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Archive for Maio, 2019

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Maria Stella de Azevedo SantosMãe Stella de OxóssiOdé Kayode, (Salvador2 de maio de 1925 – Santo Antônio de Jesus27 de dezembro de 2018) foi a quinta Iyalorixá do Ilê Axé Opó Afonjá em Salvador, Bahia.

Maria Stella de Azevedo SantosMãe Stella de OxóssiOdé Kayodê, nasceu no dia 2 de maio de 1925, em Salvador, Bahia. É a quarta filha de Esmeraldo Antigno dos Santos e Thomázia de Azevedo Santos. Seus irmãos, por ordem de nascimento são: Coryntha de Azevedo Santos (falecida), Bellanizia de Azevedo Santos (falecida), José de Azevedo Santos, Milta de Azevedo Santos e Adriano de Azevedo Santos (falecido).

Sua avó materna foi Theodora Cruz Fernandes, filha de Maria Konigbagbe, africana de etnia egbá.[nota 1] Aos nove anos de idade, Maria Konigbagbe estava na aldeia quando mandaram que ela entregasse uma encomenda em um navio, assim que chegou foi presa e trazida para o Brasil.

Sua tia, Dona Arcanja, também conhecida como Dona Menininha, tinha o posto de arobá no Gantois e de Sobalojú[nota 2] no Opô Afonjá nos tempos de Mãe Aninha, de quem era afilhada. Por volta dos treze anos de idade, Mãe Stella apresentou um comportamento não esperado, o que fez com que Dona Arcanja procurasse ajuda do oluô Pai Cosme de Oxum, que informou que mãe Stella deveria ser iniciada e que seu caminho era de iyalorixá. Com isso Dona Arcanja decidiu procurar Mãe Menininha do GantoisDona Joaninha, que era governanta da casa, foi que acompanhou Mãe Stella na consulta. Depois de esperar muito para ser atendida, uma filha do Gantois apareceu na sala e avisou que ninguém mais seria atendido naquele dia.[nota 3] Aborrecida, Dona Joaninha seguiu para casa, e relatou o ocorrido à Dona Arcanja, que resolveu levar Mãe Stella ao Ilê Axé Opô Afonjá no dia 25 de Dezembro de 1937, quando foi apresentada à Mãe Aninha. Esta entregou Mãe Stella aos cuidados de Maria Bibiana do Espírito SantoMãe Senhora.

Mãe Stella relatou:

“Voltei para casa com a imagem de tia Aninha, imponente e misteriosa, que com um gesto meio mágico tirou uma fruta – uma maçã vermelha – de uma grande gamela que estava no altar de Xangô, e me entregou. Achei ótimo, esnobei meus irmãos, ainda mais quando me disseram: – Só você ganhou a fruta do pé do santo… Não me saía da cabeça a imagem da ossi dagã. Só falava nela e, então, fui informada de que ossi dagã era o cargo que ela ocupava no axé. Um ano depois, voltei com minha tia Arcanja, a Sobalojú do Opô Afonjá, e Joaninha, companheira de todas as horas. Tia Aninha já tinha falecido e a ossi dagã reinava como iyalorixá do Axé Opô Afonjá.”

Em 12 de setembro de 1939, aos quatorze anos, Mãe Stella foi iniciada por Mãe Senhora e recebeu orukó (nome) de Odé KayodêMãe Stella conta que quando foi realizada sua iniciação, ela “não pensava em nada”, “não tinha noção” do que estava acontecendo:

“É interessante o desígnio, a força dos orixás. Meu caminho era ser iyalorixá. Se tivesse ficado no Gantois, casa que guarda os santos de minha avó e meus tios, não poderia realizar meu caminho. Só em 1976, quando fui escolhida lá, entendi isso… é engraçado a força do odu, do destino. Era uma guerra de orixás. Minha herança era de Iansã – minha avó Theodora –, mas Odé me queria.”

