesmo estes têm a quem prestar contas: todos os Exús estão sob o controle de São Miguel das Almas, o Arcanjo Miguel, chefe das hostes dos anjos celestes. Ele é encarregado de controlar os espíritos que ainda se encontram em nível relativamente baixo de desenvolvimento, mais suscetíveis portanto a serem seduzidos por presentes para que façam o mal atendendo a pedidos de pessoas mal intencionadas.

O Povo das Ruas trata de todos os assuntos externos à casa: o trabalho, a carreira, as viagens, a proteção contra todos os tipos de problemas e ameaças. Uma sessão dos Exús, quando bem conduzida e com as cantigas adequadas, tem um efeito benfazejo enorme, através de tais sessões é que nos livramos dos nossos inimigos, resolvemos problemas cruciantes, conseguimos vencer as demandas. Mas é prejudicial, tanto para o mortal quanto para o espírito, que façamos pedidos destinados a fazer o mal a alguém. Como os Exús estão progredindo no plano espiritual, sua ascensão será atrasada sempre que eles praticarem o mal a alguém, por isso, para ajudá-los, devemos sempre lhes endereçar pedidos de defesa, sem que tenhamos que atacar terceiros. Além disso, uma lei da magia diz que tudo que fizermos ao próximo voltará para nós  multiplicado por três. Portanto, é melhor para nós mesmos pedir proteção e abertura de nossos caminhos, em vez de pedir a realização de malefícios que mais cedo ou mais tarde recairão sobre nossa vida.

Exús e Pombagiras são vivos alegres e sensuais.Usam roupas em que se combinam o preto e o vermelho, além de jóiase outros adereços. Sua saudação é Laroiê ou Saravá Exú.

Pontos de Chamada

“Tá chegando a meia-noite
Tá chegando a madrugada (bis)
Salve o povo da Quimbanda,
Sem Exú não se faz nada”. (bis)

“Cambono segura a cantiga
que está chegando a hora (bis)
Saravá toda a encruza
Exú é quem manda agora”. (bis)

“O garfo de Exú é firme
A capa de Exú me rodeia (bis)
Já passei na encruzilhada
Lá Exú não bambeia”. (bis)

“tem morador de certo tem morador (bis)
capela que o galo canta
de certo tem morador”

Pontos de Subida

“Bateu meia noite na capela
O galo cantou na encruzilhada (bis)
Arrume sua capa e seu garfo, meu exú
O meu pai Ogun lhe chamou na madrugada”

“A encruza tá lhe chamando
Firma a gira deste Jacutá.
Seu (diizer o nome do exú) já vai embora,
Firma a gira deste jacutá,
Sua banda é muito longe,
Firma a gira deste jacutá.
Ele vai deixar o endá
Firma a gira deste Jacutá”.

” Candongueiro quando chama
É sinal que stá na hora
candongueiro quando chama
É que Exú já vai embora, maria.
Maria, amarra a saia que Exú vai embora
Maria, amarra a saia que Exú tá na hora”.

ETUTU – EBÓ

As manifestações de energia

Este artigo foi escrito por Olúwo Ifágbèmí Odùyemí e cedido ao Instituto Awololá.

 Um dos grandes presentes de Ifa encontra-se em sua habilidade de oferecer o remédio para toda a situação àqueles que estão dispostos a procurá-lo e a ouvirem aquilo que ele tem a dizer. Assim prescrever o Ebo é uma habilidade que deve ser cultivada e refinada, porque toda a arte requer do Ebo além da oferta que estamos dispostos a fazer, um comprometimento sincero com a oferenda para que possamos experimentar de forma sincera as transformações que irão ocorrer.

Muitas vezes presenciei em minha vida de sacerdote, pessoas desesperadas afirmarem que sua vida não tem mais solução. Melhor que reconhecer a responsabilidade pessoal que acompanha o Ebo, seria reconhecer as responsabilidades de nossas ações, pois muitas vezes agimos como que esperando que a repercussão dos meses, dos anos, ou mesmo das décadas de acumulo de energias negativas, possam ser milagrosamente transformados em um instante. E quando os resultados da vida se alteram e não são vistos imediatamente, o Ebo e freqüentemente a divinação são tachados como errôneos. Isto infelizmente e uma prática comum ao mundo moderno, uma espécie de fuga ou de relutância em relação às responsabilidades com nossa própria vida.

