Anúncios
Feeds:
Artigos
Comentários

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

MITO DA OBRIGATORIEDADE DA APRESENTAÇÃO DAS CABEÇAS, DOS FLANCOS, DAS ASAS, DAS PATAS DIANTEIRAS E TRASEIRAS DOS ANIMAIS, BEM COMO DA CABEÇA E DA CAUDA DOS PEIXES AOS ORIXÁS.

Contam os nagôs iorubas igbominas que Olódùmarè, o Criador Excelso, sentindo-se exausto (sentido figurado), convocou a sua presença todos os orixás que com ele participaram da formação do Cosmo. Ao se apresentarem na ante-sala da Morada do Justo (Ibùgbé Sèsè Sánmà), este lhes disse: “Mandei chamá-los para que tomem ciência de que, face eu estar me sentindo cansado e idoso (sentido figurado), decidi enviá-los ao planeta Terra. Vocês irão saber do Mundo. Quando retornarem e me relatarem tudo o que ouviram e viram, eu nomearei dentre vós o mais digno e o mais sábio, na condição de meu porta-voz. Eu o exaltarei e permitirei que, diante de mim, se apresente e resista ao meu resplendor”.

Os orixás, tomados de euforia e envaidecidos, vestiram seus mais belos trajes. Todos juntos partiram em direção à Terra, com exceção de Ósètùrá (epíteto de Èsù) que foi atender ao chamado de seu pai, que não tinha tido a permissão de compartilhar daquela jornada. Quando Ósètùrá ao seu genitor se apresentou, dele recebeu uma sacola de linho grosso e a instrução de que deveria portar-se de forma correta por onde passasse e que com humilde se dirigisse a todos com que se defrontasse.

Enfim, todos chegaram ao planeta Terra. De imediato, se personificaram adotando formas e posturas importantes. Uns em trajes de reis, outros trajados tais quais os príncipes. Somente Ósètùrá não participou da pujança da personificação. Suas roupas eram as mais simples. E assim, vestidos, os orixás se dirigiram ao país onde todas as pessoas comiam somente aves. A recepção foi suntuosa. Os orixás escolheram os melhores pedaços das aves.

Após se alimentarem, os orixás disseram uns para os outros: “Estou cansado de comer destes animais. Dêem as cabeças, os flancos das asas e as patas para Ósètùrá se alimentar, uma vez que ele não foi convidado para sentar-se à mesa. Também, vestido nesses trajes, quem iria convidá-lo?” Ósètùrá, apesar da humilhação sofrida, aceita os alimentos com submissão. Este, após se alimentar, colocou os ossos no sol para secar, para posteriormente guardá-los.

Alguns dia depois, os orixás, usando outras vestes suntuosas, se dirigiram ao país onde todos comiam quadrúpedes e répteis. A recepção foi suntuosa. Os orixás escolheram os melhores pedaços dos animais oferecidos no banquete. Após se fartarem, repetiram o mesmo procedimento, isto é, deram para Ósètùrá se alimentar as cabeças, as caudas, as patas dianteiras e traseiras dos animais. Este, procedendo da mesma forma anterior, alimentou-se das mesmas, pondo em seguida os ossos no sol para secar.

Dias depois, os orixás, usando aparatos muito mais luxuosos, se dirigiram ao país onde todos comiam peixes. Todos se fartaram. Desta vez, um acontecimento inédito chamou atenção dos demais orixás presentes. Ìyá Olóòkun não se alimentou dos peixes oferecidos. Ela, simplesmente tocou com suas mãos as cabeças, as nadadeiras e as caudas dos peixes que lhes foram oferecidos durante o banquete.

Após algumas horas, os orixás, repetindo o mesmo procedimento que tiveram nos banquetes anteriores, deram para Ósètùrá as cabeças, as nadadeiras e as caudas dos peixes que lhes foram oferecidos durante as refeições. Este quando da entrega perguntou-lhes: “Onde estão os peixes que Ìyá Olóòkun não comeu?” A resposta foi unânime: “Você acha que nós iríamos desperdiçar tal repasto? Para você Èsù, restou apenas o de sempre. Se dê por satisfeito”. Ósètùrá, cabisbaixo e sem nada dizer, contenta-se com o que lhe dão. Após se alimentar, colocou as espinhas no saco de linhagem. E assim os orixás, com exceção de Èsù, se alimentaram das partes mais nobres dos búfalos, das cabras, dos carneiros, dos patos, dos lagartos, bois e outros tantos animais. E assim, em todas as localidades por onde passaram, os orixás comeram diversas espécies de animais. Para Ósétùrá, somente sobraram as cabeças, os flancos das asas e as patas.

