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Archive for Outubro, 2008

Em sua passagem pela Terra, foi a primeira Iyabá e a mais vaidosa, razão pela qual segundo a lenda, desprezou o seu filho primogênito com Oxalá, Omolú, por ter nascido com várias doenças de pele. Não admitindo cuidar de uma criança assim, acabou por o abandonar no pântano. Sabendo disso, Oxalá condenou-a a ter mais filhos, os quais nasceriam todos com alguma deformação física (Oxumaré, Ewá e Ossayin), e baniu-a do reino, ordenando-lhe que fosse viver no mesmo lugar onde abandonou o seu filho, no pântano.

Nanã tornou-se uma das Iyabás mais temidas, tanto que em algumas tribos quando o seu nome era pronunciado, todos se jogavam ao chão. Senhora das doenças cancerígenas, está sempre ao lado do seu filho Omolú. É protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais.

Qualidades de Nanã

Nanã Abenegi: Dessa Nanã nasceu o Ibá Odu, que é a cabaça que traz Oxumarê, Oxossi Olodé, Oya e Yemanjá.

Nanã Adjaoci ou Ajàosi: É a guerreira e agressiva que veio de Ifé, às vezes confundida com Obá. Mora nas águas doces e veste-se de azul.

Nanã Ajapá ou Dejapá: É a guardiã que mata, vive no fundo dos pântanos, é um Orixá bastante temido, ligado a lama, a morte, e a terra. Veio de Ajapá. Está ligada aos mistérios da morte e do renascimento. Destaca-se como enfermeira; cuida dos velhos e dos doentes, toma conta dos moribundos. Nela predomina a razão.

Nanã Asainan ou Asenàn: Provisoriamente sem dados inerentes a este caminho do Orixá Nanã.

Nanã Buruku ou Búkùú: Também é chamada Olú aiye (senhora da terra), ou Oló wo (senhora do dinheiro) ou ainda Olusegbe. Este Orixá veio de Abomey; ligado à água doce dos pântanos, usa um ibiri azul.

Nanã Iyabahin ou Lànbáiyn: Provisoriamente sem dados inerentes a este caminho do Orixá Nanã.

Nanã Obaia ou Obáíyá: É ligada a água e a lama. Mora nos pântanos; usa contas cristal vestes lilás e veio do país Baribae.

Nanã Omilaré: É a mais velha, acredita-se ser a verdadeira esposa de Oxalá. Associada aos pântanos profundos e ao fogo. É a dona do universo, a verdadeira mãe de Omolu Intoto. Veste musgo e cristal.

Nanã Savè: Veste-se de azul e branco, e usa uma coroa de búzios.

Nanã Ybain: É a mais temida. Orixá da varíola. Usa cor vermelha, é a principal, come direto na lagoa, dando origem a outros caminhos. Para chamá-la, a ekedi tem que ir batendo com seus otás para fazê-la pegar suas filhas.

Nanã Oporá: Veio de Ketu, coberta de òsun vermelho. É a mãe de Obaluaiyê, ligada a terra, temida, agressiva e irascível.

Nanã Xalá: Muito ligada ao Branco e a Oxalá.

Teremos ainda outros nomes, títulos ou qualidades: Inselè, Sùsùré, Elegbé, Bíodún, ìkúrè, Asaiyó, etc.

Revisão: Fernando D’Osogiyan

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É com o coração repleto que inauguro uma nova fase.
Encorajado pelos meus generosos irmãos idealizadores deste espaço, Maria Manuela e Nelson Souza, decidi aceitar, ainda que temeroso, o convite para deixar registradas aqui algumas mal traçadas linhas contendo impressões pessoais acerca da nossa riquíssima religião.
O temor inicial advém do pouco, porém intenso, contato com o cotidiano do culto, especialmente pela posição por mim ocupada na complexa organização hierárquica do candomblé.
Sou um aguerrido abiãn que se emociona e se orgulha por ter reencontrado o caminho espiritual, e que está imbuído dos nobres sentimentos de cooperação e dedicação na luta contra a desmistificação, e, sobretudo, contra o descabido preconceito que insiste em assolar a religião e seus adeptos, durante anos.
Credito o preconceito, no primeiro momento, à falta de conhecimento, que está sendo frontalmente combatida em nosso espaço.
Chego para aprender diuturnamente com os pertinentes comentários lançados, e igualmente partilhar, com estrita observância a princípios éticos, experiências e descobertas.
Abraço a todos com carinho, agradecendo a acolhida.

