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Archive for the ‘Candomblé’ Category

 

Zangbeto é um Culto do povo Badagry, sendo altamente respeitado pelos membros da sua comunidade – Os “Guardiões da Noite ( Policiais Vodoo no Benin)”, são espíritos que gostam de dançar e falar sob folhas de palmeira (ráfia). 

Desaparecem e reaparecem à sua vontade e giram trazendo boa sorte. Conta à legenda, que Zangbetos inicialmente eram os guardas noturnos na cidade de Hogbonou, Benin. Sua roupa exterior é feita das folhas da palma arranjadas em camadas, e coberta por fora com uma espécie de chapéu. E eram eles os responsáveis pela segurança noturna das vilas e aldeias, mantendo afastados os ladrões e malfeitores. Nesse sentido, podemos notar alguma semelhança com o termo Olopá ( que além de Senhor da Roupa, também significa Policial). 

Hoje os Grupos locais de Zangbeto realizam competições, no sentido de ver os melhores pés de dança e magia durante todo Benin e Togo.

Sua aparição publica é acompanhada de alguns instrumentos musicais, dentre eles há uma espécie de sino duplo denominado “Gankeke”, os Zangbeto utilizam também o Gangbo. Quanto ao ritmo produzido, denomina-se Gangbo, possuindo este nome, devido ao instrumento “gangbo” do qual lhe emprestaram o nome.

Hoje o Zangbeto ainda aparece em ocasiões especiais ou quando existe uma situação de urgência na comunidade. No ritual público de dança, percebe-se uma frenética rotação, em seguida, sentam-se na terra e ficam quietos, quando então os membros do grupo, batem neles com as suas varas rituais, e são entoadas orins pela comunidade Zangbeto.

Nesse momento, alguém vira a roupagem ritual, e mostram a todos que seu interior se encontra completamente vazio, pois a energia que lhe deu vida bem como o movimento já partiu. Mas sempre que o faz, deixa um pequeno boneco Zangbeto para trás como lembrança de sua estadia. O mais interessante ainda, é que de repente, alguém do grupo bate de novo com a vara ritual, a energia do Zangbeto retorna, e ele se faz novamente presente para a comunidade. À um costume em alguns locais de se incinerar estas roupas rituais após as apresentações.

 

 

O culto de Zangbeto encontra-se, presentemente, espalhado por todo o Sul do Benim. Zan significa noite. Zangbeto é, de fato, um espírito noturno. No meio da escuridão, o mascarado sai do seu convento, semeando terror à sua volta. Vai a casa dos ladrões, dos adúlteros, dos caloteiros, impondo-lhes que ponham cobro às suas safadezas. As suas formas parecem ter sido estudadas para meterem medo: Zangbeto é uma grande máscara coberta de palha colorida da cabeça aos pés, dando saltos acrobáticos e emitindo sons guturais.


A sua origem é mítica. Diz-se que três irmãos andavam em guerra entre si; os dois mais velhos opunham-se ao mais jovem; este, na noite antes da derradeira batalha, teve um sonho: uma figura sobrenatural aconselhou-o a cobrir-se de palha e, com os seus homens, correr de encontro aos inimigos, fazendo-lhes acreditar que eram fantasmas. O embuste funcionou, os irmãos fugiram e o jovem ficou senhor do reino. A máscara de Zangbeto é um tributo a essa vitória e, como tal, se tornou objeto de veneração.

Da Wikipédia

 

Arquivo: Zangbeto Benin festival Jan 2018.webm
Zangbeto.jpg
Zangbeto3.jpg

Zangbeto são os tradicionais guardiães de vodu da noite na religião iorubá do Benim e do Togo, conhecidos como os “Nightwatchmen”. Semelhante a Egunguns , eles são altamente reverenciados e agem como uma força policial não oficial patrulhando as ruas, vigiando as pessoas e rastreando criminosos e apresentando-os à comunidade para punir. [1] Originalmente criado para assustar o inimigo, Zangbeto passeará pelas ruas para detectar ladrões e bruxas, e para fornecer lei e ordem.

Fotos e Pesquisa Internet/ Wikipédia

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Para conhecer e saborear a cozinha do Candomblé        
Dias 20 e 21 de outubro, o público pode conhecer e saborear os quitutes servidos aos orixás na V Mostra de Culinária de Terreiro, na Praça do Carmo, em Olinda.

O Candomblé é uma religião em que rituais e gastronomia estão sempre de mãos dadas. Nos terreiros, pratos tradicionais como o caruru sçao feitos de forma ritualística para serem servidos aos orixás. Para apresentar esses sabores, símbolos e significados, a V Mostra da Culinária de Terreiro de Pernambuco reúne 13 terreiros de Candomblé na Praça do Carmo, em Olinda, nos dias 20 e 21 de outubro. Com produção da Aurora 21 e incentivo do Funcultura, o evento é aberto ao público.

Entre os pratos desta edição estão um Efó para a orixá Oxum (à base de repolho, camarão, ovos); um Amalá para Nanã (frango e camarão); um Axé Yá para Iemanjá (pato, milho de munguzá e manjericão); e um Isú Dogum para Ogum (inhame e camarão). Na mostra, além da degustação das comidas, o público terá acesso a informações sobre a história e significação da gastronomia de origem africana na culinária pernambucana e brasileira.

O evento inclui ainda a exposição de Folhas Sagradas, na Barraca de Ossain – orixá detentor do segredo das folhas. As comidas de cada orixá serão preparadas na forma da tradição da nação a que pertence a respectiva barraca – Nagô, Ketu, Xambá e Jeje.  “Haverá um espaço especial para a atividade ‘Conversando com quem sabe’. Encontro Babalorixás e Yalorixás com o público em geral transmitindo fundamentos da comida de ritual afro-brasileiro”, explica o produtor Felipe Cabral.

Os terreiros participantes foram selecionados pelo Babalorixá Manoel Papai, do Centro de Cultura Afro – Pai Adão. Ele faz parte do tradicional Sítio do Pai Adão, que tem quase 150 anos de existência, e é conhecido por praticar o culto nagô de forma ortodoxa. “A cozinha do terreiro é parte do seu espaço sagrado, e as cozinheiras adquirem um conhecimento ancestral, passado de geração em geração”, explica o religioso.

 

SERVIÇO
5ª Mostra de Culinária de Terreiro de Pernambuco
Exposição para o público: 20 e 21 de outubro, das 16h às 21h
Praça do Carmo, Olinda-PE
Aberto ao público

dialogo@faladialogo.com.br

Márcia Guenes e Laura Cortizo

(81) 99424.1450 e (81) 98699.8111

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Fundação Pierre Verger lança nova edição do livro OrixásDeuses Iorubás na África e no Novo Mundo, dia 04 de outubro na Livraria da Travessa (Botafogo).

 

Livraria da Travessa (Botafogo).

Vida e obra de Pierre Verger giraram em torno da essência, capturar a essência do ser humano… ilustrar, registrar, compartilhar, conectar e multiplicar. A partir de toda a herança artística e cultural deixada pelo fotógrafo e antropólogo, a Fundação Pierre Verger vai promover ao longo do ano um conjunto de ações comemorativas em homenagem aos 30 anos da instituição. No próximo dia 04 de outubro vai acontecer o lançamento da nova edição do livro OrixásDeuses Iorubás na África e no Novo Mundo, das 19 às 21 horas, na Livraria da Travessa (Botafogo). A noite vai contar ainda com um bate-papo com a griô e Iakekerê Vovó Cici, e com os escritores Carolina Cunha e Reginaldo Prandi, aberto ao público.

O livro, um dos primeiros registros da cultura dos orixás na África e no Novo Mundo, é o resultado de pesquisas etnográficas que retratam os cultos aos deuses Iorubás nos países de origem, como Nigéria, ex-Daomé – atual Benin, e Togo e no Novo Mundo (Brasil e Antilhas), para onde os rituais foram trazidos quando da diáspora negra, durante o tráfico de escravos. A publicação traz 250 fotos e textos destacando as cerimônias, as características de cada orixá, além do descritivo dos arquétipos da personalidade dos devotos dos respectivos orixás.

Orixás, Deuses Iorubás na África eno Novo Mundo é, até hoje, um dos títulos mais importantes e considerado uma das obras mais completas e precisas sobre o assunto, utilizado por pesquisadores em todo o mundo. O livro estava esgotado há anos, com uma lista de espera enorme e tido como objeto de colecionador. Foi exatamente essa demanda vinda de diferentes públicos que fez a Fundação Pierre Verger reeditar o título, mas com uma edição totalmente nova, que inclui novo projeto gráfico, algumas fotos inéditas e um prefácio assinado por Mãe Stella de Oxóssi.

A nova edição apresenta uma outra novidade: vem acompanhada de uma Linha de Produtos inédita e limitada intitulada “Orixás”, especialmente desenvolvida com o objetivo de expandir a experiência relacionada à temática. A criação é da designer Juliana Rabinovitz, que integra a equipe de comunicação da campanha 30 anos, e é responsável pela identidade visual da mesma. Toda a linha estará à venda, assim como o livro, nos locais de lançamento pelo Brasil, nas livrarias e também nos canais oficiais da Fundação Pierre Verger.

A campanha dos 30 anos

Além da reedição do livro, a celebração terá ações até 2019 que contemplam exposições, doações de fotografias, lançamentos de outros livros, seminários, workshops, ambientações em locais de acesso público e intervenções urbanas artísticas, dentre outros eventos comemorativos.

Após ser apresentada ao público baiano, a nova edição de Orixás segue para ser lançada também em outras capitais, além da Travessa no Rio de Janeiro, o lançamento ocorrerá também no Museu da Fotografia em Fortaleza, Ceará; em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer; no salão nobre da Sala São Paulo (SP), Porto Alegre, entre outras, com trabalhos que desvendam que o que tinha de grandioso tinha também de profícuo, na diversidade de suas temáticas, não fosse ter Verger construído uma vasta documentação visual em muitos países e em todos os continentes.

À frente da Fundação Pierre Verger desde 2001, o presidente Gilberto Sá, destaca o trabalho realizado na instituição ao longo desses 30 anos e as principais ações para o futuro. “Como projeto para novas ações desejamos montar em nossa sede um Memorial, além de manter as atividades das mostras de fotos no Brasil e no exterior, e a publicação de livros, inéditos e em novas edições. Mas o que mais desejo é que a cada dia esta Fundação seja uma fonte para pesquisadores de todo o mundo neste tema de África-Brasil, sua história e seu desenrolar, ainda muito por estudar, e a fotografia como documento para entendermos a história da humanidade. Esta é uma Fundação para o conhecimento dos povos e do mundo e sua base está em preservar, divulgar, pesquisar, e manter vivo a obra e o pensamento de Pierre Verger”.

A fundação foi presidida pelo próprio Verger até sua morte e, depois, pelo seu grande amigo Carybé. Após a nomeação de Gilberto Sá como presidente, uma de suas primeiras grandes realizações foi, em 2002, com as celebrações do centenário de nascimento de Pierre Verger, a realização da exposição itinerante O Olhar Viajante de Pierre Fatumbi Verger, pelas principais capitais brasileiras, em todas as regiões do país.

Trajetória de Pierre Verger

Pierre Verger nasceu em Paris, França, no dia 4 de novembro de 1902. Em 11 de fevereiro de 1996 faleceu em Salvador, Bahia. Aos 30 anos inicia na fotografia e nas viagens. Com o falecimento de sua mãe, sua última parenta viva, Verger decidiu se tornar naturalmente um viajante solitário e levar uma vida livre e não conformista.

De dezembro de 1932 até agosto de 1946, foram quase 14 anos consecutivos de viagens ao redor do mundo, sobrevivendo exclusivamente da fotografia. Trabalhou para as maiores publicações da época, mas como nunca almejou a fama, estava sempre de partida: “A sensação de que existia um vasto mundo não me saía da cabeça e o desejo de ir vê-lo me levava em direção a outros horizontes”, afirmou ele.

As coisas começaram a mudar no dia em que Verger desembarcou na Bahia. Em 1946, enquanto a Europa vivia o pós-guerra. Foi logo seduzido pela hospitalidade e riqueza cultural que encontrou na cidade e acabou ficando. Como fazia em todos os lugares onde esteve, preferia a companhia do povo e dos lugares mais simples. Os negros, em imensa maioria na cidade, monopolizavam a sua atenção. Além de personagens das suas fotos, tornaram-se seus amigos, cujas vidas e história procurou conhecer com detalhes. Quando descobriu o candomblé, acreditou ter encontrado a fonte da vitalidade do povo baiano e se tornou um estudioso do culto aos orixás.

SERVIÇO

LANÇAMENTO DA NOVA EDIÇÃO DO LIVRO: OrixásDeuses Iorubás na África e no Novo Mundo, de Pierre Fatumbi Verger
Data
: 04 de outubro, das 19h às 21h
Local: Livraria da Travessa (Botafogo).
Endereço: R. Voluntários da Pátria, 97 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ.

 

 

Informações para a imprensa

Target Assessoria de Comunicação.

Márcia Vilella – (21) 98158.9692

Divulgação e mobilização social

Naira Fernandes

98577-1600

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Cosme e Damião.

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Hoje é o dia de Cosme e Damião – 26 de setembro.

Santo Cosme e Santo Damião são considerados padroeiros dos farmacêuticos, dos médicos e das faculdades de medicina

No dia 26 de setembro, a Igreja celebra no seu calendário, a festa de São Cosme e Damião, que são dois santos da Igreja, dois homens, que não são gêmeos, nem irmãos de sangue, mas duas pessoas muito amigas que dispuseram-se a ajudar o mais necessitados.

No dia 27 de setembro a Umbanda comemora a festa das crianças com muita festa e muitos saquinhos de doce, muita gente paga promessa aos santos católicos, um sincretismo incrível, as ruas ficam cheias de crianças e até adultos correndo atrás de saquinhos de doce, uma energia contagiante.

Salve a magia da fé!

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Por G1 BA


Terreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/Divulgação

Terreiro Tumba Junsara —

Foto: Carolina di Lello/Divulgação

O Terreiro Tumba Junsara, localizado no Engenho Velho de Brotas, em Salvador, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesta quarta-feira (20). Fundado em 1919, o templo está entre os mais antigos de tradição da Angola no Brasil.

O tombamento foi determinado durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no Rio de Janeiro. De acordo com o Iphan, todos os participantes do evento votaram a favor da decisão. Com isso, o templo passa a ser Patrimônio Cultural Brasileiro.

Criado pelos irmãos Manoel Rodrigues e Ciriaco, o terreiro teve sua primeira sede no município de Santo Amaro, no recôncavo da Bahia. Em seguida, o templo foi transferido para Salvador, já no Engenho Velho de Brotas. Contudo, somente em 1938, o Tumba Junsara foi para o atual endereço, na Ladeira da Vila América.

O terreiro está em uma região de Salvador que concentra vários outros templos. Entre eles, alguns já tombados pelo Iphan, como Oxumaré, Gantois e Alaketo e Casa Branca.

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/DivulgaçãoTerreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/Divulgação

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/Divulgação

Assentamentos, moradias, barracão, mata e uma fonte de água, fazem parte da estrutura atual do terreiro. A Fonte Dandalunda “recebe” quem entra no templo. Bem no meio está a moradia principal e mais antiga, que antecede o quarto do segredo, Lemba Oxalá. A cozinha da residência é também a cozinha sagrada. A mata reduzida é formada por pés de nativo, jurema, bambu, obi e akokô, que têm uso medicinal em rituais, alimentar e paisagístico.

 

A Casa reproduz em seu território as estruturas litúrgicas e mundanas necessárias para a tradição, o espaço mato e o espaço construído, que juntos, formam uma área sagrada. A comunidade do Terreiro Tumba Junsara abraça as tradições e se reinventa como culto.

Conforme o Iphan, Tumba Junsara faz da mistura entre Angola e Brasil um caminho para manter suas referências culturais. Uma característica da Nação Angola, por exemplo, é a presença de um culto específico em reverência aos ancestrais indígenas.

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Nalva Santos/DivulgaçãoTerreiro Tumba Junsara — Foto: Nalva Santos/Divulgação

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Nalva Santos/Divulgação

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Os Igbominas

QUEM SOMOS NÓS.

Os Igbominas são um dos grandes sub-grupos da nação yoruba.

Coloquialmente Igbonna ou Ogbonna (etnia de pessoas yorubas), ocupam a porção centro-norte da região yoruba do sudoeste da Nigéria . Além do yoruba, eles falam o dialeto igbomina (ou igbonna), classificado entre a língua yoruba central como uma das três áreas dialéticas do yoruba principal.

Há igbominas espalhados por toda parte que é hoje o norte do Osun (estado) (especialmente Ila Orangun, Oke-Ila e Igbomina Ora) e do leste do Kwara (estado). As áreas periféricas da região linguística têm algumas semelhanças com os dialetos das adjacentes Ekiti, Ijesha e Oyo.

Distribuição geográfica

Igbomina é composta por três autoridades locais (LGAs) do estado de Kwara: Irepodun, Ifelodun e Isin LGAs (Área de Governo Local); bem como duas áreas de governo local do estado de Osun: Ifedayo e Ila LGAs.

As principais cidades igbominas em Osun (estado) são Oke-Ila Orangun, Ora e Ila Orangun, Oba-Ile, enquanto as principais cidades de Kwara (estado) (onde se concentra grande número de Igbominas) incluem Oba, Ajasse Ipo, Eleju da UEJ-terra, Eku-Mesesan-Oro, Oke-Onigbin, Isin Isanlu, Omu-Aran, Esie, Omupo, Igbaja, Oke-Ode, Owu-Isin, Oro-Ago, Aran-Orin, Arandun, Oke-Aba, Owode Ofaro e Ido-oro, Iludun-Oro.

Igbomina é adjacente, ao oeste e ao noroeste, a vizinhos importantes, como a região Oyo (yoruba), no sul e sudoeste do Ijesha (yoruba), no sul e sudeste do Ekiti (yoruba), a leste de Yagba (yoruba) e ao norte com Nupê (não yoruba), região sul do rio Níger. Outros vizinhos menores dos Igbominas são
Cronologia Arqueológica e História Antiga

Mais de 800 esculturas em pedra, que representam principalmente figuras humanas, foram encontradas em torno de Esiẹ em Igbomina ocidental, e nas aldeias Ijara e Ofaro. Não se sabe quem criou as esculturas, mas parece terem sido criadas por volta de 1100 dC.

As evidências arqueológicas e linguísticas sugerem que as pessoas igbominas podem ter antecedido os povos vizinhos, exceto, talvez, os Nupês e os Yagbas. Embora na terra Igbomina haja uma tradição que tenta explicar a origem de sua linguagem comum, a cultura e as instituições políticas, a partir de sua descendência através de uma única ascendência (a de Oduduwa), os igbominas nunca foram unidos sob uma única autoridade política. E, definitivamente, a terra Igbomina é anterior a Oduduwa. Como a terra igbomina era dividida em um grande número de pequenas unidades políticas, talvez tenha sido esse fator que influenciou o padrão de resistência a vários intrusos estrangeiros como os Nupês e os Fulanis, de Ilorin .

Por tradições “orais” sobre a diáspora de Oduduwa, no momento das correntes migratórias causadas por uma invasão berbere no Egito, era postulado que se reuniam, nas terras igbominas, dinastias existentes no local, mas deslocadas e subjugadas a ele. Segundo o mito, a antiga terra Igbomina foi dividida por disputas de sucessões (ou de realojamento do reino para um novo sítio) centradas entre filhos e netos de Oduduwa. Daí, houve as migrações ou diásporas dos igbominas. Segundo Pierre Verger , esse fato provocou deslocamentos de populações igbominas inteiras em direção ao oeste, para terminar em Borgu (região dos Baribas).

Após ser destronada, parte da dinastia da Terra Igbomina de Obatalá, nessa ocasião, teve de ir para as colinas yorubas, terra que foi tornada fértil à agricultura. Em uma das resistências em que os “guerreiros mascarados” igbôs aterrorizavam e incendiavam sítios inimigos, há um relato de que o Rei dos Igbôs fora sucumbido pela beleza e astúcia de Moremi, a qual, mais tarde, deu as informações necessárias para a conquista do território Igbô. Há também a versão de que o rei dos Igbôs teve de se refugiar em Ideta-Oko. Acerca desses episódios, alguns segmentos religiosos tomam a narrativa do mito da criação do Mundo como embate mitológico entre os dois, em que o guerreiro legendário Oduduwa subjuga Obatalá. Este (representação feminina – culto à terra) é preterido por Olodumare na criação do mundo e aquele (representação masculina do guerreiro), escolhido.

Parece que, além dos mais recentes conflitos nos últimos dois séculos, o Império de Oyo, Ijesha e o Ekiti podem ter, em tempos mais antigos, pressionado o território igbomina, capturando seu povo nas planícies e restringindo-o na terra mais dura e de qualidade inferior das colinas yorubas. Os igbominas, por outro lado, parecem ter pressionado os Nupês e os Yagbás, levando seu território para longe deles em alguns lugares, mas também perdido território para eles em outros lugares. Transtornos maiores, os conflitos e guerras, bem como epidemia, causaram grandes e antigas dispersões (migrações) como a diáspora Obá, documentada na história oral, poesia e canções em louvor a vários clãs igbominas.

Com a dispersão das pessoas de Obá-Ilê, do antigo Reino de Obá dos Yorubas Igbominas, para outras áreas da Nigéria, surgiram várias cidades com o nome de Obá, todas fundadas por remanescentes do antigo Reino de Obá, como Obá-Ile (em Osun State), Obá-Oke (em Osun State), Obá-Ile (em Akure/ Ondo State), Obá-Akoko (em Owo/Ondo State) e Obá Igbomina (em Kwara State). É interessante ressaltar que os Igbominas são oriundos de três grupos distintos que migraram também em tempos diferentes para a formação de seu antigo Reino. Eles vieram das cidades de Ile-Ife, de Oyo e de Ketu, na atual República do Benin.

Religião dos Igbominas

As principais religiões são o Islamismo, o Cristianismo e as Religiões tradicionais africanas (Animismo).

Dentre os yorubas, os igbominas foram os primeiros a se converterem ao islamismo , por causa da posição geográfica em que estão fixados na Nigéria, ou seja, Kwara (estado) faz fronteira às áreas muçulmanas de onde se iniciaram as invasões islâmicas às terras yorubas. Por isso, a maioria dos Igbominas de Kwara são muçulmanos. Nesta região eles viviam e vivem em contato com os Nupês (Tapás). É importante citar que o muçulmano yoruba não abandonou suas tradições caseiras ligadas à religião tradicional.

ÌGBÓMÌNÀ NO BRASIL

Para o Brasil vieram muitos africanos da diáspora do antigo Reino Igbomina. Um exemplo disso são os africanos oriundos da cidade Ketu (Benim). No entanto, por conta da diáspora igbomina e da criação de novas cidades (estados), muitos povos desconhecem sua origem.

Na Bahia, muitos dos africanos islamizados que participaram da Revolta dos Malês eram igbominas, embora fossem classificados como de outras etnias, pois havia dificuldade em classificá-los. Como não eram um povo (etnia) “cordeiro”, muitos foram dizimados como os hauçás, fulanis etc. Após essa revolta, o termo alufá , no Bahia, não pode ser utilizado abertamente, pois denotava líder (negro revoltoso) “perigoso à sociedade colonizadora”.

Muitas tradições e histórias envolvem o antigo Reino de Obá, porém, diante da destruição do Reino em tão longínquo século em relação à vinda de yorubas para o Brasil, conclui-se que a tradição oral de algumas confrarias religiosas afro-brasileiras (Axés) está ligada à diáspora dos Igbominas. Em solo brasileiro, ainda há esses templos religiosos que procuram manter (e recuperar) os ensinamentos da tradição afro-brasileira igbomina (ou que se reconhecem igbominas).

Existentes desde os tempos da escravidão, eles mantêm, em sua linhagem sucessiva, os princípios da tradição oral religiosa trazida por yorubas oriundos das cidades da antiga terra Igbomina (diápora Igbomina). Exemplos: Sociedade de Culto Afro-Brasileiro Terreiro Filhos de Obá, que foi fundada em 1909, em Laranjeiras (Sergipe) , e Axé Obá Igbô , em Duque de Caxias (Rio de Janeiro) .

Clã de Igbominas

Os clãs igbominas se estendem até as áres de Ekiti (estado). Muitos ketus são descendentes desses clãs.

Olomu Aperan também chamado Omu Aran (Ile-Ife);
Oloro – Dinastia no Oro Ago (Ketu);
Elese de Igbaja (Oko – Oyo);
Olora (Ora);
Oniwo (Iwo);
Oba (Ikosun);
Alaran (Orii – Oyo)

Ver também:

Osun (estado)
Kuara (estado)
Yoruba
Nigéria
Oba-Igbomina

Referências:

↑ DK Aiyedun. “olaria IN IGBAJA, ÁREA IGBOMINA, ESTADO Kwara”. Centro de Estudos da Nigéria Cultural, Ahmadu Bello Retirado 2009/11/27.
↑ Diplomacy and Emirate Formation: The Integration of the Igbomina into the Ilorin Emirate in the 19th Century, por E.O. Ibiloye.
↑ Orixás.
↑ Provavelmente, Oke-Igbô, que foi renomeado para Oke-Onigbin.
↑ Dr. Jonathan Olumide Lucas, “a religião dos yorubas”, Lagos 1948, Livraria CMS. Segundo Olumide Lucas, Egba é sinônimo de Igbô (Igbomina).
↑ RAJI, Adesina Yusuf. “O crescimento do Islã no pré-colonial Igbomina”. In: Jornal de Negócios minoria muçulmana. Volume 19, Issue 2 , 1999, páginas 211-221.
↑ Sacerdote igbomina de Ifá. Líder. Passaram a assumir outro termo de outra etnia (babalaô).
↑ SCHUMAHER, Schuma, BRAZIL, Érico V. Mulheres Negras do Brasil. São Paulo: Senac Editoras,2007, p. 110.
↑ PENNA, Fábio Rodrigo. Um confraria dos igbominas no Brasil. Rio de Janeiro. F. R. Penna, 2011.
↑ PENNA, Antonio dos Santos. Mérìndilogun Kawrí – Os Dezesseis Búzios. Rio de Janeiro: A. Santos Penna, 2008.
Texto: Antonio dos Santos Penna

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Alinhando com os textos anteriores.

Na Nigéria existe uma tendência muito forte de formar associações e corporações devido a sua grande extensão de terras e também uma forte expressão política. Estas associações são formadas com o interesse comum de proteger a população em economia, política, recriação e religião. A sociedade secreta Ògbóni é encontrada em terras Yorubá, e sustentada pela tradição de ter surgido nos primórdios de Ilé Ifè. Venera a terra como fonte da vida, simbolizada pelo òrìşá Edan.

Segundo um itans do Odu Irosun-Iwori, num antigo período da história da humanidade, esta vivia em total anarquia, promovendo sucessivos incidentes de roubos, assassinatos e violações de toda ordem de abuso aos códigos éticos ditados pelos ancestrais. Alguns habitantes pediram a interferência de Orúnmilá, para que colocasse um paradeiro naquela situação alarmante. Orúnmilá ordenou que se realizassem sacrifícios e aqueles que cumpriram as instruções de Ifá prosperaram em segurança. Depois disso, Orúnmilá retirou-se aos céus, entregando a Edan a responsabilidade sobre a Terra. Edan firmou um pacto e, aqueles que juraram mantê-lo, poderiam viver em paz, harmonia, justiça e prosperidade.

Após longo tempo de permanência na Terra, Edan retornou aos céus, delegando a um grupo de pessoas responsáveis a tarefa de supervisionar e fazer cumprir as leis estabelecidas. Este grupo se uniu em fraternidade, tornando-se a conhecida Sociedade Secreta Ògbóni.

Ainda hoje, Ògbóni mantém ritual iniciativo baseado num pacto que estabelece e faz cumprir o seu elevado código ético, zelando pela justiça, verdade, lealdade e proteção.

A justiça de Ògbóni é firmada com a própria Terra, sendo Onilé que detém a prioridade em todos os ritos. Dela sai o sustento de todos os seres que nela habitam, dela saiu o barro primordial com que Obàtálá modelou o ser humano. Dela viemos, nela nascemos e recebemos a oportunidade da vida, dela somos alimentados e a ela alimentaremos, por ocasião da morte.

Conta o itans que Olódùmarè concedeu cada reino da natureza a um òrìşá, assim, sempre que um ser humano expressasse alguma necessidade relacionada a um dos reinos, deveria pagar uma prenda em forma de sacrifício ao òrìşá correspondente. Restou de todos os reinos, o próprio planeta Terra, que foi concedido a Onilé. O seu tributo seria a própria vida, pois nela repousam os corpos e restos de tudo o que já não vive. Onilé deveria ser propiciada sempre, para que o mundo continuasse a existir, gerando continuamente, nova vida e assegurando a continuidade do planeta.

Com o objetivo de promover a harmonia com a natureza, Ògbóni venera Onilé – os senhores da Terra – como fonte da Vida, simbolizada pelo òrìşá Edan. Daí resulta que todo aquele que transgredir o pacto estabelecido pela Lei de Ògbóni, deverá, – incondicionalmente, prestar contas à Edan – a própria Terra.

Outra atividade dessa sociedade é a de detectar as ofensas feitas aos Òrìşá, para logo penalizar rigorosamente os culpados. As cerimônias feitas por essa sociedade mística se realizam em um lugar sagrado e nesse lugar são depositadas inúmeras oferendas.
Graças a seu poder espiritual os Ògbóni podem alcançar posições em nível social e políticos. Eles são facilmente reconhecidos porque usam um Opa-Edan, feito de ferro nas extremidades ressalta as figuras de uma mulher e outra de um Homem, já mostramos as fotos no post anterior. O chefe do culto de Ògbóni é um iniciado que atinge o grau de Oluwo (senhor do sagrado/segredo) e é portador do shaki – uma estola que o distingue como detentor de honra e respeito.

O Itagbé é uma indumentária dos membros dessa sociedade secreta Yorubá conhecida por Ògbóni, o Itagbé não é um pano da costa.

Pesquisa de texto:Ile Egbe Ifamuyiwa Osumare Tobi.

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