Lizete Fernandes Copque, prima, companheira de infância de Mãe Stella e iniciada no Gantois para Iansã, relembra:

“Vi Stella voltar para casa de cabeça raspada, com 14 anos. De vez em quando ela caçava; mandava que eu e meus irmãos sentássemos e caçava, dançando; era igual ao que se vê hoje no barracão.”

Mãe Stella estudou no colégio Nossa Senhora Auxiliadora, dirigido pela professora D. Anfrísia Santiago. Formou-se pela Escola de Enfermagem e Saúde Pública, exercendo a função de Visitadora Sanitária por mais de trinta anos.

Em 29 de junho de 1964, foi designada ‘ Kolabá[2] por Mãe Senhora. Filha dileta de sua mãe-de-santo, pouco a pouco foi aprendendo os grandes mistérios e segredos do candomblé. Ainda em vida de Mãe Senhora fizera exercer a função de mãe de uma iaô – Celenita – que era filha de Ogum.

Em 19 de março de 1976, foi escolhida para ser a quinta iyalorixá do Ilê Axé Opó Afonjá, conforme consta no livro de atas do conselho religioso do próprio terreiro, a seguir:

Transcrição da ata registrada no dia 19 de março de 1976 do livro de Atas do Conselho Religioso:

Aos dezenove dias do mês de março de 1976 (hum mil novecentos e setenta e seis), presentes 136 pessoas, todas com suas assinaturas gravadas no livro de Atas do Conselho Religioso deste Axé, às 10 horas e 45 minutos, no Barracão, eu, Fernando José Pacheco Vasquez, Secretário da Sociedade Civil (Obá Xorun), dirigi-me a todos os presentes, solicitando que se aproximassem da mesa onde seria realizado o jogo para a escolha da futura Iyalorixá, uma vez que antes do jogo ser iniciado, o professor Agenor Miranda, Babalaô, considerado o único Oluô no Brasil, filho espiritual da falecida Eugênia Anna dos Santos (Mãe Aninha), irmão da também falecida Ondina Valéria Pimentel, vindo do Rio de Janeiro exclusivamente para esta cerimônia, irá fazer uma dissertação do que acontecerá em seguida. Com a segurança que lhe é peculiar, e a franqueza de sempre, ele se dirigiu aos presentes nos seguintes termos: “Não estou aqui para ser agradável a quem quer que seja, sei que muitos dos presentes já fizeram sua escolha, porém eu estou aqui para cumprir a determinação de Xangô, e advirto a todos os filhos e filhas, Obás e Ogãs, e a todos vinculados a este Axé, que vontade de Xangô é Lei, é sagrada, e sua escolha, sobre quem quer que caia, terá de ser por todos acatada e respeitada, e a filha deste Axé que for por ele escolhida não deverá se deixar levar pelo coração, e deverá, sim, agir com justiça e sabedoria, promovendo a união de todos, e acima de tudo ter pulso forte para manter a hierarquia, doa em quem doer”. A hierarquia, ele repetia que tinha de ser mantida acima de tudo. Sentou-se em seguida para dar início ao jogo. Ao seu lado direito estava sentada Eutrópia de Castro (Iyakêkêrê), aos eu lado esquerdo o Assobá Deoscóredes dos Santos, e em volta destes, representações do Engenho Velho, Gantois, Bate-Folha, e de diversas outras Casas da Bahia e do Rio de Janeiro, e ainda os membros do Conselho Religioso. O Professor Agenor Miranda segurou os búzios e concentrou-se. Todos os presentes conservaram um silêncio absoluto, atentos ao professor. Ele deu início à leitura, e falou EJIONILÊ, recolheu os búzios e, após uma pausa, jogou-os novamente e falou ODI, e novamente usados os búzios falou OXÉ, em seguida OSSÁ, após nova concentração usou novamente os búzios e falou EJILASEBORÁ, apresentando Oxossi, em seguida falou ÔFUN trazendo ORUKÓ de ODÉ KAIODÊ; novamente o professor usou os búzios e voltaram OSSÁ e OXÊ, os Odus de Odé Kayodê, filha do Axé a quem Xangô escolhia e determinava ser a nova Iyalorixá. O professor Agenor se dirigiu aos presentes, dizendo que se ali, naquele momento, houvesse algum Oluô, ou pessoa que sabe ler nos búzios, que se aproximasse e viesse ler e constatar o que ali estava determinado por Xangô. Em seguida, como é de praxe, o Assobá partiu um OROBÔ e pediu a Xangô confirmação do que disseram os búzios, e por duas vezes seguidas a palavra foi confirmada com ALAFIÁ. O Professor Agenor procurou saber quem atendia pelo nome de Odé Kayodê, e Stela Azevedo se apresentou e foi notificada pelo Professor Agenor ser ela a escolhida por Xangô para dirigir os destinos do Axé. Dirigindo-se a mim, solicitou que eu notificasse em voz alta o que Xangô acabara de determinar. Comuniquei aos presentes que, por determinação e vontade de Xangô, fora escolhida a filha do Axé de nome Stela Azevedo – Odé Kayodê – Kolabá, para ser a Iyalorixá a partir daquele instante. Todos os presentes acolheram minhas palavras de pé e com uma salva de palmas. Em seguida, um a um, os filhos deste Axé de Opô Afonjá, os representantes das diversas casas ali presentes, os visitantes, todos, enfim, foram cumprimentar a nova Iyalaxé, que se curvava à vontade de Xangô, e como mais nada atinente ao assunto tivesse de ser registrado, encerrei a ata feita no livro de Atas do Conselho Religioso, assinando a mesma, em Salvador, 19 de março de 1976, eu, Fernando José Pacheco Vasquez, Secretário (Obá Xorun), o Presidente Carybé, senhor Hector Bernabó (Otun Obá Onasokun) e os diretores presentes, Mario M. Bastos, Deoscóredes Maximiliano dos Santos.

