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Archive for Outubro, 2019

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Ewé Étipónlá conhecida no Brasil principalmente por Erva tostão e também por agarra pinto, pega pinto, tangaraca, bredo de porco. Planta presente em vários países sendo disseminada em outros continentes e no Brasil em quase todo território nacional.

Nome científico: Boerhaavia difussa L, Nyctaginacede
Orixás: Xangô e Oya
Elementos: Fogo, masculino

Nos candomblés Jêje/Ketu da Bahia, Rio, São Paulo e nos Xangôs de Pernambuco, esta folha é reverenciado nos rituais das “Folhas”, sarsanhas.
Pessoas ilustres no culto a Egungun usam esta folha para proteção contra os ajoguns.

Korin Ewé Étipónlá :

Ifá owó Ifá omo
Ewé étipónlá ‘bà Ifá orò
Itá* owo Itá omo
Ewé étipónlá ‘bà Ifá orò

Orunmilá é quem traz boa sorte e dinheiro
A folha de erva-tostão é abençoada por Orunmilá
Folha de pitanga é quem traz boa sorte e dinheiro
A folha de erva-tostão é abençoada por Orunmilá

Obs: No Korin acima mencionamos Ìtá* – Folha da Pitangueira Ewé Ìtá, é uma folha de muita força, utilizada para atrair felicidade e sorte (axé odára), pertencendo a Ossayin e Osun. É uma folha quente, devendo ser usada com cuidado, principalmente pelos filhos do Orixá nos Caminhos Ògún.

Ewé Ítà: A folha da Prosperidade

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Korin outra versão da cantiga:

A fí pa burúrú,a fí pa burúrú
Etiponlá wa fi pá burúrú
Ita owó, ita omo
Etiponlá wa fi pá burúrú

Nós utilizamos para acabar com as complicações
Etiponlá que nós usamos para acabar com as complicações
A folha de Ita atrai dinheiro, Ita atrai filhos
Etiponlá que nós usamos para acabar com as complicações

Muitas Casas de candomblé espalham Ewé Étipónlá pelo chão do barracão durante antes de começar o xirê.

Pequisa livros: Ewé José Flávio P de barros e Hugo Napoleão Ewé Pierre Verger
Site: Jonatas Gunfaremim
Acervo cultural: Ilé Àse Òsòlúfón-Íwìn

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A alfavaquinha-de-cobra, conhecida na Bahia e Rio de Janeiro, é uma erva de origem africana que disseminou-se por todo o Brasil.Prolifera em lugares úmidos, sendo encontrada com facilidade em pedreiras, jardins, florestas sombreadas e mesmo em terrenos abandonados e beiras de calçadas.
Conhecida entre os erveiros pelo nome de orirí ou orirí-de-oxum, é fundamental nos rituais de iniciações e obrigações periódicas que ocorrem nos candomblés jejê-ketu, entrando no àgbo de todos os Orixás.
Nome popular: Alfavaquinha de cobra, Orirí.
Nome Científico: Peperomia pellucida (L.)Kunth., Piperaceae
Orixás: Oxalá, Oxum e Orí
Elementos: Água/feminino- Fria
Verger (1992:30,31), citando um mito de Ifá, relata que: “Igbádù é a casa de Odú. Não se pode entrar na casa e olhar o interior, se não se esfregar antes os olhos com água de calma, composta de folha de òdúndún, tètè e rínrín, de limo da costa (karitê) e de água (contida no casco) de um caracol.
Todo babalaô que vai fazer o culto de Orumilá na floresta deve antes adorar Odù, sua esposa no Igbádù se não Orumilá não ouvirá seus pedidos e não saberá que este babalaô é seu filho”.
É interessante notar a relação que essa erva tem com os olhos, seja no plano litúrgico, seja no fitoterápico. No plano litúrgico, ela pertence também a Oxum, que, na qualidade de Opará, é sincretizada com Santa Luzia, sendo ambas protetoras dos olhos. Na medicina popular, as pessoas do interior usam o sumo extraído do caule desse vegetal para combater irritações e inflamações oculares.
Korin Ewé:  Rinrin àtòrì ó
                  Ó rinrin àtòrì
                  Ba iyin se ìrùnmalé
                  Ba iy isà ba ba’ri ba’ro
                  Bá ísà ba Bàbá k’Òrun
                  Atá kò ro oju àlà fori kan
                  Ó rinrin àtòrì Bàbá pèsún.
Pesquisa: Ewé – José Flávio P, de Barros e Hugo Napoleão
Ewé -Pierre Verger
Acervo cultural: Ilé Àse Òsòlúfón Íwìn

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