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Archive for Junho, 2011

O universo Iorubá é dividido em duas metades. A direita que é habitada por forças benévolas e o esquerdo são habitados por forças do mal, conhecidas por Ajogun.

Estes  guerreiros, ajoguns, têm oitos forças malignas importantes: Morte, Doença, Perdas, Paralisia, Problemas, Maldição, Obstáculo, Prisão e os males não mencionados. Como males não mencionados encontramos dor de estomago, lepra, dor de cabeça, AIDS e etc…

Estas forças formam um grupo de 200 divindades + 1, onde o 1 representa a possibilidade de aumento destes números. Que pode ser explicada por doenças novas, por isso o Universo iorubá é místico e elástico.

Como é possível então que as forças benevolentes convivam com as forças do mal neste universo (Cosmos).

O ponto principal é que existe um ponto de equilíbrio entre essas forças, que estam sempre em conflito. A força do mal estam sempre lutando contra os seres humanos por isto essa parte do cosmos está sempre em conflito. Os conflitos são a ordem do dia e não a paz.

Porque qualquer coisa que fazemos está provocando conflito. O nosso café da manhã, nosso almoço e jantar, não só cria conflito, como também tem a  ver com alguma morte no Universo (cosmos), por exemplo, ao sair com seu carro à noite você pode ter matado alguns insetos no seu caminho, quantas mortes sua alimentação provocou?

Olhando por este ângulo como podemos ter paz?

Para a maioria dos africanos os sacrifícios existem a fim de manter a paz e o equilíbrio. Os sacrifícios têm que envolver todas as forças, tanto malignas como benignas e os seres humanos.

O sacrifício é nossa maneira de nos comunicar com as forças sobrenaturais e apresentar nosso problema. Uma vez que foram aceitos/recebidos, todas as forças se empenham em trabalhar para o ser humano e resolver este problema e alcançar a paz.

O nigeriano freqüentemente usa frangos, galos, galinhas e frangas em seus sacrifícios.

Por que isso?

Porque estes animais representam a galinha que acompanhou as divindades na sua jornada do Orun ao Ayè (do céu a Terra). A galinha foi  responsável pelo primeiro adubo que foi lançado sobre a terra e o espalhou fertilizando o solo. Ela foi o primeiro habitante da Terra.

Por este motivo não há problema que ela não conheça ou testemunhou.

Ela conhece este quebra-cabeça. Ela termina com o mito de quem nasceu primeiro: ‘o ovo ou a galinha’.

O homem tem a tendência de fazer uso diário de coisas que dão bons resultados. Então quando enviamos mensagens para o céu, usamos a galinha porque ela se lembra que foi ela quem acompanhou as divindades em sua jornada para a Terra e é conhecedor de ambos os mundos, o visível e o invisível, portanto um bom mediador e mensageiro.

O sacrifício tem sido um tema de controvérsia entre muitos estudiosos, para não mencionar, outras religiões. Nosso sacrifício tem sido muito mal interpretado.

Para nós, cultuadores de Òrìsá, falar, orar e pensar não é suficiente para uma comunicação completa com as divindades. Como teremos certeza que Olodunmarè entende nossa língua e todas as línguas do mundo, digo nossa mensagem, “Como é que os animais que não falam, podem entrar em contato com Olodunmarè e levar nosso pedido?”

Pense nas formigas, se você coloca um pouco de mel em uma mesa, no dia seguinte estará cheio de formiga em volta do mel. Seu sentido, seu olfato é muito mais desenvolvido que o nosso, ela apareceu porque foi induzida através e uma mensagem. É por esta razão que devemos pensar que todos seremos nada sem uma mensagem perfeita.

Não sentimos cheiro de sal e açúcar, isso demonstra que somente oriki e orações não são suficientes para uma comunicação com as divindades.

Quando executamos um sacrifício a uma divindade e executamos outro ao Deus brincalhão (Esù), que compartilha os dois lados do Universo. Esquerda e  direita e informa tudo a Olodunmarè, que tem 200+1 divindades malévolas como suas filhas, estamos buscando o equilíbrio e a cura de nossos problemas através de Esú e outras divindades também.

Podemos notar como é difícil nossa comunicação direta com os Deuses africanos. Não é como outra religião onde o contato com o Deus maior é direto. Além disso, devemos pensar que Olodunmarè tem como seus filhos as forças do bem e do mal e lhes deu o poder da energia vital (asè), podemos inclusive nos perguntar por que Ele fez isso. Porque todo lado tem duas versões, porque quando se fala do bem, temos certeza que o mal também existe e um não poderia viver sem o outro, daí nasce à noção de equilíbrio.

Podemos usar o exemplo de uma pessoa doente que sacrifica, este sacrifício deve ser dado tanto a divindade da direita como a divindade da esquerda, porém se Esù não participa não há como haver alguém que dialogue com os dois lados a seu favor. Feito isso com certeza teremos paz.