Quando Mãe Stella foi escolhida iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Dona Milta explicou que não conseguia aceitar o peso da responsabilidade que caía sobre os ombros da irmã:

“Corri para dona Menininha do Gantois, implorando que ela desse um jeito, mas ela, Mãe Menininha, disse: ‘Isso não é comigo, isso é com os orixás, eles sabem que Stella tem força, eles a conhecem. Vi que era um poder maior e lembrei de Camões, ‘Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta…’ Vi que não podia fazer nada.”

Em 1981, Mãe Stella visitou templos e casas de orixás em Oshogbo na Nigéria. Ela cumprimentava as pessoas, era recebida por todos e, uma vez, ao entoar um canto para Oxum, à sua voz incorporaram-se outras. Houve total entendimento e todos se emocionaram. O mesmo se deu nas cidades de Ile-Ifé e Ede. Apesar das barreiras linguísticas, fez amigos e foi homenageada. Em 1983 o professor Wande Abimbola, à época reitor da Universidade de Ile-Ifé, fez questão de realizar em Salvador, na Bahia, a II Conferência da Tradição dos Orixá e Cultura, porque sabia haver em Salvador raízes profundas da cultura yoruba.

O primeiro pronunciamento público de Mãe Stella foi na II Conferência Mundial de Tradição dos Orixá e Cultura, de 17 a 23 de Julho de 1983, em Salvador, quando lançou ideias originais sobre o sincretismo. Ela também participou da III Conferência Mundial de Tradição dos Orixás e Cultura, em 1986, em Nova IorqueEstados Unidos.

Em 1987, Mãe Stella integrou a comitiva organizada por Pierre Verger para a comemoração da Semana Brasileira na República do Benin, na África. Sua presença mereceu destaque e ela foi recebida com honras de líder religiosa.

Em 1999, Mãe Stella conseguiu o tombamento do Ilê Axé Opô Afonjá pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão ligado ao Ministério da Cultura.

Morte e sucessão.

Faleceu na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Hospital Incar, onde se internara no dia 14 de dezembro de 2018 para tratar de uma infecção; ela havia se mudado da capital do estado para a cidade do RecôncavoNazaré das Farinhas, após ter sofrido um AVC que a deixara sem visão e com os movimentos limitados.[3]

A mudança de Mãe Stella para Nazaré se deu de forma traumática; ela fora levada por sua companheira, a filha-de-santo e psicóloga Graziela Dhomini, que foi acusada pelos integrantes do Terreiro Ilê Axé Opó Ofonjá de impossibilitar que pudessem visitar a Ialorixá, processando-a por isto; esta por sua vez havia denunciado à polícia a forma violenta com que fora expulsa do templo, fato que teria sido filmado e divulgado na internet.[3]

Mãe Stella não indicou um sucessor, o que abriu a disputa entre ao menos cinco grupos para ocupar o cargo máximo do Ilê Axé Opó Ofunjá.[3]

Prêmios.

Livros

  • “E Dai Aconteceu o Encanto”, Maria Stella de Azevedo Santos e Cléo Martins, Salvador, 1988.
  • “Meu Tempo é Agora “, Maria Stella de Azevedo Santos. 1a Edição: Editora Oduduwa, São Paulo, 1991. 2a Edição: Vol.1. Salvador, BA: Assembleia Legislativa da Bahia, 2010.
  • “Lineamentos da Religião dos Orixás – Memória de ternura”- Cléo Martins, 2004; participação especial de Mâe Stella – Alaiandê Xirê- ISBN 8590467813.
  • “Òsòósi – O Caçador de Alegrias”, Mãe Stella de Òsòósi, Secretaria da Cultura e Turismo, Salvador, 2006
  • “Owé – Provérbios” – Salvador – 2007.
  • “Epé Laiyé- terra viva”, conta a história de uma árvore que ganha pernas e vai lutar pela construção de um mundo que respeita o meio ambiente. Em sua trajetória o personagem ganha ajuda do orixá Ossain, divindade que domina o conhecimento sobre o mundo vegetal. Salvador – 2009.
  • “Opinião – Maria Stella de Azevedo Santos – Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá – Um presente de A TARDE para a história”, reunião de textos publicados no jornal A TARDE na coluna “Opinião”.

Referências

  1.  Mãe Stella de Oxóssi
  2.  Título relacionado ao culto de Xangô.
  3. ↑ Ir para:a b c Roy Rogeres (27 de dezembro de 2018). «Mãe Stella de Oxóssi: o adeus a uma imortal». A Tarde. Consultado em 28 de dezembro de 2018Cópia arquivada em 28 de dezembro de 2018
  4.  Título Doutor Honoris Causa – Mãe Stella de Oxossi
  5.  «Mãe Stella de Oxóssi é eleita membro da Academia de Letras da Bahia». Política livre. 25 de abril de 2013. Consultado em 7 de fevereiro de 2014

Notas

  1.  O Egba é um subgrupo étnico dos yorubas da Nigéria, formado ainda pelas subdivisões: Ake, Owu, Oke Ona, Gbagura e Ibara. Cada subdivisão tem seu próprio rei. O termo Egba refere-se a boa parte dos nativos da cidade de Abeokuta, a capital do estado de Ogun. Localiza-se no sudoeste da Nigéria. Tem cerca de 751 mil habitantes. Durante o período colonial britânico, o colonizador apontou o rei de Ake como o principal governante e portanto este é conhecido como o rei da terra do Egba. Os títulos dos reis das subdivisões são: Alake da terra dos Egba, o Olowu de Owu, o Agura de Gbagura, o Oshile de Oke Ona, e o Olubara de Ibara. Vale notar que que a cidade original dos Egba se encontrava em torno da pedra Olumo, que hoje se chama Oke Ona Egba.
  2.  O olheiro de Xangô.
  3.  Sobre esse episódio, Mãe Menininha falaria mais tarde que “Stella era para ser daqui, mas não foi por causa de um recado mal dado.” 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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cabeca do boi festa

