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Archive for Fevereiro, 2017

O Jogo de Búzios

No Candomblé utilizamos o jogo de Búzios (Merindilogun)como Oráculo para as consultas espirituais, não utilizamos o Opelé de Ifá; por isso e errado o que muitos Babalorixás fazem, de jogar para ver o Odu de Nascimento da pessoa, pois Odu de nascimento só se vê através do Opelé.
Mais ao contrário, muitos Babalawos andam difamando, o nosso precioso jogo de Búzios, que não é intuitivo, pelo contrário, nós temos que estudar muito, pois cada queda do jogo tem um significado e tradução, Ex: 1 búzio aberto e 15 fechados significa que Exú está respondendo, Tradução: o consulente está correndo perigo de furto, ou de ser enganado pelo sócio, ou traído pelo(a) esposo(a), e perseguição de inimigos. No nosso jogo de Búzios que responde e Exú o Orixá da Comunicação, pois é ele o único Orixá que se comunica com os Outros Orixás e com os humanos, nenhum outro Orixá tem esse poder de andar no Aiyé e Orun, nem mesmo Orunmila.

Ifá é um culto, uma filosofia, um sistema de Oraculo deixado por Orunmila (Divindade), para que assim pudéssemos desvendar seu versos, os Odus.

Ifá não e uma divindade e os Odus são um conjunto de versos que são interpretados pelos Babalawos através do jogo do Opele; Odu não é divindade, não se assenta Odu, não se cultua Odu, não se alimenta Odu, o que se faz é interpretar o que um determinado Odu traz de mensagem e a qual Orixá tem que se agradar ou apaziguar para reequilibrar a vida do consulente.


Só através do nosso jogo de Búzios pode-se definir a qual Orixá se inicia um futuro Omo Orixá, pois quem nos mostra qual Orixá é o guardião do Ori do iniciado e Ori através de Exú, de forma alguma pode-se definir Orixá através do Opele ou Odu, esse e o maior engano que muitos Babalorixás estão cometendo, pois, para definir o Orixá de um iniciado, primeiro se faz um grande número de rituais e não apenas um único jogo de búzios, iniciar uma pessoa no Candomblé é muito complexo, não é brincadeira e nem pode ser por intuição.
Axé !

Texto: Ricardo De Laalu Oliveira
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reuniao-2

Owe é a palavra yorùbá que significa provérbio. Na disciplina teológica, um provérbio é definido como um ditado curto que expressa uma verdade religiosa ou cultural. Todas as culturas fazem uso de provérbios para transmitir valores sociais. Como uma introdução para a compreensão do Òrìşà (Espíritos orientadores e forças da natureza), o provérbio yorùbá fornece uma base para Ifá captar a visão da relação entre o Eu e o Mundo.

Muitos dos provérbios que são de uso comum na cultura yorùbá são baseados nas Escrituras de Ifá. Esta Escritura é um longo poema composto de 256 seções orais, ou livros, chamados Odù. Cada Odù tem uma série de versos chamado ẹsẹ. No Odù chamado Òsa’túrá, os estudantes de Òrúnmìlá pediram ao profeta para dizer-lhes a natureza da Verdade. A palavra yorùbá para Verdade é Oniwaben fúnfún, que significa aquele que possui bom caráter é guiado pela luz.

No Odù Òsa’túrá, Òrúnmìlá diz que a Verdade é o Chefe do reino invisível que guia o destino da Terra. Ele continua que a Verdade é uma palavra que jamais poderá perecer, é a Fonte de Poder que supera todas as adversidades. Aqueles que conhecem a verdade podem encontrar a Vontade da Criação. Isto implica que a Verdade é uma forma de saber, em vez de um conjunto rígido de crenças. A Luz significa também que como uma Força da Natureza (Òrìşà), carrega a sua própria forma de consciência que pode ter um impacto direto sobre o curso da evolução. Estes são dois temas centrais nas Escrituras de Ifá e são fundamentais para a compreensão da natureza e função dos Òrìşà a partir da perspectiva da teologia de Ifá.