Após viajarem pelo mundo afora, os orixás retornaram ao infinito (sánmà). Ao regressarem, se apresentaram de imediato ao Criador Olódùmarè. Este cansado e idoso (sentido figurado), perguntou-lhes: “O que vocês viram e ouviram na Terra?” Cada um dos orixás narrou sobre as localidades por onde passaram e principalmente sobre os suntuosos banquetes que lhes foram oferecidos. Ósétùrá narra também coisas semelhantes, excluindo apenas que teve de se contentar com as sobras dos outros orixás. Após ouvi-los, perguntou-lhes o Criador: “O que trazem como prova de tudo que viram e ouviram na Terra?” A resposta foi o silêncio. Olódùmarè perguntou pela segunda vez: “Quem é capaz de contar-me a verdade?” “Eu posso provar o ocorrido e a veracidade das minhas palavras”, disse Ósétùrá, derramando no chão diante do Criador todos os ossos que havia trazido.

Diante do exposto, Olódùmarè levantou-se do trono e disse: “Òsétùrá, tu me sucederás. Serás meu porta-voz. Terás ciência de tudo e estarás presente junto a todos os habitantes da Terra, e os mesmos submeter-se-ão a ti e farão o que tu ordenares. Em lembrança dos feitos acima narrados e em face ao descaso feito a tua pessoa por parte dos demais orixás, a cabeça, as asas, as patas dos animais e a cauda dos peixes serão apresentados aos mesmos por ocasião dos sacrifícios, a fim de lembrarem-se do descaso, das ofensas e da segregação feitas a ti.”.

1 – Ìyá Olóòkun – Orixá considerado pelos nagôs yorùbá igbominas como a “Mãe de todas as Cabeças”. Tida como a responsável pela colocação e proteção do “mùdùnmúdùn” (cérebro) dentro do Orí Inú (parte interna da caixa craniana).

Referência bibliográfica: PENNA, ANTONIO DOS SANTOS – “Histórias de Ifá” – “O Livro Sagrado de Ifá” – Segundo os nagôs iorubas igbominas em solo brasileiro – Tomo I – Àdìfá Oba Aláàiyé Fámãkindé Otuoko – 616 páginas – ISBN 978-85-902226-5-1 – Certificado de Registro ou Averbação – Nº. 496.793 – Livro 939 – Folha 425 – No prelo.
Plágio é crime.
RESPEITE O AUTOR
Todos Direitos Reservados
Amparado pela lei 9.610 de direitos autorais (Lei reguladora dos direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhes são conexos).
Proibido a cópia total ou parcial dos textos por qualquer meio, seja para uso privado ou público, com ou sem fins lucrativos sem a autorização prévia do autor.
Foto colhida na internet

Anúncios

Candomblé

Dia Nacional da Consciência Negra
Zumbi e Princesa Isabel – liberdade aos negros

O dia 20 de novembro faz menção à consciência negra, a fim de ressaltar as dificuldades que os negros passam há séculos.

A escolha da data foi em homenagem a Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, em consequência de sua morte. Zumbi foi morto por ser traído por Antônio Soares, um de seus capitães.

A localização do quilombo ficava onde é hoje o estado de Alagoas, na Serra da Barriga.

O Quilombo dos Palmares foi levantado para abrigar escravos fugitivos, pois muitos não suportavam viver tendo que aguentar maus tratos e castigos de seus feitores, como permanecerem amarrados aos troncos, sob sol ou chuva, sem água e sofrendo com açoites e chicotadas. O local abrigou uma população de mais de vinte mil habitantes.