Esù usará isto para manter as forças da esquerda longe de você.

É deste jeito que a paz é alcançada, por isto sacrifício deve ser feito de uma maneira constante e consistente.

Esta maneira de convívio com o mundo invisível é de difícil compreensão pelos povos ocidentais.

A forma interessante de olhar este tipo de vida, implica que cada um de nós é, de certa forma, responsável pela sua prosperidade.

Então se você quer melhorar sua vida, tem que oferecer sacrifício, paz, tranqüilidade e prosperidade não são comercializadas.

Seja o que for colocado ou removido de seu caminho terá que ser através de sacrifício.

Isto pode estar ligado a sangue ou alimentos, como também podem estar ligado as suas ações.

Como uma mulher que limpa o apere de Ifá de 4 em 4 dias, cantando e dançando, dedicando seu tempo a divindade da sabedoria, isto é sacrifício.

A idéia de sacrifício Ioruba é uma grande contribuição ao pensamento religioso, mas freqüentemente é mal interpretada.

 Texto garimpado na net, sem autoria.

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Os Voduns de Jeje Mahi

Os Seguimentos da Nação Jeje

A Nação Jeje compreende as culturas de diversos povos, tais quais os Fons, Ewes, Adjas, Minas, Popos, Gans, etc. Estes povos tinham e tem em comum sua forma de religião: o culto ao Vodun. Mas a diversidade no culto varia de povo para povo, de seguimento para seguimento. Estes povos habitavam o antigo reino de Dahomey, Dahomé ou Daomé, situado onde hoje é o Benin, mantendo proximidades com a Nigéria, onde situam-se os povos yorubás, e que mantém em suas regiões fronteiristas, uma mescla de seus cultos, fazendo com que os “jejis” adotassem alguns orixás em seu panteão (voduns nagôs como Oyá, Òsún, Yemanjá), assim como os nagôs adotaram alguns voduns em seu panteão (Oxumaré, por exemplo). Os povos da capital de Dahomey (Abomey ou Abomé) eram pricipalmente os Adjas. Por volta de 1650, os Adjas conseguiram dominar os Fons, e o rei Hwegbajá (1645-1685) declarou-se rei de seu território comum. Tendo estabelecido sua capital em Abamey, Hwegbajá e seus sucessores conseguiram estabelecer um Estado altamente centralizado com base no culto da realeza (Voduns Reais) estruturado em sacrifícios (incluindo sacrifícios humanos) aos antepassados do monarca. Toda a terra era propriedade direta do rei, que coletava tributos de todas as colheitas obtidas. Logo este povo entraria em confronto com vários outros, alguns pertencentes à própria origem “jeji” (daomeana) como os povos de Aladá, Mahi, Uidá, e outros povos de origem yorubá, tais como o Reino de Oyó, que acabou vencendo os daomeanos. Economicamente, entretanto, Hwegbajá e seus sucessores lucraram principalmente com o tráfico de escravos e relações com os escravistas estabelecidos na costa. Como os reis do Daomé envolveram-se em guerras para expandir seu território, e começaram a utilizar rifles e outras armas de fogo compradas aos europeus em troca dos prisioneiros, que foram vendidos como escravos nas Américas.

No Brasil, chegaram principalmente os Minas (povos da Costa da Mina, de origem Mina e Popo), os Mahis (povos camponeses de origem Fon, Ewe e Gan), os Savalus (também de origem Fon, Ewe), povos de Aladá, Uidá e os próprios Adjas. Esses diferentes povos de diferentes línguas e costumes estabeleceram seu culto no Brasil, sob o nome de Nação Jeje, baseando-se no culto aos Voduns e formando várias ramificações, dentre as quais se destacam:

  • Jeje Dahomey: é a forma de culto estabelecida pelos povos adjas, seu culto baseia-se principalmente na reverência aos Voduns Reais (dirigentes do Dahomey), Voduns da família de Hevioso (voduns do trovão, juntamente com os tòvoduns ou voduns aquáticos) e Voduns da família de Dan (serpentes). Os dirigentes do Dahomey tinham um conflito quanto ao culto de Sakpata, que tinha os títulos de Jòholú (“Rei das Joias”, aludindo ao fato de ser o dono das chagas) e Ayinon (“Dono da Terra”), títulos estes que o rei também possuia, o que levou ao culto de Sakpata ter sido banido da capital e não existir no Jeje Dahomey. Orixás/Voduns Nagôs, não são cultuados nesta ramificação. O terreiro que representa esta nação é o Terreiro do Pinho (Hunkpame Dahomey) situado em Maragojipe na Bahia. As línguas faladas são o adjagbé e o ewegbé.
  • Jeje Mina: o Jeje Mina tem seu culto voltado à adoração real dos voduns de Abomey. Isso porque a fundadora deste culto (presente unicamente na Casa das Minas, pois nas demais casas de Tambor de Mina, o culto é Mina Jeje-Nagô, com influências yorubás) era a Rainha Nã Agontimé. “Adandozan também é retratado como incompetente – como comandante e guerreiro – e como um traidor da família real, pois teria vendido sua madrasta, a rainha Nã Agontimé, aos traficantes de escravos. Pesquisas realizadas por Pierre Verger sugerem que Nã Agontimé teria sido enviada como escrava a São Luis do Maranhão – onde foi renomeada como Maria Jesuína – e seria a fundadora da célebre Casa das Minas”. Pierre Verger ainda cita: “A Casa das Minas teria sido fundada pela rainha Nã Agontime, viúva do Rei Agonglô (1789-1797), vendida como escrava por Adondozã (1797-1818), que governou o Dahomey após o falecimento do pai e foi destronado pelo meio irmão, Ghezo, filho da rainha (1818-1858). Ghezo chegou a organizar uma embaixada às Américas para procurar a sua mãe, que não foi encontrada.” A Casa das Minas cultua os Voduns dirigentes e nobres do Dahomey, inclusive Zomadonu, que é chefe da Casa da Minas, juntamente com Nochê Naé, a ancestral mítica da família Real.
  • Jeje Mahi: Os Povos Mahi eram camponeses, tinham seu culto voltado, principalmente a Dan Gbé Sén (Bessém, este termo significa “adorar a vida” e dangbésén significa “serpente que adora a vida”) e aos voduns de sua família, e também aos voduns da família de Hevioso ou Kaviono, e os voduns da família de Sakpata. Voduns reais e Eguns não são cultuados. Tem influências nagôs e em seu panteão adotou-se alguns Orixás, formando a família Nagô-Vodun, formada principalmente por Ogun ou Gú, Odé, Oyá, Òsún e Yemanjá. O culto trazido pela africana conhecida como Ludovina Pessoa, natural de Mahi, iniciada para o vodun nagô Ogun, que foi escolhida pelos voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou o “Zoogodo Bogun Malé Hundo”, mais conhecido como “Terreiro do Bogun”, consagrado a Hevioso e o “Zoogodo Bogun Sejá Hundê”, mais conhecido como “Kwê Sejá Hundê”, consagrado a Bessém. O templo que seria consagrado a Azansú Sakpata não chegou a ser fundado. Dizem os antigos que o Ogun de Ludovina se chamava “Ogun Rainha” ou “Ogun da Rainha”, podendo supor que ela seria uma integrante da família real ou mesmo uma rainha do território Mahi. No Rio de Janeiro, o Kpo Dagbá é o grande representante desta nação, fundado pela africana da cidade de Aladá, Gaiaku Rosena, iniciada para o vodun Bessém.
  • Jeje Modubi: O Jeje Modubi tinha como representante o “Bitedô” e a chamada “Roça de Cima”, ambos liderados por Tixareme e também por Ludovina Pessoa. O que difere o Modubi do Mahi, é que no Modubi o culto a eguns é muito presente e no Jeje Mahi isso é quizila.
  • Jeje Savalu: Com forte influência yorubá em seu culto.

Os Voduns de Jeje Mahi

Em Jeje Mahi se cultuam Voduns, cujas origens e características se assemelham aos orixás Yorubás, e alguns tiveram origem de culto dos mesmos (um exemplo é Gú que tem origem de culto do orixá Ogum). Voduns que tiveram vida terrena e que possuem sepulturas – como os reais de Dahomey – e Eguns (akútùtós) não são cultuados em Jeji Mahi. A causa disto é que Gbesén (Bessém), o dono da Nação, ser um vodum estreitamente ligado à vida e à renovação.

Os voduns do Jeje Mahi seguem  uma divisão por famílias ou panteões, cujos principais são:

  • Panteão da Serpente (Dan): Neste panteão agrupam-se todos os “Voduns Serpentes”, estão ligados diretamente ao movimento, a vida, a renovação e a adivinhação. Alguns voduns Dan: Gbesén, Dangbala, Áidò Wèdò, Frekwen ou Kwenkwen, Dan Ikó, Dan Xwevé, Dan Akasú, Dan Jikún ou Ojikún, Azannadô ou Zoonodô (que está ligado também a Hevioso), Aziri ou Azli.
  • Panteão do Trovão (Hevioso): Neta família agrupam-se os Voduns Kavionos, ligados ao fogo, à justiça, e ao raio, e também os voduns do oceano (Tòvodum) que mantêm estreitas ligações com os Voduns Kavionos. O Panteão é liderado pelo vodum Sogbo. Os Voduns Kavionos: Sògbò, Gbadé, Akarumbé, Adeen, Kposu, Averekete, Lissá, Agbé Tayó (vodun do aceano), Djó e Agbé Hunnòn (avejidá), Loko.
  • Panteão da Terra (Sakpata): Neste panteão se agrupam os voduns da terra, das riquezas e das doenças, ligados a vida e a morte. Azansu é o lider do Panteão. Alguns voduns do Panteão: Azansú (Sakpata), Ewá, Parará ou Pararalibu, Avimadje, Agué, Ayizan, Nanã, Agbé Gèlèdè e Abè Afefè (Avejidá). Kposu está ligado a Sakpata, embora seja de Hevioso.
  • Nagô-Vodum: Esses voduns são na verdade orixás, pois são de origem nagô. Os principais são: Gú (Ogum), Odé, Oyá, Oxun, e Yemanjá. No Bogun, pode-se encontrar o culto a Logun Edé.
  • Guardiões: Responsáveis pela defesa e fiscalização da casa, como Sòhòkwe, Legba e mesmo Ogun. Legbá por suas diversas funções está ligado aos diversos panteões.
  • Muitas famílias menores foram absorvidas pelas maiores, assim podemos notar que Avejidá foi dividida entre Sakpata e Hevioso.
  • Azli Togbosi é a grande mãe das águas do Jeje Mahi e está ligada a todos os voduns, por ser considerada a mãe de muitos deles.

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Avejidá

Aveji Dá, Avejidá ou Avedjidá, são voduns femininos da família Hevioso ou Sakpata, cada uma com sua responsabilidade e regência. Tem semelhanças com orixá Oyá, e até mesmo ela em território dahomeano era assim chamada.

As Avejidás da família Hevioso são divindades relacionadas aos fenômenos da natureza tais como chuvas, tempestades, tufões e furacões. São guerreiras ou caçadoras, cujo poder é imenso e temperamento forte. São quentes e irriquietas, estando ligadas as alturas, nuvens e astros. Estão juntas com os Kavionos, julgando a humanidade e castigando quando se faz necessário. Tem certa importância sobre o processo financeiro da sociedade, dividindo com Sogbo o domínio do elemento fogo. Estão sempre dispostas a guerrear pelas casas onde são cultuadas, sendo de extrema importância na batalha contra queimações e inimigos ocultos ou assumidos.

A principal Avejidá do panteão do trovão é Vodun Djó, divindade responsável por fertilizar e esfriar a terra através da chuva. Vodun Djó é uma guerreira que domina as nuvens e tempestades, sendo a Avejidá mais conhecida e cultuada. Segundo os ítàns, vodun Djó teria o poder de se transformar em animal. Veste vermelho e usa adornos cobreados.

As Avejidás do panteão da terra seriam coligadas ao domínio dos mortos, possuindo todas ligações com os ancestrais, sejam masculinos ou femininos. Elas ficam juntos com os Sakpatás, ajudando a cuidar dos enfermos e dando auxilio no desencarne. Tem como principal função sondar o funcionamento dos templos e quando veem algo de errado cobrar, muito das vezes fechando-os.

A principal Avejidá da família Sakpata é Agbé Gèlèdè, senhora dos mortos e do culto aos Akututos (ègún). Agbé Gèlèdè teria o poder e a importância de Oyá Igbalé dos cultos iorubás, sendo invocada em síhúns, ègbós e limpezas nas quais seja necessária sua presença. Representa o desencarne e a aceitação do espírito para com sua morte, sendo responsável pelo envio dos espíritos desencarnados para o òrún.

As Avejidás são extremamente poderosas e independente da família com a qual é associada, possui grande importância para os kwês e adeptos do culto. Representam a liberdade, a batalha cotidiana e a força de vontade.

Podemos citar ainda Agbé Afefé ligada a alegria e a felicidade, também aos mortos, seu símbolo são as flores as quais ofertamos a nossos entes queridos, que representam toda felicidade que passaram em suas vidas. Agbé Huno, a Aveji Da guerreira e da tempestade

Avejidá e as Klamklamle (Borboletas)

Contam-se os velhos vodunos que as Avejidás tem em seu reino um exército de Klamklamle (borboletas) que sobrevoam os mundos e voltam para contar-lhes seus efeitos ao mesmo tempo que trazem outras Klamklamle que nada mais são do que as almas que ali irão residir.

Dizem que à própria Avejidá quando está muito preocupada, se transforma em uma linda KlamKlamle e sai pelos mundos a voar para observar melhor o céu e terra.

A klamklamle é como a Avejidá, ligeira e inconstante. Uma ligeireza sutil, de espírito viajante.

A Klamklamle brincando entre as flores é como uma alma da deusa. A deusa acompanha o sol na primeira metade de seu curso visível até o  meio dia. Em seguida, desce de volta à terra sob a forma de uma Klamklamle.

