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Estar no Templo

Muitas rochas eu escalei
Muitas colinas eu conquistei
Tenho visto muitas residências antigas
Em muitas cavernas eu entrei
Mas, em nenhuma como as pedras do magnifico Olúmo
Um bastião de granito maciço
Voando alto em direção ao azul gelado do Céu.
Sorrindo e brilhando em cima do rio Ogun
E da antiga cidade de Abeokuta, sudoeste da Nigéria.

Olumo templo 1

Templo do Òrìşà Olúmo, Abeokuta – Nigéria. A centenas de metros de altura.

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A citação acima é para mostrar que não importa onde o Templo que você frequenta se localiza, ele é sagrado, ele é repleto de silêncio, de energia, de ase e de aprendizado. As pessoas devem se respeitar, deveriam se ajudar, deveriam se alegrar com as vitórias conquistadas por seus pares, afinal todos estão buscando algo parecido – vitória!, elogiar e rezar por seu sacerdote, pois, ele é o veículo que os seres celestiais usam para poder chegar a você.

Quando você entrar no seu Templo na próxima vez, tente se lembrar desse texto, ele faz parte dos ensinamentos de meu Ọbaalá Oluwo Olorí Ợbàtálá Efún Awo Peju Ifáşina Ifárunolá Ifábajo Awoyade Adesanya, Willer De Almeida. e da reflexão da Ìyálóde Erelú Iya Osún Funké, Iyanifá Fún Mi Lợla do Ilé Ègbé Efúnlàsé Ògbóni Ifá ati Ợbàtálá.

Odé Ợlaigbo

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Templo é local exclusivo para fazer e cumprir ritual de forma impecável. É local sagrado!
É o espaço tridimensional físico mais sagrado que possuímos. O Templo é o local onde nos sentimos em união com o alto. É o lugar onde Deus deve ser honrado, adorado, louvado e servido.
Adentrar ao Templo significa que se está penetrando o local mais oculto de si mesmo: representação viva do que cada um é.
O ser esclarecido e espiritualizado entra no Templo consciente de que está caminhando dentro de si mesmo. Local onde busca por virtudes, valores e mudanças em todas as dimensões.
Estar no Templo, é estar conectado com o alto, é estar em sintonia com Deus (Òlódùmarè) e consigo mesmo. Olhos fechados, corpo sereno, mente acalmada, esvaziamento. As portas do coração estão abertas para ouvir aquele que fala no silêncio: Deus (Òlódùmarè).
O Templo é o espaço preparado para que a conexão com o alto seja possível, mas para que isso aconteça, é preciso que o ambiente esteja harmonioso, organizado, limpo e o silêncio é primordial. É preciso que o respeito se faça presente, que a conscientização do que realmente significa estar num templo seja plena. É estar em busca da elevação espiritual, se conectando, se entregando, se purificando e se fortalecendo.
O Templo funciona como uma antena catalisadora, por isso tem maior concentração de energias, e por esse motivo fica muito mais fácil a conexão com o alto. Esta energia concentrada dentro do Templo, funciona como uma teia, onde somos peças fundamentais para o bom funcionamento. Se um de nós se desestabiliza e balança, toda a estrutura balança junto. Por isso, precisamos vigiar para que possamos afastar imediatamente o foco da desarmonia. Precisamos zelar pelo equilíbrio e harmonia dessa energia, manipulada no nosso Templo.
Precisamos ter a consciência do que buscamos e do que queremos. Quando escolhemos fazer parte de um Templo, significa que estamos conscientes de que faremos parte de uma egrégora energética em que cada um é responsável pelas suas próprias escolhas e que arca com suas consequências.
A frequência ao Templo nos dá uma perspectiva mais clara e um senso de propósito, além de nos sentirmos em paz e perto de Deus quando estamos lá.
Por vezes, nossa mente está tão atormentada por problemas e há tantas coisas que demandam nossa atenção ao mesmo tempo, que simplesmente não conseguimos pensar nem ver com clareza. No Templo, a poeira das distrações parece assentar-se, a neblina e as sombras parecem dissipar-se e conseguimos ver coisas que antes não conseguíamos e achar saídas até então desconhecidas para nossos problemas.
Entrar no Templo é entrar no lugar mais sagrado do Universo.
Devemos o devido respeito e importância. Cada um entra no local sagrado exatamente da forma em que se dá importância.
O Templo deve ser respeitado! É inaceitável um comportamento inadequado dentro do Templo que representa a união do Homem com o Universo.

Bibliografia:

Adaptado por Erelú Iya Osún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá

– Vários sites sobre o assunto
– Goswami, Amit, O Universo Autoconsciente, como a Consciência Cria o Mundo Material, tradução: Ruy Jungmann.
http://www.efunlase.com

Foto: http://naijatreks.com/wp-content/uploads/2013/11/Naijatreks_Olumo2.jpg

Rio de Janeiro celebra 451 anos com atrações para todos os públicos

Programação inclui teatro, música, exposições e eventos infantis.
Entre os destaques, peça de Fernanda Torres e show d’A Cor do Som

Do G1 Rio

Museu do Amanhã foi inaugurado neste sábado para o público (Foto: Lívia Torres/G1)O Museu do Amanhã é um dos locais que terão programação pelo aniversário do Rio (Foto: Lívia Torres/G1)

O Rio de Janeiro completa 451 anos nesta terça-feira (1), mas os festejos se estenderão pelo fim de semana seguinte: o Circuito Cultural Carioca, idealizado pela Secretaria Municipal de Cultura, levará mais de 30 atrações com entrada gratuita ou a preços populares, para diversos pontos da cidade. São shows, apresentações de teatro e dança e exposições, além de diversas atrações para a criançada.

Entre os destaques estão a apresentação da peça “A Casa dos Budas Ditosos”, estrelada pela atriz Fernanda Torres, em Madureira, um show do baluarte da Mangueira Nelson Sargento, na Penha, e uma exposição sobre a história da cidade, no Museu de Arte do Rio. Também faz parte da programação o mais recente trabalho de Matheus Nachtergaele para os palcos e o monólogo inspirado em textos do escritor e jornalista Xico Sá.

Grandes figuras da cultura carioca serão reverenciadas: a cartunista Nair de Teffé serve de fio condutor para exposição do artista Raul Leal sobre os processos de aceitação e exclusão das manifestações artísticas. O sambista Moreira da Silva, o Kid Morengueira e seu inconfundível samba de breque estão no repertório da cantora Luciana Coló, que faz show a R$ 1. Expressões urbanas cariocas como o funk melody e o passinho estão na programação das Arenas Cariocas, na Pavuna e na Penha.