Artur.

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Divindade calma veste-se sempre de cores claras, de preferência amarelas que é a sua cor consagrada; porém, dependendo da qualidade, òsun guerreira pode vestir-se de cor de rosa, òsun velha de branco e azul claro; òsun Ijimu, por exemplo, usa uma saia azul claro, òja e adé cor de rosa. Òsun leva na mão direita seu leque ritual, o abèbé de latão ou qualquer outro metal dourado, com uma sereia, um peixe ou até mesmo uma pequena pomba no centro.

O número de òsun sendo dezesseis, o colar terá dezesseis fios, dezesseis firmas (ou duas, ou quatro) que podem ser de divindades com as quais ela tem afinidade, ou com as quais sua filha estiver relacionada: Òsòsi, Sàngó, Yémánjá, por exemplo. Òsun dança os ritmos ijesa, com passos miúdos, segurando graciosamente a saia.

O toque Ijèsà é ritmado como o balanço das águas tranqüilas, e muito apreciado pelos fiéis. Quando estão Presentes Òsòsi e Logun Edé acompanham òsun. ògún também dança com òsun os ritmos Ijèsà, assim como òsányín. No terreiro jeje do Bogun, òsun (ÍYÁLODE) dança o bravum como Naná. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias, anéis e pulseiras. No dia do deká de uma filha de Yasan (Oya Bale) daquela casa, òsun manifestou-se para disputar Sàngó, empurrando-a e dançando, provocante, diante do deus do trovão.

São dezesseis qualidades de Òsun;

ÒSUN ABALÔ é uma velha Òsun, de culto antigo, considerada Iyá Ominibú, tem ligação com Oyá, Ogun e Oxóssi, veste-se de cores claras, usa abebé e alfange.

ÒSUN IJÍMU ou Ijimú, é outro tipo de Òsun velha. Veste-se de azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e alfange, tem ligação com as Iyamís, é responsável por todos os Otás dos rios.

ÒSUN ABOTÔ  também uma velha oxun de culto antigo, ligada as Iyamís, feiticeira, carrega abebe e alfange, tem ligação com Nanã, Oyá de culto Igbalé.

ÒSUN OPARÁ ou Apará seria a mais jovem das Òsun, e um tipo guerreiro que acompanha Ògún, vivendo com ele pelas estradas; dança com ele quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na m ão e pode vestir-se de cor de marronavermelhado,a Senhora da Espada.

ÒSUN AJAGURA ou Ajajira, outra òsun guerreira que leva espada, jovem, tem ligação com Yemanjá e Xangô

YEYE OKE Oxun jovem guerreira, muito ligada a Oxóssi, carrega ofa e erukere

YEYE ÌPONDÁ  é também uma òsun Guerreira ligada a Ibuálàmò. Yeye Pondá é rainda da cidade que leva seu nome Ìponda, leva uma espada e veste-se de amarelo ouro e branco quando acompanha Oxaguiã.

YEYE OGA é uma òsun velha e muito guereira, carrega abebe e alfange

YEYE KARÉ é um osun jovem e guereira, ligada a Odé Karè, Logun edé.

YEYE IPETU é uma Oxun de culto muito antigo, no interior da floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn e principalmente a Oyá dada a sua ligação com Egun.

YEYE AYAALÁ- é talvez a mais ancestral dentre todas, veste-se de branco, ligada a Orunmilá e as iyamis, considerada a avó.

-YEYE OTIN- Osun com estreita ligação com Ínlè, ligada a caça e usa ofá e abebé.

-YEYE IBERÍ ou merimerin- Oxun nova,  concentra a vaidade e toda beleza e elegância de uma Oxun, dizem que ser a Oxun de mãe menininha do Gantois.

YEYE MOUWÒ- oxun ligada a Olokun e Yemanjá, grande poder das iyamís, veste-se de cores claras e usa abebé e ofange.

YEYE POPOLOKUN- oxun de culto raro, ligado aos lagos e lagoas,

-YEYE OLÓKÒ- Oxun guerreira , vive na floresta nos grandes poços de água, padroeira do pôço.

Revisão: Fernando D’Osogiyan

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Não importa o quanto eu peça ou rogue, a sua resposta é sempre um rotundo não. Uma vez achei até que tinha um argumento lógico e irrefutável para saber quais seriam os próximos números. Comecei por apresentar a minha lógica numa afirmação confirmando que o Pai Orunmilá era o repositório de todo o conhecimento e que assim ele saberia como conseguir qualquer coisa. Mas, ainda antes de eu fazer a minha pergunta, de como conseguiria Pai Orunmilá dizer-me os números do Euromilhões, ele atalhou dizendo que como Pai tinha sempre a escolha sobre se quereria dar-me as respostas ou não. O Pai sabe tudo, mas tem também sentido de humor…

A razão pela qual ele escolhe não me dizer a mim, ou a alguma outra pessoa, os números do Euromilhões é muito simples, como é que isso me ajudaria no meu caminho? No mínimo, provavelmente ganhar o Euromilhões seria um desvio tal do nosso caminho Espiritual que seria uma coisa séria! Já ouvi inúmeras histórias de pessoas relatando como o Euromilhões ou a Lotaria lhes destruíram a vida. Há o exemplo do homem que ganhou a lotaria e que aplicou estupidamente o dinheiro comprando carros e tudo o mais para a sua filha. Mas quando a vida altamente materialista da sua filha acabou de forma trágica com uma overdose de drogas, o homem culpou a lotaria, mas absolveu-se a si próprio de qualquer contribuição.

Seja como for, a questão é que Orunmilá não é o responsável pelo Destino para ajudar algumas pessoas a enriquecer enquanto outras lutam. Não é o seu trabalho gerir as nossas vidas. È sim o de nos guiar espiritualmente e não financeiramente. E uma coisa da qual tenho muita certeza é de que a imensa riqueza é directamente desproporcional à capacidade de cada um em atingir saúde Espiritual – “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” – Mateus 6:21 – Não costumo utilizar as escrituras, mas esta frase pareceu-me bastante adequada.

Para muitas pessoas, o dinheiro é tudo na vida. Aquele que morrer com maior materialismo ganha. Mas ganha o quê? Recordemos o exemplo anterior da jovem que morreu com overdose… ela teve “tudo” o que o dinheiro podia comprar. O sucesso financeiro não deve de facto ser o nosso objectivo.

Além do mais, seria difícil desenvolver a nossa espiritualidade com bases Africanas quando a nossa atenção começa a focar-se em desenvolver contas bancárias seculares. A maioria das pessoas ricas “financeiramente” não chegaram a essa posição sendo generosas quanto às cordas da sua bolsa! Duas das características principais da Espiritualidade que são absolutamente contraditórias à acumulação de riqueza são um saudável sentido de comunidade combinado com um impulso de partilha com aqueles menos afortunados. Como se diz em Mateus 6:24, “ Ninguém pode servir a dois senhores; porque, ou há-de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. Se me é possível parafrasear um pouco, não podemos servir Espiritualidade e Dinheiro.

O Pai Orunmilá não me vai ajudar a ganhar o Euromilhões. Honestamente também não espero que o faça. Os números do Euromilhões ou da Lotaria são uma espécie de anedota que temos entre nós. Acredite ou não, um Orixá pode ter um excelente sentido de humor. Mas o que é ainda mais impressionante é a sua capacidade de cumprir com uma decisão, uma vez que a tome. Se alguma vez ganhar O Euromilhões será apenas porque estava no meu caminho e não porque tenha informação privilegiada quanto aos números que vão sair.

Embora eu possa achar que seria bom se o conseguisse, poderia também ser a pior coisa a alguma vez acontecer na minha vida. Preciso ter muito cuidado com o que desejo e peço. Pode realmente concretizar-se!

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Olubajé é um ritual anual para Obaluaiê e só é feito em casas de Candomblé, sendo obrigatório em casas onde haja feito um Yawo de Obaluaiyê há menos de sete anos ou o próprio Zelador ou Zeladora seja deste Orixá.
Olubajé é uma palavra de origem Iorubana e significa Olú : Aquele Que; Ba : Aceita; Je : Comer.

Olubajé

Diz uma lenda que Xangô, um Rei muito vaidoso, deu uma grande festa em seu palácio e convidou todos os Orixás, menos Obaluaiyê, pois as suas características de pobre e de doente assustavam o rei do trovão. No meio do grande cerimonial todos os outros Orixás começaram a notar a falta do Orixá Rei da Terra e começaram a indagar o porquê da sua ausência, até que um deles descobriu de que ele não havia sido convidado.
Todos se revoltaram e abandonaram a festa indo a casa de Obaluaiyê pedir desculpas, Obaluaiyê recusava-se a perdoar aquela ofensa até que chegou a um acordo; daria uma vez por ano uma festa em que todos os Orixás seriam reverenciados e este ofereceria comida a todos desde que Xangô comesse aos seus pés e ele aos pés de Xangô.
Nascia assim a cerimónia do Olubajé. Porém, existem diversas outras lendas que narram outros motivos sobre o porquê de Xangô e Ogum não se manifestarem no Olubajé.

Aqui vou contar um resumidamente o que acontece nessa cerimónia:
Nesse dia todo o terreiro se encontra ornamentado na cor deste Orixá, Obaluaiyê – devo ressaltar que essa é a única cerimónia dentro do Candomblé que dispensa o Ipadé de Exú.
Chega a hora e o Babalorixá ou a Yalorixá faz soar o adjá, forma-se uma fila indiana, trazendo panelas de barro ornamentadas com faixas, todas elas contendo as comidas de todos os Orixás com excepção da comida do Orixá Xangô; à frente estará a Yalorixá ou o Babalorixá seguida por uma filha de Iansã, carregando uma esteira, uma outra com um pote na cabeça contendo a bebida sagrada das cerimónia chamada de Aluá, mais uma com um vasilhame de barro cheia de Ewe Lara (folha de mamona) a qual servirá de prato para as comidas; logo em seguida mais 21 pessoas ou 7 – estes são os números das comidas oferecidas – transportarão vasilhames de barro à cabeça, trazendo-os para o centro da sala, onde serão colocados sobre a esteira, formando assim a mesa do banquete.

É importante ressaltar que todos, como numa cerimónia de um Bori, inclusive os assistentes, deverão estar descalços.

Em seguida, três dos iniciados mais antigos servem as comidas, colocando um pouco de cada uma das comidas existentes no banquete sobre uma folha de mamona que serve de prato. Todos os presentes na cerimónia devem comer um pouco de cada uma das comidas, utilizando apenas as mãos para comer, e é também obrigatório que todos dancem ao som das músicas e cantigas que vão sendo entoadas em louvor do Orixá.
Todos batem palmas pausadamente – paó – saudando Obaluayê. Com voz forte e cheia de entusiasmo, esta frase melodiosa ecoa:

Omulú Kíí bèrú já__Kòlòbó se a je nbo
Kòlòbó se a je nbo__Kòlòbó se a je nbo__Aráayé.
Omulú não tem medo dde guerras,.
Na pequena cabaça traz a comida do ebó.

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Filho de Yemanjá e Oxalá é o deus da caça e vive nas florestas, onde moram os espíritos dos antepassados. Tem a virtude de dominar os espíritos da floresta.
Na África era a principal divindade de Ilobu, onde era conhecido pelo nome de Irinlé ou Inlé, um valente caçador de elefantes. Conduziu seu povo de Ilobu a guerra e os ensinou a arte de guerrear, permanecendo até hoje nesta cidade.
Ocupa um lugar de destaque nos Candomblés em Salvador, isto porque é o patrono de todos os terreiros tradicionais.
Oxóssi é o único Òrixá que entra na mata da morte, joga sobre si uns pós-sagrados, avermelhados, chamados Arolé, que passou a ser um de seus dotes. Este pó o torna imune à morte e aos Eguns.
Sendo ele um rei, carrega o iruquere (espanta moscas) que só era usado pelos reis africanos, pendurado no saiote.
QUALIDADES

ÍBUÀLÁMÒ – É velho e caçador. Nasce nas águas mais profundas do rio Irinlé. Sua vestimenta é branco com bandas, saiote  e capacete de palha da costa.  Tem ligação com Omolú e Oxun. Seu assentamento se difere de todos.