Ori Malu é um ritual realizado em algumas Casas de Candomblé da Tradição Nago Ketu. Muito embora, o ritual seja de grande importância, o mesmo está se perdendo ao longo dos anos, sendo que a grande maioria das Casas de àse, estão localizadas no perímetro urbano das grandes cidades.
O Ritual do Ori Malu, inicia-se na verdade, com a programação da compra do Boi, escolhido pelo Òrìsà, por intermédio do jogo de búzios realizado pelo Sacerdote. Esse Boi, é encomendado à um sitiante das proximidades da Casa de Candomblé, sendo combinando com o mesmo, o dia e hora do sacrifício.
Em uma quarta-feira anterior a festa de Ode, todos os filhos de santo deve pousar no àse, passando por algumas obrigações realizadas pelo Sacerdote. Na aurora da quinta-feira, a Alvorada (conjunto de toques específicos) é realizada pelo corpo de Alagbés da Casa.
A Iyabase e Iyasinjé, preparam uma farta mesa em homenagem aos Òrìsàs da Caça, nela haverá muitas frutas, bolos, mandioca, fruta-pão, batata doce, banana da terra, inhame e tantos outros pratos da tradicional culinária do Candomblé.

As Ayabas de Oya, preparam os animais que serão ofertados no Ojubó, dentro do Ile Òrìsà. Um grupo de Omo Òrìsà, fica no Ilé Òrìsà, aguardando a chegada da procissão do Ori Malu, enquanto outros Filhos de Santo, escolhidos em função de seus títulos e seus Òrìsàs, vestidos à caráter e de branco, perfilam-se rumo ao sítio no qual foi realizado o sacrifício do Boi, pelo Magarefe.

Ao chegar no sítio, o Ori Malu e algumas partes específicas do Boi, são depositados em um grande balaio, no qual consta um dos grandes segredos do ritual. Nesse balaio, há um conjunto de elementos e uma determinada folha, utilizada para receber o Ori Malu. Esse balaio será carregado por Ayabas de determinados Òrìsàs, ligados ao ritual. Outro elemento de fundamental importância, consiste na moringa que será carregada por Yemoja. Nesta moringa, há um grande segredo do ritual do Ori Malu, que não cabe ser compartilhado nesse texto. Os “Eran Peteré”, serão cuidadosamente arrumados em um balaio, que também foi preparado com elementos sacralizadores. Após tudo devidamente arrumado, inicia-se a procissão rumo de volta à Casa de Candomblé.

Na Casa de Candomblé, ao somo do Agere (Toque de Evocação dos Deuses da Caça), os Alagbés, Egbon-mi e Ekejis, aguardam a chegada da procissão. Nesse momento, a chegada da procissão é enunciada por um cântico Yoruba, que elucida a importância do Ori, no ritual dos Caçadores. Com fogos, feijão fradinho torrado e muitas saudações à Ode, finalmente os “preparados” adentram a Casa de Candomblé.

Os filhos de santo, já manifestados pelos seus Òrìsàs, dançam com a obrigação envolta do Asè central do Barracão. A Grande Procissão do Rei da Nação dos Candomblés do Brasil, está sendo realizada à contento. Novamente, cânticos em louvor aos Deuses da Caça são entoados. Após dançarem envolta ao àse, uma nova cantiga é entoada, para apresentar à Ode, no Agbo de Òsóòsì o Ori Malu. Feito isso, o oro é uma vez mais, realizado, nesta ocasião no Agbo de Òsóòsì.
Realizadas todas as obrigações dos Òrìsàs, o farto café da manhã é ofertado em regozijo à todos presentes que, comungam com o Deus da Fartura.

Òkè Àró!

Texto.
Bàbálòrìsà José Carlos de Ibùalámo
Foto.
Baianas do ibece alaketu em procissão do Òri Malú

Apoio: Bàbálòrìsà Luiz de Ayrá.

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