Ao longo da história, os negros não foram tratados com respeito, passando por grandes sofrimentos. Pelo contrário…

View original post mais 347 palavras

 

Zangbeto é um Culto do povo Badagry, sendo altamente respeitado pelos membros da sua comunidade – Os “Guardiões da Noite ( Policiais Vodoo no Benin)”, são espíritos que gostam de dançar e falar sob folhas de palmeira (ráfia). 

Desaparecem e reaparecem à sua vontade e giram trazendo boa sorte. Conta à legenda, que Zangbetos inicialmente eram os guardas noturnos na cidade de Hogbonou, Benin. Sua roupa exterior é feita das folhas da palma arranjadas em camadas, e coberta por fora com uma espécie de chapéu. E eram eles os responsáveis pela segurança noturna das vilas e aldeias, mantendo afastados os ladrões e malfeitores. Nesse sentido, podemos notar alguma semelhança com o termo Olopá ( que além de Senhor da Roupa, também significa Policial). 

Hoje os Grupos locais de Zangbeto realizam competições, no sentido de ver os melhores pés de dança e magia durante todo Benin e Togo.

Sua aparição publica é acompanhada de alguns instrumentos musicais, dentre eles há uma espécie de sino duplo denominado “Gankeke”, os Zangbeto utilizam também o Gangbo. Quanto ao ritmo produzido, denomina-se Gangbo, possuindo este nome, devido ao instrumento “gangbo” do qual lhe emprestaram o nome.

Hoje o Zangbeto ainda aparece em ocasiões especiais ou quando existe uma situação de urgência na comunidade. No ritual público de dança, percebe-se uma frenética rotação, em seguida, sentam-se na terra e ficam quietos, quando então os membros do grupo, batem neles com as suas varas rituais, e são entoadas orins pela comunidade Zangbeto.

Nesse momento, alguém vira a roupagem ritual, e mostram a todos que seu interior se encontra completamente vazio, pois a energia que lhe deu vida bem como o movimento já partiu. Mas sempre que o faz, deixa um pequeno boneco Zangbeto para trás como lembrança de sua estadia. O mais interessante ainda, é que de repente, alguém do grupo bate de novo com a vara ritual, a energia do Zangbeto retorna, e ele se faz novamente presente para a comunidade. À um costume em alguns locais de se incinerar estas roupas rituais após as apresentações.

 

 

O culto de Zangbeto encontra-se, presentemente, espalhado por todo o Sul do Benim. Zan significa noite. Zangbeto é, de fato, um espírito noturno. No meio da escuridão, o mascarado sai do seu convento, semeando terror à sua volta. Vai a casa dos ladrões, dos adúlteros, dos caloteiros, impondo-lhes que ponham cobro às suas safadezas. As suas formas parecem ter sido estudadas para meterem medo: Zangbeto é uma grande máscara coberta de palha colorida da cabeça aos pés, dando saltos acrobáticos e emitindo sons guturais.


A sua origem é mítica. Diz-se que três irmãos andavam em guerra entre si; os dois mais velhos opunham-se ao mais jovem; este, na noite antes da derradeira batalha, teve um sonho: uma figura sobrenatural aconselhou-o a cobrir-se de palha e, com os seus homens, correr de encontro aos inimigos, fazendo-lhes acreditar que eram fantasmas. O embuste funcionou, os irmãos fugiram e o jovem ficou senhor do reino. A máscara de Zangbeto é um tributo a essa vitória e, como tal, se tornou objeto de veneração.

Da Wikipédia

 

Arquivo: Zangbeto Benin festival Jan 2018.webm
Zangbeto.jpg
Zangbeto3.jpg

Zangbeto são os tradicionais guardiães de vodu da noite na religião iorubá do Benim e do Togo, conhecidos como os “Nightwatchmen”. Semelhante a Egunguns , eles são altamente reverenciados e agem como uma força policial não oficial patrulhando as ruas, vigiando as pessoas e rastreando criminosos e apresentando-os à comunidade para punir. [1] Originalmente criado para assustar o inimigo, Zangbeto passeará pelas ruas para detectar ladrões e bruxas, e para fornecer lei e ordem.