A mudança tem que ser vista como um processo interativo e requer que nossos compromissos pessoais estejam sempre em desenvolvimento, aliados sempre a uma boa postura e a um forte Iwa(caráter). A verdade é que o ètùtù promove mudanças de fato em nossa vida de uma maneira muito prática e tangível, injetando energia em nossa essência e no universo à nossa volta criando novas possibilidades, que precisam ser bem administradas para que profundas e verdadeiras mudanças possam ocorrer. Externar o desejo e o verdadeiro comprometimento com esta intenção é a maneira mais correta de promover essas transformações, este é um ponto simples e importante de recordar, pois cria a possibilidade de algo novo e diferente.

Porém e necessário compreender que a fim de conseguir retificar nosso destino, devemos usar nossos olhos para perceber as mudanças que o Ebo criou, e nossa determinação para agirmos em cima dela, caso contrário, se não agirmos para podermos colocar essas transformações em prática, continuaremos presos aos mesmos problemas, sem conseguir fazer com que nossas novas perspectivas interajam com o potencial de transformação criado pelo Ebo, caindo fatalmente em um período de estagnação criado simplesmente por falta de postura em relação a nossa própria vida.

Para aquelas que reconhecem a função verdadeira do ebo, as responsabilidades pessoais que vêm junto com ela realizam-se tão claramente quanto o dia. Compreender os benefícios do Ebo, experimentando assim a totalidade de nossos potenciais, assimilarem que a direção de nossos destinos repousa em nosso Orí e a primeira etapa para podermos explorar a totalidade de nossa capacidade, assim não apenas reivindicando e sim contribuindo para que possamos vivenciar a felicidade que temos por direito, assim como a paz e o próprio bem estar.

Enquanto observado para pessoas alheias ao seu potencial de transformação o Ebo é muitas vezes comparado a uma simples prescrição.

É necessário entendermos que cura e totalmente diferente de transformação, a cura e estabelecida após o mal já estar instalado, já a transformação além de explorar o potencial da cura busca também agir na origem do problema, procurando identificar o que gerou o mal.

Se nosso próprio medo, relutância, negação são a causa de eventos infelizes em nossas vidas, o Ebo explorando o seu poder de transformação e agindo no foco do problema torna-se eficaz impedindo que uma progressão negativa permita a instalação de males.

O verdadeiro processo de cura encontra-se na prevenção, isto requer esforço e foco contínuo na origem de nossos problemas.

O Ebo prescrito durante a divinação ajudará temporariamente ao indivíduo, porém volto a frisar que se não houver uma mudança de postura a mudança será apenas temporária, ou seja, não é o bastante oferecer uma vela para sairmos da escuridão; nós devemos abrir nossos olhos para perceber e mover-se ativamente até a luz.

É imperativo ao nosso crescimento que nós consigamos assimilar e agir dentro da energia explosiva que está sendo evocada ao realizarmos o Ebo, seguindo-a completamente.

Finalmente, somente o esforço de um indivíduo pode sustentar um resultado alterno e digno. Uma parte de minha própria viagem em Ifá foi destinada a poder observar e a assimilar o mundo natural ao meu redor, podendo assim compreender como as energias naturais interagem entre si e principalmente ao entender os seus conceitos compreender a necessidade de manipulá-las para a solução dos problemas chegando ao bem estar.

Nós podemos ver como o vento e as águas se movem através das gargantas e as fendas, encontrando penhascos e outros obstáculos, no entanto fazendo os ajustes necessários eles sempre alcançam seu destino.

Assim nós, como seres humanos, não devemos ver nosso próprio crescimento como impossível como algo miraculoso ou como algo além de nosso próprio poder, muitas vezes impedido por obstáculos imaginários, embora muitas vezes tivesse dificuldades em crer é fácil para todo o organismo evoluir e se aprimorar desde que realmente desejemos isso e ao invés de ficarmos aguardando, contribuirmos para que as transformações ocorram em nossa vida.

Os princípios básicos de Ebo operam dentro desta lei natural, e esta é talvez a coisa mais importante que meus Anciões me ensinaram.

É simples plantar uma semente, o difícil e fazê-la germinar, a divinação e o Ebo dão-nos as ferramentas para crescer, basta apenas percebermos como usá-las.

Ire o.

