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Archive for Fevereiro, 2015

O que é mediunidade?

O que é mediunidade?

Mediunidade é a faculdade humana pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos. É uma faculdade natural, inerente a todo ser humano, por isso, não é privilégio de ninguém. Em diferentes graus e tipos, todos a possuimos. O que ocorre é que, em certos indivíduos mais sensíveis à influência espiritual, a mediunidade se apresenta de forma mais ostensiva, enquanto que, em outros, ela se manifesta em níveis mais sutis.

A mediunidade é, pois, a faculdade natural que permite sentir e transmitir a influência dos espíritos, ensejando o intercâmbio e a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. Trata-se de uma sintonia entre os encarnados (vivos) e os desencarnados (mortos), permitindo uma percepção de pensamentos, vontades e sentimentos. O Espiritismo vê a mediunidade como uma oportunidade de servir, de praticar a caridade, sendo uma benção de Deus que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os “débitos”, ou seja, desajustes adquiridos em encarnações anteriores.

É graças à mediunidade que o homem tem a antevisão de seu futuro espiritual e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à erraticidade, trazendo informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que absorve do contato mantido com os desencarnados. Assim, possui uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza de suas responsabilidades de espírito imortal.

Sendo inerente ao ser humano, a mediunidade pode aparecer em qualquer pessoa, independentemente da doutrina religiosa que abrace. A história revela grandes médiuns em todas as épocas e todos os credos. Além disso, a mediunidade não depende de lugar, idade, sexo ou condição social e moral.

A ação dos espíritos

Diz a questão 459 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações? A este respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes, são eles que vos dirigem”.

A idéia da ação dos espíritos não nasceu com o Espiritismo, já que sempre existiu desde as épocas mais remotas da vida humana na Terra. Todas as religiões pregam sobre a ação dos espíritos de forma direta ou indireta e nenhuma nega completamente estas intervenções. Inclusive, criaram dogmas e cerimônias relativas a elas, como promessas (pedir alguma forma de ajuda para um espírito em troca de um sacrifício) e exorcismos (cerimônia religiosa para afastar o “demônio” ou os espíritos maus).

A ação mediúnica não está limitada às sessões, vivemos mediunicamente entre dois mundos e em relação permanente com entidades espirituais. Isto se dá porque muitos espíritos povoam os mesmos espaços em que vivemos, muitas vezes nos acompanhando em nossas atividades e ocupações, indo conosco aos lugares que freqüentamos, seguindo-nos ou evitando-nos conforme os atraimos ou repelimos.

Estamos cercados por espíritos e sua influência oculta sobre os nossos pensamentos e atos se faz sentir pelo grau de afinidade que mantivermos com eles. Inúmeros espíritos benfeitores também se comunicam conosco, por via inspirativa ou intuitiva, todas as vezes em que nos dispomos a ser úteis aos nossos irmãos em nossa vida social. Quantas vezes um conselho sensato e oportuno que damos sob a intuição de um benfeitor espiritual consegue mudar o rumo de uma vida e até, em certos casos, salvar ou evitar que uma família inteira seja precipitada no abismo de uma desgraça? O amor verdadeiro e desinteressado não requer lugar nem hora especial para ser praticado, pois o nosso mundo, com o sofrimento da humanidade torturada, é igualmente um vasto campo de serviço redentor.

Entretanto, não julguemos que a mediunidade nos foi concedida para um simples passatempo ou para a satisfação de nossos caprichos. Ela é coisa séria e, possuindo-a, devemos procurar suavizar os sofrimentos alheios. Ao desenvolvermos a mediunidade, lembremo-nos de que ela nos é dada como um arrimo para conseguirmos mais facilmente a perfeição, para liquidarmos mais suavemente os pesados “débitos” que contraímos em existências passadas e para servirmos de guia aos irmãos que se encontram mais desajustados espiritualmente.

