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Archive for the ‘Candomblé’ Category

Campanha de Sensibilização Anemia Falciforme

Vamos ajudar esta campanha.
Conheça essa doença, partilhe, divulgue e faça “like” na página deles!

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Entendendo o Orí

Quando nascemos, o Orí (cabeça), é o primeiro òrìsà que recebemos, é quando tomamos nosso primeiro banho de sangue, nele trazemos as impressões que estão gravadas no inconsciente, a nossa origem no universo.

Este Orí está ligado ao Orí òrun pelo nosso Iponri, ele é fonte da inteligência para a sobrevivência no ayé (Terra) e dele (Orí), geramos toda a força propulsora que nos conduz em nossa jornada não somente para a vida em si, mas também na saúde, prosperidade e equilíbrio. Nosso Orí está diretamente ligado ao Orí òrun, portanto ele conhece nosso destino e desta forma nos conduzirá na passagem do mundo físico para o mundo espiritual e vice e versa.

Assim, Orí = Origem do ser, está ligado ao òrun e ao mesmo tempo ligado a Terra (ayé), sobrevivendo após a morte para transmutar a morte física para a vida do espírito e desta forma guardando em sua memória as marcas de sua origem.

“O pensamento provoca a ação e a ação provoca a reação” e todos os frutos colhidos serão a resposta de nossa conduta, de nosso equilíbrio tanto mental como emocional. Isto quer dizer que podemos ter um bom Orí, que saudaremos Olorí rẹ e para aqueles com um mau Orí diremos Olorí Burúkú, aquele que tem cabeça ruim.

Olódùmarè, nosso Deus maior nos deu a vida e a liberdade de buscar a perfeição espiritual, deixando conosco a sabedoria arbitral, a qual somente poderá ser compreendida com um bom Orí, assim diz o Oríkì:

Nada se faz sem um bom Orí.

Um bom Orí é aquele que está sempre alerta, sempre sacrificando, sempre buscando evolução, sempre melhorando seu caráter e suas maneiras.

Ifá em nossa vida

Ifá, é a soma da sabedoria suprema, da cosmogenia e da cosmologia, da vida e da morte, do nascimento e da natureza, a visão total do mundo e da existência estabelecendo normas éticas que irão comandar as sociedades e os homens e assim determinando uma conduta nobre diante de todas as forças que se formam contra o bem da humanidade. São estas forças que conduziram a sustentação do planeta vivo.

Neste processo tão poderoso, aquele que for iniciado em seu Culto estará agregando a si uma permissão para obtenção de um poder muito maior perante Olódùnmarè, assim existindo a necessidade por parte dos Sacerdotes, conhecedores plenos da extensão deste mesmo poder, avaliar o candidato com muita clareza e assim permitindo ou não esta iniciação.

Nem todos estão habilitados a carregarem em seu Orí, esta força que liga o ser com o sagrado. Seus Sacerdotes, apoiados nos conhecimentos milenares, carregados por uma cultura de tradições em botânica, mineralogia e zoologia conseguem unir os elementos da natureza à energia vital de cada indivíduo procurando o equilíbrio entre as forças espirituais e materiais de cada um, esta união da ciência com o mundo espiritual precisa de mentes sãs.

A transformação dos filhos iniciados em Ifá:

No momento da iniciação o destino vivido por esta pessoa até então, estará sendo limpo e enterrado, dela serão retiradas todas as forças contrárias e haverá uma mudança no trajeto até então vivenciado, fazendo com que seu Orí encontre o destino do momento de sua concepção, apagando as imperfeições consequentes de sua vida refletida pela sociedade onde nasceu, cresceu e vive para reencontrar a sua origem perfeita.

Mas para que esta força de fato venha adentrar em seu Orí e passe a fazer parte de sua existência estes novos filhos deverão procurar além de cumprir leis, entender e estudar o sentido desta filosofia para que a magia desta iniciação prevaleça neste Orí, sendo ela independente de seu òrìsà guardião.

Ifá é um Culto Tradicional considerado a fonte de todas as outras formas de adoração. É um livro de orientação, um roteiro, que trata você como indivíduo único e através do qual receberá suas regras de conduta pessoais Eéwò (tabus) de acordo com sua origem ancestral, leis estas que irão levá-lo a obtenção da realização de sua felicidade de acordo com sua própria história e missão.

Aqui não pode haver a alimentação de sonhos que não fazem parte de seu destino, mas a leitura daquilo que você sempre foi, desde os primórdios e a busca de seu aprimoramento através das soluções apresentadas nos jogos divinatórios de Ifá.

Assim em nada se parece a qualquer religião, associações ou fraternidades que existem, onde todos são tratados como massa independendo da inteligência e onde seu Eu Interior não é respeitado.

O aprendizado correto da forma de cultuá-lo requer um grau elevado no domínio de seu comportamento, já cheio de vícios de personalidade, este é o verdadeiro àse, o nascer novamente com a maturidade e a consciência adquirida e poder reformular sua vida de forma a satisfazer sua trajetória na Terra.

Texto escrito por Odé Gbàfáomi, embasado em artigo do Áwo Fatunmbi.

Ire Bàbá.

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Vemos com frequência diversos amigos e irmãos de fé, internautas se lamentando por terem incorrido em algum tipo de erro relativo ao comportamento pessoal, amoroso, social ou religioso.

As atitudes, os atos, as palavras, os pensamentos, calunias/difamações e sentimentos negativos de ódio, raiva, ira ou qualquer coisa que valha, são pontos a serem discutidos neste artigo.

Nossas atitudes não são amenizadas por um simples gesto de arrependimento. O arrependimento e pedido de desculpas são relativos ao caráter pessoal, ao crescimento espiritual, desenvolvimento da inteligência emocional e aprendizado.

Um verso de Ogbè Yonu (Ògè’Ògúndá) nos diz:

A descendência de Okika

Adivinhação por Ifa foi feita pelos descendentes de Orubutu.

Os descendentes de Orubutu.

Foi lançado Ifá para a garrafa quebrada (Opalábà).

A prole de Orubutu e Opalábà.

Ifa foi lançado para aqueles em Oyilajbomono (foi feito jogo).

Eles têm apenas uma esposa

E eles a trouxeram furtivamente de longe

Ifá não está em casa.

Eis porque as pessoas me ridicularizam.

Quando ele chegar, ele me socorrerá.

Ọbàrà Òsé é aquele que recupera Ogbè Yonu.

Qualquer um que tomar a mulher do sacerdote de Ifá.

A folha Idi vai criar problemas em sua casa.

Ifá não está em casa.

Eis porque me ridicularizam.

Quando ele chegar, vai me redimir

Ọbàrà Òsé logo vai trazer a salvação para Ogbè Yonu.

Ele que roubou a mulher do sacerdote de Ifá.

O rato gigante vai cavar o túmulo de todos e levá-los para o òrun (céu)

Ifá não está em casa.

Por isso estão me ridicularizando.

Quando ele chegar vai me resgatar.

Ọbàrà Òsé logo vai trazer a salvação para Ogbè Yonu.

Ele que levou a esposa do sacerdote de Ifá.

A folha Akawoleri mo lo tete.

Certamente eles chorarão como o orvalho que cai sobre a folha.

Ifá não está em casa.

Por isso me ridicularizam.

Quando ele chegar, vai me resgatar

Ọbàrà Òsé logo trará salvação para Ogbè Yonu.

A reparação divina sempre vem em sua hora mais propicia.

Dentro de nossa religião não temos:

O arrependimento das faltas cometidas durante a vida e a garantia da salvação.

Nossos valores são outros.

Somos os responsáveis, e os unicamente responsáveis, por nossos atos e vamos prestar conta destes atos, com o agravante de podermos distribuir esta falta por nossa família no òrun (reino espiritual), dentro do conceito de Àyànmọ (aquilo que recebemos como um karma).

Não negamos a existência de ebó e orações que se prestam a aliviar a carga ou mesmo livrar a pessoa de uma falta cometida.

No Odù Òyékù’Òtúúrúpòn vemos o bàbáláwo fazer ebo para esta finalidade.

Ọrùnmìlá me perdoará, o Perdão me perdoará.

Se água mata um ser humano, isto será perdoado.

Se um rei mata um ser humano, ele será perdoado.

Ọrùnmìlá!

Permita que eu seja perdoado nesta questão!

Permita que todas as pessoas da cidade perdoem-me em consideração a esta questão, como a chuva em todas as casas eu serei perdoado pela comunidade.

Dois …. e ……. cauwries muito bem oferecidos.

Ewé: moer todas as folhas de Ifá e mistura com ìyèrósùn.

Coloque a mistura em dois pequenos….

Embrulhe e use, até o perdão ter sido recebido.

Este é o ebo confeccionado pelo Bàbáláwo.

Eu me pergunto:

Qual o tamanho/gravidade de sua falta, para merecer tal ‘perdão’?

Não podemos nos enganar, neste quesito. Não estamos negociando apenas com seres humanos e o conceito de falta/erro é muito mais amplo do que possamos imaginar.

O Odù Òkánrán’ Òdí fala:

Este é um rato marrom

O que rói grama com facilidade

Este é rato Afeebojo.

O que corrói silenciosamente a grama.

Essa foi a previsão de Ifá para Ariyunbese,

Filho de Ilaminrin-Akoko.

Quando ela sofria de perda de filhos recém nascidos.

Ela foi orientada a fazer um sacrifício e abster-se de coisas proibidas (èèwọ-tabu)

Ariyunbese não levou a sério o conselho de Ifá.

Então, o que realmente come crianças Ariyunbese?

É a sua intemperança, é a sua relutância em abster-se de comer caracóis (tabú para ela).

Isso é o que realmente devora as crianças, Ariyunbese.

Estou certo de que o texto fala por si completamente e não há necessidade de elaboração. Este texto, cita apenas em um exemplo e explica o que pode acontecer (não o fato narrado) se você não seguir as proibições, há inúmeros exemplos em outros versículos dos Odù Ifá, mostrando como as situações ruins podem acontecer ao se violar as proibições e os tabus.

Portanto tentar se esconder, tentar ludibriar, ocultar a verdade de você mesmo, fingir que o mal é menor, que não há tanto perigo, que tudo pode ser resolvido com um ‘engambelo’ ao Òrìșà ou ficar de ‘castigo’ no barracão um fim de semana recolhido vai lhe dar a certeza do tão esperado perdão para sua falta. Bem…. Deixa pra lá.

Se o erro foi cometido de caso pensado, se foi uma falta com conhecimento de causa, se foi um ato intempestivo, um momento de raiva ou fúria, devemos nos lembrar novamente de nossos ensinamentos sagrados, devemos nos lembrar das 16 Leis máximas de Ifá que estão contidas no Odù Òfún’kárán (ver texto clicando em minha foto), devemos nos lembrar que não devemos manipular uma ‘faca’ em momentos de raiva ou descontrole.

Uma faca não pode ser tão amolada a ponto de querer cortar seu próprio cabo.

A colheita, o resultado, de nossos atos é certa!

Não nos iniciamos nesta religião para podermos ter acesso a coisas que a vaidade deseja, a iniciação é se reiniciar, é se reciclar, é mudar de vida e atitude, é crescer e aprender com todas as falhas e faltas do passado, o Odù Èjì Onilè (Ogbè mèjì) nos diz:

Iniciamos você nos segredos de Ifá ou Òrìșà

Você deve se reiniciar.

Foi assim que Èjì Ogbè (Èjì Onilé) foi iniciado.

Então ele mergulhou na floresta Sagrada.

Iniciamos você nos segredos de Ifá/Òrìșà.

Então, você deve reiniciar-se.

Se você chegar ao topo da palmeira (Igi Opè -Dendezeiro).

Não deixe suas mãos soltas.

Èjì Ogbè, o mais elevado de Odù, passou por auto iniciação, mesmo depois de ser levado a floresta sagrada (Igbòdù) para a iniciação (Te’fa, iniciação do Bàbáláwo), ele mergulhou de volta para a floresta.  Este ato mostra que mesmo um iniciado deve voltar para a floresta (seu interior), a fim de ensinar a si mesmo.  E, mesmo nessa estrofe curta, Ifá nos lembra que, mesmo que ao atingir o auge da compreensão e do conhecimento, nossa arrogância deve desaparecer, para não deixar que a nossa mão se perca e venhamos a desmoronar e cair da palmeira.

A auto reiniciação é uma ferramenta poderosa que deve ser usada para você não mais incorrer nos erros que podem lhe levar as dores de cabeça, aos arrependimentos e consequentemente a punição (ões), que pode ser nesta vida, em outra ou mesmo no seu retorno ao òrun.

Após nossa morte passamos pelo portão que liga o Ayè (mundo físico) ao Òrun (mundo espiritual), e ali, deveremos prestar contas ao Onibode (Senhor do portão), Èşù, sim, ele mesmo!

A ele vamos nos reportar em primeira instância e teremos ao nosso lado uma poderosa testemunha que nos acompanhou durante toda a vida, que esteve ao nosso lado por toda nossa caminhada e ela será a fiadora de nossas palavras, Ojiji e este é um dos seus trabalhos.

Quando dizemos que Ifá está presente em nossas vidas e nossa vida está dentro dos ditames sagrados de Ifá (A voz de Olódùmarè) e somos levados a interpretar Ifá mesmo sem querer, é porque o mundo é/está interligado, todas as coisas estão conectadas, mesmo sem saber estamos recitando um verso/ensinamento de Ifá.

Veja o exemplo em uma música do cantor/compositores Lenine/Ivan Santos, que mesmo sem saber (talvez) nos fala sobre o que me inspirou neste dia.

Ele fala sobre assumir a responsabilidade pelas suas atitudes.

Do it.

Tá cansada, senta

Se acredita, tenta

Se tá frio, esquenta

Se tá fora, entra

Se pediu, aguenta 2x

Se sujou, cai fora

Se da pé, namora

Tá doendo, chora

Tá caindo, escora

Não tá bom, melhora 2x

Se aperta, grite

Se tá chato, agite

Se não tem, credite

Se foi falta, apite

Se não é, imite

Se é do mato, amanse

Trabalhou, descanse

Se tem festa, dance

Se tá longe, alcance

Use sua chance 2x

Se tá puto, quebre

Tá feliz, requebre

Se venceu, celebre

Se tá velho, alquebre

Corra atrás da lebre 2x

Se perdeu, procure

Se é seu, segure

Se tá mal, se cure

Se é verdade, jure

Quer saber, apure 2x

Se sobrou, congele

Se não vai, cancele

Se é inocente, apele

Escravo, se rebele

Nunca se atropele

Se escreveu, remeta

Engrossou, se meta

Quer dever, prometa

Prá moldar, derreta

E não se submeta 2x

Link: http://www.vagalume.com.br/lenine/do-it.html#ixzz33zmWkEgI

Resumindo:

Uma das melhores virtudes que um ser humano ou um ser humano iniciado nos mistérios do Òrìșà (principalmente) deve ter dentro de si é a Verdade (Òtító), é ela que vai lhe levar pelo caminho mais fácil da vida, será ela que vai lhe ajudar a carregar o fardo, ela vai lhe aliviar a carga e as tentações, ela vai levar para longe os maus pensamentos, vai trazer a reflexão para dentro de você, vai fazer de você um ser humano melhor, mais justo, mais apegado a espiritualidade e não a religião em si, vai deixar seu interior mais confortável. Vai fazer você ouvir, em vez de simplesmente escutar, vai lhe levar a reflexão, vai lhe proporcionar o amadurecimento dos sentimentos.

Ela vai guiar seus passos, vai clarear seus caminhos como um lanterna.

Ela vai lhe dar menos arrependimentos as suas atitudes, pense nisso e experimente!

Nossa religião é riquíssima em ensinamentos, Ifá, a base de nossa religião está sempre nos ajudando com seus conselhos e sua filosofia.

Veja o que diz o Áwo Fatunmbi em seu livro Ìbà’se Òrìşà:

“Dentro da estrutura do ritual de Ifá, o Odù é usado para invocar Òsá’túrá (Odù que nos fala sobre a importância da verdade) e Èsù, que é tanto o Mensageiro Divino, como o Guardião da Verdade. Este duplo papel tem causado alguma confusão entre aqueles que têm escrito sobre a posição de Èsù na cosmologia do Ifá. A confusão parece estar baseada em um mal-entendido sobre o papel da Èsù em causar distúrbios. Uma das funções da desordem natural em assuntos do cotidiano é sacudir a consciência para liberar a sua autoindulgência e pensamento rígido. Porque a Terra está em constante processo, todas as percepções da relação entre o Eu e o mundo estão em constante estado de fluxo. Aqueles que negam ou ignoram a natureza dinâmica desta relação são regularmente lançados a um estado de confusão, como resultado de algumas mudanças inesperadas dos acontecimentos. Em termos simples, a percepção humana da verdade está em constante mudança (muito cuidado com isto) e uma das funções de Èsù é nos lembrar que a busca humana da verdade nunca deve estagnar.

Dizer que Èsù é o guardião da verdade é sugerir que a verdade nunca pode tornar-se um conjunto fixo de regras ou dogmas. Em vez disso, a Verdade é uma maneira de olhar para si mesmo e o mundo, é um estado de ser (deveria ser a realidade continua dentro de todos), em vez de um ato de conhecimento. Este é um conceito ilusório para alguns ocidentais, porque fomos condicionados à ideia de que a verdade é estabelecida por fatos objetivos. A ideia de que a Verdade só pode ser descoberta se formos periodicamente sacudidos em nossas noções preconcebidas, é perturbador para aqueles que querem que a religião tenha as respostas corretas sobre qualquer assunto”.

Diz o Odù Òsá’túrá:

Òsá Aláwo diz: O que é a Verdade?

Eu digo: O que é a Verdade?

A Verdade é o sacerdote do òrun que protege o mundo.

Òrúnmìlá diz que a Verdade é o espírito que protege o mundo invisível.

A Verdade é o conhecimento que Olódùmarè está aplicando.

Òsá Aláwo a questão novamente é:

O que é o certo?

Eu digo: O que é a Verdade?

Òrúnmìlá disse que a natureza de Òtító é o caráter de Olódùmarè.

A Verdade é a palavra que não muda.

A Verdade é Ifá.

A Verdade é a palavra indestrutível.

A Verdade é o poder sobre todas as atribuições.

A bênção que dura para sempre.

Esta foi a declaração do Ifá aos habitantes da Terra.

Eles sempre foram avisados a fazer a coisa certa.

É preciso ser honesto.

Quem é correto será apoiado pelas divindades.

Um provérbio yorùbá nos remete novamente aos ensinamentos sagrados onde a afirmação do caráter é uma constante, nos direcionado, sempre, para o caminho mais virtuoso.

Novamente Fatunmbi nos brinda com um comentário sobre este Owe Ifá (proverbio de Ifá).

Tọọro looma Ilẹ Ifẹ.

É um caminho reto que leva a Ilẹ Ifẹ.

Comentário:

Aqueles que acreditam em destino, aqueles que acreditam no poder de Òrìșà e aqueles que acreditam no processo de construção do bom caráter, sabem que o caminho para descobrir o destino pessoal é reto, estreito e sem ambiguidades.

Ilè Ifè é a capital espiritual dos yorùbá e está localizada no Estado de Ọșun, Nigéria (antiga Ọyọ State). Mas há outra Ilẹ Ifẹ, existente no Òrun.

Esta Ilẹ Ifẹ é considerada a casa da Criação.

É o lugar de descanso para aqueles antepassados que já cumpriram o seu destino dentro do Reino da Terra.

O caminho para Ilẹ Ifẹ no Òrun não deve ser alterado, ele é o compromisso de construir um bom caráter por meio da orientação de Ifá / Òrìșà.

Literatura mais ocidental sobre Òrìșà e Òrun, são associados com o céu e identificam-no como um morador no céu.

No entanto, a cosmologia de Ifá localiza Ilẹ Ifẹ, por analogia, como um mero lugar.

É um lugar de influência oculta de onde a sabedoria dos ancestrais evoluem continuamente e influenciam o processo de criação e evolução.

Essa crença em alguns aspectos é similar à crença religiosa do Oriente, onde as influências de Mestres Invisíveis transformam a vida espiritual na Terra.

Encerramos este artigo onde vemos uma das máximas de nosso profeta, quando ele afirma que após a exaustão, devemos deixar a pessoa viver a sua vida e a sua história da forma que mais lhe convém, porém, jamais contará com nossa ajuda.

Afinal de contas, somos os únicos responsáveis por nossos atos e atitudes.

O Odù Èjì Onilè diz:

Faça seu trabalho.

Eu não estou trabalhando.

Este foi o jogo de Ifá para a pessoa preguiçosa.

Ele que dorme até que o sol está em cima (alto).

Ele que confia que é possuidor (herdeiro) de herança e não se expõe a sofrer (trabalhar).

Se nós não labutamos e produzimos de nosso suor hoje.

Nós não podemos ficar ricos amanhã (a prosperidade é um processo)

Marche pela lama (Enfrente suas dificuldades).

Eu não posso marchar pela lama (Diz o descansado).

Se nós não marchamos pela lama.

Nossas bocas não podem comer comida boa.

Estas foram às declarações de Ifá à pessoa preguiçosa.

Ele que possui membros fortes, mas se recusa a trabalhar.

Ele que escolhe ser inativo pela manhã.

Ele só está descansando por sofrer pela noite (O desfrute).

Só labutando pode-se apoiar uma pessoa (Receber benção de Òrìșà).

Inatividade não pode trazer dividendo.

Quem se recusa a trabalhar.

Tal pessoa não merece comer.

Se uma pessoa preguiçosa tiver fome, por favor, o deixe morrer (ficar na ignorância).

Morto ou vivo, uma pessoa preguiçosa é uma pessoa inútil (E não fará falta).

Por: Odé Gbàfáomi

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osunok

Uma antiga história Nàgó, conta que o grande rei Oluwu, estava seguindo para uma batalha muito difícil, entretanto, ele tinha que atravessar o rio em um dia que o mesmo estava demasiadamente agitado. Como a batalha era muito importante e Olowu não podia perder nenhum dos seus soldados, ele fez uma promessa a Osun, a Deusa desse rio, de modo que ele e o seu exército tivesse sucesso na travessia.

Oluwo ajoelhou-se diante do rio e proferiu: “Minha Mãe Osun, se a senhora permitir atravessar o seu rio juntamente com o meu exército e me favorecer na grande batalha, eu lhe darei coisas boas”. Olowu, no entanto, não se atentou que sua esposa tinha por nome “Coisas Boas” (Nkan Rere). Logo após a súplica de Olowu, as águas do rio começaram a baixar, mas Osun havia entendido que Olowu iria lhe presentear com sua mulher “Nkan Rere”.

Olowu e seu exército conseguiram atravessar o rio e venceram a grande batalha. No caminho de volta, Olowu novamente se deparou com o rio, que uma vez mais estava com suas águas bastante agitadas. Diante do rio de Osun, Olowu mandou que todos jogassem às águas muitas coisas boas. Assim, Olowu e se exército começou a depositar no rio muitos búzios, muitos ovos, pulseiras e correntes de bronze. No entanto, tudo que eles jogavam ao rio, voltava, ou seja, Osun não aceitou nenhuma das oferendas e suas águas ficavam cada vez mais agitadas.

Preocupado com aquela situação, Olowu consultou Ifá que lhe disse que Osun estava irritada, pois Olowu havia prometido a própria mulher ao rio. Somente nessa hora Olowu percebeu “Coisas Boas” também era o nome de sua esposa.

Olowu então levou a própria esposa ao rio, de modo que Osun voltasse a ficar calma. A esposa de Olowu estava grávida e essa criança nasceu dentro do rio, com a proteção de Osun. Assim que a criança nasceu, Osun a devolveu, dizendo que Olowu só havia prometido “Nkan Rere” e não a criança.

Que Òsùmàrè Aràká continue olhando e abençoando todos!

Texto: Blog Cada do Òsùmàrè

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EWO

Ewó – Os Interditos na Religião dos Òrìsàs – Escute as Recomendações do seu Sacerdote!

“Minha Ìyálòrìsà me disse que eu não podia comer Cajá, eu comi e não me fez mal algum, esse negócio de Ewó é conversa fiada”!

Talvez pela falta de informação ou conhecimento acerca da cultura dos Òrìsàs, muitas pessoas pensam dessa forma, ou seja, se comeu e não sentiu nada, não tem problema nenhum, pois não é… Ewó, será que é isso mesmo?

Antes de tudo é preciso entender o que são os Ewó. Na religião dos Òrìsàs, acreditamos que ao longo da vida, todos os seres e Divindades passaram por momentos de alegria, felicidades, dificuldades, decepções, etc. Nessa ótica, aquilo que motivou ou desencadeou, por exemplo, um processo de decepção, tornou-se um interdito para aquele ser/Divindade.

Há alguns meses, publicamos a razão de Ògún usar màrìwò. À época, esclarecemos que quando ele entrou mata adentro, envergonhado por ter matado o cachorro guardião do mercado da riqueza, suas roupas foram completamente rasgadas pela ação de uma determinada planta espinhosa, fazendo com que ele, envergonhado por estar nu, se vestisse completamente com màrìwò (Ogun Kolaso, Mariwo Aso Ogun-o Mariwo). A partir desse dia, o màrìwò tornou-se sagrado para Ògún, no entanto, a planta que rasgou suas roupas, passou a ser o seu Ewó. Caso um filho de Ògún venha a usar essa planta (por exemplo, um banho), provavelmente naquele momento ele não sentirá nada, mas ele despertará em Ògún, a lembrança daquele momento de vergonha, o que lhe pode ser prejudicial futuramente.

Esse é somente um exemplo, para ilustrar, mas existem centenas de histórias que justificam todos os Ewós do Candomblé. Talvez a mais conhecida, seja a de Òsàlá, que deixou de criar o mundo, pois bebeu o Emú (vinho de palma), tornando essa bebida um terrível Ewó desse grande Òrìsà. Há, também, a história que justifica o Ewó do mesmo Òsàlá com o Epó Pupá, quando Èsù de forma maliciosa sujou sua impecável roupa branca com o dendê (Epo Made So Alá).

Interessante observar que, muito embora o Epó Pupá e o Emú sejam Ewó de Òsàlá, ambos são apreciados por Ògún, o que nos mostra que, nem sempre o interdito para uma pessoa, será para outra. Muito embora, existam casos em que o Ewó é comum para todas as pessoas do Candomblé, como o caso da “Aranhola”, conforme já mencionado em postagens antecedentes.

Muitas pessoas comentam sobre os interditos alimentares, no entanto, existem muitas proibições que variam desde não poder usar roupas remendadas até não poder tomar banho de uma determinada folha ou conjunto de folhas. Esses Ewós são determinados em razão do Òrìsà da pessoa, bem como, o seu destino (Odù), identificado por meio de consulta ao oráculo.

Conforme início do texto, muitas pessoas acreditam que “se comeu e não sentiu nada, não é Ewó”. Mas, em verdade, as proibições não estão somente relacionadas a uma indisposição alimentar. A quebra do Ewó, invariavelmente implicará em prejuízos futuros, como uma possível cólera do Deus, em razão do não cumprimento do interdito.

Quando um Sacerdote diz ao filho: “Meu filho, não coma abóbora”. Ele não está querendo lhe privar de algo que até você ser iniciado sempre lhe fez bem. Ele somente está lhe dando informações preciosas que contribuirá no futuro, para a sua edificação espiritual. O mesmo ocorre quando a Ìyálòrìsà diz: “meu filho, não coma Cajá e não use roupa vermelha”. Ela não quer lhe privar de um refresco saboroso ou da cor da moda. Ela somente quer o seu bem!

Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoando todos!!!

Ilé Òsùmàrè Arákà Asè Ògòdó

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A confraria feminina reivindica o poder!

Nos tempos antigos, pouco depois que Òlódùmàrè delegou a criação do mundo os Òrìsàs agbóros(masculinos), realizavam oferendas para o Senhor da Criação, com o intuito de intervir pelos seres humanos e manter o equilíbrio das forças da natureza. Mas não convidavam as mulheres, pois a cerimônia era proibida para o sexo feminino. Esta foi a razão pela qual Òsun revoltou-se contra os Òrìsà masculinos e reuniu todas as mulheres convencendo-as a tomarem uma atitude quanto a proibição dada pelos Òrìsà masculinos. Òsun então se tornou Ìyálòdè (chefe de todas as mulheres) e, representando as mulheres, recorreu as Ìyamí Òsòròngá (Mães ancestrais), as detentoras do poder feminino. Entregando-lhes oferendas, Òsún pediu o auxilio das Ìyamí Àjé (Mãe feiticeira), que lançaram o àjé em todos os homens que, a partir de então, passaram a não mais defecar e urinar porque suas vísceras não funcionavam normalmente. Até os animais do sexo masculino foram atingidos. Homens e animais começaram a passar mal, pois eles comiam e bebiam, mas não podiam defecar e nem urinar. Esta situação durou sete dias… Os seres do sexo masculino começaram a morrer, o que preocupou os Òrìsà, que resolveram consultar Òrúnmìlà (sacerdote supremo do oráculo de Ifá). Então o Babaláwo Òrúnmìlà consultou o oraculo para responder a todos os Òrìsà, oportunidade na qual respondeu o odu Osé Ireté. Òrúnmìlà recomendou, então, que quando eles fossem realizar oferendas na mata sagrada deveriam convidar uma mulher que estava esperando um filho, está mulher era Òsun. E, se ela concordasse em acompanha-los, tudo voltaria ao normal, e todos ficariam curados daquele grande mal. Seguindo a recomendação do Babaláwo, eles foram até Òsun, que estava se banhando na beira de um rio, e a convidaram para fazer parte das oferendas. Ela ouviu as suplicas dos Òrìsà masculinos e, mesmo com muita vontade de aceitar o convite, se negou a participar alegando que ela e todas as mulheres estavam cansadas de serem tratadas como escravas dos homens, ressaltando que a mulher participa da criação da vida e, por esta razão, tinham o direito de intervir e decidir por ela. Diante da negativa, imploraram a presença de Òsun. Vendo que todos os homens estavam passando muito mal, Òsun resolveu acompanhá-los nas oferendas, mas com uma condição: que  todos os Òrìsà masculinos deveriam passar um pouco de seus poderes para a criança que ela estava esperando, e que deveriam rezar muito para a criança nascer do sexo masculino, pois, se a criança que estava dentro dela nascesse menina,  os homens ficariam subalternos às mulheres. Os Òrìsà masculinos ficaram preocupados, pois acreditavam que a condição imposta por Òsun poderia colocar em risco a existência e que, nada deste mundo,  daria certo para todos os homens. Por outro lado pensavam que, se nada fizessem, todos os homens morreriam o que os obrigou a aceitar a imposição de Òsun para acompanhá-los até  a mata sagrada. Sem saber como passar parte dos seus poderes para criança os Òrìsà voltaram a consultar Ifá, quando então  respondeu o odu odiséséso (mensageiro do nascimento).  Desta feita, o Babaláwo aconselhou  que todos os Òrìsà fossem pela manhã à casa de Òsun e impusessem as mãos no ventre dela dizendo o seguinte: “que de mim passe para esta criança um pouco de meu poder”. Deveriam fazer isto até que a criança viesse ao mundo para garantir que ela fosse do sexo masculino. Recomendou ainda que os homens deveriam aprender respeitar as mulheres. Èsù, Ògún e todos os Òrìsà masculinos  seguiram para casa de Òsun e fizeram o que lhes foi recomendado pelo Babaláwo até o dia do nascimento da criança. Imediatamente as funções intestinais, os rins, fígado, bexiga dos homens e animais do sexo masculino voltaram a funcionar. A partir dai as mulheres passaram a ser respeitadas e temidas como feiticeiras. No dia do nascimento da criança todos Òrìsà masculinos ficaram em frente da casa de Òsun para saber qual seria o seu sexo. Esperaram por muito tempo até  Osun aprensentá-la para o egbe (comunidade): era um menino, para alívio dos  Òrìsà do sexo masculino. Todos os Òrìsa cantaram e louvaram a existência e gritaram assim: urra  to to to  (estamos salvos). A partir deste dia os Òrìsà masculinos não faziam mais oferendas sem convidar e levar suas esposas e  todas as mulheres. O Babaláwo consultou mais uma vez Ifá  e respondeu  o odu oturá, nome que eles propuseram a criança. Levaram a proposta para Òsun, que não concordou e, se preparou para fazer imposições. Neste momento um pássaro pousou no fila (espécie de chapéu) que estava cobrindo a cabeça da criança e se curvou. Aquele sinal significou que a criança tinha o poder de apaziguar até as Ìyamí Àjé, razão pela qual, Òsun  atendeu parcialmente a proposta dos Òrìsà e deu à criança o  nome de Osé Otura:  a criança tem o poder de todos Òrìsà. O garoto ficou conhecido como o décimo sétimo odu do jogo de búzios e, a partir de então, este odu passou a intermediar as mensagens e oferendas para todos os outros odu. Apenas ele tem o poder de entrar  e sair do Orun, quando e como quiser, sem ser perseguido pelas Ìyamí Àjé.

Fonte: Blog Casa do Oxumare

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ALBINOOKOK

Com efeito, podemos afirmar que a religião dos Òrìsàs, por meio das suas histórias, dogmas e costumes, consegue esclarecer tudo o que existe no mundo. Nessa oportunidade, vamos transcrever uma antiga história Nàgó, que nos explica o surgimento de pessoas albinas, que são consagradas à Òsàlá, mas que são dessa forma, por conta de uma magia inicialmente desenvolvida e praticada por Èsù, que a perdeu após uma disputa insensata com a grande Divindade Funfun.

Essa história nos ensina igualmente, que jamais devemos querer ser mais que os nossos mais velhos, que devemos respeitar a sua antiguidade, que não podemos aumentar a nossa idade de iniciação e que sempre devemos seguir as orientações dos nossos sacerdotes. Como costumamos dizer aqui na Casa de Òsùmàrè: “orelha não passa cabeça”.

Naquela época, Èsù queria ganhar notoriedade e, para isso, queria convencer a todos que ele era mais antigo que Òsàlá. Ao longo de muito tempo eles discutiram com o objetivo de provar qual dos dois era o mais antigo. Òsàlá afirmava que quando Èsù surgiu, ele já estava no mundo há muito tempo.

Diante desse cenário, as demais Divindades se reuniram, propondo que Èsù e Òsàlá se confrontassem, com o objetivo de provar qual era o mais antigo. Ambos foram consultar Ifá, o Deus da Adivinhação, para saber o que deveria ser feito. Òsàlá seguiu todas as recomendações de Ifá, por outro lado, Èsù as negligenciou.

Quando chegou a data do confronto, todas as Divindades se reuniram para presenciar Èsù e Òsàlá disputarem o posto de mais antigo. Òsàlá inicialmente tocou Èsù que imediatamente caiu, fazendo com que as Divindades exclamassem: “Epa Baba”. Èsù, insatisfeito, levantou-se e tocou a cabeça de Òsàlá, tornando-o um anão. As Divindades ficaram impressionadas e, também, exclamaram “Epa Èsù”. Ao longo de um grande espaço de tempo, Èsù e Ósàlá ficaram disputando, tentando mostrar quem tinha mais poder, quem tinha mais magia e, por consequência, quem era o mais antigo.

Num dado momento, Èsù tirou de sua cabeça uma pequena cabaça (Ado), na qual tinha uma poderosa magia. Èsù pegou a magia existente dentro dessa cabaça e soprou em direção de Òsàlá, fazendo surgir uma grande nuvem branca de fumaça. Quando essa nuvem se desfez, Òsàlá não era mais um homem negro, ele havia si tornado totalmente branco (albino). Èsù começou a dizer: “Eu sou o mais velho, Eu sou o mais antigo, Eu tenho mais poder que Òsàlá”.

Òsàlá de forma muito serena e calma, retirou do seu Filá, um grande poder, impregnado de Asè. Ele pegou essa magia (Afose), tocando-lhe a boca, dando força às suas palavras. Feito isso, ele disse: “Èsù, eu ordeno que venha até mim e me entregue a sua cabaça com a magia que existe nela”. Èsù, hipnotizado pela força da palavra de Òsàlá, foi em direção do mesmo, entregando-lhe a cabaça com a magia. Todos exclamaram: “Epa Baba”. Òsàlá pegou a cabaça e mostrou a todos que estavam presentes, afirmando que, a partir daquele dia, somente ele, Òsàlá, teria o poder de tornar as pessoas albinas e que essa magia, que outrora pertencia a Èsù, era agora de sua propriedade, que ele era mais velho que Èsù.

Todas as Divindades ficaram espantadas com a forma com que Èsù obedeceu à Òsàlá e, começaram a exclamar: “Alabalaasè” (ele é o senhor da força, do poder). As Divindades falaram: “Òsàlá é mais antigo que Èsù, Òsàlá tomou o poder de Èsù”.

Òsàlá disse que, todas as pessoas albinas que surgissem no mundo, seriam fruto da sua vontade e que, seriam consagradas à ele e abençoadas por ele.

Nós do Terreiro de Òsùmàrè, esperamos que os leitores e admiradores da nossa Fanpage, tenham gostado de mais essa importante história da tradição dos Deuses Africanos, os Òrìsàs.

Que Òsùmàrè Aràká continue olhando e abençoando todos.

Casa de Òsùmàrè

 

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