Em Santa Teresa, não faltam opções para as crianças: tanto o Centro Cultural Municipal Laurinda dos Santos Lobo quanto o Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas têm ampla programação.

TEATRO
CAMARÃO AZUL. Peça futurista sobre uma experiência quântica realizada dentro de uma cápsula espacial com um agente de segurança do governo. Ele vive situações inusitadas e seu comportamento definirá se ele é fiel ao juramento de sacrificar-se ao extremo pelo seu país. Com a Cia. Teatral Fala Baixo que O Breno Está Dormindo,  Zeca Richa e Nelson Yabeta. Texto e direção de Rogério Blat. 14 anos. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa). Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h30. R$ 30.

A CASA DOS BUDAS DITOSOS. Depois de reabrir o Teatro Municipal Ziembinski, a peça chega à Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira. Dirigido por Domingos Oliveira, o monólogo é inspirado no livro homônimo do escritor João Ubaldo Ribeiro. Em cena, Fernanda Torres dá vida a uma senhora baiana que relembra grandes momentos de sua vida sexual, levando o público a rir e a refletir sobre o moralismo e os costumes. 18 anos. Arena Carioca Fernando Torres (Rua Bernardino de Andrade 200, Madureira). Sexta (4), 20h. R$ 20.

CHABADABADÁ – MANUAL PRÁTICO DO MACHO-JURUBEBA. As crônicas do escritor Xico Sá inspiram o monólogo no qual o ator Marcos França interpreta o radialista Francisco Reginaldo, que dá conselhos amorosos e conta suas aventuras e desventuras, ao som de canções de Wando. Direção de Thelmo Fernandes. Direção musical de André Siqueira. Com Marcos França. 12 anos. Teatro Ipanema (Rua Prudente de Moraes 824 A, Ipanema). Sexta a domingo, às 20h. R$ 40.

Ator Matheus Nachtergaele (RJ) abre festival com o espetáculo solo 'Processo de Conscerto do Desejo' (Foto: Divulgação/Marcos Hermes)Matheus Nachtergaele apresenta Conscerto do
Desejo (Foto: Divulgação/Marcos Hermes)

CONSCERTO DO DESEJO. O nome do espetáculo é assim mesmo, com “s” e “c”. Poucas palavras se confundem tanto em nossa língua quanto “concerto” e “conserto”. As duas palavras se mesclam vertiginosamente neste monólogo existencial estrelado por Matheus Nachtergaele. Ao lado de Luã Belik (violão) e Henrique Rohrmann (violino), o ator leva ao palco poemas escritos por sua mãe, Maria Cecília Nachtergaele, que morreu em 1968, quando ele tinha apenas 3 anos. 16 anos. Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto (Rua Humaitá 163, Humaitá). Sexta a domingo, 20h30. R$ 40.

NADA MENOS QUE MUITO. A peça celebra os seus 10 anos de carreira do dramaturgo carioca Jô Bilac. Com direção e adaptação de Roberto Lima e Dudu Gama, a montagem explora a temática da cidade, com um aspecto comum em todas as histórias: o homem contemporâneo atravessado por suas neuroses, medos e desejos. Com Alda Pessoa, Araci Breckenfeld, Fernanda Báfica, Mariana Queiroz e elenco. 16 anos. Teatro Municipal Maria Clara Machado (Rua Padre Leonel Franca 240, Gávea). Sábado e domingo, 19h30. R$ 20.
OITO DE MARÇO. História da greve que as operárias de uma fábrica de tecidos em Nova York fizeram pela redução da jornada de trabalho. Violentamente reprimidas, as operárias acuadas refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857 os patrões, com ajuda da polícia, trancaram as portas da fábrica e atearam fogo ao prédio, matando 129 tecelãs. Durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910, na Dinamarca, a data do massacre foi consagrada como o Dia Internacional da Mulher. Texto e direção de Gilson de Barros. Com Hebe Cabral, Joelma de Paula, Dâmaris Grün, Rita Grego, Dani Rougemount, Rosana Reategui, Márcia Valéria, Eunice Simeão, Marcos Hamelin e Gilson de Barros.14 anos. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa). Domingos, às 16h. R$ 30.

RIOS DE POESIA. Para celebrar os 451 anos do Rio, o Grupo de Teatro da Arena apresenta o espetáculo Rios de Poesia. Livre. Arena Carioca Abelardo Barbosa Chacrinha (Rua Soldado Elizeu Hipólito 138, Guaratiba). Domingo (6), 16h. Grátis.

COISAS DE BRECHÓ. Com supervisão de Amir Haddad, a peça propõe ao espectador uma verdadeira viagem no tempo. Com canções ao vivo e  ação cênica, esta comédia musical presta tributo a artistas como Roberto Carlos, Nélson Ned e Odair José, fazendo um resgate da música romântica brasileira. Direção, concepção e roteiro de Fátima Bernardes Leite. Com Fátima Bernardes Leite, Paola Castilho, Osvan Costa, Cláudio Xerez, Ernesto Rios, Yan Guimarães e Rodrigo Borba. 18 anos. Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon). Sexta (4) a domingo (6), 20h. R$ 40.

SHOWS
BAILE DA CIDADE MARAVILHOSA. A Arena Abelardo Barbosa Chacrinha (Rua Soldado Elizeu Hipólito 138, Guaratiba) promove um baile carnavalesco pra celebrar os 451 anos do Rio. 16 anos. Arena Carioca . Sábado (5), 20h. Grátis.
CIRCUITO SAIDEIRA MUSICAL. A cantora Eliana Pittman sobe ao palco do Centro da Música Carioca Artur da Távola (Rua Conde de Bonfim 824, Tijuca) para noite de jazz e bossa-nova na sexta (4), às 19h30. No mesmo dia, a cantora  Luciana Coló homenageia Kid Morengueira e o samba de breque, às 18h, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Rua Luís de Camões 68, Centro), e repete a dose sábado (5), às 19h30, no Centro da Música Artur da Távola. R$ 1.

