Odù Ogbè’Òfún
Continuando com nossos conselhos para o ano que começa, temos um conselho de Ifá para aquelas pessoas que fazem qualquer coisa por dinheiro, ou algumas que fazem poucas coisas, muito feias também, por dinheiro.
As pessoas não devem ser muito ávidas por dinheiro. Elas devem seguir certos procedimentos e não ser impacientes em sua busca por riquezas.
Aqui Ifá diz:
Os Ooro finos os obrigam a refugiar-se em uma árvore de Agúnwà
Este foi o Áwo que lançou Ifá (fez jogo) para Agúnwà.
Ele revelou o mesmo para Ami.
Quando ambos estavam se lamentando por sua incapacidade de adquirir dinheiro
Eles foram aconselhados a oferecer sacrifício
Somente Agúnwà cumpriu com o conselho do Áwo.
Diz o Itòn:
Amí e Agúnwà eram amigos. Eles eram amigos desde a juventude. Eles se gostavam muito. Infelizmente, eles dois eram muito pobres. Eles não tinham dinheiro para adquirir coisas materiais para viver bem, Este fato fazia dos dois, pessoas muito tristes.
Um dia os dois resolveram ir ao Áwo acima descrito para uma consulta com Ifá.
Será que eles seriam ricos e bem sucedidos na vida?
Poderiam eles construir uma casa, ter esposas de sua escolha, obter cavalos, boas roupas e grandes e ainda por cima serem reconhecidos em sua comunidade?
O Áwo os aconselhou a ficarem tranquilos.
Ele disse para nunca terem pressa em adquirir riquezas. Ele disse que o sucesso estava nas mãos deles.
No entanto ele avisou que se eles ficassem demasiadamente desesperados, eles poderiam se lamentar pela riqueza adquirida.
O Áwo aconselhou igualmente aos dois amigos que oferecessem sacrifício com nove ratos cada um. Eles teriam que pegar um rato por dia e ir ao igbá de Èsù Òdàrà durante nove dias consecutivos. Cada um deles teria que orar por riqueza dentro do Igbá de Èsù Òdàrà e suas orações seriam respondidas:
Amí e Agúnwà foram embora. Agunwà realizou o ritual conforme aconselhado pelo Áwo. Agúnwà era da opinião de que não tinha nada a perder e nove ratos não seriam obstáculo para que suas orações fossem ouvidas. Ele disse que já tinha perdido muito mais que nove ratos, antes disso ele havia perdido a conta do número de cabras e gado que morreu ou foram mortos por chuva ou inundação.
Aos olhos de Amí, não havia nenhum motivo para obedecer a tal conselho que ele achava ridículo.
Ele argumentou que em vez de perder seu tempo valioso indo ao Ojugbò de Èsù Òdàrà, ele poderia investir na busca de seu alimento diário. Ele se negou a cumprir o conselho do Áwo. Amí disse a seu amigo que ele nunca obedeceria a este ordem dada pelo Áwo.
No dia seguinte Agúnwà comprou os ratos e se dirigiu ao Ojugbò de Èsù Òdàrà. Dentro do Ojugbò ele pagou homenagem a Èsù Òdàrà com reverencia adequada e merecida pela divindade. Depois disto ele colocou o rato respeitosamente enfrente a Èsù e rezou por riqueza.
No caminho de casa Agúnwà ouviu uma voz chamando-o, ele se virou e viu Èsù carregando um saco de dinheiro (um saco contém 20.00 cauwries). Èsù colocou o saco sobre a cabeça de Agúnwà suavemente e orou por Agúnwà.
Este acontecimento se repetiu pelos nove dias que Agúnwà levou os ratos ao Ojugbò de Èsù Òdàrà. Ao final de nove dias, Agúnwà tinha nove bolsas de dinheiro (180.000 cauwries) e estava rico. Ele estava muito contente e se tornou muito famoso. Ele adquiriu muitas propriedades e se lançou em vários empreendimentos comerciais.
Quando Amí viu esta transformação súbita da pobreza em riqueza de obscuridade a popularidade, ele chamou seu amigo para que lhe explicasse o fato. Seu amigo ficou surpreendido com a atitude de Amí em lhe fazer esta pergunta, uma vez que ambos poderiam ter feito o ritual juntos e se tornarem ricos ao mesmo tempo.
Quando Amí disse a seu amigo que não tinha realizado o ritual como prescrito pelo Áwo, Agúnwà ficou muito decepcionado. Ele pediu a seu amigo Amí para que fosse imediatamente ao Ojugbò de Èsù Òdàrà e fizesse o sacrifício pelos nove dias consecutivos conforme as instruções.
Amí ficou pensando que ele não poderia esperar por nove dias, enquanto seu amigo estava nadando na riqueza. Ele comprou os nove ratos, no entanto, este dinheiro havia sido dado por seu amigo Agúnwà, ele se dirigiu ao Ojugbò de Èsù Òdàrà e colocou os nove ratos de uma única vez, ele disse a Èsù que se ele não lhe desse todo o dinheiro de uma vez só, isto seria motivo de vergonha para Èsù Òdàrà.
Amí deixou o Ojugbò de Èsù e caminhou para casa, logo ele ouviu uma voz lhe chamando. Ele se voltou e viu Èsù Òdàrà que levava nove sacos de dinheiro contendo 180.000 cauwries e os colocou sobre a cabeça de Amí.
Amí desmaiou imediatamente. Ele caiu com o peso das nove sacas de dinheiro que cobriam sua cara. Ele morreu instantaneamente. Todos que viram aquela cena em que Amí estava com as nove sacas de dinheiro se perguntavam como o dinheiro poderia tê-lo matado, uma vez que eles sempre ouviam falar que as pessoas morriam por causa de sua pobreza.
Os Ooro finos obrigam a refugiar-se em uma árvore de Agúnwà
Este foi o Áwo que lançou Ifá para Agúnwà
Ele revelou o mesmo para Ami
Quando ambos estavam se lamentando por sua incapacidade de adquirir dinheiro
Eles foram aconselhados a oferecer sacrifício
Somente Agúnwà cumpriu com o conselho do Áwo.
Agúnwà se tornou próspero
Agúnwà se tornou personalidade importante
Enquanto a pobreza matava outras pessoas
Foi o dinheiro que matou Amí neste episódio.
Ifá diz que a pessoa deve ser paciente.
Ela deve seguir a sua busca pela riqueza e abundância com respeito e cortesia.
Se isto for feito ele será salvo da agonia que o aflige ou de qualquer desastre.
Ifá diz que a pessoa não deve ficar invejando o êxito de outras pessoas ou ficar medido o tamanho de seu trabalho, para calibrar o sucesso em sua vida.
Isto evitará que ele se encontre com a ira de Èsù Òdàrà, fato que pode levá-lo a uma morte banal.
Epá Odù.
Texto sem domínio, traduzido por Da Ilha.