ÍNLÈ – É novo  e caçador, tem seu culto as margens do rio Irinlé, conhecido com caçador de Elefantes, o marfin é a sua conta, tem ligação com Oxuns, Oxaguiã e Yemanjá.

DANA DANA – Tem fundamento com Exu e  Ossain.  É ele o Òrixá que entra na mata da morte e sai sem temer Egun e a própria morte. Veste azul claro, muito impetuoso e foge à toa.

AKUERAN – Tem fundamento com Ogun e Ossain. Muitas de suas comidas são oferecidas cruas. Ele é o dono da fartura. Ele mora nas profundezas das matas. Veste-se de azul claro e tiras vermelhas. Suas contas são verde claro.

OTIN – Guerreiro e muito agressivo, vive intocado na mata, ligado a Ogun. Usa azul claro, leva capangas, roupas de couro de leopardo.

KÒIFÉ – Não se faz no Brasil e na África, pois, muitos de seus fundamentos estão extintos. Seus eleitos ficam um ano recolhidos, tomando todos os dias o banho das folhas. Veste vermelho, leva na mão uma espada e uma lança. Come com Ossain e vive muito escondido dentro das matas, sozinho. Suas contas são azuis claras, usa capangas e braceletes. Usa um capacete que lhe cobre todo o rosto. Assenta-se Koifé e faz-se Ybo, Ynlé ou Oxum Karé; trinta dias após, faz-se toda a matança.

KÀRÉ –  é ligado as águas e a Oxum e Logun Edé  e com eles exercem as mesmas forças e funções.. Usa azul e um Banté dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. Bom caçador mora sempre perto das fontes.

ÍNSÈÈWÉ ou Oni Sèwè – É o senhor da floresta, ligado as folhas e a Ossain, com quem vive nas matas. Veste azul claro, e banda de palha da costa,  usa capacete quase tapando o seu rosto.

ÍNKÚLÈ ou Oni Kulé- Odé das montanhas, de culto no platô das serras, muito ligado a Oxaguiã e Jagun, veste verde claro, turquesa.

ÌNFAMÍ ou Infaín Odé funfun, ligado a Oxaguiã e Oxalufã, só usa branco e come abadô

AJÉNÌPAPÒ- Odé ligado as Iyamis Osorongá, aquele que pode se aproximar e também a Oyá, o dono do Irukere.

Odé Orélúéré- Ligado aos Igbôs, odé de culto antigo.

Poderemos encontrar ainda: Odé Etetú; Odé Edjá, Odé Isanbò, Odé Ominòn, Odé Oberun’Já.

OTOKÁN SÓSÓ – Embora muitas vezes seja citado como uma qualidade, não é qualidade, é um oríkì que significa o caçador que só tem uma flecha . Ele não precisa de mais nenhuma flecha porque jamais erra o alvo.
Título que Oxóssi recebeu ao matar o pássaro de Ìyámi Eléye. Não fazendo parte do rol dos caçadores que possuíam várias flechas, Oxóssi era aquele que só tinha uma flecha.
Os demais erraram o alvo tantas vezes quantas flechas possuíam, mas, Oxóssi com apenas uma flecha foi o único que acertou o pássaro de Ìyámi, ferindo-o com um tiro certeiro no peito.
Por essa razão é que ele não recebe mel, pois o mel é um dos elementos fabricado pelas abelhas, que são tidas como animais pertencentes a Oxum, mas, também às Ìyámi Eléye.
Então, é èèwò (proibição) para Oxóssi. Por essa razão também, é que se dá para Oxóssi o peito inteiro das aves, como reminiscência desse ìtàn.

Revisão: Fernando D’Osogiyan

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