Mediunidade em desarmonia

Existem alguns sinais mais freqüentes do aparecimento da mediunidade em desarmonia, que são: cérebro perturbado, sensação de peso na cabeça e ombros, nervosismo (ficamos irritados por motivos sem importância), desassossego, insônia, arrepios (como se percebêssemos passar alguma coisa fria), sensação de cansaço geral, calor (como se encostássemos em algo quente), falta de ânimo para o trabalho e profunda tristeza. Precisamos usar nosso bom senso para percebermos com clareza se os sintomas acima citados são frutos de uma obsessão espiritual, indicando uma mediunidade desequilibrada, ou o resultado de uma auto-obsessão, um desequilíbrio nosso mesmo, gerando neuroses e outros tipos de distúrbios. Muitas vezes, a ajuda de um psicólogo, de preferência espírita ou espiritualista, é necessária.

Mas o que o médium deve fazer nestes momentos de alterações emocionais? Todo iniciante, a fim de evitar inconvenientes na prática mediúnica, primeiramente deve se dedicar ao indispensável estudo prévio da teoria e jamais se considerar dispensado de qualquer instrução, já que poderá ser vítima de mil ciladas que os espíritos mentirosos preparam para lhe explorar a presunção.

Junto com o conhecimento teórico, o médium deve procurar desdobrar a percepção psíquica sem qualquer receio ou temor. Na orientação do desenvolvimento mediúnico, é importante que ele procure as instruções espíritas, para evitar percalços e dissabores. É aconselhável o desenvolvimento mediúnico em grupos especialmente formados para isto, pois pessoas bem orientadas, que se reúnem com uma intenção comum, formam um ambiente coletivo bem favorável ao intercâmbio. É importante também que o médium jamais abuse da mediunidade, empregando-a para a satisfação da curiosidade.

Reforma Íntima – o fundamental

Educar e desenvolver a mediunidade é aprender a usá-la. Para que sejamos bem-sucedidos, devemos cultivar virtudes como a bondade, a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade e a sinceridade. A mediunidade não se desenvolve de um dia para o outro, por isso, devemos ter muita paciência. Sem perseverança, nada se alcança, pois o desenvolvimento exige que sejamos sempre persistentes. Ter boa vontade é comparecer às sessões espíritas com alegria e muita satisfação. A humildade é a virtude pela qual reconhecemos que tudo vem de Deus e, se faltarmos com a sinceridade no desempenho de nossas funções mediúnicas, mais cedo ou mais tarde sofreremos decepções.

Ensinamentos é que não faltam em todas as circunstâncias de manifestações da vida. A faculdade mediúnica em harmonia pode fazer grandes coisas. A educação pode começar no simples modo de falar aos outros, transmitindo brandura, alegria, amor e caridade em todos os atos da vida.

A mediunidade se desenvolve naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para a captação mental e sensorial de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca, o qual nos afeta com suas vibrações psíquicas e afetivas. Da mesma forma que a inteligência e as demais faculdades humanas, a mediunidade se desenvolve no processo de relação.

Quando a mediunidade aflorar sem um preparo prévio do médium, é preciso orientá-lo para que os fenômenos se disciplinem e ele empregue acertadamente sua faculdade. Não se deve colocar em trabalho mediúnico aqueles que apresentam perturbações ou que possuam desconhecimento sobre o assunto. Primeiramente, é preciso ajudar a pessoa a se equilibrar no aspecto psíquico, através de passes, vibrações e esclarecimentos doutrinários.

É fundamental que o médium busque sua reforma íntima com sinceridade. Através de uma compreensão maior acerca da vida, despertando sentimentos como compaixão, respeito, humildade etc, e da prática da caridade, seremos, com certeza, instrumentos do Amor Universal. O médium também precisa ser amigo do estudo e da boa leitura, além de moderado. Por fim, deve sempre cultivar a oração diária, pois ela é um poderoso fortificante espiritual e um benéfico exercício de higiene mental.

Muito diferente da Umbanda , no Candomblé a palavra médium não é usada , pois entendemos os Orixás como espíritos da natureza, forças sobrenaturais que, independente de religião, credo e cultura, entende-se que todo ser humano tem seu Orixá.  Esse conjunto de energias que está invisivelmente ao nosso redor, dispõe-se  gratuitamente ao nosso alcance, cabe-nos  despojarmos  e estar atento para os sinais que nos são enviados por Orunmilá. Quando o Orixá nos escolhe,  cabe-nos a necessidade voluntária de  dispor-nos a sua vontade, o livre arbítrio fica à prova. O importante é seguir os sinais e entender que existem: dogma, liturgia, e teologia,  como princípios básicos em nossa religião.

Texto: Revista Cristã de Espiritismo/ Fernando D’Osogiyan

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Aves Sagradas

 

Foto de Casa de Oxumarê.

 

As Aves Sagradas do Candomblé

O Candomblé é uma religião que tem na natureza a base para a sua sobrevivência. Para nós, existem muitos animais que são sagrados e venerados. Hoje vamos falar sobre das 7 mais importantes aves do Culto ao Orisa. Aves que possuem prestígio inigualável, frente as demais: Agbe, Aluko, Lekeleke, Odidere, Akoko, Agbufon e Opere.

Uma antiga história yorùbá, diz que Olodunmare Eleda Ohun Gbogbo, o criador de todas as coisas, disse que 06 pássaros seriam primordiais, inigualáveis e de prestígio inquestionável no Aye. Disse que esses pássaros seriam respeitados como as próprias Divindades.

Os Adivinhos queriam saber quais seriam os pássaros e o que os diferenciariam dos demais. Olodunmare disse que esses pássaros seriam transformadores de Asè, ele disse que esses pássaros carregariam o próprio Asè. Mas como eles seriam detentores de Asè, como eles carregariam o Asè?

Olodunmare então chamou o pássaro Agbe e disse: Agbé você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Agbé questionou o que deveria fazer. Você deverá banhar sua plumagem no Aro. Agbe o fez, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Agbé agora é um primordial inigualável.

Mas, ainda faltavam 05 pássaros. Olodunmare então chamou o pássaro Aluko e disse: Aluko você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Aluko questionou o que deveria fazer. Você deverá banhar sua plumagem no Osun. Aluko o fez, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Aluko agora é um primordial inigualável.

Mas, ainda faltavam 04 pássaros. Olodunmare então chamou o pássaro Odidere e disse: Odidere você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Odidere questionou o que deveria fazer. Você deverá banhar sua plumagem no Epo Pupa. Odidere o fez, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Odidere agora é um primordial inigualável.

Mas, ainda faltavam 03 pássaros. Olodunmare então chamou o pássaro Lekeleke e disse: Lekeleke você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Lekeleke questionou o que deveria fazer. Você deverá banhar sua plumagem no Efun. Lekeleke o fez, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Lekeleke agora é um primordial inigualável.

Mas, ainda faltavam 02 pássaros. Olodunmare então chamou o pássaro Akoko e disse: Akoko você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Akoko questionou o que deveria fazer. Você poderá usar a coroa vermelha. Akoko vestiu a coroa, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Akoko agora é um primordial inigualável.

Mas, ainda faltava 01 pássaro. Olodunmare então chamou o pássaro Agbufon e disse: Agbufon você será detentor de Asè, você carregará em seu corpo o próprio Asè. Agbufon questionou o que deveria fazer. Você receberá a outra coroa. Agbufon vestiu a coroa, ganhou beleza e passou a receber honrarias. Agbufon agora é um primordial inigualável.

Depois disso, Olodunmare disse que nenhuma outra ave seria inigualável e de prestígio inquestionável no Aye. Mas havia outro pássaro, que não parava de reclamar, ele queria ser inigualável e de prestígio, esse pássaro era Opere. Olodunmare então disse que cortassem a cauda de Opeere e que isso o diferenciaria dos demais, uma cauda muito curta.

Assim, essas 7 aves tornaram-se importantes no culto ao Orisa, sendo veneradas. Em outras oportunidades, abordaremos outras aves também muito importantes, como Adaba, Akalamagbo, Tangalá, entre outras.

Texto: Blog Casa do Òsùmàrè -BA

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A árvore do Akoko é uma das mais importantes e sagradas do culto aos Deuses Africanos.

A folha do Akoko chegou ao Brasil por meio dos africanos que aqui aportaram e perpetuaram a sua cultura. Seu nome científico é Newboldia Laevis. Embora não seja uma árvore nativa do nosso País, é comum encontrar árvores de Akoko nos Terreiros de Candomblé do Brasil, sendo que suas folhas e tronco são indispensáveis para a nossa religião.

As folhas de Akoko são tão importantes, que são utilizadas para consagrar os títulos honoríficos e religiosos que os seguidores do Candomblé recebem. Uma antiga cantiga yorùbá, versa que não há título sem Akoko. Em outra cantiga diz que a consagração do título ocorre por meio das folhas de Akoko (Akoko Ewe Oye Akoko, Ewe Oye Ni….). Outra cantiga fala da ligação da sagrada ave Agbe com a árvore de Akoko, explicando a ligação dela com os títulos.

As folhas de Akoko são utilizadas em diversos rituais, bem como, o seu tronco. Os seus galhos possuem uma forte ligação com os ancestrais, uma cantiga discorre sobre isso “Olorun Olopa….”. Nesse caso, “Olopá” faz alusão aos galhos consagrados de Akoko para os ancestrais.

Há ainda, Divindades que moram aos pés dessa árvore. Na África, por exemplo, existem assentamentos de Ògún, o Deus Guerreiro, aos pés dessa árvore.

Não podemos aqui, falar sobre todas as utilidades da Árvore, Folhas, Tronco e Galhos do Akoko, mas, à exemplo do Igi Ope (Dendezeiro) é uma árvore que no Candomblé, todas as suas partes possuem uma importante função.

O Terreiro de Òsùmàrè espera ter contribuído um pouco, para o esclarecimento dos temas relacionados ao nosso Candomblé.

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Nasce o termo Ìyàwò

O Odù Ogbè’Ògúndá revela:

Iton:

Ìyà era a filha de Oníwòó o rei de Ìwò. Ela era muito bonita e trabalhadora. Ela era muito querida por Oníwòó. No entanto, Oníwòó resolveu ativar sua opção de um companheiro para ela. Oníwòó queria se assegurar que qualquer um que quisesse casar com sua filha deveria ser paciente e não deveria perder o controle facilmente. Ele colocou a provo todos os pretendentes de sua filha e todos falharam. Òrúnmìlá então foi a alguns de seus estudantes para consultar Ifá e determinar se ele se casaria ou não com a filha de Oníwòó e também quis saber se a relação seria frutífera e feliz para os dois. Os estudantes o asseguraram que seria muito bom se ele entrasse neste projeto. No entanto ele foi aconselhado a ser muito paciente e não perder o controle. Ele estava informado que os pais de Ìyà colocariam muitas provas em seu caminho para determinar o nível e o tamanho de sua paciência. Então ele foi aconselhado a oferecer um galo, epo e dinheiro (tanto ele/a devem realizar ritual para Ifá com dois ratos, peixe e dinheiro). Ele cumpriu sua tarefa.

Quando Òrúnmìlá chegou ao palácio de Oníwòó, ele foi recebido calorosamente e foi convidado a ir para seu quarto dormir. Desconhecido de Òrúnmìlá o quarto era uma pocilga dos porcos de Oníwòó. Acima dele era onde as galinhas de Oníwòó ficavam. Òrúnmìlá foi mantido dentro deste quarto sem comida e sem água. Ele fedia muito e as galinhas defecavam sobre o seu corpo. Ele não saiu de seu quarto, não pediu comida ou água ele não pediu para tomar banho e limpar seu corpo.

No quarto dia, Oníwòó chamou Òrúnmìlá ao palácio, quando se apresentou ele estava completamente coberto de fezes e fedia terrivelmente. Ele perguntou se Òrúnmìlá havia desfrutado de sua estadia no seu quarto. Òrúnmìlá disse que o quarto era como se fosse um segundo palácio para ele. Ele pediu para Òrúnmìlá trocar de quarto e ficasse ao lado da cozinha, ele estava se afogando no calor e na fumaça.

Ele permaneceu no quarto durante outros três dias sem comida ou bebida, no quarto dia ele foi convidado para ir ao palácio na presença de Oníwòó. Oníwòó lhe perguntou se ele havia desfrutado de sua estadia no novo quarto. Òrúnmìlá disse que o quarto era muito agradável. Oníwòó pediu que Òrúnmìlá fosse alimentado pela primeira vez. Ele comeu da comida do rei.

O próximo quarto dado a ele estava cheio de água rançosa, vermes e insetos, ele não pôde dormir durante três dias e quando chegou o quarto dia pediram-lhe para deixar o quarto, ele tinha muitas picadas de inseto por todo seu corpo. Quando Oníwòó lhe perguntou se ele havia desfrutado sua estadia no novo quarto Òrúnmìlá respondeu afirmativamente.

Durante três meses Òrúnmìlá estava passando prova em cima de prova. Ele suportou tudo sem queixa. Os próximos três meses foram provas físicas, como reduzir árvores imensas, limpar grandes extensões de terra e carregar cargas pesadas por longas distancias de um lugar ao outro. Ele fez tudo sem queixa.

Depois disto Oníwòó convocou Òrúnmìlá para encontrá-lo, tomar um banho e trocar de roupa (presente do rei). Antes que ele fosse até a corte do palácio, ele descobriu que em todos os lugares as pessoas estavam muito felizes por ele e havia um clima festivo.

Todos estavam cantando, dançando e festejando. Oníwòó pediu a Òrúnmìlá que se sentasse ao seu lado, ele fez. Oníwòó entregou a mão de Ìyà como esposa de Òrúnmìlá. Oníwòó louvou a paciência de Òrúnmìlá e gentileza ao longo de todas as provas por que passou. Ele então pediu a Òrúnmìlá para cuidar de Ìyà, já que havia se mostrado capaz de tomar conta de uma mulher.

Òrúnmìlá estava cheio de alegria, ele havia tido êxito onde muitos haviam falhado. Ele então disse aos seus estudantes que todas as mulheres que se casassem com um homem e passassem a viver debaixo de sua capa deveria ser chamada de Ìyà-Ìwo ou Ìyàwò (o sofrimento de Ìwo). Ele chamou sua nova Ìyà-Ìwo de Èrè (os ganhos para o sofrimento do povo de Ìwo). Todos eles e também seu chefe.

Depois deste dia todas as noivas se tornaram conhecidas como Ìyàwò.

A raiva não é frutífera

Paciência é o pai do bom caráter

O ser superior possui tudo

Estas foram às declarações do oráculo de Òrúnmìlá

Quando ele ia buscar a mão de Ìyà (sofrimento).

A filha de Oníwòó (rei de Ìwò)

Ele foi aconselhado a oferecer sacrifício

Ele cumpriu.

Logo depois, não muito tempo depois.

Encontremo-nos em meio a todo iré

O sofrimento que Òrúnmìlá experimentou em Ìwó

Não merece pena.

Olhem minha Ìyàwò (o prêmio pelo sofrimento de Ìwó).

Ire Aláàfià;

Coletado em Ifá Dida 2.

Oluwo Popoola

Tradução Odé Gbàfáomi

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