A COR DO SOM. Sucesso absoluto de público nos anos 70 e 80, o grupo está de volta com sua formação original. Pioneiro na fusão de ritmos brasileiros com a linguagem do rock, o grupo de Mú Carvalho (teclados), Dadi (baixo e guitarra), Armandinho (guitarra, bandolim e guitarra baiana), Gustavo Schroeter (bateria) e Ary Dias  (percussão) apresenta sucessos como “Zanzibar”, “Beleza Pura”, “Menino Deus”, “Semente do Amor” e “Abri a Porta”, entre outras. 16 anos. Imperator – Centro Cultural João Nogueira (Rua Dias da Cruz 170, Méier). Sexta (4), às 21h. R$ 60.
CURVEX. O grupo reúne cantoras, musicistas e compositoras de diferentes lugares do Brasil. No repertório, músicas próprias e releituras inusitadas. Com Adriana Soares (guitarra), Ana Sucha (bateria), Clara Valente (piano), Tamara Janson (baixo), Fernanda Vaz (flauta) e Gisa Pithan (violão). Na voz, Lica Tito, Luciane Dom, Mari Blue, Roberta Spindel, Vanessa Longoni e Dani Calazans. Livre. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa). Sábado (5), 17h. Grátis.
LINIKER. Projeto musical que conecta a black music e o soul à música contemporânea brasileira, com composições autorais em português que trazem como tema central as relações e o amor. Com arranjos que mostram uma guitarra funkeada, baixo, bateria swingada e sopros, Liniker apresenta as músicas dançantes de seu EP de lançamento, “Cru”. 16 anos. Imperator – Centro Cultural João Nogueira (Rua Dias da Cruz 170, Méier). Sexta (5), 21h. R$ 50.
LOGARITMO INSTRUMENTAL. Com uma sonoridade que vai do samba de partido alto até o jazz, passando por ritmos latinos, baião e frevo o grupo embala o público com Guilé Santos (baixo), Will Marinho (sax), Otávio Carvalho (teclado), Luiz Janela (guitarra), Daniel Novais (bateria) e Kaká Nomura (percussão). Livre. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa). Domingo (6), 17h. Grátis.

LUCAS & ORELHA. Dentro da programação do projeto Jovens Tardes, a dupla Lucas & Orelha apresenta seu funk melody. Livre. Arena Carioca Jovelina Pérola Negra (Praça Ênio s/nº, Pavuna). Domingo (6), 18h. Grátis.

NELSON SARGENTO. O baluarte mangueirense celebra os 90 anos com uma turnê que celebra um dos maiores nomes do samba carioca. Na companhia do grupo Galo Preto, revisita sucessos de Cartola e outros grandes nomes.Participação especial de Pedro Miranda. Livre. Arena Carioca Carlos Roberto Oliveira – Dicró (Parque Ary Barroso, Penha). Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h. R$ 20.

DANÇA
NOSSA BOSSA NOVA GENTE. A Cia. de Ballet do Rio de Janeiro apresenta espetáculo inspirado na história da bossa nova e seus expoentes, como Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Nara Leão, Ronaldo Bôscoli, Baden Powell e muitos outros. Livre. Imperator – Centro Cultural João Nogueira (Rua Dias da Cruz 170, Méier). Domingo (6), 19h. R$30.

SWING ON SUNDAYS NO CASTELINHO. O grupo Rio Hoppers se dedica a divulgar e desenvolver a swing dance no Rio, com professores, performers e organizadores que reverenciam a cultura afro-americana dos anos 20 aos anos 40. O grupo oferece aulas gratuitas de nível iniciante, seguidas de baile. Para praticar e desfrutar o domingo com dança e música. Livre. Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo (Rua Dois de Dezembro 158, Flamengo). Domingo (6), 14h. Grátis (sujeito a lotação).

EXPOSIÇÃO
CALUNGAS. O gravurista Marcos Varela apresenta parte da série Calungas, desenvolvida a partir de 2013. Entre os vários significados da palavra, além de bonecos do maracatu nordestino, encontramos também: “pessoas de tamanho reduzido, pessoas pequenas e por extensão, pessoas não importantes”. O título remete tanto às pequenas dimensões das xilogravuras como às figuras, que são traçadas em gestos expressivos e precisos, onde o insólito se revela de maneira direta e sintética. Abertura no domingo (6). Livre. Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo (Rua Monte Alegre 306, Santa Teresa). Terça a domingo, das 10h às 19h. Grátis.
CARLOS SCLIAR – DESENHOS DE GUERRA. Nesta retrospectiva, o gravurista e pintor que aliou a geometria às naturezas mortas apresenta uma faceta menos conhecida de sua produção. Combatente da Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra, Scliar fez uma série de desenhos sobre a sua participação no conflito. Livre. Memorial Municipal Getúlio Vargas (Praça Luís de Camões s/nº). Terça a domingo, 10h a 17h. Grátis.

FERNANDO LINDOTE: TRAIR MACUNAÍMA E AVACALHAR O PAPAGAIO. Exposição com cerca de 180 obras do gaúcho Fernando Lindote. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Clarissa Diniz e Leno Veras, a mostra, traz desenhos, ilustrações, pinturas e esculturas do acervo e autoria de Lindote  e também assinadas por outros artistas, como J. Carlos, Albert Eckhout, Victor Brecheret, Maria Martins e Glauco Rodrigues. O ponto de partida da mostra é o início da experiência de Lindote como aluno do cartunista Renato Canini (principal ilustrador brasileiro do personagem da Disney Zé Carioca). Livre. Museu de Arte do Rio. Terça a domingo, das 10h às 18h. R$ 10.

NADA ACABARÁ, NADA AINDA COMEÇOU. O artista Raul Leal utiliza na exposição material ligado a eventos músicais ocorridos no Palácio do Catete e no país, tendo a figura de Nair de Teffé como fio condutor. Traçando paralelos entre esses eventos, criando atritos e conexões, a mostra não pretende exibir respostas, mas sim criar perguntas e questionamentos. Serão apresentados trabalhos em pintura, texto e vídeo, formando uma instalação que ocupará todo o espaço da galeria do centro cultural. Livre. Centro da Música Carioca Artur da Távola (Rua Conde de Bonfim 824, Tijuca). Terça a domingo, das 10h às 18h. Grátis.

PASSEIO DAS BARATAS. E se pudéssemos olhar o mundo com outros olhos, muito, muito antigos? E se este outro olhar nos permitisse ver a nós mesmos de um modo muito diferente? E se o tempo deixasse de ser uma preocupação? Os artistas do coletivo Superflex convidam os visitantes do Museu do Amanhã para uma aventura inusitada pelos espaços do Museu, na qual a exploração dos Amanhãs possíveis é feita a partir da perspectiva de um bichinho que costuma nos pregar grandes sustos, mas que já assistiu os dinossauros chegarem e partirem, e compartilha conosco a capacidade de viver em todos os lugares do planeta. Livre. Museu do Amanhã (necessário agendamento).  Sábado (5) e domingo (6), às 11h e às 15h. R$ 10.
PASSINHO CARIOCA – O REGISTRO DE UMA HISTÓRIA. Na exposição de fotografias, o público pode ver fotos de meninos e meninas das favelas do Rio que dançam e representam o “Passinho”. Os registros foram feitos pelos fotógrafos Douglas Jacó e Thiago de Paula, ex-alunos do Curso de Fotografia da Central Única das Favelas (Cufa). Livre. Arena Carioca Carlos Roberto de Oliveira – Dicró (Parque Ary Barroso, Penha). Terça a sexta, 13h às 21h. Sábados, domingos e feriados, 10h às 21h. Grátis.