Fotos e Pesquisa Internet/ Wikipédia

Para conhecer e saborear a cozinha do Candomblé        
Dias 20 e 21 de outubro, o público pode conhecer e saborear os quitutes servidos aos orixás na V Mostra de Culinária de Terreiro, na Praça do Carmo, em Olinda.

O Candomblé é uma religião em que rituais e gastronomia estão sempre de mãos dadas. Nos terreiros, pratos tradicionais como o caruru sçao feitos de forma ritualística para serem servidos aos orixás. Para apresentar esses sabores, símbolos e significados, a V Mostra da Culinária de Terreiro de Pernambuco reúne 13 terreiros de Candomblé na Praça do Carmo, em Olinda, nos dias 20 e 21 de outubro. Com produção da Aurora 21 e incentivo do Funcultura, o evento é aberto ao público.

Entre os pratos desta edição estão um Efó para a orixá Oxum (à base de repolho, camarão, ovos); um Amalá para Nanã (frango e camarão); um Axé Yá para Iemanjá (pato, milho de munguzá e manjericão); e um Isú Dogum para Ogum (inhame e camarão). Na mostra, além da degustação das comidas, o público terá acesso a informações sobre a história e significação da gastronomia de origem africana na culinária pernambucana e brasileira.

O evento inclui ainda a exposição de Folhas Sagradas, na Barraca de Ossain – orixá detentor do segredo das folhas. As comidas de cada orixá serão preparadas na forma da tradição da nação a que pertence a respectiva barraca – Nagô, Ketu, Xambá e Jeje.  “Haverá um espaço especial para a atividade ‘Conversando com quem sabe’. Encontro Babalorixás e Yalorixás com o público em geral transmitindo fundamentos da comida de ritual afro-brasileiro”, explica o produtor Felipe Cabral.

Os terreiros participantes foram selecionados pelo Babalorixá Manoel Papai, do Centro de Cultura Afro – Pai Adão. Ele faz parte do tradicional Sítio do Pai Adão, que tem quase 150 anos de existência, e é conhecido por praticar o culto nagô de forma ortodoxa. “A cozinha do terreiro é parte do seu espaço sagrado, e as cozinheiras adquirem um conhecimento ancestral, passado de geração em geração”, explica o religioso.

 

SERVIÇO
5ª Mostra de Culinária de Terreiro de Pernambuco
Exposição para o público: 20 e 21 de outubro, das 16h às 21h
Praça do Carmo, Olinda-PE
Aberto ao público

dialogo@faladialogo.com.br

Márcia Guenes e Laura Cortizo

(81) 99424.1450 e (81) 98699.8111

Fundação Pierre Verger lança nova edição do livro OrixásDeuses Iorubás na África e no Novo Mundo, dia 04 de outubro na Livraria da Travessa (Botafogo).

 

Livraria da Travessa (Botafogo).

Vida e obra de Pierre Verger giraram em torno da essência, capturar a essência do ser humano… ilustrar, registrar, compartilhar, conectar e multiplicar. A partir de toda a herança artística e cultural deixada pelo fotógrafo e antropólogo, a Fundação Pierre Verger vai promover ao longo do ano um conjunto de ações comemorativas em homenagem aos 30 anos da instituição. No próximo dia 04 de outubro vai acontecer o lançamento da nova edição do livro OrixásDeuses Iorubás na África e no Novo Mundo, das 19 às 21 horas, na Livraria da Travessa (Botafogo). A noite vai contar ainda com um bate-papo com a griô e Iakekerê Vovó Cici, e com os escritores Carolina Cunha e Reginaldo Prandi, aberto ao público.

O livro, um dos primeiros registros da cultura dos orixás na África e no Novo Mundo, é o resultado de pesquisas etnográficas que retratam os cultos aos deuses Iorubás nos países de origem, como Nigéria, ex-Daomé – atual Benin, e Togo e no Novo Mundo (Brasil e Antilhas), para onde os rituais foram trazidos quando da diáspora negra, durante o tráfico de escravos. A publicação traz 250 fotos e textos destacando as cerimônias, as características de cada orixá, além do descritivo dos arquétipos da personalidade dos devotos dos respectivos orixás.