Por: Olúwo Ifágbèmí Odùyemí e cedido ao Instituto Awololá

No início

No início da minha caminhada no Candomblé fui ensinada a temer os Orixás. Muitas vezes até receava sequer solicitar uma consulta de búzios sobre a minha vida. Ogum podia estar em pé de guerra, por estar insatisfeito comigo. Xangô estava certamente pronto a desferir-me um golpe com o seu machado de dois gumes, por eu o fazer ficar constantemente zangado comigo. Oyá estava seguramente pronta a soprar problemas para a minha vida. Oxum ou Yemonjá estavam também prontas a afogar-me, e talvez não fosse prudente da minha parte fazer-lhes alguma oferenda, sendo que para tal era necessário eu aproximar-me de algum rio ou do mar.

Talvez outras pessoas pudessem afirmar que não lhes tinha sido dito que os Orixás ou os ancestrais estavam descontentes com eles, mas eu, sendo a crédula e naive que sempre fui, acreditava na palavra dos irmãos e superiores mais velhos e levava à risca e aceitava do fundo do coração tudo o que me era dito.

“Tradicionalmente”, é-nos dito que os Orixás são entidades espirituais que têm o poder de reger os seres humanos com todo o fogo e a fúria de um imperador, demasiado inseguros em si próprios para tolerar qualquer comportamento que possa ser compreendido como uma mínima demonstração de desrespeito. Portanto, seria uma progressão lógica e natural, presumir que o poderoso e facilmente ofendido Orixá estaria no mínimo aborrecido comigo. Um devoto com um sério sentido de humildade e com uma natureza zelosa e de ajuda pode ser facilmente manipulado.

Por exemplo, segundo a interpretação tradicional de Ifá, é ridículo um devoto esperar que Orunmila respeite uma hora marcada para uma leitura. Se para a maioria de nós o tempo é um eufemismo, pois temos a reputação de chegar sempre uns minutos atrasados, então, de acordo com os conceitos tradicionais Africanos, o tempo do Orixá deve ser sinónimo de chegar pelo menos uma semana atrasado, isto caso chegue a aparecer de todo.

Os devotos fariam bem em recordar que têm sorte por haver sequer um Orixá que se recorda da sua existência. Agora, daí a pensar que ele vai ficar preocupado com a hora de uma leitura ou consulta…

Mas, uma vez liberta da grilhetas do pensamento “tradicional”, comecei a reconhecer e a aprender que os Orixás estão longe de ser as entidades egoístas e temperamentais que eu fui levada a acreditar que eles eram. Se os queremos adjectivar de alguma coisa, então eles são das entidades mais humildes que podemos encontrar. Os Orixás não podiam importar-se menos com o domínio e o poder sobre cada um dos devotos que cruza o seu caminho.

Os Orixás sabem que o seu valor não é medido pelo controlo que eles possam exercer. De facto, o controlo sobre outros é, mais do que provavelmente, a menor das suas preocupações, se é que essa preocupação existe sequer.

Nós partilhamos este plano de existência com um elevado número de entidades diferentes, todas elas com capacidades diversas. Enquanto nós humanos nos percepcionamos como superiores a outras espécies em muitos aspectos neste planeta, no grande esquema das coisas não somos assim tão diferentes de tantos outros seres que partilham este planeta connosco. Acrescentemos então entidades como os Orixás a este “Mix” e, se tivermos uma pitada de humildade que seja, percebemos rapidamente que nós, seres humanos, afinal não estamos nem perto de ser o topo da tabela. E se acrescentarmos Olodumaré a esta equação, então a nossa importância no grande cosmos cai ainda mais.

Quer acreditemos, quer não, cada um de nós tem um trabalho a fazer que mais ninguém pode fazer por nós. Podemos imaginar o universo como um relógio complexo, com um infinito número de mecanismos e componentes. Se uma peça do relógio estiver danificada e deixar de fazer o seu trabalho isso causa um “efeito dominó” que eventualmente pode causar a paragem do relógio.

O universo é muito mais complexo do que um relógio, por isso espero que entenda este exemplo apenas como uma mera analogia. O ponto é que os Orixás não são capazes de fazer tudo o que as pessoas podem fazer, tal como as pessoas não podem fazer tudo o que outros animais são capazes de fazer. Devemos respeitar o facto de que os animais têm tanto direito a este planeta como nós, tal como os Orixás respeitam o nosso direito a partilhar este plano de existência com eles.