Há uma associação analógica da Klamklamle e da Avejidá, de suas cores e do bater de suas asas tal qual a dança de Avejidá.

Avejidá, assim como todas as deusas do fogo associa-se a obsidiana, uma Kpe-izó ( pedra de fogo), seu emblema.

Símbolo do fogo solar e diurno, e por essa razão da alma dos soldados, a Klamklamle é também um símbolo do sol negro, atravessando os mundos subterrâneos durante o seu curso noturno.É assim, símbolo, do fogo ctoniano oculto, ligado a noção de sacrifício, de morte e de ressurreição. É então a Klamklamle, atributo das divindades ctonianas, associadas à morte. Ela ilustra ao mesmo tempo, a analogia, alma-borboleta e a passagem do símbolo à imagem.

O homem segue, da vida à morte, o ciclo da Klamklamle. Ele é na sua infância, uma pequena lagarta, uma grande lagarta , na sua maturidade, ele se transforma em crisálida na sua velhice, e em seu tumulo é o casulo de onde sai a sua alma que voa sob a forma de uma klamklamle. A postura de ovos dessa Klamklamle é a expressão de sua reencarnação.

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Mami Wata é uma corruptela da palavra “Mommy Water” e significa “mãezinha da água”. Naé significa “mãe”. É o nome coletivo das deusas daomeanas das águas doces ou salgadas. Vivem em plena harmonia com todas as divindades destes habitat e por essa razão convencionou-se chamar Yemanjá e Òsún, nas casas Jejes, de Mami Wata ou Naé.

As Naés são mulheres muito vaidosas, caridosas, algumas são guerreiras e outras caçadoras. Adoram o brilho das pedras e do ouro e gostam de se adornar com colares de conchas e caramujos, pulseiras, etc.

Algumas Naés vivem na superfície das águas, são as mais falantes e adoram se enfeitar. Gostam de passear pela mata, caçar, junto com Agué aprenderam o domínio das folhas, pescam junto com Averekete. São as mais vaidosas e são muito juviais. Já outras preferem as profundezas das águas, gostam de ficar quietas e não são muito falantes, mas são muito bondosas e compreensivas.

As mais misteriosas e feiticeiras, são as Naés que habitam as águas paradas. Acredita-se que estas Naés estam ligada à feitiçaria, ao culto dos Akututus (Eguns) e são conhecedoras da alta magia, além de ser as mais guerreiras. Mantém ligações também com Nanã.

Muitos consideram e convencionam chamar de Togbosì (onde Tò: água; gbo: grande quantidade; sì: dando idéia de “pertencer”, podendo também significar “esposa”)  às divindades do panteão Mami Wata. O fato é que esta palavra já é utilizada para designar um outro grupo de Voduns (a palavra mais adequada seria sub-voduns) meninas, que pertenciam à realeza do antigo Dahomey. As Togbosi eram cultuadas no Brasil no Kwerenbentan to Zomadonu (Casa das Minas) até a década de 60 aproximadamente. Elas só chegavam nas Vodunsì Gonjai, mulheres com plena iniciação. Cada Tògbosì era particular de sua Gonjai. Após a morte dessa Gonjai, aquela Tògbosì não chagava mais. Sua missão havia terminado ali. Com o tempo perdeu-se o fundamento destas princesinhas voduns e deixaram de ser cultuadas. A preparação das Gonjai durava 9 dias e eram recolhidas em um barco denominado “Barco das Meninas” ou “Barco das Novidades”. No Benin as Tògbosì ainda tem culto organizado nos rituais dos Voduns Reais, elas simbolizam a ultima fase de preparação das Vodunsis.

Voltando às Naés, abaixo algumas, mais conhecidas:

Naé Aziri: Esta Naé habita o fundo das águas doces, representada por uma serpente aquática, e que é muito confundida com Òsún. Tem fundamentos com Dan.

Aziri Tògbosì: É tida como a mais importante mãe das águas da Nação Jeje Mahi. Habita o fundo das águas, tanto doces como salgadas, veste-se de branco e usa um colar de pérolas. Tem ligações com a mãe nagô Yemanjá.

Naé Gorejí: É uma menina que adora passear pelas águas. Ligada às águas doces e salgadas, seu local preferido são as lagoas, onde ela adora brincar com os patos e aprender com as velhas Naés das águas paradas o segredo da magia. Em alguns aspectos se assemelha a Òsún, pois é muito vaidosa e adora as crianças. Em seus assentamentos podemos encontrar vários brinquedos de meninas.

Sayò: É a sereia que vive sobre as ondas do mar. Está ligada à Naé Agbé e junto com ela sempre que podem evitam os afogamentos e salvam vidas.

Naé Agbé: muito ligada e por vezes confundida com Yemanjá, esta Naé é velha e habita o fundo das águas. Representa todo o conhecimento e a inteligência dos seres, está ligada à verdade, é ela quem faz que a verdade sempre apareça. (Não confundir com o vodun Agbé Tayó que é o Rei do Oceano, nem com Agbé Gèlèdè e Agbé Afefé que são voduns guerreiras ligadas aos ventos, raios e akututus (eguns)).

Òsún: vodun de origem nagô, senhora da beleza e das águas doces, sendo uma mãe muito importante nos cultos de Jeje Mahi.

Yemanjá: vodun de origem nagô, senhora do oceano e considerada a mãe dos demais nagô-voduns. Está ligada ao conhecimento e a inteligência, à família e à maternidade.

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Quem amamos em primeiro lugar?

Temos como provar ou dimensionar o tamanho de um sentimento? Será a fé companheira desse sentimento tão profundo? Mas, se for abstrato, invisível esse amor? Como compará-lo por exemplo ao amor de um filho, de uma mãe ou pai, de um parente, amigo!
A convivência diária, o abraço, o beijo, a ternura, a dependência emocional, as preocupações, as concessões, a entrega, as apostas…enfim, todo o envolvimento familiar e cotidiano, serão mais fortes que o amor ao seu Orixá?

Existe os abraços de partida ou de chegada, existe a saudade doída de tanta demora, existe os egoísmos que vinculam certos poderes sentimentais, existem satisfações desejadas, o convívio rotineiro, os hábitos entre olhares da mãe com o filho ou do filho com o pai.
O amor enfeita esse ambiente em toda essa magia, na maioria das vezes. totalmente desapercebido,  apenas co-existe.
Quando temos a dor da doença, da dependência, da fragilidade, da depressão, do pânico, o amor dos entes próximos saem da inércia que sobre vivem e se posicionam no caminho da esperança, do otimismo e principalmente da fé,e, exatamente aí na fé, encontramos um amor sublime, o amor da misericórdia, o amor sem peso, sem cobrança, gratuito, fiel, inconteste e imprescindível, o verdadeiro amor em sua expressão mais digna e pura, descobre-se que devemos amar antes de tudo e, em primeiro lugar, devemos amarmos nosso Orixá.

Nossa essência estabelece com o Orixá, um vínculo tão profundo, uma composição forte de energia, como se ele fosse uma hidro-elétrica gerando energia e nós a lâmpada a ser acesa.

Somente com sensibilidade e amando o nosso Orixá sempre em primeiro lugar, poderemos compreender a importância da emoção de saber amar com a razão os nossos pais, filhos, familiares, amigos e a Vida.
Texto: Fernando D’Osogiyan

 

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De maneira bastante interessante, todas as divindades têm características e tabus similares. Na dependência da variação do grau de agressividade, eles todos aceitam a imutabilidade das leis naturais, as quais teólogos e teósofos têm codificado dentro dos 10 mandamentos de Deus. Isto não é dizer que algumas divindades não mataram quando eles acreditaram ter fortes justificativas para fazê-lo, no momento em que códigos terrestres e celestes admitiram a punição capital como medida para sentenciar os ofensores capitais.
Sem exceção, todas as divindades também aceitaram a supremacia de Deus. No caso de Ọrúnm.lá, ele deixou na memória de todos seus apóstolos, discípulos, sacerdotes e seguidores que ele é apenas um servo de Deus, e no melhor conceito de Deus, este é o porquê ele é geralmente chamado Ajiboríşa Kpeero e Ukpin.
Ajiboríşa Kpeero significa a única divindade que acorda de manhã para ir saudar Deus na Reunião do destino, enquanto que Eleeri Ukpin significa a divindade que se sentou como testemunho do próprio Deus na corte do destino, quando o destino de todas as criaturas estava sendo designado.
Veremos mais tarde como Ọrúnm.lá foi nomeado testemunha de Deus quando Este começou seu trabalho criativo. Ògúnda-Meji nos revelará depois neste livro por que Deus ordenou a todas as divindades a retornarem para o Céu depois de fundarem a terra. Quando a terra estava em estado de desordem ele enviou Elenini para capturá-los todos e trazê-los de volta ao céu.
Eji-Ogbe, o mais velho missionário de Ọrúnm.lá, irá à seqüência revelar como ele retornou ao mundo sob o nome de Omoonighorogbo para ensinar ao povo do mundo como proceder em concordância com os desejos de Deus. Ele demonstrou pelos preceitos, exemplos e ações como viver e agir em concordância com as leis naturais e como viver em paz com Deus. Ele também demonstrou que a verdadeira felicidade vem apenas quando alguém devota um pouco do seu tempo de modo abnegado ao serviço dos outros. Ele também ilustra a virtude do amor ao próximo. Sem dizer que se alguém ama seu próximo, não poderá seduzir a sua esposa, matá-lo, alimentar rancor contra ele, roubar sua propriedade e enganá-lo.
Portanto como um filósofo prático, Ọrúnm.lá estima alguém que muito pode aumentar todo o amor por seu próprio vizinho, o lado bom muitas vezes está em ser recíproco. Entretanto, Ọrúnm.lá é extremamente contra retaliações e vinganças porque as divindades sempre ficarão ao lado dos justos.
A primeira obrigação de um homem com ele mesmo é preservar-se através da divinação e do sacrifício. Se uma pessoa forte está se envolvendo em alguma guerra aberta ou discreta contra alguém que carece de poder para combater estas forças invisíveis, Ọrúnm.lá adverte recorrer à divinação quando na dúvida e fizer algum sacrifício prescrito aos altos poderes. Uma fez feito o sacrifício, o receptador irá quase que imediatamente intervir nas maquinações do mal feitas pelos inimigos conhecidos e desconhecidas.
Ọrúnm.lá recomenda a seus seguidores a não se envolverem em preparados medicinais destrutivos, porque os mesmos podem conduzi-los a sua própria imolação. Contudo há alguns discípulos de Ọrúnm.lá cuja sobrevivência no mercado é a preparação de remédios, mas apenas com propósitos construtivos, de salvação e libertação.
Ọrúnm.lá é o melhor professor da eficácia da perseverança. Ele ensina que enquanto pode haver remédios que não sejam eficazes, não há paciência que fracasse em sobrepujar todas as dificuldades, porque as divindades irão ao final socorrer aqueles que perseveraram.
Por Cromwell Osamoro.