Orixás, Deuses Iorubás na África eno Novo Mundo é, até hoje, um dos títulos mais importantes e considerado uma das obras mais completas e precisas sobre o assunto, utilizado por pesquisadores em todo o mundo. O livro estava esgotado há anos, com uma lista de espera enorme e tido como objeto de colecionador. Foi exatamente essa demanda vinda de diferentes públicos que fez a Fundação Pierre Verger reeditar o título, mas com uma edição totalmente nova, que inclui novo projeto gráfico, algumas fotos inéditas e um prefácio assinado por Mãe Stella de Oxóssi.

A nova edição apresenta uma outra novidade: vem acompanhada de uma Linha de Produtos inédita e limitada intitulada “Orixás”, especialmente desenvolvida com o objetivo de expandir a experiência relacionada à temática. A criação é da designer Juliana Rabinovitz, que integra a equipe de comunicação da campanha 30 anos, e é responsável pela identidade visual da mesma. Toda a linha estará à venda, assim como o livro, nos locais de lançamento pelo Brasil, nas livrarias e também nos canais oficiais da Fundação Pierre Verger.

A campanha dos 30 anos

Além da reedição do livro, a celebração terá ações até 2019 que contemplam exposições, doações de fotografias, lançamentos de outros livros, seminários, workshops, ambientações em locais de acesso público e intervenções urbanas artísticas, dentre outros eventos comemorativos.

Após ser apresentada ao público baiano, a nova edição de Orixás segue para ser lançada também em outras capitais, além da Travessa no Rio de Janeiro, o lançamento ocorrerá também no Museu da Fotografia em Fortaleza, Ceará; em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer; no salão nobre da Sala São Paulo (SP), Porto Alegre, entre outras, com trabalhos que desvendam que o que tinha de grandioso tinha também de profícuo, na diversidade de suas temáticas, não fosse ter Verger construído uma vasta documentação visual em muitos países e em todos os continentes.

À frente da Fundação Pierre Verger desde 2001, o presidente Gilberto Sá, destaca o trabalho realizado na instituição ao longo desses 30 anos e as principais ações para o futuro. “Como projeto para novas ações desejamos montar em nossa sede um Memorial, além de manter as atividades das mostras de fotos no Brasil e no exterior, e a publicação de livros, inéditos e em novas edições. Mas o que mais desejo é que a cada dia esta Fundação seja uma fonte para pesquisadores de todo o mundo neste tema de África-Brasil, sua história e seu desenrolar, ainda muito por estudar, e a fotografia como documento para entendermos a história da humanidade. Esta é uma Fundação para o conhecimento dos povos e do mundo e sua base está em preservar, divulgar, pesquisar, e manter vivo a obra e o pensamento de Pierre Verger”.

A fundação foi presidida pelo próprio Verger até sua morte e, depois, pelo seu grande amigo Carybé. Após a nomeação de Gilberto Sá como presidente, uma de suas primeiras grandes realizações foi, em 2002, com as celebrações do centenário de nascimento de Pierre Verger, a realização da exposição itinerante O Olhar Viajante de Pierre Fatumbi Verger, pelas principais capitais brasileiras, em todas as regiões do país.

Trajetória de Pierre Verger

Pierre Verger nasceu em Paris, França, no dia 4 de novembro de 1902. Em 11 de fevereiro de 1996 faleceu em Salvador, Bahia. Aos 30 anos inicia na fotografia e nas viagens. Com o falecimento de sua mãe, sua última parenta viva, Verger decidiu se tornar naturalmente um viajante solitário e levar uma vida livre e não conformista.

De dezembro de 1932 até agosto de 1946, foram quase 14 anos consecutivos de viagens ao redor do mundo, sobrevivendo exclusivamente da fotografia. Trabalhou para as maiores publicações da época, mas como nunca almejou a fama, estava sempre de partida: “A sensação de que existia um vasto mundo não me saía da cabeça e o desejo de ir vê-lo me levava em direção a outros horizontes”, afirmou ele.