Dentro da estrutura do ritual de Ifá, o Odù é usado para invocar Èşù, que é tanto o Mensageiro Divino como o Guardião da Verdade. Este duplo papel tem causado alguma confusão entre aqueles que têm escrito sobre a posição do Èşù na cosmologia de Ifá. A confusão parece estar baseada em um mal-entendido sobre o papel da Èşù em causar distúrbios. Uma das funções da desordem natural em assuntos do cotidiano é sacudir a consciência para liberar a sua autoindulgência e pensamento rígido. Porque a Terra está em constante processo, todas as percepções da relação entre o Eu e o Mundo estão em constante estado de fluxo. Aqueles que negam ou ignoram a natureza dinâmica desta relação são regularmente lançados a um estado de confusão, como resultado de algumas mudança inesperada dos acontecimentos. Em termos simples, a percepção humana da verdade é um tamanho constante da mudança e uma das funções de Èşù é nos lembrar que a busca humana pela verdade nunca deveria estagnar.

Dizer que Èşù é o guardião da verdade é a sugerir que a verdade nunca pode tornar-se um conjunto fixo de regras ou dogma. Em vez disso, a Verdade é uma maneira de olhar para si mesmo e o mundo, é um estado de ser, em vez de um ato de conhecimento. Este é um conceito ilusório para alguns ocidentais, porque fomos condicionados pela ideia de que a verdade é estabelecida por fatos objetivos. A ideia de que a verdade só pode ser descoberta se formos periodicamente sacudidos de nossas noções preconcebidas é perturbadoras, para aqueles que querem a religião Ifá tem todas as respostas certas sobre qualquer coisa.

Quando missionários cristãos primeiro traduziram a Bíblia para o yorùbá a palavra Èşù era usada para representar o Diabo. Sem dúvida, isso foi uma tentativa deliberada de rebaixar a crença religiosa tradicional de Ifá. O efeito dessa calúnia é ainda evidente nos Estados Unidos, onde Èşù é muitas vezes associado à ideia de causar danos através do uso de magia e feitiçaria. Um olhar mais atento ao provérbio yorùbá, seu folclore e história sagrada sugere que os danos causados por Èşù é o resultado da recusa de uma pessoa a viver em harmonia com a verdade que se reflete nas Leis da Natureza.

Os provérbios neste capítulo são uma pequena amostra de uma cultura que é rica em uso poético da linguagem. Muitos desses exemplos usam analogias interdimensionais e imagens da natureza que não são comumente utilizados na linguagem coloquial. Isto leva a uma situação em que o significado original do provérbio não pode ser claro sem uma referência às crenças espirituais e sociais de Ifá. Como em todos os provérbios, não há interpretação única e definitiva do seu significado. Os provérbios que apontam para a verdade estão continuamente abertos a reinterpretação. É a sua capacidade de livrar-se das noções pré-concebidas, até dar-lhes a força de uma revelação.

Provérbios e princípios espirituais:

Diẹ diẹ o ékú njóórí.

Pouco a pouco vamos comer a cabeça do rato.

Comentário:

Em muitos versos das escrituras de Ifá na expressão: Pouco a pouco comemos a cabeça do rato.

A primeira linha da primeira estrofe. Comer a cabeça do rato é um dos mistérios da iniciação em Òrìşà e é parte integrante do drama simbólico que ocorre durante os rituais de transição.

Para mim, existem duas interpretações deste provérbio e em ambos vamos para o coração da sabedoria de Ifá como eu o entendo.

O uso mais comum desta frase é uma resposta a uma série de perguntas.

Quando pela primeira vez comecei a estudar Ifá meus anciãos diziam:

O que você está disposto a fazer com a experiência de transformação espiritual?

A resposta correta é:

Estou disposto a comer a cabeça do rato.

Isto seria seguido pela pergunta:

Como assim, comer a cabeça do rato?

A resposta esperada é:

Pouco a pouco vamos comer a cabeça do rato.

A partir de uma perspectiva ocidental, esse diálogo tem uma conotação clara e bem diferente da reação da cultura yorùbá. Para aqueles de nós que foram criados em um ambiente urbano, a ideia de comer um rato é muito nojento. No entanto, nas selvas da Nigéria, há uma grande variedade de roedores, que variam em tamanho de alguns centímetros a forma e a aparência de um porco pequeno.

Estes roedores são incluídos na dieta normal Yorùbá e são consideradas uma adição desejável para qualquer refeição.

Eu vou admitir que eu fui cético a primeira vez que me foi servida uma sopa de roedores, mas uma vez eu reuni a coragem de dar a primeira mordida, eu não tive dificuldade com o sabor.

A experiência realmente mudou minha compreensão do provérbio ‘comer ratos’.

No início, eu supus que a frase comer a cabeça do rato significa que o iniciado, os novatos estariam dispostos a fazer qualquer coisa, não importa o quão desagradável seria para alcançar a transformação espiritual.

Na minha experiência, isso é uma interpretação comum, quando utilizado na adoração de Òrìşà aqui no Ocidente.

Porque na África não há nada de ofensivo em comer roedores, eu fui forçado a reconsiderar a minha interpretação do provérbio.

Em termos práticos, a cabeça do rato é muito difícil para comer por causa dos ossos frágeis que cortam sua boca se você não remover cuidadosamente carne.

Foi com base nessa observação que cheguei a suspeitar que pouco a pouco vamos comer a cabeça do rato tinha uma interpretação muito mais literal.

Ifá é baseado na crença de que a transformação espiritual acontece lentamente, um passo de cada vez em uma sequência regular levando a um resultado desejado.

Se você vai comer a cabeça do rato, deve ser muito lentamente e com cuidado, retire a carne, um pouco de cada vez.

Muitas vezes, se perde esse ensinamento sobre a verdade. Temos a vã esperança de que o Òrìşà resolverá todos os nossos problemas através de algum processo mágico que não requer nenhum esforço de nossa parte.

O Odù Òsa’túrá (Òsá Òtúrá), diz que quando o profeta Òrúnmìlá define a natureza da Verdade, diz que aqueles que dizem a verdade serão guiados pelo Òrìşà.

Dizer a verdade na cultura yorùbá significa também viver e atuar Verdadeiramente.

A verdade para o Òrìşà não é algo que uma pessoa faz, é sempre um processo que a envolve. Como apertar as mãos com a força e emanar energia, saiba:

Nós viemos do reino espiritual.

Conhecimento sem ação é uma verdade oca.

Por: Áwo Falokun Fatunmbi.

Tradução: Odé Ợlaigbò

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Àsèsè -O Rito

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*Axêxê é a cerimônia que louva os ancestrais de todos os tempos e nações. Esta cerimônia começa pelo Ìpadé fúnebre, ligeiramente diferenciado dos demais e poderá durar de 1 a 7 dias

Através do rito do Axêxê se tem todo um sentido de manifestação do Povo do Santo, rodando, dançando, se integrando com o cosmos, mostrando que temos consciência de que somos elementos dinâmicos, de que o movimento da roda no sentido anti-horário nos liga aos antepassados, proporcionando paz, alegria, saúde e longevidade, dando-nos a certeza que nossa passagem na terra é finita, mas que nossa vida espiritual é infinita – donde os Homens e mulheres são os elementos que dançam em círculo – representa o altar da criação, da vida, já que a terra está em movimento, o universo está em movimento e só se conseguirá estar em sintonia com o universo através do movimento e assim sendo, proporcionando o bem estar da comunidade. Em todos os ritos e principalmente no do Axêxê, os laços de sangue são substituídos pelos de participação na comunidade, de acordo com a antiguidade, as obrigações e a linhagem iniciática. Todos estão unidos por laços de iniciação às divindades cultuadas, aos demais iniciados, às autoridades, aos antepassados e aos ancestrais da comunidade. As oferendas, principalmente a de sacrifícios vegetais, animais e minerais, representam o não uso da violência para resolver questões. Há um princípio de completude do outro, de que a vida se constrói de mãos dadas e de que cada um de nós à medida em que estabelece esta relação, estabelece um elo mais completo com as coisas que estão à volta.