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Vodun Dan

Dan (Serpente) para nós, pertencentes a nação Jeje Mahi, é considerado o  maior Vodun dentro do culto. A família de Dan  é composta por muitos Voduns, todos eles com sua importância para os povos Fon. Dizem os mais antigos que, existem 3 reis e patronos da nação Jeje Mahi: DànGbé (Bessém), Sògbó e Azansú. Assim como Oxóssi tem sua importância para o Ketu, e Kitembo tem sua importância para Angola, esses três reis seriam a grande potência da nação, sendo reverenciados e cultuados por todos os filhos, independentes de seus voduns. Dentre esses três reis, se destaca Bessém por ser um dos primeiros deuses a existir e dele tudo nascer. Bessém é a serpente da vida, aquela cujo morder a própria cauda deu origem ao movimento de rotação e translação da terra e a partir daí, sendo possível a existência de vida no planeta. Os patriarcas da família de Dan é o casal Aidóhwedó e Dangbadáhwedó (Dambala). Aidóhwedó seria a serpente arco-íris e Dambala seria seu reflexo nas águas. Logo Dan seria a origem de tudo no planeta, sendo um dos responsáveis por sua existência e por sua habitação. Dentro da nação Jeje, Dan é o maior vodun, e a serpente, seu maior símbolo, sendo a representação viva de seu poder. A serpente representa o movimento e o dinamismo, uma vez que consegue se locomover com extrema facilidade e habilidade sem ser provida de patas ou outros membros; representa também a transformação, a evolução e a metamorfose, uma vez que troca de pele e se renova com frequência para poder crescer e se expandir; além de ser uma hábil caçadora e algumas espécies serem detentoras de poderosos venenos, mostrando seu poder e ao mesmo tempo exigindo cautela e respeito por parte dos demais animais e até mesmo nós seres humanos. Dan não é só representado pela serpente mas também pelo arco-íris que da mesma forma, possui grande significado para os dahomeanos uma vez que, sua presença nos céus é presságio de que não irá mais chover além de encantar pela sua beleza. No antigo Dahomey, são inúmeras as lendas que mistificam a natureza dessa divindade, sempre enaltecendo sua grandeza, sua realeza e seu poder. Muitos são os voduns que compõe a família Dan, sendo Bessém  o mais conhecido e louvado, sendo seu nome sinônimo da própria vida. Destacam-se também Frekwén ou Kwénkwén, Ojikún ou Dan Jikún, Bossá ou Bossalabê e seu irmão gêmeo Bosukó, Dan Ikó ou Dankó, Azannadô ou Azoannadô, Bafono Deká dentre outros, cada um com sua particularidade e mitos. A grande festividade para esse vodun é o Gboitá, ritual realizado no início do ano e que envolve todos os demais voduns, cada um recebendo as oferendas cabíveis e sacrifícios em seus Atisás (árvores sagradas com assentos). Após o Zandró, todos os voduns são invocados e já saem vestidos no arrebate, não existindo roda para invocá-los na sala. Seu presente, o gbòitá é carregado por Ogun e depois posto aos seus pés, iniciando assim o ano e agradecendo pela vida e por todo seu poder. O àndè (poço) é seu principal símbolo e é indispensável dentro de uma casa de Jeje. O poço simboliza a abundância (uma vez que enquanto tiver poço, se tem água e nunca faltará), além de representar um portal, entre o mundo subterrâneo e o nosso mundo, extraindo água do interior da terra, unindo de certa forma, ambos os elementos. Dan simboliza a riqueza, a prosperidade e a abundância. Une o macho e a fêmea, sendo sempre cultuado em casal e recebendo como sacrifícios animais de ambos os sexos. Dizem os mais antigos que serpente nunca anda só, onde uma está a outra está por perto, a espreita. Para os iorubás Dan é chamado de Òsúmárè, deixando de exercer função de rei para ser súdito de Xangô (divindade do fogo e trovões). Segundo os mitos iorubás, Oxumaré leva água para o castelo de Xangô, no alto das nuvens, representando a devolução, trazendo água da terra para o céu e vice-versa. Essa transformação de Rei para súdito se dá pelo fato de conflitos entre povos Dahomeanos e povos iorubás, onde ambos sempre tentavam invadir suas cidades e escravizar seus habitantes. O fato é que Dahomey e demais povos iorubás sempre guerrearam, gerando uma aglutinação de cultos e distorção de fatos. Dan é o grande Deus da transformação, senhor da vidência juntamente com Fá (vodun similar ao orixá Òrúnmíllá dos povos iorubás) englobando tudo o que se diz respeito ao presente, passado e futuro. Representa a sorte, a versatilidade e o conhecimento, sendo a divindade do raciocínio e da expansão. Tem como colares o brájá (feito de búzios devidamente encaixados lembrando escamas de serpente, representando a realeza e a riqueza) e o húnjèvè, sendo este dado apenas aqueles cujo processo de iniciação está completo, com suas obrigações pagas, representando a maior idade e sendo o único colar que vai com o neófito mesmo após sua morte, como se fosse uma espécie de “senha” para ser recebido no mundo dos Voduns. Seu simbolo é o Draká, seta adornada com duas serpentes mas, não é errado vermos alguns voduns Dàn com outras insígnias em suas mãos tais como Adaga, òfá, garras, ágbégbé. variando conforme conhecimento do sacerdote e caminhos do Vodun. Sua vestimenta varia conforme vodun, mas sua cor preferida é o branco, por simbolizar a união de todas as cores.

Alguns Voduns Dan

DanGbé, Dàn Gbé Sén ou Gbesén (Bessém): o nome significa “adorar a vida”, é o Ako Vodun (Vodun Principal) do povo Jeje Mahi, dono do Sejá Hunde. É o Vodun ligado a vida e a renovação.

Frekwen, Flekwen ou Kwenkwen: Feminina, irmã gêmea de Tokwen e ambos são filhos
de Aido Wedo e Dangbala. Guardiã do arco-íris em volta do sol. Também conhecida como Frekenda. Alguns dizem que é representada pelas cobras venenosas. Considerada pelos Jeje Mahi como a esposa (ou uma das esposas) de Bessém.

Dan Jikú, Ojikún ou Dan Jikun: Junto com Ewá, vive na parte branca do arco-íris e no arco-íris da lua. É quem trás as chuvas e é considerada uma das esposas de Bessém.

Azannadô, Azannawodô ou Azonadô: Este é um vodun ligado aos voduns de morada na árvore, como Loko. Era cultuado em uma grande árvore no Bogun. É um principe e é o símbolo da fartura.

Bosalabe: Toquem (adolescente) feminina, irmã gêmea de Bosuko e irmã de Ewá. Muito alegre e faceira vive nas águas doces. É conhecida também como Vodum Bossá.

Bosuko: Masculino, toquem (adolescente) e gêmeo de Bossá.

Dan Ikó: Ligada e por vezes confundida com Lissá e Oxalá.

Aidóhwedó, Aido Wedo ou Dan Aido Wedo: É a “Serpente Arco-Íris”, um Vodun raro e pouco conhecido, suas escamas tem o poder de refração de luz, formando assim o arco-íris.

Dangbadahwedo Dangbala ou Dangbala Wedo: Companheiro de Aido Wedo, e são pais de vários Voduns Dan. Dangbala é um vodun muito antigo, acredita-se que esteve presente na criação do mundo. Poucas são as casas que tem fundamentos para fazer Aido Wedo e Dangbala. No culto creole do Haiti (Vodu) são tidos como os maiores Lwás (deuses do vodu).

Azli, Naê Aziri ou Aziri Tolá: É tida como uma serpente das águas, muito confundida com Òsún. Habita o fundo das águas doces e se veste de amarelo bem clarinho. Também muito confundida com Azli Togbosi (Aziri Tobôssi).

Bafono ou Bafono Deká: Vodun masculino da família de Dan, com corpo de cobra e cabeça de crocodilo. Vive junto a Aziri no fundo das águas.

Obs.: No Ketu, muitos destes voduns são considerados qualidades de Oxumaré.

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