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  • Olóyè , Ogá e Àjòyè
  • Iyalorixá/Babalorixá: Mãe ou Pai em Orixá, é o posto mais elevado do ILê; tem a função de iniciar e completar o ato de iniciação dos olorixás.
  • Iyaegbé/Babaegbé: É a conselheira ou conselheiro responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia. Posto somente dado a egbomis muito antigas.
  • Iyalaxé: Mãe do axé, a que distribui o axé. É quem escolhe os Oloyes de acordo com as determinações superiores.
  • Iya kekere ou baba kekere: Mãe pequena e Pai pequeno do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos no Ilê, substituto eventual da Iyá ou Babalorixá.
  • jibonan: o cargo de jibonã (ji- dar/bí-nascer/onã-caminho — “dá caminho ao nascimento”,é a mãe ou pai /que cria e são responsáveis pela reclusão do iyawo.
  • Iyamoro: Responsável pelo Ipadê de Exú. Junto com a Agimuda, Agba e Igèna.
  • Iyaefun/Babaefun: Responsável pela pintura dos Iyawos.
  • Iyadagan: Auxilia a Iyamoro e vice-versa. Também possui sub-postos Otun-Dagan e Osi-dagan.
  • Iyabassé: Responsável no preparo dos alimentos sagrados. Todos Olorixás podem auxiliá-la, sendo ela a única responsável por qualquer falha eventual.
  • Iya Sinjé- ligada a Iyabassé nos rituais.
  • Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando. E usa toalha de Orixá no ombro.
  • Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos em obrigações de “cantar folhas”.
  • Aiybá: Bate o ejé em grandes obrigações. Tem sub-posto Otun e Osi.
  • Ològun: Cargo masculino, despacha aos Ebós das grandes obrigações, a preferência é para os filhos de Ogun, depois Odé e Oluwaiyê.
  • Oloya: Cargo feminino, despacha os Ebós das grandes obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
  • Mayê: Mexe com as coisas mais secretas do Axé, ligadas a iniciação do Adoxú.
  • Agbeni Oyê: Posto paralelo a Mayê, divide a mesma causa.
  • Olopondá: Grande responsabilidade na inicição, no âmbito altamente secreto ligado a Oxun.
  • Kólàbá: Responsável pelo Làbá, simbolo de Xângo.
  • Ajimuda: Ajuda a Yamoro com o Ipadê de Exú. Titulo usado no culto de Oya e Geledé, também é um cargo que cuida da casa de Omolú.
  • Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
  • Iyasíhà Aiyabá: é quem segura o estandarte de Oxalá.
  • Sarapegbé: Mensageiro de coisas civis e de awo.
  • Akòwe: É a Secretária da casa da administração e compras.
  • Babalossayn: Responsável pela colheita das folhas. Cargo de extrema importância.
  • Axogun: Responsável pelos sacrifícios, Ogan de Ogun. Não pode errar. Responsável direto pelos sacrifícios do ínicio ao fim do ato. Soberano nestas obrigações, é quem se comunica com o Orixá para quem se destina a obrigação, transmitindo à Iyalaxé as respostas e mandamentos. Deve ser chamado de Pai. E também possui sub-posto Otun e Osi.
  • Ogalá Tebessê: Dono dos toques, cânticos e danças. Trabalha em conjunto com o Alagbê, possui sub-posto Otun e Osi.
  • Iyá Tebexê: responsável e porta voz do Orixá patrono da casa.
  • Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos Ilùs, os instrumentos musicais sagrados. Se um autoridade de outro Axé chegar ao Ilê, o Alagbê, tem de lhe prestar as devidas homenagens “dobrar o Ilù”. Também possui sub-posto Otun e Osi.
  • Alagbá: Âmbito civil do Axé.
  • Àjòiè: Camareira do Orixá. O mesmo que Ekédi,  Iyárobá e Makota.
  • Ojuoba: Posto de honra no Ilê Xangô e possui sub-posto Otun e Osi.
  • Mawo: Grande confiança.
  • Balógun: Título ligado ao Ilê Ogun.
  • Alagada: Ogan que cuida das ferramentas de Ogun.
  • Balóde: Ogan de Odé.
  • Aficodé: Chefe do Aramefá (6 corpos) ligado ao Ilê Odé.
  • Ypery: Ogan ou Àjòiè de Odé
  • Irànsé- iyá responsável pelo ronkó e o iyawo.
  • Alajopa: Pessoa de Odé, que leva a caça para ele.
  • Alugbin: Ogan de Oxalufan e Oxaguian que toca o Il¦ù dedicado a Oxalá.
  • Assogbá: Ogan ligado ao Ilê Omolú e cultos de Obaluaiye, Nanã, Egun e Exú.
  • Alabawy: Pessoa que trabalha na área jurídica e que cuida dos interesses civis do Axé.
  • Alagbede: Pessoa que trabalha no ramo de ferro e metais e forja as ferramentas do Axé.
  • Elémòsó: Ogan ou Àjòiè de Oxaguian, ligados ao Ilê Oxalá e toda sua indumentária.
  • Oba Odofin: Ligado ao Ilê Oxalá.
  • Iwin Dunse: Ligado ao Ilê Oxalá.
  • Apokan: Ligado ao Ilê Omolú.
  • Abogun: Ogan que cultua Ogun.
  • Iyá Otun / Babá Otun: braço direito do zelador, pessoa de confiança do zelador.
    Iyá Osí / Babá Osí: braço esquerdo zelador, pessoa de confinça mdo zelador.
    Asògbá- Homem responsável pelo quarto de Omolú.
    Axopí- cargo do Ogan da casa
  • Obs: Todos os cargos são intransferíveis, uma vez dado através da confirmação no jogo de Orunmilá e o Orixá da casa, não podem mais serem retirados, os cargos são vitalícios e confirmados em orô interno, só podem serem substituídos na morte da pessoa.Existem cargos transitórios dados pelos zeladores e não estão aqui descritos.
  • Revisão: Fernando D’Osogiyan

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O que é um Ebó?
São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefactos de barro ou ágata., etc..

O que é uma Oferenda?
Chamamos oferendas aos rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.

Cada Orixá tem os seus respectivos alimentos, as suas flores, as suas cores, as suas bebidas e a sua forma particular de culto, orações e invocações.

Conselhos: Ao fazer um Trabalho/Ebó, além da fé você deve:
1. Só utilizar material novo.
2. Nunca substituir um material por outro.
3. Usar somente o que a receita pede.
4. Ao fazer o trabalho, mantenha o pensamento firme no que você realmente deseja.

Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembre-se de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.

Candomblé de Caboclo

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Candomblé de Caboclo é todo o candomblé que além do culto aos Orixás, cultua espíritos ameríndios chamados caboclos.

Caboclo – No Candomblé é o dono da terra. Na sua maioria são espíritos de índios. Os caboclos de maior popularidade são: Tupinambá, Tupiniquim, Sete flechas, Pena Branca, Sultão das Matas, Sete Serras, Serra Negra, Pedra Preta (este ultimo foi o espírito do famoso pai de santo Joaozinho da Gomeia), Erú, Rompe Mato, Raio do Sol, Rompe Nuvem e outros. Na Bahia os Candomblés são em maioria caboclos, são um misto de Keto e Angola.

O Candomblé de Caboclo pode-se dizer assim, é uma manifestação própria de Salvador e municípios vizinhos, na Bahia, o candomblé de Caboclo é uma espécie de candomblé nacionalizado, que toma por base a ortodoxia do candomblé jeje-nagô, e em Salvador há uma festa anual que se inicia no dia 24 de Junho e que dura três dias e se destina precisamente a homenagear estas entidades.

Trata-se portanto de um exemplo nítido do sincretismo religioso popular no Brasil.
Registam-se nele influências indígenas e mestiças, resumindo-se os hinos especiais de cada encantado ou caboclo, cantados em português, a uma declaração dos seus poderes sobrenaturais.

Existem ainda os “Candomblés de Caboclo”, típicos dos cultos trazidos pelos negros de Angola. Nessas cerimónias, as filhas e os filhos de santo incorporam não apenas os orixás, mas também os espíritos de “caboclos”, que seriam entidades de luz da corrente indígena.

A FALANGE DOS CABOCLOS DETALHADA

Habitat: matas e ambientes da vibração originária
Libação: água de côco, mate, mel com água, caldo de cana, vinho tipo moscatel
Ervas: cipó cabeludo, cipó caboclo, eucalipto, guiné caboclo, guiné pipi, samambaia
Flores: girassol, flor de ipê, palmas de diversas cores, conforme a vibração originária
Essências:
Para os caboclos: eucalipto, girassol.
Para as caboclas: eucalipto, pinho, tintura de tolu
Fitas: verde, vermelha e branca
Pedras: quartzo verde
Metal: da vibração originária
Dia da semana: Quinta-feira ou o dia da vibração originária
Dia da Lua: não tem dia específico
Saúde: não tem área de saúde específica
Ímãs para trabalho: de acordo com a orientação da entidade
Objetivo: vigor, pujança, energia
Cozinha ritualística: milho e amendoim cozidos e passados no mel, servido com folhas pequenas de saião, que servem como “colher” e que também devem ser ingeridas

Além dos caboclos, incorporam-se nestes candomblés os espíritos que se denominam Exú (masculino) e Pombagira (feminino), mas não é o mesmo Exú Orixá do Candomblé, são bem diferentes, são Exú de Umbanda.

É sempre bom lembrar que Exú catiço ou Exú de Umbanda (como é chamado o Exú não Orixá), Pombagira e afins nunca foram do Candomblé tradicional. O que existe são zeladores que tiveram passagem pela Umbanda e depois se iniciaram no Candomblé, trazendo consigo algumas entidades da Umbanda, mas isto não as torna do Candomblé, elas (entidades) simplesmente estão em casas de Candomblé ou Candomblé de Caboclo, mas são em realidade Guias da Umbanda.

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Já falámos aqui sobre a importância da música e do Xirê (Siré Orisá) no culto do Candomblé, em que a música é o elo de ligação entre os Orixás e os seus filhos. Como em tudo o mais, o Xiré ou Siré tem também o seu preceito e existe não só uma ordem a respeitar para convocar os Orixás, como existem palavras e saudações específicas que devem ser ditas para que a convocação dos orixás para o Xirê seja correcta. Hoje colocamos aqui, em Ioruba, a ordem e as palavras básicas de um Xirê, para que para além da música, os nossos leitores possam também aprender ou reconhecer estes dizeres básicos, mas obrigatórios. Como em todos os rituais do Candomblé o primeiro a ser convocado é Exú, segue-se depois Ogum e os restantes Orixás na ordem segundo os preceitos da Nação Ketu.

Esú

Egbarabo Ago Mojuba Ra

Egba Kose

Egbarabo Ago Mojuba Ra

E Modé Ko E Ko

Egbarabo Ago Mojuba Ra

Lê Gbale Esu Lona

Gbara Um Be Be

Tiriri Lona

Esú Tiriri

Gbara Um Be Be

Tiriri Lona

Esú Tiriri

Elegbara (Bis)

Esú Ajo

A Ma Ma

Ke O Elegbara

Esú Ajo

A Ma Ma

Ke O Laroye

Esú Soroke

Odará Odará

Baba Ebó

Esú Oo

Esú Olona

Mofori Gbale

Esú O

Gbara Loji Ki

Esú Lobi Wá

Ara E E

Son Son Obé

Odará Kolobi Ebó

Laroye

Lagiri Esú Ma Na

Le Le Lagiri

Ajê Ma Na

Lê Lê Lagiri

Firo Ofe Na

Fena Jô

Lagiri

Orisa Pa Ta

Ago Nile

Ago Nile Mofori Gbalé

Gbara Loju Gbara

Loju Gbara

Ara Legbe

Ogó Run Gó

Run Go

Laroye

Ogun

Ogun Ajo E Mariwo

Akoro Ajo E Mariwo

Ogun Pa Lepa Lonã

Ogun Ajo E Mariwo

E Matu Yeye

Awa Sire Ogun O

E Un Jojo

Awa Sire Ogun

E Un Jojo E Un Jeje

Ogun Nita Erewe

Ogun Nita Erewe

A Oxosse Kori A Lode

Ogun Nita Erewe

Oni Koso

Oni Koso Ile Ogun

Akoro Un To Bo Silé

A Ogun Meje Ire

Ire Meje Meje

Oxosse

Fara Rere Fibo

Ode Fibo Fara Lewa Kose

Omoode

Lowo Guiri Guiri Bode

Owo Guiri Guiri Bode

Awa Nisa Omoode

Ode Ni Sewe

E Arawe

Ode Arere Oke

E Orisa Ero

E Un Ofa Akuerã

Omoode Ode Iroko

E Un Ofa Akuerã

E Osi Bode E Osi Bode

Arole Osi Bode E Osi Bode

E Osi Bode

Omolu

Dagoluna Kewa Saworo

Dago Lele

Dagoluna Kewa Saworo

Dago Lele

Omolu A Fara E E

Fara Fara Faroji

Jan Pepe

E Lobi Ware

Tori Bomi

Jan Pepe

Ori Jena Paba

Osi E To Bo Wale

Ori Jena Paba

Osi E To Bo Wale O

Ossãe

Abebe Ni Bo Wa

Abebe Ni Bo

E Abebe

Abebe Ni Bo Wa

Abebe Ni Bo

Ata Koro Oju Ewe

Ata Koro Oju Obo Gun

Ata Koro Oju Ewe

A Lele Koro Oju Obo Gun

Peregun A Laso Titun O

Peregun A Laso Titun

Baba Peregun A Lawa Mere

Peregun A Laso Titun

Awa Oro Simã

Odo Ro Dun

Peregun Alaso Titun

Monja Ewe Pe Moso Arawo

Monja Ewe Pe Moso Ro

E Pi Lo Pe Mi

E Pi Lo Iya Mi

Monja Ewe Pe Moso Ro

Sawo Orepepe

Ope Li Ope Lepe

Sawo Orepepe

Ope Li Ope Sango

Osumare

Osumare Lele Mare Osumare

Lele Mare Un Araka

Lele Mare Osumare

Kobe Jiro

Araka Kobe Jiro

Osumare Kobe Jiro

Araka Kobe Jiro

Lese Orisa

Lese Komafo

Sa Hoho

Lese Orisa

Lese Komafo

Sa Hoho

Osumare Lokuere

Olokuere Olokuere

Osumare Se Lunbó

Se Lunbó

O Se Lunbó

Alakoro Le In Ni

Wala Koro Le In O

Nanã

Ibi Nana Iyo

Olu Obo

Nana Iyo

Ibi Nana Iyo

Olu Obo

Nana Iyo

A In Ala Ore

A Iku Do Lose

A In Ala Ure

A Iku Do Lose

O Kolodo Si Sa Lejua

Ari Ku Ma Ore

O Kolodo Si Sa Lejua

Ari Ku Ma Ore

Sa Lawajo

Oluwo Ku Kewajo

Sa Lawajo

Oluwo Ku Kewajo

Oloore

Osun

Yeye Yeye Ye O

Oro Miuwa

Nu Ase Tori Efon

Inse Koju Iyaba O

Oro Miuwa

Nu Ase Tori Efon

A Mu Iyan Mu Iyan

Ojare

Elemoso Tori Efon

Omi Fa Were

Omi Fa Were Omiro

Omi Fa Reo

Asope Olorun

Omi Fa Were

Omi Fa Were Omiro

Omi Fa Reo

Aka Murele

Osun Fara Ja

Aka Murele

Osun Fara Ja

Iyawo Omiibu

Omiro Orisa O Yeye

Iyawo Omiibu

Omiro Orisa O Yeye

Obá

Oba Eleko Ajaosi

Saba Eleko Ajaosi

Oro Moba

Samoba Oba Eleko Ajaosi

E Liru O

Oba Dudere Bari Ekó

Oba Saba O

Oba Dudere

Bari Ekó

E Nu Ofa Fara Man

Oba Loja La Oje

E Nu Were

Ofá Were

E Nu Were

Ofá Were

Iyewá

Iyewa Iyewa Ma Ajo

Iyewa Iyewa

Iyewa Iyewa Ma Ajo

Iyewa Iyewa

Ma O Ma O Lese

Iyewa Iyewa Ma Ajo

Iyewa Iyewa

Iyewa Ni Fa Toto Lo Bewa E

Olu Aiye Iyewa Ni Fa Toto Lo Bewa E

Olu Aiye

O Iyaba E

Iyewa Ni Fa Toto Lo Bewa E

O Iyaba E

Iyewa Masa

Awa Masa

Amu Re Le O

Iyewa Iyewa Oni Ofere

Iyewa Iyewa Oni Ofere O

Yewa Yewa Ijo Iyewa

Se Ke Se Nin

Iyewa Iyewa Ijo Iyewa

Se Ke Se Dan

Oyá

Oya Koro Um Le Ogere Ge

Oya Koro Um La Oga Raga

Omobirin Sala Koro Um Le

Oge Rege

Oya Komo Relo

A Oyo Do Mu Nhã Nhã

Do Mu Nhã Nhã

Da Ni Apada Do L’oya O

Do Mu Nhã Nhã

Da Ni Apada O Do L’oya

Da Ni Apo

Da Ni Apo Fara Jo

Oya Mi To Le L’oya

Oya Mi To Ke L’oya

Orisa Were We

Oya Mi To Ke L’oya O

Logun

E Akofa E Akofa

Logun O E Akofa

Ijo Ijo Logun O

E Akofa

Logun Ede E Akofa

A Ibayn E Akofa

E E E E E Logun Bele Koke

E E E E E Logun Aro Aro

Fara Logun Fara Logun

Logun Bele Koke

E Akofa E Akofa

Logun Akofa A Ijo E Koke

Logun Akofa A Ijo E Koke

E Akofa Ijo

Akofa Ibayn

E Akofa Ijo Akofa Lapana

E Akofa Ijo A Kofa

Fara Ni Lewa

Nita Ewe Se

Fara Logun

Nita Ewe Se

Ayrá

Ayra Daba Kenken Soro

Olu Ami Ma Iman Isele

Orisa Ke Me Sebewa

Ayra Ayra Ee

Ayra Osi Ba Iyami Ma Saoro

Ayra Ayra

Omonile Ayra Omonile

Ayra Ayra Omonile

Ayra O Oregede Pá

Oregede

Ayrá A Ebora Pá

A Eborá

Ayrá O Aja Unsi Pá

Aja Unsi

Iyemanja

Marele Marabodo

Sa Rena

A Oiyo Karabodo

Sa Rena E E

Oni A Ara E

Marele Marabodo

Sa Rena

Arabo Laiyo

Iyemanja Arabo Laiyo

Iyemanja

Iyaba Lode

Erese

Osi E Iyemanja

Iyaba Lode

Erese A Oiyo

Olofin Asa Were O

Oro La Mi O

Oro La Mi Sasa

A Iyemaja Ori O

Ri Lé

Iyemanjá

Sango

Obanisa Re Loke Odo

Oberio Ma

Obanisa Re Loke Odo

Obakoso Ayo

Aina Ina A Ina Ma

Ina Ina

Obakoso

Obakoso Arae

A Ina Ina

Obakoso Arae

Obakoso E

Mojubá

E Losi

Baiya Mi

Sere A Lado

E Mojubá

E Losi Baiya Mi

Osalá

Baba Durode

Baba Durode Ajale

Baba Durode

E Kewa Já

Baba Oje O

Abuké Kewa Já

Baba Oje

E Bere Iko

Kewa Já

Baba Oje

Aso Funfun Go Iya Pi

Ala Funfun T’ori Sala

A E Ajale O

Aso Funfun Go Iya Pi

Opere Kete

Opere Kete Baba

Obi Wala Ago Injena

Opere Kete Baba

Ago Ala

Ala Osu

Osu Kekere Ile

Ago Ala

Ala Osu

Baba Durode

Os Toques no Candomblé

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“O som é a primeira relação com o mundo, desde o ventre materno. Abre canais de comunicação que facilitam o tratamento. Além de atingir os movimentos mais primitivos, a música actua como elemento ordenador, que organiza a pessoa internamente”

O som é o condutor do Axé do Orixá, é o som do couro e da madeira vibrando que trazem os Orixás, são sinfonias africanas sem partitura.

Os Atabaques, são os principais instrumentos da música do Candomblé, cuja execução é da responsabilidade dos Ogãs.

São de origem africana, usados em quase todos rituais, típicos do Candomblé. De uso tradicional na música ritual e religiosa, são utilizados para convocar os Orixás.

O Atabaque maior tem o nome de Rum, o segundo tem o nome de Rumpi e o menor tem o nome de Le.

Os atabaques no candomblé são objectos sagrados e renovam anualmente esse Axé. São usados unicamente nas dependências do terreiro, não saem para a rua como os que são usados nos Afoxés, estes são preparados exclusivamente para esse fim.

As membranas dos atabaques são feitas com os couros dos animais que são oferecidos aos Orixás: independente da cerimónia que é feita para consagração dos mesmos quando são comprados (o couro que veio da loja geralmente é descartado), só depois de passar pelos rituais é que poderão ser usados no terreiro.

Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo Rum (o atabaque maior), e pelos Ogãs nos atabaques menores sob o seu comando.

É o Alagbê que começa o toque, e é através do seu desempenho no Rum que o Orixá vai executar a sua coreografia de dança, sempre acompanhando o floreio do Rum.

O Rum é que comanda o Rumpi e o Le.

O Agogô, tocado para marcar o Candomblé, também de tradição Alaketo, chama-se Gan. As Varetas usadas para tocar o Candomblé nos Atabaques, chamam-se Aguidavis. Também se utiliza ainda o Xequerê.

Nomes dos Toques dos Orixás na Nação Ketu:

ADABI – Bater para nascer é seu significado. Ritmo sincopado dedicado a Exú.

ADARRUM – Ritmo invocatório de todos os Orixás. Rápido, forte e contínuo marcado junto com o Agôgô. Pode ser acompanhado de canto especialmente para Ogum.

AGUERE – Em Yorubá significa “lentidão”. Ritmo cadenciado para Oxóssi com andamento mais rápido para Iansã. Quando executado para Iansã é chamado de “quebra-pratos”

ALUJÁ – Significa orifício ou perfuração. Toque rápido com características guerreiras. É dedicado a Xangô.

BRAVUM – Dedicado a Oxumaré .Ritmo marcado por golpes fortes do Run.

HUNTÓ ou RUNTÓ – Ritmo de origem Fon executado para Oxumaré. Pode ser executado com cânticos para Obaluaiê e Xangô

IGBIN – Significa Caracol. Execução lenta com batidas fortes. Descreve a viagem de um Ancião. É dedicada a Oxalufã.

IJESA – Ritmo cadenciado tocado só com as mãos. É dedicado a Oxum quando sua execução é só instrumental.

ILU – Termo da língua Yorubá que também significa atabaque ou tambor

BATA – Batá significa tambor para culto de Egun e Sangô . Ritmo cadenciado especialmente para Xangô. Pode ser tocado para outros Orixás. Tocado com as mãos.

KORIN- EWE – Originário de Irawo, cidade onde é cultuado Ossain na Nigéria. O seu significado é “Canção das Folhas”.

OGUELE – Ritmo atribuído a Obá. Executado com cânticos para Ewá.

OPANIJE – Dedicado a Obaluaiê, Onile e Xapanã. Andamento lento marcado por batidas fortes do Run. Significa “o que mata e come”

SATÓ – A sua execução lembra o ritmo Bata com um andamento mais rápido e marcado pelas batidas do Run. Dedicado a Oxumaré ou Nanã. Significa a manifestação de algo sagrado.

TONIBOBÉ – Pedir e adorar com justiça é o seu significado. Tocado para Xangô

Olokún

 

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Entre os Lukumi, Olokún é o Orixá dos oceanos, donde toda vida se originou, e o zelador das suas riquezas e mistérios. Como o oceano, que oculta incontáveis mistérios, esta divindade é considerada um dos mais desconcertantes Orixás do panteão Lukumi. Uma lenda do odu Irossun – o principal odu do dilogun em que Olokún se manifesta – enuncia que “ninguém sabe o que descansa no fundo do mar”. Por extensão, nenhum ser humano poderá alguma vez compreender verdadeiramente a magnitude e a força vigorosa desta misteriosa divindade.

Não há consenso quanto ao sexo de Olokún. Em algumas áreas da África Ocidental, Olokún é considerado masculino, ao passo que em outras é feminino. Para muitos, Olokún é descrito como um rei num palácio subaquático e com muitas esposas. Várias qualidades de Iemanjá e de Oxum são consideradas mulheres de Olokún.

Hoje em dia, tanto os Babalawós, quanto os Babalorixás e Yalorixás letrados, expostos à recente e massiva disponibilidade de literatura de antropólogos e outros estudiosos da cultura Ioruba, insistem em que Olokún é masculino. Alguns Babalorixás e Yalorixás insistem em que Olokún é assexuado, hermafrodita ou andrógino. Não obstante, as linhagens cubanas onde as principais tradições a respeito de Olokún se originaram, sustentam obstinadamente que este Orixá é feminino. Esta controvérsia também se reflecte nos cantos para Olokún e nos rituais associados com sua consagração.

A despeito da caridade geral e da boa natureza de Olokún, este Orixá é uma força a ser temida quando contrariada. Um grande número de lendas refere a ira de Olokún.

Num destes mitos, narrado no odu Ejiogbé Odi, descreve-se a insatisfação deste Orixá com a maneira em que Olorum distribuiu os domínios entre os Orixás. O argumento era que, desde que foi consignado a Olokún governar sobre os oceanos, e estes formam a maior parte do planeta, Olokún era mais poderoso que Olorum e assim era o Ser Supremo. Para demonstrá-lo, os oceanos começaram a criar ondas irrefreáveis e gigantescas que tratavam de afogar a Terra e seus habitantes.

 

Alimentos de origem animal Ketu Ijexá Jeje
Orixá Orixá Vodum
Bichos de dois pés Galinha Oxum, Euá
Galinha branca Obá
Galinha, pedaços (carcaça e pescoço) Todos os filhos de “santo homem”
Galinha d’angola Obaluaiê, Nanã Obaluaiê, Nanã Sapatá (Obaluaiê)
Galinha d’angola (cabeça) Todos Todos
Galo Logunedé
Pato Ossaim
Perdiz Gu (Ogum)
Pombo Oxalá, Oxum
Ovos Oxum, Oxumaré Oxum Oxum, Bessém (Oxumaré)
Ovos, farofa de cabeça e pés de qualquer ave Nanã, Exu Exu Legba (Exu)
Bicho de quatro pés Bode, cabrito Oxóssi, Ogum Oxóssi, Logunedé Odé (Oxóssi)
Caça em geral Oxóssi, Odé, Ossaim, Ogum, Logunedé Oxóssi, Logunedé Odé (Oxóssi)
Carneiro Xangô, Iansã Xangô Sobô (Xangô)
Porco Obaluaiê Obaluaiê Sapatá (Obaluaiê)
Cabeça e pés de qualquer bicho Exu Exu Exu
Répteis Cágado Xangô Xangô Sobô (Xangô)
Lagarto (inclusive o corte de boi com esse nome) Oxóssi
“Tudo o que rasteja” Oxumaré Oxumaré Bessém (Oxumaré)
Bichos de água Arraia Todos Todos Todos
Bagre Oxalá Oxalá Lissa (Oxalá)
Camarão vermelho Iemanjá, Oxum
Caranguejo Todos Todos Todos
Cavalinha Oxum Oxum
Lula e assemelhados Todos Todos Todos
Peixe de pele Todos Todos Todos
Peixe vermelho Iemanjá
Nanã Nanã Nanã
Sardinha Oxalá, Obaluaiê Todos
Sangue, miúdos Fígado Iansã, Ossaim
Miúdos em geral Iansã, Nanã
Rabada Xangô
Sangue Todos Todos Todos
Tutano Nanã
Outros Mel Oxóssi, Logunedé
Alimentos de origem vegetal Ketu Ijexá Jeje
Orixá Orixá Vodum
Abóbora Iansã todos Todos
Abacaxi Obaluaiê Obaluaiê Sapatá (Obaluaiê)
Abobrinha Bessém (Oxumaré)
Amendoim Oxumaré
Banana-d’água Oxóssi Legba (Exu)
Banana-figo Iemanjá
Banana-maçã Oxóssi
Banana-prata Oxóssi, Obaluaiê
Batata-doce Oxumaré Bessém (Oxumaré)
Berinjela Nanã
Beterraba Nanã, Iansã Legba (Exu)
Cachaça Exu, Oxalá Exu, Oxalá Lissa (Oxalá)
Cajá-Manga Oxóssi, Ogum Todos Todos
Cana Exu, Ogum
Carambola Oxóssi
Coco Oxóssi, Ossaim Oxóssi
Dendê Oxalá Oxalá Lissa (Oxalá)
Feijão fradinho Oxum, Iansã, Oxumaré Oxum,Iansã Oxum
Feijão “mulata gorda” Oxóssi
Feijão preto Ogum
Folhas em geral (alface, salsa, etc.) Oxóssi, Ossaim Oxóssi,Ossaim Odé (Oxóssi), Agué (Ossaim)
Frutas ácidas ( limão, etc.) Exu Exu Legba (Exu)
Fruta-do-conde Bessém (Oxumaré)
Fumo de rolo Ossaim Ossaim
Grão de bico Bessém (Oxumaré)
Inhame Ogum, Iemanjá Ogum
Manga-espada Ogum Ogum, Logunedé
Melancia Obaluaiê
Milho vermelho Oxóssi, Ossaim Oxóssi Odé (Oxóssi)
Milho derivados (fubá, etc.) Oxóssi Oxóssi Odé (Oxóssi)
Milho, pipoca Obaluaiê, Oxumaré Obaluaiê, Nanã Bessém (Oxumaré)
Mostarda, folha de Obaluaiê
Oiti Oxóssi
Polvilho Oxum
Sapoti Exu
Taioba Obá
Tangerina Oxóssi Todos
Tapioca Oxum
Uva branca Iemanjá
Uva preta Nanã

Este quadro foi montado a partir de dados recolhidos em 13 terreiros jeje-nagô, mas não pretende dar conta da totalidade das proibições possíveis. Haja vista a relativa autonomia das casas de santo, é bem provável que outra pesquisa de campo, em novos terreiros, possa permitir acrescentar outras tantas quizilas alimentares de filhos de santo. Aqui foram apenas retiradas informações convergentes fornecidas por iniciados das diversas casas, como primeira etapa de ordenação das proibições alimentares. A equivalência dos nomes dos voduns jejes com os orixás nagôs foi estabelecida baseando-se em Araújo (1984, p.40).

(Culto aos Orixás, Voduns e Ancestrais nas Religiões Afro-brasileiras, 2004, p.190/193)