O POEMA INFINITO DE WLADEMIR DIAS-PINO. Com curadoria de Evandro Salles, a mostra reúne mais de 800 peças entre livros, cartazes, objetos, fotografias, desenhos, vídeos e instalações para contar a história de quase 90 anos de Wlademir Dias-Pino – seus diversos focos de trabalho, a atuação política na fundação da Universidade da Selva (hoje Universidade Federal do Mato Grosso) e a intensa atividade como teórico do design e programador visual. Abertura no dia 1º de março, às 16h, com a presença do artista para uma conversa. Livre. Museu de Arte do Rio. Terça a domingo, das 10h às 17h. R$ 10.

RIO SETECENTISTA, QUANDO O RIO VIROU CAPITAL. Exposição que traça um panorama das transformações ocorridas durante o século 18, época em que cidade se tornou a capital do Vice-Reino do Brasil. A descoberta das minas de ouro no país, as invasões francesas, a execução de Tiradentes são momentos fortes desse processo e estarão retratados na exposição. São cerca de 700 peças – incluindo vasta documentação, objetos da época, ilustrações, pinturas, artefatos religiosos e obras de arte contemporânea. Livre. Museu de Arte do Rio. Terça a domingo, das 10h às 17h. R$ 10.

TIRADENTES CULTURAL – A primeira edição de 2016 comemora as águas de março que fecham o verão. Contaremos com performance dos alunos da escola de dança do CCC, Trio Lu Fogaça, artistas da distribuidora Descole Música, DJ, Oficina de máscara com sucata e a feira gastronômica com produtos de até 22 reais. Livre. Praça Tiradentes. Sábado (5), 14h às 21h. Informações em facebook.com/tiradentescultural.

INFANTIL
BAÚ DE BRASIS. Espetáculo infantil de contação de histórias musicadas sobre o folclore brasileiro. O espetáculo alia teatro, história e canções, com instrumentos tocados ao vivo (violão, clarineta e percussão). Com Lídia Quadros (cantora, instrumentista e atriz), Marcelo Santana (ator e diretor) e Daniel Mariano (violonista). Livre. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa). Domingos, ao meio-dia. Grátis.

ERA UMA VEZ – BEBÊS. Acreditando que os bebês são capazes de se relacionar com diferentes propostas culturais, a mediadora Roberta Consort realiza sessões de leitura de histórias para bebês de três meses a três anos de idade, incentivando a participação dos adultos para familiarizar as crianças com a literatura. Direção, criação e concepção artística de Roberta Consort. Narração de Roberta Consorte. Livre. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa). Sábados (5 e 19), às 10h. R$ 20.

MIGUEL, O INVISÍVEL. Encerrada a temporada de Leituras Dramatizadas, a produtora Portal 44 apresenta a peça “Miguel, o Invisível”. Com uma linguagem leve, coloquial, o texto aborda o universo infantojuvenil, com temas atuais como o buylling e a diversidade sociocultural. No elenco, jovens talentosos como Miguel Arraes, Karize Brum, Anna Rita Cerqueira, Lucas Cotrim, Vitor Navega Motta e Caio Lucas, entre outros. 10 anos. Teatro Municipal Gonzaguinha.

NEIDE KOCCA. No espetáculo, a atriz, contadora de histórias e arte educadora Neide Kocca vem agregando música do universo infantil à contação de histórias de forma harmônica e divertida, possibilitando aos ouvintes sentir importantes emoções como o bem-estar, o encantamento, a alegria e curiosidade, vividos profundamente a cada narrativa. O evento faz parte do Domingo das Crianças. Livre. Centro da Música Carioca Artur da Távola. Domingo (6), 16h. R$ 20.

ORFEU, O MENINO QUE SONHAVA EM SAMBA. Com direção musical de Rildo Hora, o espetáculo infantil é uma releitura do mito grego adaptada para o universo do samba, na qual Orfeu decide escrever um samba onde declara seu amor à menina Eurídice, mas a inspiração o abandonou. Para piorar, seus melhores amigos estão com ciúmes e sua família não consegue entender sua falta de criatividade. Mas uma borboleta mágica vai ajudá-lo trazendo para os sonhos do menino três grandes nomes do samba, três anjos que vão inspirá-lo. E, ao descobrir que Eurídice está doente, Orfeu vai enfrentar muitas aventuras até reencontrar-se com a amada. Texto e direção de Andréa Cevidanes. Com Aron Costa, Felipe Arouca, Fernando Fernandes, Isabela Rangel, Lucas Ferraz, Mariah Dantas, Rafael Lima, Fernanda Cezar e Nelson Borges. Livre. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa). Domingo (6), 11h. R$ 30.

PAMONHA E PANACA. Dois amigos inseparáveis, sem rumo na vida, travam uma disputa: um quer ser melhor que o outro. Nesse duelo cômico, eles desenvolvem um relacionamento absurdo, onde impera o individualismo e o imediatismo, agravando a situação. A peça é uma crônica burlesca sobre o comportamento humano no exercício do poder, por menor que ele seja. Em cena, Ricardo Blat e Nelson Yabeta incorporam dois palhaços que tentam sobreviver sem esforço. Texto e direção de Rogério Blat. Livre. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa). Sábado, 16h. R$ 30.

PALAVRA VIVA. O grupo Manguinhos Em Cena conta histórias teatralizadas e estimula o hábito da leitura em crianças e adolescentes. Apresentando autores nacionais às crianças e aos adolescentes, o grupo perpetuaa tradição da transmissão oral. Livre. Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo (Rua Monte Alegre 306, Santa Teresa). Sábado (5) e domingo (6), 15h. Grátis.

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https://ileaxeoxolufaniwin.wordpress.com

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Não olhe para mim como uma mulher sensual, que ri e se diverte bebendo champanhe.

Não olhe para mim como uma mulher de muitos homens que favorece seus caprichos e esconde sua verdadeira intenção.