As coisas começaram a mudar no dia em que Verger desembarcou na Bahia. Em 1946, enquanto a Europa vivia o pós-guerra. Foi logo seduzido pela hospitalidade e riqueza cultural que encontrou na cidade e acabou ficando. Como fazia em todos os lugares onde esteve, preferia a companhia do povo e dos lugares mais simples. Os negros, em imensa maioria na cidade, monopolizavam a sua atenção. Além de personagens das suas fotos, tornaram-se seus amigos, cujas vidas e história procurou conhecer com detalhes. Quando descobriu o candomblé, acreditou ter encontrado a fonte da vitalidade do povo baiano e se tornou um estudioso do culto aos orixás.

SERVIÇO

LANÇAMENTO DA NOVA EDIÇÃO DO LIVRO: OrixásDeuses Iorubás na África e no Novo Mundo, de Pierre Fatumbi Verger
Data
: 04 de outubro, das 19h às 21h
Local: Livraria da Travessa (Botafogo).
Endereço: R. Voluntários da Pátria, 97 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ.

 

 

Informações para a imprensa

Target Assessoria de Comunicação.

Márcia Vilella – (21) 98158.9692

Divulgação e mobilização social

Naira Fernandes

98577-1600

Cosme e Damião.

Resultado de imagem para foto de são cosme e damião

Hoje é o dia de Cosme e Damião – 26 de setembro.

Santo Cosme e Santo Damião são considerados padroeiros dos farmacêuticos, dos médicos e das faculdades de medicina

No dia 26 de setembro, a Igreja celebra no seu calendário, a festa de São Cosme e Damião, que são dois santos da Igreja, dois homens, que não são gêmeos, nem irmãos de sangue, mas duas pessoas muito amigas que dispuseram-se a ajudar o mais necessitados.

No dia 27 de setembro a Umbanda comemora a festa das crianças com muita festa e muitos saquinhos de doce, muita gente paga promessa aos santos católicos, um sincretismo incrível, as ruas ficam cheias de crianças e até adultos correndo atrás de saquinhos de doce, uma energia contagiante.

Salve a magia da fé!

Por G1 BA


Terreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/Divulgação

Terreiro Tumba Junsara —

Foto: Carolina di Lello/Divulgação

O Terreiro Tumba Junsara, localizado no Engenho Velho de Brotas, em Salvador, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesta quarta-feira (20). Fundado em 1919, o templo está entre os mais antigos de tradição da Angola no Brasil.

O tombamento foi determinado durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no Rio de Janeiro. De acordo com o Iphan, todos os participantes do evento votaram a favor da decisão. Com isso, o templo passa a ser Patrimônio Cultural Brasileiro.

Criado pelos irmãos Manoel Rodrigues e Ciriaco, o terreiro teve sua primeira sede no município de Santo Amaro, no recôncavo da Bahia. Em seguida, o templo foi transferido para Salvador, já no Engenho Velho de Brotas. Contudo, somente em 1938, o Tumba Junsara foi para o atual endereço, na Ladeira da Vila América.

O terreiro está em uma região de Salvador que concentra vários outros templos. Entre eles, alguns já tombados pelo Iphan, como Oxumaré, Gantois e Alaketo e Casa Branca.

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/DivulgaçãoTerreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/Divulgação

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/Divulgação

Assentamentos, moradias, barracão, mata e uma fonte de água, fazem parte da estrutura atual do terreiro. A Fonte Dandalunda “recebe” quem entra no templo. Bem no meio está a moradia principal e mais antiga, que antecede o quarto do segredo, Lemba Oxalá. A cozinha da residência é também a cozinha sagrada. A mata reduzida é formada por pés de nativo, jurema, bambu, obi e akokô, que têm uso medicinal em rituais, alimentar e paisagístico.

 

A Casa reproduz em seu território as estruturas litúrgicas e mundanas necessárias para a tradição, o espaço mato e o espaço construído, que juntos, formam uma área sagrada. A comunidade do Terreiro Tumba Junsara abraça as tradições e se reinventa como culto.

Conforme o Iphan, Tumba Junsara faz da mistura entre Angola e Brasil um caminho para manter suas referências culturais. Uma característica da Nação Angola, por exemplo, é a presença de um culto específico em reverência aos ancestrais indígenas.

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Nalva Santos/DivulgaçãoTerreiro Tumba Junsara — Foto: Nalva Santos/Divulgação

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Nalva Santos/Divulgação

%d bloggers like this: