Anúncios
Feeds:
Artigos
Comentários

Ọbàrà Mèjì

7 Òbàrà

A difícil travessia da prosperidade para o mundo.

Quando o rei da Morte teve notícia que aquele único Awo, estava vindo em companhia da prosperidade e da riqueza para a terra, decidiu parar quem quer que fosse. Não sabendo exatamente saber quem era, decidiu colocar todos os Awo do céu em teste sob pena de Morte. Tinha 14 de seus conselheiros com ele. Neste meio tempo o Rei da Morte vestiu a roupa de sua esposa que é a doença e tornou-se tão doente que seu corpo até mesmo viu a roupa dos antigos, começou a transmitir uma dor muito desagradável. Ele também preparou uma quantidade de Obi, que na verdade eram ovos, e pequenos barris de vinho, contendo urina de carneiro para testar seus convidados. Então convidou os Awo celeste um após o outro para vir curá-lo. Deu a cada um deles sete dias para curá-lo, caso falhassem não retornariam para casa.

Assim que algum Awo visitante chegou, Morte deu-lhe Obi para abrir como uma prova de sua grande habilidade, muitos deles falharam no teste de abrir o Obi, e eram imediatamente colocados na cadeia. Os poucos que passavam no teste do Obi, revelando-lhe o que realmente era, um ovo.

Não sobreviveriam ao real teste de cura, porque a maioria deles que tentou administrar remédios ao rei da Morte, com mais indisposição ele dava a impressão de ficar. Ele já tinha uma série de Awo Celestes em sua prisão, quando veio a vez de Ọbàrà-Mèjì.

Quando Ọbàrà Mèjì, recebeu a convocação do Rei da Morte, ele de outra forma chamado Jeen Fidi Hee, ou deixe-me sentar sossegadamente, ou inofensivamente como era chamado no céu.

Decidiu consultar seu Ifá, que o aconselhou a dar 1 bode a Èşù e 1 cabra a seu anjo guardião, ele providenciou os sacrifícios rapidamente. Quando estava partindo para o Palácio do Rei da Morte, vestiu seu colar mágico (Idę), o qual era seu principal instrumento de autoridade e ase, também foi advertido a dar uma escada de mão a cada um dos seus anjos guardiões e para Èşù, o que ele fez.

Quando chegou na casa da Morte, bateu na porta, e foi dito para revelar antes de abrir a porta o número de pessoas que estavam na sala e o que eles estavam fazendo naquele momento. Ele finalmente olhou em sua bola de cristal de seu colar e revelou que haviam 14 deles na sala, cada um segurando um copo de vinho, do qual estavam bebendo. A porta então abriu e ele foi liberado para entrar na sala.

Finalmente o Rei da Morte surgiu parecendo seriamente doente, assim que ele tomou seu assento, Morte ordenou que Obi e Vinho fossem dados a eles. Quando Obi foi servido, Jeen Fidi Hee, disse aos outros para quebrá-los. Usando um encantamento especial com o qual ele evocou-os pelos seus nomes celestes, conjurou Obi e o Vinho, que se eles fossem realmente Obi e Vinho como Deus os criou, ele apoiaria como tal, de outro modo ele ante seus olhos modificaria nas suas verdadeiras e reais identidades.

Rapidamente todos os venenos preparados e contidos imediatamente vieram à tona e a base de urina de ovelha foi ao fundo, ao mesmo tempo os Obi foram transformados em ovos. Ele então protestou o Rei da Morte por tratá-lo de modo tão pouco acolhedor. Morte se desculpou e o acalmou trazendo-lhe Obi e Vinho apropriados. Morte então apelou a despeito de sua indisposição inicial, para ajudar na cura de sua doença. Ele replicou dizendo que tinha de comer e beber primeiro, porque estava com fome de sua longa viagem.

Quando Ọbàrà-Mèjì foi sendo servido com comida Èşù, se transfigurou em um rapaz sonolento e parou no portão, antes de comer a comida, ele retirou seu Ọpẹ́lé (instrumento de divinação), e seu próprio Ifá surgiu. O que fez perguntar se a comida era segura e boa para a saúde.

Ele então convidou o rapaz para comer da comida. O garoto engoliu toda a refeição e seu conteúdo.

Em retorno o garoto disse a Ọbàrà- Mèjì para livrar-se do pote de barro, o que na verdade era o recipiente com o qual seus (Yawa), eram normalmente tratados. Quando ele saiu para se livrar do pote, o garoto avisou para consentir em curar o Rei da Morte. Quando retornou para a sala da Morte, voluntariamente se ofereceu para fazer o máximo para curá-lo Ele também concordou em não retornar para casa em 7 dias se ele falhasse em realizar a tarefa, por sua vez. Ọbàrà Mèjì afirmou que desde que não havia débito sem um crédito correspondente. Ele quis saber a recompensa que esperava ele se fosse bem-sucedido, em curar o Idoso Rei da Morte de sua doença, e Morte prometeu-lhe entregar metade de seus pertences, se ele conseguisse. Pelo mesmo sinal, o garoto também perguntou a ele o que faria para que conseguisse ajudá-lo e Ọbàrà prometeu dar-lhe metade de tudo como um prêmio. O Rei da Morte estava acostumado a remover seu vestido de doença durante a noite, quando ia para a cama colocando-a apenas novamente ao primeiro pensamento da manhã.

Naquela primeira noite, assim que ele foi para a cama, Èsù usou a escada de mão com o qual Ọbàrà fez sacrifício para subir ao quarto da Morte.

Quando Èşù estava fazendo aquilo, conjurou a Morte para dormir profundamente. Assim que a Morte caiu celestemente adormecido, Èşù, como o garoto, ordenou a Ọbàrà para subir na escada ver como chamar o velho homem que parecia particularmente sadio e seu corpo estava sem doença.

Na próxima manhã, Morte, convocou Ọbàrà, para começar o serviço de curá-lo. Em resposta, Ọbàrà colheu todas as folhas disponíveis e adicionou Ìyéròsún, seu pó divinatório, e preparou-os para a Morte se levantar por sete dias. Morte, contudo, não se banhou com o preparado. Ọbàrà estava neste meio tempo dando sempre o quinhão do leão, de alguma comida dada a ele para o garoto.

No 6º dia o rei da Morte disse a Ọbàrà que ele não estava recebendo nenhuma melhora, e que ao contrário estava tendo noites insones. Naquela noite Èşù mais uma vez conjurou a Morte para uma pesada e doce dose de sono e impulsionou Ọbàrà e o rejeitado a se infiltrar por meio da escada invisível no quarto da Morte.

Quanto eles entraram no quarto o rapaz disse para Ọbàrà que a cesta continha a vestimenta de doença da Morte. Uma vez fora, Èşù encantou o caminho para o rio para ficar livre de todas as criaturas vivas, porque é proibido a todo ser vivo ver aquele pote. Depois disso, eles seguiram para levar o pote ao rio no qual foi atirado em seguida, amanheceu, e o dia fatídico tinha chegado, assim que era dia claro, uma multidão da hoste celeste havia se acumulado para testemunhar o fato de Ọbàrà-Mèjì. Enquanto isso Morte tinha se banhado e estendeu sua mão para o pote contendo sua vestimenta de doença, mas não estavam aonde eram para serem achadas. Falhando em achar sua vestimenta, Morte decidiu se trancar no quarto. Após esperar em vão o rei da Morte sair do quarto,

Ọbàrà mandou buscá-lo porque estava ansioso para saber o que estava acontecendo. Depois de bater muitas vezes na porta do quarto da Morte, o velho homem se vestiu e saiu.

Ele tomou seu assento no seu trono, com seu corpo brilhando, radiante e transparentemente parecendo bem e saudável. Ọbàrà então pediu a Morte para tornar público o resultado dos seus esforços e ele afirmou que seu tratamento tinha lhe dado um claro anúncio da saúde.

Morte, então foi para dentro para trazer em dobro todos os tesouros para dar a Ọbàrà, o garoto Rejeitado recomendou a Ọbàrà berrar porque o Rei da Morte tinha voltado em suas palavras. Ọbàrà por essa razão bradou, o seu choro foi ampliado e repetido por Èşù, o qual soou fazendo muitos andares do céu tremerem. O incidente fez tremer o Rei da Morte e ele então foi ao quarto para juntar metade de todos o seu pertence em uma caixa de obi e levou-os para fora. Antes dele sair o garoto rejeitado tinha avisado Ọbàrà que deveria aceitar apenas uma caixa de Obi do Rei da Morte.

Finalmente, Morte saiu com duas caixas – uma caixa de latão contendo besteiras e uma caixa de Obi pedindo a Ọbàrà para escolher uma das duas e Ọbàrà escolheu a caixa de Obi e foi para casa.

Enquanto isso Èşù se transfigurou em um velho homem e estava esperando por Ọbàrà no caminho.

Ọbàrà procurou em vão pelo garoto Rejeitado e como não o localizou, deixou alguns dos pertences para seu próprio guardião e continuou sua jornada.

Antes de chegar em sua casa, ele encontrou um velho homem em uma choupana improvisada, a qual não estava naquele ponto quando foi em sua missão. O velho homem disse para Ọbàrà mostrar-lhe a recompensa de sua missão. Ele começou a se perguntar se era Èşù, em seu jogo novamente.

Para confirmar seus pressentimentos, ele retirou seu Ase e conjurou o velho homem para se transformar no que realmente é. O velho homem transformou-se instantaneamente no garoto Rejeitado e depois em Èşù e em seus objetos reais todos. Ọbàrà então lhe agradeceu pela ajuda que lhe deu durante sua missão impossível. Ele tirou a caixa de Obi e lhe disse para que pegasse qualquer que fosse a porção que ele quisesse deles. Em resposta Èşù lhe disse que por onde quer que ele fosse lhe seria dado uma parte, como ele fez generosamente durante suas façanhas.

Chegando em casa Ọbàrà Mèjì deu outro bode a Èşù e 1 cabra a seu anjo guardião, e então convidou seus amigos para um banquete sendo o único Awo quem teve sucesso em frustrar as maquinações do Rei da Morte. Por essa razão, quando Ọbàrà Mèjì surge na divinação para uma pessoa e Morte está observando para bater em sua porta, ele deverá ser avisado para fazer algum sacrifício que Ọbàrà fez antes de partir para o seu teste da Morte.

Neste estágio Ọbàrà mèjì decidiu que era o momento de partir para a terra. Antes de partir do céu ele foi ao seu sacerdote de Ifa para fazer divinação. Os awo eram chamados.

Wosomi pelembe pelembe

Oromi mimi mimi

Lake iri idi koko ni pa eron

Lembe lembe aaebe be

Ouni mo ju Ọlọjà titu rin rin rin.

Eles disseram que para ter sucesso em conquistar prosperidade no mundo, ele deveria fazer sacrifício com 1 cabra para o seu Ifá, adicionando uma cesta de obi e dar 1 bode para Èşù, ele fez o sacrifício e partiu para a Terra.

Ele nasceu de um pai que tinha apenas a mão direita, enquanto sua mãe era cega de um olho, apesar de suas deficiências físicas seus pais tinham inimigos em abundância. Foi Ọbàrà quem instituiu os sonhos no mundo, porque enquanto no útero ele estava mostrando frequentemente perigos prestes a acontecer. Enquanto no útero as mais velhas da noite viram que uma criança estava preste a nascer, que traria prosperidade para a Terra, elas estavam determinadas a fazê-la nascer morta. Uma noite ele disse para seu pai que preparasse um remédio em um sabão equivalente a 35 niras para tomar banho a fim de desvair o ataque violento das mais velhas da noite. Ele avisou a seu pai que assim que as folhas fossem coletadas, ele deveria deixá-las da noite para o dia no altar de Èşù. Ele foi moê-las na manhã seguinte e misturando no sabão para tomar banho.

Ọbàrà mèjì, por fim nasceu seguramente, eles não tiveram mais problemas com as mais velhas da noite. Quando nasceu seus pais consultaram um sacerdote de Ifá para o dia do nascimento, os Awo se chamavam:

Afenju Ọmọ

Ọmọ are kii kon fene fene

Pobi gbite gbite ya alumen

Ite onaye magba

Nio ni gbe ite òrun.

Ọbàrà mèjì, era o único filho de seus pais. Ele cresceu rapidamente para ser muito esperto. Estava frequentemente contando às riquezas que absurdamente faria de todos os awo mais velhos de Ifá, e eles não estavam contentes com ele. Na tenra idade ele frequentemente comparecia aos encontros dos mais velhos, aonde ele quase sempre roubava a cena. Havia um encontro sempre de awo mais velhos mantidos por 17 dias no palácio do rei em Ifé. O jogo de ayo era frequentemente jogado após o encontro, mas o jogo sempre terminava com a morte de um dos filhos do rei.

O primeiro encontro presenciado por Ọbàrà Mèjì teve muito para beber e após chegar bebeu, ele se gabou que no próximo encontro ele revelaria quais eram os nomes daqueles que eram os responsáveis pelas mortes periódicas dos filhos do rei. Havia um chefe poderoso chamado Osin, que estava clandestinamente fazendo todas as atrocidades. Depois da proclamação do jovem Ọbàrà Mèjì o encontrou e afirmou que se ele falhasse em cumprir sua tarefa ele seria executado.

Convencido de que Ọbàrà mèjì não poderia revelar seus nomes, os conspiradores bolaram um plano de como matá-lo, eles sentaram em um arbusto no caminho para concluir seu plano e a mãe de Ọbàrà mèjì que eles não conheciam, estava retornando para a fazenda e ouviu por acaso o homem firmando seus planos execráveis contra seu filho. Após ouvir os detalhes do plano ela correu para casa para consultar seu sacerdote de Ifá de como salvar a vida do seu filho único. A mãe foi avisada para preparar três inhames amassados, três potes de sopa e enviá-los para a margem do rio onde ela estava por tomar seu banho. Enquanto estivesse se banhando, ela descobriria o que deveria fazer para salvar a vida do seu filho.

Ela voltou para casa, e fez conforme foi dito. No caminho colocou o inhame pilado e a sopa na margem e foi tomar banho no rio. Enquanto se banhava um homem chamado Opolo, veio ao rio e cumprimentou-a. O homem rapidamente tomou seu banho saindo com pressa. Quando a mulher lhe perguntou o porque ele estava com pressa, ele lhe disse que estava apressado para assistir ao dia do encontro no palácio do rei.

Ela convidou-o para comer um pouco da comida que ela deixou na beira do rio antes de vir. Já que não havia comida servida ao longo dos encontros no palácio do rei (o que explica o porquê eles estavam matando seus filhos), Opolo simplesmente ficou muito feliz por comer antes de partir.

Enquanto comia, relembrou que um importante evento estava para ter lugar na conferência do rei, porque eles estariam indo matar o loquaz e presunçoso Ọbàrà Mèjì, já que não sabia que a seção dos jogadores de ayo que eram responsáveis pela morte dos filhos do rei, conforme se gabava. Ele terminou revelando para a mulher que ele Opolo, era na verdade um dos conspiradores, porque o rei era tão avarento que ele nunca servia alguma comida ou refrescos ao longo dos encontros. O próximo homem a vir em seguida foi Òbúkợ, que a ajudou de mesma maneira. Depois de comer o inhame pilado, ele contou a mulher os detalhes de sua missão naquele dia, e acrescentou que era um daqueles assassinos dos filhos do rei, por causa de sua avareza.

Também revelou como um dos conspiradores, estavam determinados a assassinarem o tagarela e vaidoso Ọbàrà Mèjì na conferência, posto que ele nunca saberia seus nomes. Ele então, se apresentou a mulher como Òbúkợ – Ọmọ lubebere tube – e os outros eram: Agbo – Ợmợjojoguole e Opolo-ami soso run.

Terminou contando que eles eram os três conspiradores que estavam matando as crianças do Ọlọfin após o jogo ele ayo. Ele revelou que Ọbàrà-Mèjì tinha vaidosamente prometido revelar o nome de Osin, como o único conspirador enquanto na realidade Osin não estava indo tomar assento na conferência naquele dia- e que o filho mais velho de Osin chamado Aremo, estava indo para tomar o lugar de seu pai, enquanto Osin estava indo sentar ao lado. Por fim ele revelou que um assento especial estava sendo preparado para Ọbàrà Mèjì, sob o qual estaria um buraco coberto com uma esteira. O indiscreto Òbúkợ seguiu em revelar que a única maneira que Ọbàrà Mèjì poderia evitar os fatos que o aguardavam era indo com um cão e um pacote de èkó e àkàrà. Se ele jogasse o èkó e o àkàrà na esteira em baixo da cadeira reservada, seu cão iria por ele. Em suas próprias observações a mulher destacou que seria boa ocasião para Ọbàrà-Mèjì falecer porque a cidade seria um lugar mais pacífico sem ele, com o que Òbúkợ partiu para o palácio do Rei.

Agbo foi o último a chegar ao rio, ele também passou pelo mesmo ritual de revelação após comer o inhame pilado e confirmou o que Opolo e Òbúkợ haviam revelado antes dele. Ele também revelou o porquê tencionavam matar Ọbàrà Mèjì. Depois de comer sua parcela de inhame pilado Agbo seguiu para a conferência.

Logo em seguida, a mãe de Ọbàrà-Mèjì, partiu para casa para dar instruções a seu marido e filho a respeito do que veio a saber no rio. Ela rapidamente transcorreu através da sequência de eventos contando a Ọbàrà Mèjì, o que fazer. Ele deveria ir com seu cão chamado Boghoye aje ejobi. Ela avisou para jogar o Èkó e o Àkàrà debaixo da cadeira preparada para ele, e chamar o cão para ir buscá-los. Se o cão caísse no buraco ele levantaria e perguntaria por uma pessoa chamado Òbúkợ.

Assim que a pessoa se identificasse ele deveria ser oferecido em sacrifício para Èşù, em seguida perguntaria por uma pessoa chamado Agbo e se ele se identificasse, ele deveria ordenar que ele deveria ser oferecido para o altar público dos antepassados.

Por fim ele perguntaria, pela pessoa chamada Opolo e tão logo ele se identificasse, deveria ordenar que uma flecha seria perfurada através de sua boca e anus a ser oferecido em sacrifício para a divindade da terra.

Quando perguntado porque os três homens deveriam ser mortos, revelaria que aqueles eram os conspiradores responsáveis pelas mortes dos filhos do Ọlọfin, após jogar ayo com eles. Após este episódio, ordenaria ao homem no trono para desocupá-lo, porque ele era um impostor e que deveria dar ao seu pai Osin, que naquele momento estaria fumando um cachimbo longo chamado Ekitibe ao lado da sala. Quando Ọbàrà-Mèjì estava partindo para a conferência, vestiu uma roupa de seu pai chamada gbariyee e seu boné chamado Labagaden, ele foi com seu cão chamado Boghoye atoju ma oko, chegando a principal entrada externa para o salão da cidade, os moradores começaram a cantar seu louvor com gritos para Ọbàrà Mèjì Afenju-ọmọ.

Quando adentrou a sala foi direcionado rapidamente a ocupar a cadeira colocada ao lado para ele.

Neste momento ficou quieto e tirou seu pacote de èkó e àkàrà e lançou em baixo da cadeira indicada, direcionando seu cão para ir até eles. Seu cão foi, mas caiu direto através da esteira cobrindo o profundo buraco carregado com ganchos e espinhos por baixo.

Invertendo a ordem na qual ele estava para levar a cabo as suas tarefas diárias, começou por ordenando ao homem sentado no trono para desocupá-lo de uma vez e dar caminho ao chefe Osin, seu pai. O homem do trono rapidamente vagou-o e seu pai se direcionou para ocupar seu lugar.

Ele então chamou o outro homem chamado Òbúkợ e ordenou a se identificar, também chamou os homens chamados Opolo e Agbo para levantarem e se identificarem. Eles todos levantaram de acordo. Ọbàrà Mèjì ordenou que Òbúkợ devesse ser sacrificado para Èşù, Agbo no altar público dos ancestrais masculinos e Opolo para mãe terra (Oriole).

Quando Osin questionou a ofensa feita pelos três homens, ele relembrou de sua promessa de no próximo encontro revelar os conspiradores que eram responsáveis pelas mortes dos filhos de Ọlọfin, após jogarem Ayo. Ele confirmou que os três homens eram cúmplices, culpados. Depois de dizer aquilo os três homens foram de acordo usados para sacrifício. Os culpados na realidade eram: O bode, o carneiro e a rã.

Então toda a conferência prorrompeu em um estrondoso aplauso e ovação a Ọbàrà Mèjì. Ele foi carregado no alto dos ombros em procissão aberta para fora. Antes de chegar em casa, os pais dele tinham jurado cometer suicídio se seu único filho perdesse a vida em seu encontro. Assim que seu pai ouviu os gritos, concluiu que seu filho estava morto e tirou sua própria vida. Quando sua mãe viu o filho sendo carregado nos ombros acima da cabeça de uma procissão triunfal, ela retirou a sua cabeça da corda na qual tinha colocado em preparação para o suicídio.

Então ela usou a corda (Oja) para agradecer a sua própria mãe. Este é o porquê da corda que algumas pessoas usam para o altar de suas mães falecidas em algumas partes do País Yorùbá e Benin até os dias de hoje. Este é o porquê dizem que a Mãe de Ọbàrà Mèjì foi quem o salvou das frias mãos da Morte.

Anúncios
                                                                         A imagem pode conter: 1 pessoa

Ilê Axé Opô Ojú Omí

É com pesar que comunicamos o falecimento de uma grande sacerdotisa do culto aos Orixás: Mãe Beata de Yemanjá.

Beatriz Moreira Costa, que além de Yalorixá era escritora, atriz e artesã, nasceu no Recôncavo Baiano, no ano de 1931, e nos deixa hoje deixando um legado imensurável de muita luta em prol do povo de santo e de contribuição para o Candomblé.

Filha-de-santo da saudosa Olga do Alaketu, e Iyalorixá do Terreiro Ilê Omiojuaro, em Nova Iguaçu – Rio de Janeiro, parte desta Terra deixando-nos com lágrimas nos olhos, porém felizes de termos tido a oportunidade concedida por Olorun de convivermos com este grande ser humano.

O povo-de-santo está em luto!

OLORUN KOSI PURÊ!

Por: Rodrigo Viegas

Para de ficar rezando e batendo o peito!

O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.

Aí é onde eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Para de me culpar da tua vida miserável:

Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.

Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho…

Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir.

Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Para de ter tanto medo de mim.

Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.

Eu sou puro amor.

Para de me pedir perdão.

Não há nada a perdoar.

Se Eu te fiz…

Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?

Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?

Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.

A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.

Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre.

Não há prêmios nem castigos.

Não há pecados nem virtudes.

Ninguém leva um placar.

Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.

Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.

Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste…

Do que mais gostaste?

O que aprendeste?

Para de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.

Eu não quero que acredites em mim.

Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Para de louvar-me!

Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Me aborrece que me louvem.

Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato?

Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.

Te sentes olhado, surpreendido? …

Expressa tua alegria!

Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora!

Não me acharás.

Procura-me dentro…

Aí é que estou batendo em ti.

—————————————————————————————————————————————–

Baruch de Espinoza (24 de novembro de 1632, Amsterdã — 21 de fevereiro de 1677, Haia), foi um dos grandes racionalistas e filósofos do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

—————————————————————————————————————————————–

Spinoza sem saber nos joga dentro do Ifismo/Culto de òrìşà e prega o cumprimento do nosso destino, a liberdade de escolha, a buscar ajuda nas forças da natureza e cumprir tudo aquilo que nossa filosofia prega.

Pegue sua vida e faça o melhor que puder com ela.

Epa Odù. Epá Òrìşà.

 

Todo cuidado é pouco quando se verifica o Orixá que rege uma pessoa, alguns nasceram para um Orixá, trazem até seu arquétipo, porém, se iniciam para outro, justamente aquele que se interpõe ao Orí, isso é fato. A curiosidade de todo abiyan é compreensível e também perigosa, pois podem até inconsequentemente se verem filhos do Orixá que mais lhe trás simpatia, criando assim um elo muitas vezes intransponível ao entendimento litúrgico, por isso, que sempre reforço que abiyan não tem Orixá definido. Os movimentos de odús nos levam a ter cautela, respirar duas vezes, consultar o Orunmilá através do Obi e confirmar quantas vezes forem necessárias, até mesmo em outra casa co-irmã, com seus egbomis. É respeitando o nosso Ifá intuitivo e psicológico, aliado a técnica do merindilogun e experiências vividas que podemos, sem sombras de duvidas, confirmar no caminho de iniciação, o Orixá de uma pessoa e seus enredos.

mae stela 2

Porque ser abian (abiyan)

Ser abian é viver a emoção de sentir a energia do seu orixá, de aprender a identificá-la e de, aos poucos, ir percebendo como ela vai se moldando a você e você a ela. É nesse período que o orixá inicia o seu processo de desenvolvimento junto ao abian e vai embutindo no mesmo muitas das suas características. É nesse momento também que o abian vai criando uma relação de afinidades com o seu orixá, que aprende a ouvi-lo de uma forma que ninguém mais consegue, pois o orixá não se comunica melhor com outra pessoa que não seja com o seu próprio filho, afinal é este quem carrega essa energia sublime e única.

Acredito que uma pessoa que antes de se iniciar na religião tenha passado por essa fase esteja mais preparada e consciente do que é a vida após a iniciação. Será uma nova vida, onde muitas vezes será necessário que se abdique de muitos momentos particulares em prol da vida religiosa, ou seja, em razão do que se acredita e do que um dia escolheu para viver, portanto, é indispensável que esteja convicta dessa escolha, pois ela mudará completamente a sua vida. Mas o que vale é que se a pessoa estiver feliz com a presença do orixá no seu cotidiano, as demais questões se ajustarão e será possível viver de forma harmoniosa em todos os aspectos.

Penso que neste momento muitos devem estar se perguntando qual é a importância de ser abian se em muitas Casas de Axé o que se vê são pessoas chegarem e pouco tempo depois serem iniciadas. Não direi que essa atitude esteja errada, mas o que vejo é que em muitos casos, após todo o ritual, surgem as dúvidas e arrependimentos, especialmente se o iniciado for uma pessoa que não conheça absolutamente nada sobre a religião antes da iniciação. Depois vêm a decepção, as desculpas para não estar presente no egbé (comunidade) nos dias de funções e tantas outras justificativas.

Uma situação muito comum são pessoas que não conhecem nada a respeito do Candomblé, mas que vão às festas e se encantam, ficando deslumbradas com as roupas, os fios de contas, com as cantigas, o som dos atabaques, as danças e, principalmente, a presença dos orixás entre nós, e nem sequer imaginam que tudo aquilo que veem não é um show folclórico ou algo parecido. Por isso pensam que a relação de um iniciado com a sua Casa seja apenas naqueles momentos de deslumbres e de encantamentos. Não têm noção que essa é uma relação que deve perdurar por toda uma vida, pois criam-se laços com o seu orixá e com todas as pessoas que fazem parte dessa Casa, ou seja, o iniciado terá uma nova família e dentro dela terá uma série de obrigações. Sendo assim, é indispensável que toda e qualquer pessoa que deseja se iniciar passe a frequentar uma Casa primeiramente como abian, porque será nesse período que ela aprenderá bastante sobre a religião, verá como funciona o dia a dia da Casa, além de ter a oportunidade de, durante esse tempo, refletir sobre o que de fato ela deseja.

É importante que todos que um dia pensem em fazer parte do Candomblé se informem, conheçam e entendam o que é a religião, que busquem Casas tradicionais e sacerdotes sérios e comprometidos para que não haja, posteriormente, dúvidas e decepções que poderiam ser evitadas se houvessem esses esclarecimentos prévios, pois o Candomblé é fé e amor aos Orixás, mas também é compromisso, disciplina e responsabilidade para com os mesmos e com toda a comunidade.

Por isso reitero que é sendo abian que se aprende muito sobre o seu orixá, sobre o sentido do que é o respeito à hierarquia, disciplina, humildade, dentre tantos outros conceitos, muitos deles já perdidos na nossa sociedade. Esse período é essencial para que a pessoa perceba se será nessa Casa que desejará continuar e um dia se iniciar para o seu orixá. É preciso que se tenham todos esses pontos esclarecidos e bem definidos porque a partir da iniciação as responsabilidades e o vínculo com a Casa mudarão completamente, o que até então não existiam com tanto rigor enquanto era apenas abian. Por esse motivo volto a frisar a importância de se entender a religião sobre o olhar de abian, porque nesse momento é possível desmistificar muitas questões, além de ter a possibilidade de conhecer a si mesmo mais intimamente.

O Candomblé é uma filosofia de vida, sendo assim, quando uma pessoa decide fazer parte dele de forma consciente e compromissada por amor aos orixás, ela naturalmente viverá bem e feliz. Mas deixo bem claro aqui que viver na religião e para a religião não será sempre um mar de rosas, pois ser do Candomblé requer que nós trabalhemos diariamente o respeito, a humildade e, especialmente, a paciência, pois em muitos momentos ouviremos e veremos o que não nos agradará e ainda assim teremos que seguir em frente, buscando a sabedoria para compreender o porquê de cada situação e/ou atitude de pessoas dentro da Casa de Axé tendo bem claro um ponto fundamental, qual seja, o caminho que nós pretendemos trilhar dentro da religião. Muitas vezes chego a pensar que para sermos do Axé é necessário que sejamos “casca grossa”, pois senão não suportaremos passar por certas situações que ocorrem no nosso dia a dia no egbé.

O que precisa ficar bem claro para todos é que vivenciar o cotidiano de uma Casa de Axé não é muito diferente do que vivenciamos nas nossas famílias biológicas. Nestas, nós temos pessoas com personalidades totalmente distintas e que com o passar do tempo vamos nos adaptando para que possa haver uma convivência pacífica. Uma grande diferença que existe entre a nossa família biológica com a do Axé é que na comunidade religiosa, além de ser necessário que você se adapte às diversas pessoas que ali estejam, é mais do que preciso que você não se esqueça da adaptação mais importante, ou seja, a sua à Casa em que você se encontra, às pessoas que façam parte dela e, principalmente ao seu orixá, afinal, sentir-se parte integrante da comunidade facilitará o seu caminhar nessa estrada que é longa e de um eterno aprendizado. Por isso costumo dizer que ser abian é enamorar-se pelo seu orixá, é conhecê-lo mais profundamente e criar laços cada dia mais íntimos. Acredito que esse seja o segredo para que você seja um bom abian hoje e futuramente um bom yawô e, posteriormente, um egbomi. Além disso não devemos esquecer o quão importante é a presença dos abians nas Casas de Axé, afinal é impossível pensarmos no Candomblé sem renovação, sem novas gerações para a manutenção do mesmo. Uma Casa sem abians é uma Casa sem perspectivas de futuro.

E para finalizar, deixo claro que ser do Candomblé é renascer para uma nova vida, esta que será privada de muitos momentos particulares, mas que te trará tantos outros importantes e inesquecíveis de alegrias, tristezas e, acima de tudo, de reflexões para que você seja um ser humano melhor.

Cátia Silva-Blog Ori

Tamoio - EDUCADOR

Hoje se comemora em todo o Brasil o Dia do Índio. A comemoração faz homenagem a uma ampla diversidade de povos que tiveram papel fundamental na formação cultural e étnica da população brasileira. Eles já viviam aqui muito tempo antes dos colonizadores europeus e dos escravos africanos. A população indígena desenvolveu uma rica cultura formada por diversos costumes, línguas e saberes que ainda se mostram vivos no interior da sociedade brasileira.

Segundo algumas pesquisas, os primeiros grupos humanos que aqui chegaram eram provavelmente oriundos de regiões da Ásia e da Oceania. Com o passar dos séculos, essas populações pré-históricas se espalharam pela América e, consequentemente, deram origem a uma infinidade de civilizações e culturas. Somente no século XX, algumas políticas começaram a ser implantadas no sentido de promover a integração dos índios à sociedade brasileira.

Atualmente, vários dispositivos legais procuram garantir uma série de diretos aos povos indígenas do Brasil.

Ponto de vista: Nelson Freire

5

Morre, em Salvador, a egbomi ‘Tieta de Iemanjá’, do Terreiro Casa Branca

Morreu no sábado (8), em Salvador, Antonieta da Anunciação Matos, a “Egbomi Tieta de Iemanjá”, como era conhecida, do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Iyá Nassô, a Casa Branca. O templo é considerado um dos mais antigos terreiros do país e berço de vários outros tradicionais da capital baiana. O sepultamento da religiosa foi realizado na tarde deste domingo (9), no Cemitério Campo Santo.

Segundo informações de pessoas ligadas ao terreiro, a idosa esteve internada com quadro de saúde debilitado, mas a causa da morte não foi confirmada. Tieta de Iemanjá atualmente liderava a Casa Branca devido ao afastamento da Yalorixá Mãe Tatá, por problemas de saúde.

O Terreiro da Casa Branca é considerado um dos mais antigos do país, conforme explica o antropólogo baiano Ordep Serra. “Ele é uma grande matriz de centenas espalhados pelo Brasil inteiro”. De acordo com o professor, religiosos iniciados na Casa Branca foram as pessoas que deram origem a terreiros famosos e tradicionais de Salvador, como o Ilê Axé Opô Afonjá e o Gantois.

O primeiro terreiro do Brasil tombado pelo Iphan foi o da Casa Branca, em 1984. Situado em uma área de aproximadamente 6.800 metros quadrados, com edificações, árvores e objetos sagrados, o templo fica na Avenida Vasco da Gama, em Salvador.

O Ilê Axé Iyá Nassô Oká é uma instituição religiosa de culto ao Orixá que tem como principal objetivo a preservação das tradições nagô deixadas pelos africanos que a fundaram. O nome da casa é uma referência à sacerdotisa da corte do Alafin de Oyó.

%d bloggers like this: