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Archive for Abril, 2018

O que é Ifá?

Candomblé

Resultado de imagem para fotos de Ifá

Muito se fala de Ifá e poucos sabem o que de fato é Ifá.  Somente os devotos de Orunmilá, que é genericamente conhecido por Orixá do destino, e, que, ao se tornarem Oluwos ou Babalawos, depois de um longo aprendizado, alguns afirmam levar 21 anos, e provas perante a sua confraria, é que podem fazer divinações, leituras e suas histórias, exemplificando, sempre com clareza aquilo que se quer saber e sendo recompensado por isso.

Ifá era um Sistema de Divinação, originário da cultura africana Yorubá.

Embora a Divinação Sagrada de Ifá não fosse o único sistema divinatório praticado em África, ela era de longe a mais completa e confiável, tendo sido fonte e modelo para vários outros “jogos de adivinhação” que dela foram derivados por simplificação, simbiose e ou, interpretação.
Em contraste com todos os outros tipos de Adivinhação, onde ninguém ousa ou tem meios de contradizer aquilo que o…

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Mancomunado

Os nossos Ancestrais não compactuam com a famosa “Mancomunação” de alguns filhos e principalmente de zeladores da nossa religião, é impressionante que determinadas cabeças (Orís) passam a gerenciar a vontade que eles julgam serem do Orixá,  baseadas no seu interesse próprio, como se o Orixá dependesse de suas instruções e comando.
No candomblé, essas pessoas são chamadas de “Mancomunadas”, o que acontece de fato é que perderam em algum momento a conexão com seu Orixá e o que é pior, talvez até de forma definitiva, por não seguirem recomendações e agirem por conta própria.
Um Orí contaminado de um zelador, destitui a fé ao sagrado, cria em sua volta uma rede de interesses que se espalhará como vírus por todo terreiro, transmitirá momentânea sensação da ritualística fundamentada na vontade de seu sacerdote em se beneficiar, em agradar, em querer aparecer.
Há casos de políticas internas dentro de uma casa serem também a causa dessa Mancomunação, influências externas contribuem também de forma nefasta e familiar.
 O Orí Mancomunado transpassando o  Orixá vai se performando ao longo do tempo, a ponto de se vestirem com a roupa de seu Orixá, dançar, cantar e transmitirem recados em nome do Orixá supostamente presente, assimilam e estudam vícios de forma até teatral.
 É constrangedor observar tais comportamentos, deflagrados em personalidades corrosivas,  pessoas que se passam pelo seu Orixá por pura vaidade, pela sensação de poder, pela  auto-afirmação e até pela carência afetiva.
Somos intercessores do nosso ancestral nada mais além disso, nosso preceito é feito para nossos ancestrais, seguir as recomendações litúrgicas, proceder rituais,  daí a importância de cuidarmos do Orí anualmente, alimentando-o através do ritual de Borí  pois uma cabeça firme e equilibrada estará sempre alinhada  com a energia de seu Orixá, protegida de qualquer interversão que possa aparecer.
Nunca em tempo algum podemos falar em nome do nosso Orixá, nem mesmo através de Jogo de búzios, sonhos, ifá, etc, etc, pois o Orixá é soberano, está acima, em outro patamar, é um ancestral por ora por nós divinizado, um pingo de sua energia quando estamos “virados” , constitui na mais pura manifestação de amor e fraternidade, a transmissão de Axé a todos, preservar com devoção ao mistério que nos propomos dentro da religião.
Mancomunação transforma-se em doença fazendo-se crer num personagem fictício sobre um palco de ilusões cercados por uma inocente platéia, candomblé seja qual for a nação não é bagunça, não é um circo com show de palhaços, não desfile de modas e demonstrações de batuques e cantos, Orixá não é um ventríloquo, muito menos um moleque de recados.
Candomblé é religião com Dogma, Teologia e Liturgia.
 Texto: Bàbá Fenando de Òsògìyán

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61915No Opô Aganju, Lauro de Freitas, Brasil, 1986 – Foto Lázaro Torre“O Candomblé é para mim muito interessante por ser uma religião de exaltação à personalidade das pessoas. Onde se pode ser verdadeiramente como se é, e não o que a sociedade pretende que o cidadão seja. Para pessoas que têm algo a expressar através do inconsciente, o transe é a possibilidade do inconsciente se mostrar”. No seu contato com o candomblé – como frequentador, amigo e iniciado – Verger foi cuidadoso e paciente. Ganhou afeto, proteção, conhecimento e, para honrar a confiança que nele foi depositada, passou o resto da vida registrando lendas, liturgias e procedimentos, em suas fotos e livros, que se tornaram fonte segura de informação para adeptos, pesquisadores e curiosos.
“Só em 1948, dois anos após minha chegada à Bahia e uma longa viagem pelo Recife, Haiti e Guiana Holandesa é que comecei a dar-me conta da importância do Candomblé e do papel que desempenha, dando dignidade à maioria dos habitantes desse lugar, descendentes de africanos”. Foi em 1948 também que ele esteve pela primeira vez no Ilê Axé Opô Afonjá, pouco antes de partir para a África, onde teria uma bolsa de estudos para fotografar rituais religiosos. Mãe Senhora se ofereceu para consagrar a sua cabeça a Xangô. Iniciou-se aí a longa amizade de Verger com o povo de santo.
Na África, esteve com descendentes dos antigos soberanos que originaram os mitos; conheceu os locais sagrados, assistiu e participou de rituais. Quando estava na Bahia, continuava o aprendizado: “O interessante é você conviver, fazer as mesmas coisas e participar sem intenção de entender. Participando, a coisa fica completamente diferente. Foi o que aconteceu comigo aqui. Eu convivia no terreiro do Opô Afonjá, fazia as mesmas coisas das pessoas da Casa, sem saber o porquê, nem como. Vivia em comum tomando parte das preocupações, das crenças.
Com Obarayin, Opô Aganju, Lauro de Freitas, Brasil, 1992 - Foto Marcio LimaCom Obarayin, Opô Aganju, Lauro de Freitas, Brasil, 1992 – Foto Marcio LimaAlém do Afonjá, Verger frequentou muitos outros terreiros, como a Casa Branca, as casas de Joãozinho da Goméia, Joana de Ogum e Catita, onde tinha muitos amigos e, depois de alguns anos, o Aganju, fundado pelo sacerdote e amigo Balbino Daniel de Paula, com a sua ajuda. Até o final da vida, entretanto, Verger se declarava um “francês racionalista” que não tinha “sentimentos religiosos muito fortes“, ainda que talvez não fosse tão cético assim. O fato é que a profundidade do seu conhecimento somado à sua vida monástica e temperamento misterioso o tornaram um referencial para pessoas de todos os credos.

Todos os Direitos das imagens deste site são reservados à Fundação Pierre Verger
2ª travessa da Ladeira da Vila America, nº6 – Engenho Velho de Brotas – 40420-340 Salvador-BA; CNPJ 163012020001-03

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