Cada ser é perfeito dentro de sua própria verdade. A solidão é fruto da individualidade inflexível que está dentro de nós em aceitar o próximo como ele é. Muitas vezes ficamos fechado com nossa solidão interior e atribuímos essa culpa ao outro. Solidão é opção! A forma de reverter essa solidão é refletir sobre esse assunto e buscar dentro de si mesmo o que deve ser transformado e começar a agir. Respeitar o outro é fundamental, mesmo que não concordemos com suas idéias.

Babá Lokanfu.Toluaye.

*Babá Fernando D’Osogiyan

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MUKANGE UÁ BANTU (MÁSCARAS)

Muito se discute Hoje em Dia Sobre a utilização de Máscaras NAS casas de Angola, com o intuito de UO uma Desculpa de Querer se ” desnagotizar “, como casas de matriz kongo e Angola.

DEPOIS de ler Bastante Nina Rodrigues e Oscar Ribas (este naturais de Angola), Que São OS MAIORES nomos do Estudo da antropologia Africana, e Fazer Pesquisas Sobre o USO OU NÃO das Máscaras, vi that como “MUKANGES” Simplesmente Não foram inseridas no candomblé bantu brasileiro Porque ELAS representam o ato de Passagem da Criança parágrafo a fase adulta, É Só TEM Direito a EUA-las Homens ” circuncidados” , SEJA OU, Que tenham Passado Pela Cerimônia de da “mukanda”.

Mesmo que a divindade feminina só os homens podem usar como máscaras”

“A cerimónia DA mukanda” – Como Disse Acima, e Um rito espiritual de Passagem da Criança parágrafo a fase adulta. Na África tribal, não existe adolescência. Uma criança em torno dos 10/12 anos passa por esta cerimônia, e partir disso, ela passa a ter o direito ou a responsabilidade de Pai (se houver necessidade), pode sustentar sua família ou ajudar sua mãe na falta do Pai .

“A cerimónia” – Existe na aldeia OU tribo (SEJA ELA qua por nenhuma Território Africano), o Nganga Mukanda,   that  E o  sacerdote Responsável Pela circuncisão, that pega a Criança e lev um hum Espaço sagrado Dentro da Floresta, Onde se reunem Vários Sacerdotes e Depois de Consultar o “ngombo” (jogo de adivinhação bantu), São entoados cânticos Sagrados Para evocar o Nkisi Responsável Pelo rito de Passagem da Criança, é esse Nkisi Que Será o patrono e POR Aquela pessoa a Partir Desse rito, é esse Nkisi, difere de um para o outro.

Após esse rito, dependendo da ancestralidade do já adulto, deve ser confeccionado sua máscara usando o rosto da pessoa como molde, com as propriedades e natureza daquele Nkisi patrono daquela pessoa.

Nota: Nem o PRÓPRIO Usuário da máscara, PODE Colocar ELA em Seu tosto, ISSO e Feito Pelo Seu nganga QUANDO ELE ESTÁ POR manifestado Seu ancestral. Esta máscara de fundo com mais de seu coração, ela não tem de herança para ninguém.

Na verdade todo candomblé brasileiro, é Europeizado, com louças servindo como igbás, baianas e batas que eram usadas em senhoras de engenho, e nos homens de ternos e luvas que são vestimentas típicas dos homens europeus e consequentemente Srs das fazendas e engenho.

Acho louvável, querermos ter identidade própria. Resgatar o que os nossos faziam, mas com responsabilidade, o que tinha que ter vindo para o Brasil, veio.

O Nkisi se mudou de mala e kuia para o Brasil, e agora as pessoas querem levar ele de volta para lá.

Quer saber se uma casa está certa? Olhe para uma casa de matriz que aquela casa diz pertencer, não há solução para o uso de alguma coisa, não há dúvida de que faz parte do candomblé.

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