Na forma como Orunmilá explica o mecanismo do relacionamento, os Orixás não são melhores que os humanos. Todos nós somos manifestações da natureza, todos temos a nossa tarefa a cumprir e todos nós somos produto de Olodumaré, que nós reconhecemos como o Ser Supremo.

Dito isto, os Orixás não vão seguramente optar por uma retirada caso os seres humanos não se ajoelhem sempre que é dito o nome de um Orixá. A reverência não é medida pela quantidade de vezes que o devoto se ajoelha, recita um Adurá, canta um Oriki, dança um ou dois passos, ou algo assim básico e simples.

A verdadeira reverência é medida pela profundidade da sua integridade, a força da sua confiança, a clareza com que compreende, e a intensidade da sua vontade para aprender o mais possível e aplicar as lições aprendidas na vida, no dia-a-dia.

Ibejadas

Ègbé,

Dando continuidade aos textos sobre as entidades da nossa querida Umbanda, já falamos de Caboclo, Preto-Velho e nesse post vamos abordar Ibejadas.

A Ibejada é a Legião das Crianças da Umbanda. Ela é liderada pelos santos Cosme e Damião e faz parte da linha dos santos ou linha de Oxalá. O termo Ibejada vem de Ibejis, Orixás gemeos que foi sincretizado com todos os santos que também são irmãos, Cosme e Damião e Crispin e Crispiniano. Por isso no Brasil esses santos tornaran-se protetores das crianças, embora não tenham esse significado em outros paízes.  No candomblé, os Erês são a personificação infantil, ligadas aos Orixás, por isso é muitas vezes confundido com os espíritos das crianças, as Ibejadas.

Os pontos cantados se referem muitas vezes a espíritos específicos, chamados por seus nomes: Estrelinha, Formiguinha, Faísca, Cosminho, etc. Também é comum a reverência a Doun que às vezes parece ao lado de Cosme e Damião como uma terceira criança menor que os gêmeos. Na África Doú é a criança que nasce logo após um par de gêmeos. Como estes são considerados muito especiais, o irmão que vem logo depois deles participa um pouco de seus poderes.

A legião Ibejada se divide em sete falangens: Falange Tupãzinho, relacionada à linha de Oxóssi, é formada por espíritos indiozinhos, habitantes das matas; Falange de Doun, realiza curas e habita, praias e jardins; Falange de Alabá, relacionada á linha de ogun, é formada por espíritos infantis que vivem nas cachoeiras e no mar e interferem em lutas e demandas; Falange de Dansu, relacionada à linha de Xangô, é formada por espíritos da natureza, dos temporais e das tempestades, que vivem em pedreiras e cachoeiras; Falange de Sansu, espíritos de meninas, ligadas a Yemanjá; Falange de Damião ou Cipriano, trabalha com Doun; Falange de Cosme ou Crispin, relacionada à linha de Oxalá, cuida de crianças e habita os jardins floridos. Apesar de serem espíritos muito brincalhões, como todas as crianças, as Ibejadas são poderosas e agem como anjos da guarda das pessoas. Como são muito próximas a Oxalá, que  trata como seus filhos diletos, seus pedidos são sempre atendidos por todos os Orixás. Por isso, a Ibejada é uma das falanges mais consultadas na Umbanda.

A festa das Crianças é realizada um dia depois do dia de Cosme e Damião que é dia 26 de setembro. A força da festa de Cosme e Damião foi tão grande que muitos pensam que Cosme Damião, santos católicos é dia 27 de setembro. A tradição das festas de Ibejadas, levam as pessoas a fazerem promeças para as crianças e conseguindo o desejado, fazem 7 saquinhos com 7 doces sortidos e dar para 7 crianças pobres na rua. Isso se popularizou a tal ponto que os saquinhos se multiplicaram, os presentes se multiplicaram, e milhares de pessoas saem as ruas para “pegar doce” e muitos para dar doce e pagar suas promessas. Poucos são os que nunca ganha ou um saquinho de doce.

Vale ressaltar que esse meu trabalho de pesquisa se deve seis pequenos livros que foram lançados pela editora Pallas na década de 70 e muito bem reorganizados e condensados por Eneida D. Gaspar da editora Pallas.

Salve Ibejadas!