Não olhe para mim como uma cúmplice de seus desequilíbrios e testemunha de sua ignorância quando atentas contra a Lei Maior.

Não olhe para mim pensando que eu venho a pular de alegria com o seu ego, quando eu venho é para trabalhar.

Não olhe para mim como uma mulher de palavras ruins, quando sua boca é dominada por emoções que não sabes enfrentar.

Não me veja como um espírito feminino que gosta de se vestir de mil cores, porque eu não me importo com aparências, sou o que sou.

Não confunda o seu entusiasmo em querer chamar a atenção com a minha personalidade.

Não olhe para mim à procura de pretextos para atrair alguém que lhe interessa, não estou para brincadeiras sexuais travestidos de suposta sensualidade.

Não olhe para mim com a cara de fome, oferecendo sacrifícios de animais em troca de favores efêmeros e infantis. Não bebo sangue, o animal não me interessa, não sou das trevas, sou da luz trabalhando para Deus na escuridão…

Não olhe para mim pensando que sua loucura e descontrole ao incorporar é a minha suposta manifestação. Aprenda que é você o responsável por obter e manter suas emoções ocultas no dia-a-dia.

Não olhe para mim supondo que eu vim para mostrar minha beleza. Eu não sou uma boneca de pano para a qual você pode vestir como quiser. Eu vim para trabalhar, não para competir contra estupidez.

Não olhe para mim como um produto que você vende para os iludidos, procurando tirar dinheiro de seus caprichos, desespero e desequilíbrios. Eu sou um instrumento divino, que não tem valor monetário. Faço caridade, não negócios.

Não olhe para mim como uma ex-prostituta, ou uma mulher de má fé. Sou um ser que trabalha nas trevas, a favor de Deus, pois assim ele desejou, não pelo que eu fui.

Não olhe para uma Pomba-gira supondo ser uma mulher de Exu, e que tem um filho que se chama Exu Mirim. Somos mistérios separados trabalhando pelo bem da humanidade.

Não olhe para uma Pomba-gira como um espírito que depende de sangue, de bebida, anéis, braceletes, vestidos, maquiagem, perfume, sapatos, etc., etc.… Não sou marionete de teu ego, nem de tua mediocridade. Não vim para adornar seu corpo, como se você fosse um manequim. Estou aqui para demonstrar a simplicidade e determinação do Criador em suas ações.

Não olhe para uma Pomba-gira como uma degustação de milagres baratos que se pagam com lágrimas e gritos de animais sangrado entre falsos centros e falsos espíritos… O melhor milagre é que despertes do sonho do carnaval profano que chamam de gira ou sessão, e se volte para a realidade onde a Lei Maior e a Justiça Divina trabalham a favor da humanidade.

Pomba-gira é um instrumento de Deus, um mistério que executa as ações da Justiça Divina.

Pomba-gira não é o escândalo que se veem nas manifestações de alguns médiuns ególatras mergulhados na ilusão
Pomba-gira vai além da aparência. Estende-se à vontade do ser humano, à vontade do Criador, no estimulo da evolução, da expansão de consciência, da maturidade mental e emocional…
Pomba-gira transita pelas trevas lutando contra seres que perturbam a Luz.

Pomba-gira merece respeito, por isso venho hoje passar essa mensagem.
Para que pares, reflitas e olhe ao seu redor e pergunte:

O que você faz com a sua Fé?
Um circo de ignorância ou uma demonstração de respeito pela religião?

Pomba-gira Maria Padilha

Esta é a minha escola, essa é a minha fonte.
Foi daqui que eu vim.
Da verdade e da luz.

Recebido espiritualmente por J.U.
Retirado do site Umbanda Sagrada e traduzido por Peterson Danda.

https://ileaxeoxolufaniwin.wordpress.com

Casa de Santo

Muito interessante. Este documentário realizado já em 2005 registra as Nações de Candomblé em Maragojipe, no Recôncavo Baiano. Excelente trabalho de Antonio Pastori.

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Este trabalho retrata a forma como  Ợbàtálá é cuidado em uma determinada região nigeriana (Osogbo), não é uma fonte que deva ser levada ao pé da letra, uma vez que o escritor informa-nos que pode haver e há diversas formas de se cuidar dessa divindade.
Mostraremos uma forma/aspecto de se cuidar de Ợbàtálá relatada pelo escritor denominado abaixo.
As duvidas, queixas e/ou qualquer tipo  de discordância devem ser direcionadas ao escritor, que tem seu blog ativo na Web.
http://www.gbawoniyi.com/Articles.html
As anotações em negrito são de minha autoria.

Ire Alaafia.

Odé Ợlaigbo

Por Oloye Aikulola Iwindara Fawehinmi, Gbawoniyi de Osogbo, Estado Osun.

 

 

Ợbàtálá também conhecido como Ọbanlá (O Grande Rei), Òrìșàlá (A Grande divindade), Óòşààlá Òsèèrèmagbò e Òrìşà Igbowuji, é uma divindade de suma importância dentro da cultura yorùbá. Sua presença se estende por todas as terras yorùbá da Nigéria a Republica do Benin na África ocidental e também na diáspora yorùbá que inclui países como Brasil, Cuba, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, Porto Rico, Panamá, México, Espanha e até a Inglaterra.

O conceito de que a divindade (Òrìşà) Ợbàtálá é quem cria a essência da hierarquia está baseada em anos de idade e responsabilidade. Ele é um òrìşà completo, e simples em alguns atributos físicos ou iconográfico, ele vê muitos aspectos da experiência humana e ajuda-nos a solucionar os problemas mundanos dos seres humanos.

Ợbàtálá é a divindade yorùbá da criação dos seres humanos desde o princípio e até hoje no ventre da mãe grávida cuja mão é necessária para criar a obra de arte que está dentro desse corpo. A parte mais importante do corpo que Ợbàtálá cria é o Ori, que representa, além da consciência e da mente do indivíduo, contém o destino que é entregue por Àjàlá Mopin, aquele que molda os destinos no Ợrùn antes de alguém nascer.
Diz-se que é Ògún quem provém os ossos durante o ato da criação de Ợbàtálá quando o feto se forma. Mulheres que querem filhos pedem ajuda a Ợbàtálá, como primeira ou última opção. E seus sacerdotes muitas vezes usam água límpida de seu pote de barro chamada de ‘Awe’, que é sempre encontrada ao lado de seus ícones sagrados em seu Ojugbò. Essa água que nesse momento tem que ser chamada de agbo, ou medicina, é bebida para curar infertilidade, prevenir enfermidades, a morte repentina de filhos e inclusive para conseguir o desenvolvimento espiritual e econômico.

Em seu aspecto criador de seres humanos Ợbàtálá também é o òrìşà patrono de pessoas chamadas “Eni Òrìşà”, ou pessoas de Ợbàtálá. Estas incluem os Albinos, Corcundas, portadores de necessidades especiais e anões. Todas as pessoas que nascem diferentes estão sob sua proteção. É Ợbàtálá que na cultura yorùbá nos ensina a respeitar as pessoas que são diferentes ou que tem necessidades especiais,

Durante a criação dos primeiros seres humanos, diz-se que foi Ợbàtálá quem os moldou com barro, depois de muitas horas de trabalho. Ele bebeu o sumo da palma sagrada (Òpę) quando não havia água limpa perto dele e a sede era grande. Porém, passadas algumas horas com o sol forte, o sumo atuou em sua mente e alguns corpos fabricados nesse período começaram a se deformar. Quando ele ficou bom da embriagues, Ợbàtálá, percebeu seu erro e com muito remorso prometeu nunca mais beber vinho de palma, “Emu òpẹ” e tornou isso tabu para todos os seus filhos até hoje.

Esse conto também nos revela que Ợbàtálá é o pai, de uma forma ou de outra de todos os seres humanos criados.
Ele também tem um aspecto feminino, não somente por meio de sua esposa principal Iyemoo. Porém, o mais interessante, é que são as mulheres que fazem obras de arte utilizando o barro na cultura yorùbá. Ợbàtálá está intimamente ligado a fertilidade e a concepção, algo que é especialidade das mulheres sacerdotisas nas terras Yorùbá.
Não é tão difícil de ver que no ato sexual os casais o sêmen é o representante criativo de Ợbàtálá em sua brancura. O liquido do igbin também tem semelhança com o sêmen e é utilizado para apaziguar e refrescar divindades e até seres humanos.

Um de seus nomes de louvor “Alábáláse”, o dono do desejo e de sua manifestação, nos ensina que para poder criar Ợbàtálá utiliza todos os seus poderes.
É dito que em sua mão direita está o poder de manifestar ideias ou ‘aba’, enquanto que em sua mão esquerda está o poder da habilidade de manifestar ideias e desejos, ou, Ase.
Ele é uma divindade a quem se ora para ter a habilidade de manifestar o que alguém deseja em seu aparato divinatório, o Eerindilogun, que rapidamente manifesta previsões e é chamado de Òòșà, em honra a ele como a maior das divindades.
Como pai de todos os irunmolè (as divindades em sua pluralidade), ele é um líder respeitado por sua idade e Ợbàtálá tem o poder da liderança imparcial e da paciência.

A origem do culto de Ợbàtálá, que é venerado hoje em dia em todas as partes do mundo, começa em terras yorùbá, cuja grande parte se encontra, no que é hoje a Nigéria e também na Republica do Benin e Togo. Ainda que Ợbàtálá seja uma divindade que existiu antes da criação da Terra em nossa tradição religiosa, Ợbàtálá teve várias encarnações terrenas, exemplos se veem nas maneiras como Ợbàtálá é venerado em diferentes povos onde houve encarnação como Ìrànjé Ile, Ìrànjé Oko, Ifọn, Éjìgbò, Ikire, Owu e etc.
Em alguns casos o aspecto de Ợbàtálá sendo venerado em cada povo, está intimamente ligado ao rei e seus súditos. Um exemplo seria Òrìşà Ogìyán ou Òòşà Ogìyán, Ogìyán é um título do rei de Éjìgbò onde essa manifestação de Ợbàtálá se originou. Para òrìşà Ogìyán se oferece carneiro, enquanto que não é costume oferecer esse animal como sacrifício a outros ‘aspectos’ de Ợbàtálá.
Òòşà Olùfọn, o ‘aspecto’ de Ợbàtálá que nasceu na cidade de Ifọn, como quase todos, enquanto òrìşà Oluofin não pode ter nada oferecido que seja derivado da farinha de mandioca.

Ợbàtálá de verdade é um líder de seu próprio panteão dentro da Tradição Religiosa Yorùb. Ele é o representante maior do grupo de divindades chamadas Òrìşà funfun, divindades que usam tecido branco e outros ícones brancos em seus ojugbò ou ìgbà. Tais divindades tem várias relações com Ợbàtálá, alguns são considerados seus filhos. Alguns desses òrìşà funfun incluem òrìşà Oke, divindade das elevações naturais e rochosas onde se encontram rochas enormes como ´”A Rocha Olúmo”, em Abeokuta, ou “Oke Agidan” em Ọyọ ou o “Oke Ibadan”, da cidade de Ibadan. Também nesse grupo do panteão podemos mencionar Òrìșà Oko, Odùdúwà, Ọșóòsì, Iyemoo, Iyewà e também estão associadas Yemọjá, Òsún e outras divindades.

Um mito comum é de que o sacerdote de Ợbàtálá deve viver na pobreza. Isso é devido ao fato de que alguns de seus oriki o mencionam como alguém que ainda prefere mostrar um ‘aspecto’ simples. O fator simplicidade é importante por que mostra ordem, clareza e humildade. Porém, ninguém na cultura yorùbá quer viver na pobreza e até no corpus literário de Ifá e Eerindilogun mostram muitos exemplos de caráter personificado buscando desenvolvimento econômico por séculos atrás.
Ợbàtálá nos ensina simplicidade e limpeza. É também uma divindade da prosperidade, onde mostra que somente uma pessoa com abundância de recursos pode se manter vestida com o mais imaculado branco. Seu tecido branco, algo essencial em seus santuários, mostra pureza do corpo, do espírito e do caráter. Também representa a pureza do caráter que como o tecido branco, é difícil de manter limpo, porém, alguém sempre tem a chance de se purificar.
A bolsa amniótica representa esse tecido branco de Ợbàtálá, chamado de “ala” e um filho que nasce com o ‘ala’ inteiro tem uma relação com Ợbàtálá desde o Ợrùn. Filhos que nascem dentro da bolsa de uma forma ou de outra, pode ser chamado de “Salako”, “Talabi”, “Òòşàtalabi”, ou “Oke” (não se deve confundir com o nome da divindade Òrìşà Oke) e etc.

Diz-se que uma pessoa de idade avançada tem a paciência por que aprendeu a fazer tudo com calma. Babarugbo é o nome que comumente usamos para Ợbàtálá e seus diferentes aspectos.
Ainda que ele tenha a paciência de uma pessoa idosa, quando de verdade ele se irrita demora muito tempo para perdoar.
Em uma parte de seu ‘pípè’ ou poesia usada para chamá-lo se diz:

Oju ekun ina ina ni, Olùwà mi eyin ekun oòrun, eekanna ekun bi o sai pomo nigba Ori karabasa, agba Òòşà ti ba kini ja ti ba kini ja.

Os olhos do leopardo são fogo, meu senhor a costa do leopardo é como o sol forte, as garras do leopardo podem trazer danos horríveis para a cabeça de uma criança, a divindade maior que luta com todos e em todos os lugares.

O sacerdócio de Ợbàtálá tem sua própria hierarquia composta por homens e mulheres que são sacerdotes de Ợbàtálá com título e classificação dentro de seu grupo, em cada cidade.
Em Ile Ife os sacerdotes com classificação mais alta é o atual Obalale. Antes dele, o Obalesun tinha o cargo de líder mais alto dentro do templo de Ợbàtálá em Ife.
Em outras áreas, especialmente Ọyọ, o sacerdote maior de Ợbàtálá é o Aaje e é quase sempre selecionado dentro de uma linhagem especifica e consanguínea. O Aaje Òòşà é parecido com o Mogba Şàngó, no sentido de que ele é o líder mais alto no sacerdócio de Şàngó, porém, não é um adosu (pessoa que tenha tido sua cabeça raspada durante sua consagração) de Ợbàtálá. Porém existe sua cerimônia de instalação e entronização para exercer sua posição dentro do culto de Óòşààlá. Além de Aaje, também existem outros títulos como Ááwa, Ikolaba, Alata, Gbogbo, Ajibodu, Iyaloosa e etc. Em alguns casos também existe um Aare ou Baale de Ợbàtálá conforme a região.

Durante as cerimônias os devotos e sacerdotes de Ợbàtálá podem cair em transe com a divindade e este dirá mensagens para os demais devotos.
O poder divinatório de Ợbàtálá é feito com alguns objetos, como vários tipos de lentes que se chamam ‘awo’ para poder ver o passado, presente e futuro.
Ợbàtálá revela mensagens através de seus Elegun para ajudar a evitar a morte, acidentes, doenças e etc., e dirá o necessário para manifestar o positivo.
Na cidade de Ifọn, durante as festividades, cerimônias e certas ocasiões é dado uma bebida aos seus devotos chamados ‘egun’ que contém um pouco de sangue dos animais que foram oferecidos a Òòşà Olufon, o aspecto de Obatalá dessa cidade. Ao beber a bebida ‘egun’ eles são levados pelo espírito de Ợbàtálá e muitos caem em transe. Também seus sacerdotes podem se concentrar em seu aparato divinatório chamado Eerindilogun ou “Òòşà” para consultar e ajudar as pessoas que buscam ajuda e orientação em suas vidas.
A palavra Òòşà é um derivada de Òòsáálá, outro nome de Ợbàtálá que vem do final dos dezesseis cauwries consagrados para adivinhação. Se dá o nome de Òòşà a esses, mesmo que seja no culto de qualquer outra divindade e ainda que se diga que o primeiro a ter esse aparato divinatório foi Òsún e Yemọjá, dependendo da região, ele é o verdadeiro possuidor por ser o líder das divindades pela sua idade e por ser o pai deles.

As comidas de Ợbàtálá são mais variadas do que muitos imaginam. Porém, entre os mais típicos que lhe oferecem estão:
O egbo (feito com milho branco), iyan (purê de inhame), obe ate (um guisado que é feito com semente moída de bara, um melão especifico da África), ekuru funfun (uma pamonha envolta e cozida no vapor, feito de feijão fradinho sem casca, sem sal, sem pimenta ou algo picante e sem epo/dendê), eko (mingau feito com milho branco moído – amido de milho), eyin ororo (ovos brancos de galinha preta), oyin (mel de abelha).

Entre seus animais preferidos, que ele recebe como sacrifício incluímos: Igbin (caracol), Eyele (pombo), Eye etu (d’angola), abo adie (galinha), ewúré (cabra) e durante grandes festivais e instalações de sacerdotes de alto escalão no culto de Ợbàtálá se oferece Maaluu (vaca/boi). Todos esses animais são preparados e cozidos para que sua carne seja consumida entre os sacerdotes e seus devotos.

Cada animal tem seu significado ao ser usado como objeto de sacrifício à Ợbàtálá.
O igbin é o antídoto quando se oferece sangue vermelho a Ợbàtálá.
Assim como o lento caracol, Ợbàtálá nos ensina a ser focado em nosso caminho, porém, com passos medidos e sem correria. Também o caracol é oferecido para se ter vida longa.

Enlako é um dos nomes do caracol em yorùbá profundo e esotérico.

O pombo (Eyele) que se oferece a Ợbàtálá representa prosperidade e boa relação por ser uma ave de boa fortuna que sempre tem onde viver, comer, tem um cônjuge por toda a vida e filhos o tempo todo.

A D’Angola (Eye Etu), é um animal intimamente ligado associado a Ợbàtálá. As penas brancas da D’Angola são como as marcas de efún, giz africano, posto pelas mãos de Ợbàtálá.

A cantiga associada é:

Gbogbo ara l’Òrìşà fi f’etu, gbogbo ara.

Todo o corpo da D’Angola foi marcado pela mão do òrìşà (Ợbàtálá).

É um exemplo de como Ợbàtálá pode manifestar bênçãos completas e deixar sua marca positiva na vida dos seres humanos e ainda dar-lhes sua proteção.

Um Òòşà pípè, um poema de Ợbàtálá diz:

Etu o ji tóun taaso, Ọbanlá o ji ire”,

A D’Angola se levantou com seu aaso (osu, chamado de ase do òrìşà em sua cabeça).

Isso mostra que a cabeça pontiaguda da D’Angola é como o ase que se põem na cabeça do novo iniciado ou Iyawo òrìşà. É outra marca de respeito na D’Angola.

Alguns mitos comuns mencionam várias coisas a respeito de Ợbàtálá que quando investigamos em terras yorùbá vemos que não é totalmente correto.

Aqui veremos alguns exemplos:

Ợbàtálá não bebe álcool.

O certo é que dependendo da região nas terras yorùbá, a Ợbàtálá é oferecido oti sekete (tipo de cerveja feita com milho), Otika (tipo de cerveja feita com sorgo) e até oti òyìnbò (bebidas muito fortes como gin ou Siemans schnaps que são bebidas alcoólicas introduzidas pelos europeus e sepe, uma bebida alcoólica forte feita em terras yorùbá).
Aqui no Brasil de forma alguma se oferece bebidas alcoólicas a Ợbàtálá.

Ooşańla é um aspecto de Ợbàtálá ‘fêmea”.

Nas tradições religiosas existem lugares mais desenvolvidos que outros, Ooşańla é a forma transformada de Ooşańla que é simplesmente outro nome para Ợbàtálá na Tradição de Òrìşà na África Ocidental.

Somente animais brancos são oferecidos a Ợbàtálá.

Claro que a cor branca do tecido e outros objetos são de sua preferência. Porém, em muitas áreas das terras yorùbá, podem ser oferecidos animais de outras cores e somente oferecem animais brancos em ocasiões e momentos específicos. A mesma galinha D’Angola não é totalmente branca, ela é cinza com pintas brancas.

Aqui no Brasil de forma alguma se oferece animais que não sejam branco a Ợbàtálá.

Ợbàtálá nos ensina a virtude de ser monogâmico.

Ainda que Yemoo seja sua esposa principal, Ợbàtálá teve várias relações e esposas, incluindo Yemọjá, Òsún e etc.

Em um verso do Odù Ifá Òsé L’Ogbè, Ifá diz:

B’óbìnrin ba n gba’ja mejè meji eyin ko mo pe eruru aye lo de,

Adifa fun Óòşààlá Òsèèrèmagbò,

Eyi ti se oko Awoko nijo ti n lo re fe Jojolo niyawo.

Nesse verso Ợbàtálá estava casado com Awoko, porém decidiu pegar Jojolo como esposa também, para que esta pudesse ajudar em casa com as tarefas domesticas.

Awoko era sua esposa preferida, porém, quando soube do ciúme, ela tomou a habilidade de Ợbàtálá ter ereção.

Obatalá não pode ter relações sexuais com Jojolo e teve que fazer ebo para poder convencer Awoko a retornar e devolver-lhe o poder que ele mesmo havia dado a sua esposa favorita.

A cultura yorùbá aceita a poligamia, porém, não adota uma posição formal de qual estilo de vida conjugal é a melhor. Ambos os estilos de vida, monogâmica e poligâmica tem seus prós e contra como nos ensina Ifá.

Foi Ợbàtálá quem escolheu os dias de veneração de cada òrìşà e criou a semana tradicional yorùbá de quatro dias, enquanto Ọrúnmìlà deu os nomes a esses dias da semana yorùbá.
Esses dias são:

Ose Awo, Ose Òòşà, Ose Ògún, Ose Jakuta.

O primeiro e o último dia da semana é totalmente sujeito a cada sacerdote e é o dia de fazer serviço para sua divindade.

O que é certo é que Ợbàtálá separou um dia para Ifá, um dia para Ògún e também um dia para ele mesmo. Logo Şàngó ficou ofendido por não ter sido incluído, ele fez muito barulho para ganhar sua posição entre os dias de serviço religioso chamado: “Ose”.

Nos dias de serviço para Ợbàtálá cada devoto mostra seu agradecimento e oferece suas orações em frente ao igba/Ojugbò de Ợbàtálá.
Em nossos dias a menor oferta possível para Ợbàtálá seria um Obi e omi tutu (água fresca). O indivíduo recita oriki ou nomes de louvor de Ợbàtálá para chama-lo e render um breve ìbà ou Ijùbá (ação de render homenagem) e agradece a Òlódùmarè (Deus supremo), seus antepassados e aos sacerdotes falecidos para que sua oração seja apoiada por todas as forças espirituais. O indivíduo em seguida lançará o Obi para saber se suas orações foram aceitas.
Uma porção dos segmentos do Obi se põem em cima do igba de Ợbàtálá e borrifa-se omi tutu em cima do igba como um ato de libação pedindo abundância e vitórias sobre inimigos e adversidades. O devoto ou sacerdote também divide o Obi e a água comendo e bebendo como um ato de comunhão com a divindade. Nos dias de Ose também se pode fazer orações com Obi para outros membros da família ou amigos. Em seguida, também compartilha-se o obi e a água.

Em outras ocasiões se pode oferecer algumas de suas comidas preferidas como Iyanle (a primeira porção de alguma comida para as divindades). Em seguida se oferece a porção a divindade, é essa comida que os devotos comem depois de servidos.
Nos dias de serviço mais importantes como seu Itadogun (cada décimo sétimo dia) pode-se tocar os tambores favoritos de Ợbàtálá chamados de Igbin ou também Sekere em sua honra, onde os devotos dançam e cantam para Ợbàtálá. O tambor igbin representa uma das esposas imortal de Ợbàtálá e que também recebe sacrifícios como um dos objetos sagrados e dedicados a Ợbàtálá.
É nesses dias de serviço e festas em honra a Ợbàtálá que especialmente as mulheres que se especializaram em recitar seus nomes de louvor em versos de Ợbàtálá.

Esses poemas se chamam Òòşà pípè e é imprescindível nas consagrações de novos iniciados em Ợbàtálá ou na consagração de seus objetos sagrados. Essa literatura é um corpus completo que mostra todas as características, origens, gostos, proibições e outras informações importantes e profundas sobre esse òrìşà.

Alguns avatares de Ợbàtálá em terras Yorùbá:

–          Òòşà Olufon

–         Òòşà Oluofin

–         Òòşà Popo

–         Òòşà Ogìyán

–         Òòşà Rowu

–         Òòşà Alajo

–         Òòşà Ikire

–         Òòşà Ìrèlè

–         Òòşà Ajagémó

–         Òòşà Ajaguna

–         Òòşà Ojuna

–         Òòşà Obanimoro

–         Òòşà Obaso

Povos importantes na veneração de Ợbàtálá:

–          Ile Ife

–         Iranje (está dentro de Ile Ife)

–         Ifọn

–         Ede

–         Iwofin

–         Ọyọ

–         Éjìgbò

–         Ogbomoso

–         Iseyin

–         Ikire

–         Ikirun

–         Owu

–         Osogbo

Fontes:

Oloye Babalòòşà Iwintola Faronbi Ojoawo da linhagem Ajanbata em Ọyọ

Oloye Iyalòòşà Adunola Ayoka Dalemofòòşà da linhagem Onto em Ọyọ

Oloye Adedoyin Talabi Olayiwola, a Yèyé Apenimo da linhagem de Iya Dudu, Osogbo

Oloye Fakayode Faniyi, o Agbongbon Awo de Osogbo da linhagem Agbongbon Oderinlo, Osogbo

Oloye Kehinde Osundara Oyawale, a Iya Ợya de Osogbo