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Archive for the ‘Orixás’ Category

A Ira de Ợbatálá

 Ọmọ Ợbatálá

Dentro de Ifá e as observações de seus Awo, o verso/Itọn, abaixo, tem muito mais a mostrar do que apenas a dificuldade em acalmar Ợbatálá (Oşàlá).

A intenção nesse caso é mostrar o quanto é difícil para um ser humano tentar reaver a confiança e o perdão das divindades, principalmente Ợbatálá (Oşàlá) e podemos inclusive levar essa característica para os seus iniciados.

Pessoas difíceis de perdoarem, pessoas exigentes com conduta e comportamento social, mesmo que não estejam sendo observadas.

Fica o ensinamento que essas pessoas nascidas para equilibrarem as relações, a família, os embates e mesmo as brigas, devem ser respeitadas pelo seu senso de justiça e equilíbrio.

Mas, por favor, não levantem a ira de Ợbatálá e nem de seus iniciados.

É o inferno na Terra.

Um verso de Ògúndá mèjì diz:

Abe-Sekete era o filho de Ògún. Ele estava muito próximo a Ợbàtálá, que por sua vez era muito carinhoso com Abe. Não havia lugar que Ợbàtálá não fosse que não levasse Abe com ele. Muitas pessoas achavam que Abe era filho biológico de Ợbàtálá. Não havia nada na vida de Ợbàtálá que Abe não soubesse.

No entanto, um dia Ợbàtálá se casou com uma mulher jovem, essa mulher era muito atraente e tinha uma atitude submissa. Ela era carinhosa com Abe e por isso, Ợbàtálá estava muito satisfeito. Sempre que Ợbàtálá não estava presente, ele costumava enviar Abe a sua casa para fazer companhia a sua esposa e cuidar de suas necessidades. Abe fazia isso com entusiasmo. Sem Ợbàtálá saber, eles dois haviam desenvolvido uma infame luxuria um pelo outro e Abe começou a trair Ợbàtálá ao dormir constantemente com a mulher. Enquanto isso acontecia Ợbàtálá não desconfiava de nada. Logo a situação chegou a um ponto em que eles se mostraram imprudentes e descuidados. Um dia Ợbàtálá foi a uma reunião, era esperado que ele chegasse tarde da reunião, enquanto na reunião, Ợbàtálá se deu conta que havia esquecido algo em casa e ele pediu permissão para ir busca-la, quando ele chegou a residência e abriu a porta e encontrou Abe e sua esposa no auge da paixão. Ele ficou totalmente triste e desiludido por Abe o ter traído dessa forma. Ele disse a Abe que nunca mais voltaria de novo a ter relações com ele e que ele estava cortando todo e qualquer contato com Abe. Ele pegou o que tinha vindo buscar e regressou a reunião. Abe estava extremamente envergonhado de si mesmo. Ele retornou para casa como um homem preocupado, triste, assustado e solitário. Ele começou a planejar o que fazer para buscar os favores de Ợbàtálá novamente.

A jovem esposa empacotou suas coisas e fugiu antes do retorno de Ợbàtálá da reunião e ela não foi vista novamente.

Abe-Sekete esperou por 17 dias e começou suplicar a Ợbàtálá. Ợbàtálá recusava aceita-lo em sua presença e nem sequer escutava o que Abe tinha a dizer. Ele repetiu sua visita à casa de Ợbàtálá por vários dias, porém, ele sempre era expulso. Ao final, ele decidiu ir buscar pessoas influentes que estariam seguras que Ợbàtálá não poderia ignorar interceder a seu favor.

Abe foi implorar a Sakí em Ekiti

E foi implorar a Erìnmì das terras de Owo

Ele foi implorar a Antete das terras de Ìkòyí

Mesmo assim Ợbàtálá recusou

Ele declarou que ele nunca mais teria qualquer contato com Abe

Quando Abe usou tudo que ele sabia para amenizar a situação com Ợbàtálá, não houve resultado positivo. Ele viajou à Ado Ekiti e rogou a Saki, um dos confidentes mais próximos de Ợbàtálá para que lhe ajudasse a apelar a Ợbàtálá. Saki foi e suplicou por vários dias, porém, Ợbàtálá recusou escuta-lo.

O passo seguinte foi viajar as terras Owo para implorar junto a Erìnmì de Owo, alguém altamente respeitado e Chefe de Owo, além de ser um amigo íntimo de Ợbàtálá, ele queria ser ajudado junto a Ợbàtálá. Erìnmì de Owo e Ợbàtálá tinham uma estima mutua, eles nunca desejaram ofender um ao outro por causa de qualquer assunto. Erìnmì de Owo viajou todo o caminho a Ìrànjé-Ile onde vivia Ợbàtálá e implorou a seu amigo por vários dias, mesmo assim Ợbàtálá recusou firmemente mudar seus pensamentos sobre Abe-Sekete.

Abe-Sekete novamente foi a cidade de Ìkòyí e implorou a Antete para que o ajudasse a apelar junto a Ợbàtálá para que perdoasse sua ofensa. Antete era uma personalidade altamente influente na comunidade. Sua reputação viajou para longe e chegou a todas as partes e alcançou todas as partes das terras yorùbá e além. Ele era um amigo íntimo de Ợbàtálá. Atente viajou a Ìrànjé-Ile e implorou a Ợbàtálá por vários dias, ele se recusou a mudar de opinião.

Depois que todas essas pessoas fracassaram em mudar a opinião de Ợbàtálá, Abe Sekete lhes agradeceu e decidiu tratar por outros meios e apelar para Ợbàtálá. Ele sentiu que Ợbàtálá se recusava a ouvir suas apelações, por que ele o havia traído terrivelmente e Ợbàtálá sentiu tudo em seu amago. Abe sentiu que quanto maior o amor, maior a inimizade que envolvia a situação. Ele decidiu mandar outras pessoas.

Abe foi implorar a complexidade negra do Agbe

O filho de Olókun Seniade, a divindade dos oceanos

E foi implorar ao vermelho Àlùkò

O filho de Olòòşà, a divindade das lagoas.

Mesmo assim, Ợbàtálá recusou.

Ele novamente jurou nunca mais ter contato com Abe

No curso de tentar reconciliar-se com Ợbàtálá, Abe viajou até a margem do oceano para implorar a Ọlọkún e pedir que ele enviasse seu filho, Agbe-dudu para que ele o ajudasse a implorar a Ợbàtálá que o perdoasse em sua ofensa. Ọlọkún enviou Agbe-dudu que viajou a Ìrànjé-Ile com Abe. Agbe dudu suplicou a Ợbàtálá por vários dias em favor de Abe, em nome de seu pai Olókun Seniade, porém Ợbàtálá recusou ouvi-lo. Logo Abe foi a Olòòşà, a divindade da lagoa, para implorar que mandasse seu filho Aluko-Dòdòòdò, para que o ajudasse a implorar junto a Ợbàtálá, para que o perdoasse em sua ofensa. Ela concordou, Aluko-Dòdòòdò implorou junto a Ợbàtálá para que perdoasse Abe, Ợbàtálá se recusou a ouvi-lo. Ợbàtálá novamente jurou que nunca mais perdoaria Abe pelo o que ele fez.

Quando Abe viu que todas essas personalidades de alta patente, respeitadas e influentes não conseguiram mudar o pensamento de Ợbàtálá, Abe decidiu ir solicitar a ajuda de Ọrúnmìlà. Ele agora viajou para Ile-Ife para implorar a Ọrúnmìlà que o ajudasse. Ọrúnmìlà consultou Ifá e Ògúndá mèjì foi revelado.

A Abe foi dada o seguinte conselho, ofereça ebo.

Ele obedeceu imediatamente. Depois disso Ọrúnmìlà foi procurar um pouco de vegetais èbùrẹ e saiu para a casa de Ợbàtálá em Ìrànjé-Ile.

Abe então, recorreu a si mesmo

E foi buscar ajuda de Ọrúnmìlà

Quando Ọrúnmìlà estava indo

Ele pegou um ramo de vegetal Èbùrẹ

Porém, Ợbàtálá era reconhecido por sua cuidadosa observação e dedução do que estava acontecendo

Edun-Beleje, o macaco esbelto, que era filho da divindade da floresta, estava atuando como chefe de companhia de Ợbàtálá.

Quando Ọrúnmìlà está prestes a chegar à casa de Ợbàtálá

Ợbàtálá estava dormindo

Ọrúnmìlà gritou as saudações

Edun-Beleje, o filho de Olu-Igbo disse que Ợbàtálá não havia acordado

Eles perguntaram por que?

Ọrúnmìlà disse que Saki já havia despertado em Ado-Ekiti

E Erìnmì já havia acordado nas terras de Owo

E Antete já havia acordado nas terras Ìkòyí

E Agbe-dudu já havia acordado na margem do oceano

Enquanto Aluko-Dòdòòdò já havia acordado nas margens da lagoa

Quando Ọrúnmìlà estava prestes a chegar a Ìrànjé-Ile, a casa de Ợbàtálá, Ợbàtálá que tinha a reputação de ser altamente dotado na área de fazer cuidadosas observações e deduções cuidadosas, que era o que estava a ponto de acontecer no futuro, já que tinha observado que alguém maior que todas as nações, maior que todas as pessoas tinha sido enviado por Abe e estava se aproximando de sua casa, portanto, ele mesmo se induziu ao sono e deixou uma mensagem com Edun Beleje, para informar a quem chegasse que ele estava dormindo. Quando Ọrúnmìlà chegou, Edun Beleje disse que Ợbàtálá ainda não tinha se levantado. Ọrúnmìlà disse que o acordaria imediatamente. Quando lhe perguntaram por que, Ọrúnmìlà disse que Saki de Ado, Erìnmì de Owo, Antete de Ìkòyí, Agbe-dudo o filho de Ọlọkún e Aluko-dòdo o filho de Olòòşà já haviam despertado. Não havia razão portanto para Ợbàtálá não acordar nesse momento.

Quando Ọrúnmìlà escutou que Ợbàtálá estava dormindo, ele disse que a pessoa que ele tinha vindo ver estava em casa, ele ordenou que Ợbàtálá deveria se levantar de seu sono. Quando ele perguntou por que, ele deu as razões do por que Ợbàtálá deveria despertar. Ợbàtálá despertou, porém, insistiu em não abrir a porta para Ọrúnmìlà entrar em sua casa.

Ọrúnmìlà ordenou a Ợbàtálá que abrisse a porta para ele, quando ele perguntou por que, Ọrúnmìlà disse que era a pálpebra que abre a porta dos olhos, é a parte de baixo que indica o trabalho que abre a porta do parto para um novo recém-nascido. Ele disse que, a menos que essas declarações não fossem verdadeiras, então, Ợbàtálá não deveria abrir a porta, mas, se suas declarações eram um fato, ele deveria abrir a porta imediatamente.

Ợbàtálá, então, abriu a porta

Ele disse que ainda que a porta fosse aberta

Ele nunca mostraria o rosto para Ọrúnmìlà

Ọrúnmìlà disse que ele mostraria o rosto a ele (Ọrúnmìlà)

Quando ele perguntou, por que

Ele disse que as solas dos pés não conhecem o caminho de volta

A unha não vira as costas para o dedo.

A unha do dedão do pé não dá as costas ao mesmo dedo

Aquele que alivia seus intestinos em um monte, não dá as costas para o monte.

Quando Ợbàtálá escutou o que Ọrúnmìlà disse quando chegou, ele supôs que estas eram declarações de fato, ele, portanto, abriu a porta de má vontade. Quando a porta se abriu, ele insistiu que Ọrúnmìlà não veria seu rosto para discutir nada, sobre qualquer assunto. Ọrúnmìlà ordenou que ele o olhasse, quando ele perguntou por que, Ọrúnmìlà declarou que o pé não dava as costas ao caminho, a unha não dava as costas ao dedo e a unha do dedão do pé não dava as costas ao mesmo dedo, a pessoa que esvazia seus intestinos no monte, não pode dar as costas ao monte. Ọrúnmìlà declarou que se todas essas declarações fossem verdadeiras, então Ợbàtálá deveria voltar seu rosto em favor de Abe-Sekete, pelo qual ele tinha vindo.

Ợbàtálá, então, voltou seu rosto para Ọrúnmìlà.

Ele disse que embora ele o tenha encarado

Ele nunca sorriria sobre esse assunto

Ọrúnmìlà ordenou que Ợbàtálá sorrisse sobre o assunto

Quando ele perguntou por que

Ele declarou que uma viúva se conhece por seus sorrisos consoladores

Uma mulher obscena se conhece por sua estupidez, porém, tem tentadores sorrisos

Sorrisos estupidamente tentadores são a marca de uma prostituta

É com sorriso que as pessoas acendem o fogo, para preparar a bebida

E é com sorriso que a inundação se torna uma torrente

Quando a árvore do algodão produz sua lã

É com sorriso que o fazendeiro faz a colheita

Quando Ợbàtálá eventualmente voltou seu rosto para Ọrúnmìlà para uma conversa cara a cara sobre o assunto de Abe Sekete, Ợbàtálá declarou que não importava o que Ọrúnmìlà diria, ele nunca ficaria satisfeito para chegar ao ponto de sorrir sobre o assunto. Ọrúnmìlà ordenou que ele sorrisse, quando ele perguntou por que, Ọrúnmìlà disse que uma mulher a quem seu esposo recentemente tivesse morrido, ele somente sorriria para consolar a ela mesma e para consolar os outros e dizer que não é o fim da vida, uma prostituta usa seus estrupidos, porém, tentadores sorrisos para convidar seus clientes e a qualquer outro pedestre, os preparadores de bebidas sorriem ao acender o fofo para produzi-las, a inundação sorri quando se junta a torrente e quando a lã do algodão germina e se abre, o fazendeiro as colhe com sorrisos. Ọrúnmìlà declarou que se tudo isso que ele falou não eram fatos, então, Ợbàtálá estava livre para não sorrir sobre o assunto, por outro lado, se as declarações fossem verdadeiras, então, Ợbàtálá não teria outra opção que não fosse sorrir sobre o assunto de Abe-Sekete.

Ợbàtálá então sorriu

Ele declarou que mesmo que tenha sorrido

O assunto não havia deixado sua mente completamente

Ọrúnmìlà ordenou que o assunto deveria ser removido completamente de sua mente

Quando ele perguntou por que

Ele disse que o cão sempre tenta lamber a água

Ele disse, quando o coador de bebidas liquidas se enchem de água totalmente

Quando se afunda o coador, quando sai a água desce em retirada

E quando a armadilha de pesca é submergida na água, a água será removida completamente da armadilha quando ela for removida

E se uma mulher se envolve em negócios de frutos verdes de palmeira

É bastante cansativo

Quando Ợbàtálá sorriu e insistiu que era impossível para ele tirar completamente o assunto de sua mente, Ọrúnmìlà, no entanto, ordenou que o retirasse completamente de sua mente. Quando ele perguntou por que tinha que ser assim, Ọrúnmìlà disse que o coador, quando é submergido em água, ficará cheio de água, será completamente esvaziado de água. A mesma coisa se aplica com a armadilha de pesca, ele também disse que nenhuma mulher se envolve no negócio de frutos de palma não maduras para que alguém descanse. Ele declarou que se isso não fosse verdade, então Ợbàtálá estaria livre para hospedar rancores contra Abe-Sekete. Por outro lado, se estas declarações fossem corretas, então Ợbàtálá deveria limpar completamente sua mente sobre o assunto.

Ợbàtálá declarou que mesmo que todas as coisas estivessem presas em sua mente

Porém, ele disse que nunca ficaria feliz com esse assunto

Ele disse que sua mente havia se tornado um formigueiro

E suas costas estavam cheias de agulhas

Enquanto que sua parte do meio do corpo havia se tornado uma espinha

Ọrúnmìlà declarou que verdadeiramente as coisas estavam presas em sua mente.

Sua mente deveria se voltar para as folhas Òdúndún

E suas costas deveria se voltar para as folhas Tete

Enquanto a parte do meio de seu corpo deveria se voltar par as folhas rinrin.

Quando Ợbàtálá disse à Ọrúnmìlà que o assunto havia sido removido completamente de sua mente, ele no entanto, declarou que ele nunca estaria feliz com Abe-Sekete novamente. Ọrúnmìlà então declarou que se o assunto foi removido completamente de sua mente, então, não havia razão pela qual ele não poderia estar feliz com Abe-Sekete, então ele estaria albergando animosidades contra ele, a qual era uma completa contradição com sua declaração de que havia perdoado completamente seu seguidor favorito. Assim foi como Ọrúnmìlà limpou a mente de Ợbàtálá sobre esse assunto e consegui que Abe-Sekete fosse perdoado desde o ponto mais profundo de sua mente.

Assim foi como Ọrúnmìlà convidou Abe-Sekete e o reconciliou com Ợbàtálá. Ọrúnmìlà lhe entregou as folhas Èbùrẹ a Abe-Sekete que a entregou a Ợbàtálá como símbolo de perdão e reconciliação.

Odù Ògúndá mèjì

Aquele que tem coador para filtrar a cerveja

A espessa planta em torno do pescoço do elefante

Elas duas, devem estar ali, juntas

Vigorosas marteladas no metal, caracterizam uma ferraria

E incessantes abanos caracterizam o grito

Para colocar o rosto contra o calor do fogo

E as costas contra o calor do Sol

Estes eram os Áwo residentes de Onitenku

Eles foram os que lançaram Ifá para Onitenku

Aquele que ofendeu e foi expulso

Eles se juntaram para lançar Ifá para Abe-Sekete

O filho de Ògún

Quando ele foi fazer amor com a esposa de Ợbàtálá

Ợbàtálá se recusou e disse que nunca mais teria relações com Abe novamente

Abe foi implorar a Saki em Ekiti

E foi implorar a Erìnmì das terras de Owo

Ele foi implorar a Antete das terras de Ìkòyí

Mesmo assim Ợbàtálá recusou

Ele declarou que ele nunca mais teria qualquer contato com Abe

Abe foi implorar a complexidade negra do Agbe

O filho de Olókun Seniade, a divindade dos oceanos

E foi implorar ao vermelho Àlùkò

O filho de Olòòşà, a divindade das lagoas

Mesmo assim, Ợbàtálá recusou

Ele novamente jurou nunca mais ter contato com Abe

Abe então, recorreu a si mesmo

E foi buscar ajuda de Ọrúnmìlà

Quando Ọrúnmìlà estava indo

Ele pegou um ramo de vegetal Èbùrẹ

Porém, Ợbàtálá, era reconhecido por sua cuidadosa observação e dedução do que estava acontecendo

Edun-Beleje, o macaco esbelto, que era filho da divindade da floresta, estava atuando como chefe de companhia de Ợbàtálá.

Quando Ọrúnmìlà está prestes a chegar à casa de Ợbàtálá

Ợbàtálá estava dormindo

Ọrúnmìlà gritou as saudações

Edun-Beleje, o filho de Olu-Igbo disse que Ợbàtálá não havia acordado

Eles perguntaram por que?

Ọrúnmìlà disse que Saki já havia despertado em Ado-Ekiti

E Erìnmì já havia acordado nas terras de Owo

E Antete já havia acordado nas terras Ìkòyí

E Agbe-dudu já havia acordado na margem do oceano

Enquanto Aluko-Dòdòòdò já havia acordado nas margens da lagoa

Òrìşànlá, portanto, levantou-se

Ele disse que tinha acordado

Porém, não abriu a porta para que Ọrúnmìlà entrasse

Ọrúnmìlà disse: Ợbàtálá, abra a porta

Por que Ipepereju,

Porque Ipepereju, a pálpebra é quem abre a porta dos olhos para ele ver.

E a parte baixa que indica o trabalho que abre a porta do parto para um novo recém-nascido.

Ợbàtálá, então, abriu a porta

Ele disse que ainda que a porta fosse aberta

Ele nunca mostraria o rosto para Ọrúnmìlà

Ọrúnmìlà disse que ele mostraria o rosto a ele (Ọrúnmìlà)

Quando ele perguntou, por que

Ele disse que as solas dos pés não conhecem o caminho de volta

A unha não vira as costas para o dedo.

A unha do dedão do pé não dá as costas ao mesmo dedo

Aquele que alivia seus intestinos em um monte, não dá as costas para o monte.

Ợbàtálá, então, voltou seu rosto para Ọrúnmìlà.

Ele disse que embora ele o tenha encarado

Ele nunca sorriria sobre esse assunto

Ọrúnmìlà ordenou que Ợbàtálá sorrisse sobre o assunto

Quando ele perguntou por que

Ele declarou que uma viúva se conhece por seus sorrisos consoladores

Uma mulher obscena se conhece por sua estupida, porém, tem tentadores sorrisos

Sorrisos estupidamente tentadores são a marca de uma prostituta

É com sorriso que as pessoas acendem o fogo, para preparar a bebida

E é com sorriso que a inundação se torna uma torrente

Quando a árvore do algodão produz sua lã

É com sorriso que o fazendeiro faz a colheita

Ợbàtálá então sorriu

Ele declarou que mesmo que tenha sorrido

O assunto não havia deixado sua mente completamente

Ọrúnmìlà ordenou que o assunto deveria ser removido completamente de sua mente

Quando ele perguntou por que

Ele disse que o cão sempre tenta lamber a água

Ele disse, quando o coador de bebidas liquidas se enchem de água totalmente

Quando se afunda o coador, quando sai a água desce em retirada

E quando a armadilha de pesca é submergida na água, a água será removida completamente da armadilha quando ela for removida

E se uma mulher se envolve em negócios de frutos verdes de palmeira

É bastante cansativo

Ợbàtálá declarou que mesmo que todas as coisas estivessem presas em sua mente

Porém, ele disse que nunca ficaria feliz com esse assunto

Ele disse que sua mente havia se tornado um formigueiro

E suas costas estavam cheias de agulhas

Enquanto que sua parte do meio do corpo havia se tornado uma espinha

Ọrúnmìlà declarou que verdadeiramente as coisas estavam presas em sua mente.

Sua mente deveria se voltar para as folhas Òdúndún

E suas costas deveria se voltar para as folhas Tete

Enquanto a parte do meio de seu corpo deveria se voltar par as folhas rinrin.

Ợbàtálá disse que todas as coisas, realmente, haviam sido removidas de sua mente

Que sua mente havia se voltado para Òdúndún

E suas costas a Tete

E meio de seu corpo para rinrin

Aqui vem as folhas de èbùrẹ, o símbolo do perdão

Se vemos uma pessoa importante

Alguém aceitará seus argumentos

Você já aceitou as desculpas de Abe

Além das desculpas de Oko

Quando vemos uma pessoa importante

Nós deveríamos aceitas as desculpas.

Ire Àláàfíà.

Texto Ifá Dida 1

Oluwo Popoola

Tradução: Odé Ợlaigbo

 

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Casa de Santo

Muito interessante. Este documentário realizado já em 2005 registra as Nações de Candomblé em Maragojipe, no Recôncavo Baiano. Excelente trabalho de Antonio Pastori.

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Oriki Ossain

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Oriki Omolu

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Reza de Ewá

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orunmila1

Òrúnmìlá, como todos sabem veio a este mundo em forma de homem (quem sabe?), pelejou pelas terras africanas em missão dada por Olódùmarè.

Em sua vida, teve esposa e filhos e sentia-se velho, não tinha fartura, trabalho, enfim, vivia desgostoso. Olórun ouvindo as suplicas de Òrúnmìlá, deu sinais para ele procurar um Babalawo, que ao consultar Ifá, lhe indicou um ebó.

O ebó consistia em 5 cabaças abertas e sacrifício de um galo.

Cada dia uma cabaça e um galo, completando 5 dias.

Ao depositar a oferenda nas encruzilhadas, uma entidade se apossava e se alimentava da oferenda. A cada dia fortificava seu corpo espiritual até que no quinto dia, tornou-se um ser humano. As 5 cabaças fecharam e ele as carregava com ele, pois era um enviado de Olórun para cumprir a missão de oferecer-lhe as 5 cabaças citadas, Paciência, Longevidade, Fertilidade, Riqueza e Sabedoria.

No quinto dia, este homem seguiu Òrúnmìlá até sua casa. Batendo à porta, ofereceu-lhe as cabaças pedindo para que escolhesse apenas uma.

Òrúnmìlá em dúvida chamou a esposa que lhe aconselhara escolher a Fertilidade, assim poderia ter vários filhos, além dos 3 que já tinha. Não contente, chamou os filhos, que aconselharam escolher a Longevidade, assim poderia conhecer os filhos dos seus netos. Não feliz, chamou os irmãos, que lhe deram o conselho de escolher a Riqueza, assim ficaria rico e não passaria mais necessidades. Òrúnmìlá mesmo escolheria a cabaça da Sabedoria, mas mesmo assim ficou na dúvida e chamou seu melhor amigo, Èsù.

Èsù quis saber o que sua família havia escolhido e disse que a única cabaça que ninguém se interessou seria a mais importante. Então Òrúnmìlá obedeceu aos conselhos de seu amigo Èsù e disse que quem escolhesse a Cabaça da Paciência, com o tempo teria as demais cabaças juntas.

Òrúnmìlá então ficou com a Paciência.

O homem cumpriu sua tarefa e voltou para rua indo em direção ao Céu. A cada passo seu corpo físico desfazia e no caminho ao Céu uma cabaça acordou.

A primeira que acordou foi a Sabedoria.

Onde está a Paciência?

Perguntou.

Ficou na casa de Òrúnmìlá, disse ele.

Sem ela eu não volto pro Òrun.

De repente a Cabaça da Sabedoria sumiu das suas mãos.

Mais adiante, a Fertilidade acordou fazendo a mesma pergunta.

Até que todas iam acordando e sumindo, indo em direção à casa de Òrúnmìlá.

Quando chegou à porta do Òrun, a entidade estava chorando de medo, pois tinha que trazer as Cabaças de volta.

Ao entrar no Palácio de Olódùmarè, todos o esperavam, até Olódùmarè pedir para que entrasse e disse:

“Você cumpriu sua missão?”.

Sim senhor, mas todas as Cabaças sumiram das minhas mãos e voltaram para a Casa de Òrúnmìlá.

Disse Olódùmarè acalmando-o:

Sim, quem escolher a Cabaça da Paciência, terá juntado dela toda a riqueza do mundo, vida longa, fertilidade e sabedoria. Não se preocupe que sua missão foi cumprida. Agora Òrúnmìlá continuará vigiando e pondo ordem na Terra.

Esta é uma itan da qual podemos passar aos desesperados, pois com fé, com certeza Olódùmarè olhará por nós, dando-nos tudo que precisamos se tivermos conosco não a Cabaça em si, mas a paciência que morava dentro dela.

Só para enfatizar – As amigas inseparáveis.

A Paciência é a única sobrevivente e companheira da Esperança.

É necessário quase que casamento entre as duas.

Até que a morte as separe.

Lembre-se que a Dona Esperança tem vida longa.

Paciência não.

Como nós mesmos dizemos:

“A Esperança é a última que morre”.

A Paciência não.

Espero que vocês tenham a Dona Paciência como amiga e aliada, pois sem ela, muitas coisas ficarão perdidas na vida e se a dona Paciência morrer antes corremos o risco de a Esperança ir junto.

Evite que isso aconteça com você.

Literatura de domínio publico.

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