Para o Ocidente, o futuro é a grande incógnita a ser decifrada, controlada, um tempo a ser planejado para melhor ser usufruído. A esperança sempre se deposita num tempo vindouro para o qual são pensadas as grandes realizações que devem ser introduzidas em prol da felicidade humana. Investe-se no futuro. Olha-se para o passado procurando os erros cometidos e que devem ser evitados no presente para garantir um futuro melhor. A história ensina como agir com sabedoria e responsabilidade em face do devir. Um emblemático mote de Karl Marx diz que na história nada se repete, a não ser como farsa. Para o africano tradicional é o contrário: a repetição é o almejado, o certo, o inquestionável. O novo, o inesperado, o que não vem do passado, é o falso, o perigoso, o indesejável.
O candomblé dos dias de hoje está posto entre esses dois conceitos opostos de tempo. Um e outro remetem a concepções diversas de aprendizado, saber e autoridade. Levam a noções divergentes sobre a vida e a morte, a reencarnação e a divinização. Nesse embate, a religião muda, adapta-se, encontra novas fórmulas e adota novas linguagens. Os orixás ganham novos territórios, conquistam adeptos nas mais diferentes classes sociais, origens raciais e regiões deste e outros países. O que a realidade social das religiões no Brasil tem mostrado é que a religião dos orixás cresce e prospera (Pierucci e Prandi, 1996). Sobretudo se transforma, cada vez mais brasileira, cada vez menos africana. Mesmo o movimento de africanização, que procura desfazer o sincretismo com o catolicismo e recuperar muitos elementos africanos de caráter doutrinário ou ritualístico perdidos na diáspora, não pode fazer a religião dos orixás no Brasil retornar a conceitos que já se mostraram incompatíveis com os da civilização contemporânea. O tempo africano perde sua grandeza, vai se apagando. Permanece, contudo, nas pequenas coisas, fragmentado, manifestando-se mais como ordenador de um modo peculiar de organizar o cotidiano característico de uma religião que se mostra exótica, extravagante e enigmática.
E pouco a pouco o povo-de-santo acerta seus relógios. Sabe que o candomblé deixou de ser uma religião exclusiva dos descendentes de escravos africanos – uma pequena África fora da sociedade, o terreiro como sucedâneo da perdida cidade africana, como ainda o encontrou Roger Bastide quase meio século atrás (Bastide, 1971, pp. 517-518) – para se tornar uma religião para todos, disposta a competir com os demais credos do país no largo e aberto mercado religioso. Uma instituição dos tempos atuais em um processo de mudança que reformula a tradição e elege novas referências, para o bem e para o mal. O tempo é tempo de mudar.
In: “Concepções de tempo, saber e autoridade da África para as religiões afro-brasileiras” por Reginaldo Prandi





Prezados,
Primeiramente parabenizo a todos que contribuem e fazem deste site, uma revista eletrônica para troca de informações, de aprendizado e fórum para os colaboradores e pessoas do culto e simpatizantes aos Orixás, bem como ao à religião do Candomblé. Parabéns pela seriedade e pela competência… como dizem por aí “Ori(cabeça) dos outros não é pinico”.
Fato é que, infelizmente aqui em Belo Horizonte, e não menos em outros lugares, o Candomblé tem virado fonte de riqueza, onde as pessoas em busca de “caminho”, e no auge da esperança e fé, são até mesmo ludibriados com falsas promessas e jogo de búzios sem fundamento, razão pela qual ouço muitas queixas de pais-de-santo, por falta de amor ao Orixá, com apelo ao dinheiro.
Quando mencionei sem fundamento, disse por ter ido em um pai de santo até bem conhecido em MG, da nação Angola, Raiz Gouméia. Ao adentrar na “roça”, fui para a sala onde o jogo responde, e para minha surpresa o pai-de-santo tinha cinzeiro e fumava na consulta, inclusive eu na época por ser leigo, fumava na sala onde os Orixás respondiam, além disso sua Ekedi leva café para acompanhar o cigarro. Tem 11 meses que parei de frequentar a casa deste pai de santo. Gastei rios de dinheiro até então, pois fui informado que deveria fazer uma limpeza do corpo, e mais do que isso, me disse para dá um corte no caminho de Exu, pra Exu abrir caminho e abrir as estradas, por fim, fiz a limpeza solicitada, porém no corte, os frangos foram abatidos, um deles foi decepado e sua cabeça colocada no fundamento de Exu, o corpo ainda tremendo, foi colocado no chão, frente ao assentamento de Exu, e que era pra eu pisar em cima dos pés do frango e mentalizar os pedidos, o outro frango fora apenas abatido e colocado em outro fundamento também de Exu. Passado o tempo, minha vida virou um caos, brigas e mais brigas com minha mulher mulher,com pais, afastei dos meus amigos, e perdi o pouco que tinha, emesmo assim, todo mês ia para jogo.
Até que Deus olhou meu sofrimento e escutou minhas aclamações por piedade, força e vitória, e conheci uma pessoa, também ligada ao Candomblé, que frequentava a casa de uma mãe-de-santo que jogava búzios, porém não tinha “Casa aberta”.
Fui apresentado à esta mãe-de-santo e expliquei pra ela minha situação, sem contudo ir à fundo nos trabalhos que na outra casa tinham sido feitos.
Fui para jogo, e ela por sua vez, escancarou muita coisa errada que havia sido feito, principalmente em relação ao corte, o jogo se pronlongou, mas certo que ao ir para jogo com esta mãe-de-sant, é que pude VER A RESPNSAILIDADE QUE UM ZELADOR(A) TEM QUE TER, NÃO SOMENTE COM FILHOS E FILHAS DE SANTO, MAS TAMBÉM COM O CLIENTE, O CONSULENTE QUE VAI ATÉ UMA MESA DE BÚZIOS SER RESPONDIDO PELOS ORIXÁS!!!!
Hoje vou à esta Zeladora que pertence à Nação Ketu, e sei que ao ir para uma mesa de jogo, deve-se evitar roupas pretas, bem como bebida alcóolica e ainda que não se pode fumar frente à mesa onde os Orixás respondem. Que o corte é um momento muito sério, e que apenas os responáveis e com posto é que podem tocar no frango, que Candomblé, não é a arte de ganhar só dinheiro, e ter Casa grande e bonita com muitos filhos de santo, mas sim, enaltecer os elementos da natureza, e principalmente, respeitar os ORIXÁS E SEUS FUNDAMENTOS!
Que Deus ilume e abençoe a todos!
Muito AXÉ
Gosto muitíssimo deste blog, onde sempre aprendo muito.
Me delicio com a clareza e sinceridade dos autores e amo profundamente a religião dos Orixás, mesmo não sendo iniciado. No entanto, não sei se o tempo poderá ser muito generoso com um culto tão arcaico (no melhor dos sentidos) e dependente da natureza.
Lembro de ter visitado a puríssima nascente do rio Tiête e muito me emocionado ao lembrar da sujeira do rio na cidade de São Paulo. Como pode Oxum se manifestar naquela horrível destruição. Parece que a coisa não é muito diferente no próprio rio Oxum, na Nigéria.
E mesmo no que diz respeito ao espirito individualista de nossa época, que só quer tirar e usufruir. Como pode persistir e evoluir, em uma época assim, uma religião que se baseia no ato de ofertar com profundo amor e desapego, ofertar a comida, a arte e até mesmo o próprio corpo aos deuses…
Gostaria de saber a opinião de vocês autores em relação a tudo isto.
Obrigado pelo lindo blog e um forte abraço a todos.
Olá Ricardo Costa,
Em primeiro lugar, agredeço as suas palavras, dirigidas a todos nós, autores, colaboradores e público em geral, pois todos contribuimos para que ele funcione desta forma ao partilhar, discutir e divulgar a nossa religião.
Com relação às suas questões, elas dão também para uma óptima e profunda discussão pois mexem seriamente com a nossa religião e os seus principios.
O Candomblé e os Orixás são a natureza e é óbvio que a destruição e a poluição a que assistimos todos os dias em todo o mundo em nada contribuem para o bom equilibrio das coisas. Um rio ou um outro qualquer lugar da natureza que seja o dominio claro de um determinado Orixá, onde o podemos invocar, fazer os nossos pedidos e oferendas, se estiver com elevados niveis de poluição, simplesmente não é aceitável ou utilizavel para esse fim, e portanto, podemos daqui concluir que cada “dominio” poluído ou destruído, é um local menos no nosso planeta onde podemos estar em contacto com a força qe em principio o rege.
è esse espirito individualista, esse tirar e usufruir, sem pensar em consequências futuras que está a destruir o nosso planta e nos está a destruir a todos, enquanto humanidade.
Assim, a luta pela preservação da natureza constitui também uma preocupação crescente para os Candomblecistas, e faz cada vez mais parte do nosso “discurso”. Inclusivamente, tendo em vista essa preocupação ecológica, já alguns detalhes relacionados especialmente às oferendas deixadas ou despachadas na natureza, têm vindo a ser alterados.
Quanto ao aspecto ético do”tirar e usufruir”, essa é uma questão e uma luta de qualquer religião humanista, em que o alertar e moldar a postura do Homem em relação à natureza e em relação ao próximo é uma constante, e nesse aspecto, enfrentamos o mesmo perigo de “extinção” de qualquer religião. Quanto mais individualista e materialista o homem, menos espaço haverá para o desenvolvimento religioso e espiritual, e esta não é uma questão de agora, é uma questão de sempre.
Axé!
Olá Rique,
Esse seu relato, infelizmente é mais um dos muitos que tantas vezes ouvimos, aqui e em tantos outros lugares. Mas, mantendo a nossa fé, e acreditando na justiça, mais tarde ou mais cedo as coisas se esclarecem, e onde fecha uma porta, se abre uma janela e surge uma nova oportunidade. Foi isso o que aconteceu com você, e fico muito feliz por perceber que apesar dessas marmotagens você manteve a sua fé nos Orixás e procurou continuar o seu caminho. Muitas vezes acontece também que as pessoas, sentindo-se enganadas deitam também a culpa para os Orixás, perdendo a fé e o amor por eles,mas esse não foi o seu caso, e ainda bem.
Por termos precisamente noção de tanta coisa errada que anda por esse mundo fora, que mais não faz do que desacreditar e denegrir a nossa religião, tomámos a iniciativa deste blog e aqui procuramos divulga e ajudar dentro dos nossos limites, mas com muito amor, a todos os que aqui nos visitam e colocam as suas questões.
Obrigada pelas suas palavras e por partilhar connosco o seu comentário.
Que os Orixás sempre lhe dêm caminhos!
Axé!
Adorei o texto…
MUito reflexivo.
Axé
Mukuiu aos meus mais velhos.
Lendo esse comentario do nosso amigo Rique, senti vontade de enaltecer minha adimiração por voces, Nzambi os abenções e lhes de muito ngunzos. Sou do Santo, adoro minha nação, amo, adimiro e respeito os Nkisi, e na minha opinião todo zelador deveria ter cargo, trabalho e fonte de renda propria, o proprio nome já diz; ZELADOR e não APROVEITADOR. Sei que uma “roça” não tem de graça água, luz, impostos, muilas, enfim uma série de despesas primordiais existentes em uma casa normal. Porem acho que essa ajuda deva vir de doações espontaneas e não valores estipulados por explorações e exploradores, que para sustentar seus egos esquecem o verdadeiro DON e sentido das palavras FÉ, AMOR, CARIDADE.
Na minha humilde opinião, quando um zelador esquece esses principios e usa a fragilidade, a inocencia e as vezes ate o desespero de um irmão (somos todos irmãos perante o MAIOR, não importa o tamanho do “toço” ou a quantidade de “fios” que traz pendurado no pescoço, o filho de Deus andava descalço), para seu proprio beneficio, esse individuo não respeita a si muito menos a seu Nkisi.
Tudo nessa vida, principalmente na vida, no Santo, tem que existir coerência, respeito, amor e CARATER.
kumbando!
Meus queridos tenho um problema serio com acentos rsrsrsr…..Um grande beijo a todos voces, parabens pelo trabalho sério e maravilhoso que voces fazem aqui, prestando aos nossos irmãos uma nova chance de voltar muitas vezes a acreditar que possam recomeçar… pois em algum lugar sempre tem alguem que faz a diferença.
bjus no coração de cada um.
Regina Souza muito obrigado pelo comentário, ficamos todos muito felizes em colaborar. Fique a vontade pra comentar e perguntar, volte sempre. Tomege
sera que existe alguma maneira de tira a mão de um pai de santo da cabeça sem outro pai de snto coloca a mão de novo
Olá cristina
Não tem como vc tirar a mão de um sem colocar outra mão na sua cabeça, o cnaomdblé nao é uma religião que a pessoa possa ser um seguido independente, todos estamos interligados e ligados a um axé.
espero ter ajudado
Cristina o ato deve existir, é assim que aconteçe, somente um outro zelador deve realizar este ritual, porém issonão te faz automáticamente filha dele, vc faz a cerimonia ponto final, vc é que vai escolher o seu novo zelador. Tomeje
olá motumbá!! amu candomblé o mundo dos orixas.
fiko horas e mais horas lendo tudo, e olha q sou iniciada há 45 anos é to aprendendo muitas coisas; até pq no tempo de kulailai ñ se encinava nada a yaô! nem mão de ifá eu tenho.É meu velho me redo aos seus pes.Aqui me despeço com o meu mojùbá e motumbá.
Ói eu aki de novo…
saudações a todos.
Hum…. vim fazer um pedido aos moderadores do Blog, eu queria (e quero) permissão para copiar algumas coisas aqui do blog,tipo: as descrições dos orixas. Quero postar nas minhas redes sociais algumas coisas sobre religião e mitologias, darei os créditos ao blog,já que faço questão de ler esse blog maravilhoso e cheio de conhecimentos.
Bom, desde já agradeço a todos.
Lucas Teles,
Aguarde, por favor, um “de acordo” de todos os moderadores, por mim sem problema algum, com tanto que você dê o crédito ao moderador que postou e o blog.
Axé.
Certamente darei os devidos créditos.
E esperarei.
qual foi a primeira religião brasileira?erroneamente num culto aos antepassados vi meu baba dizer que foi a umbanda(ele é ketu).ora respondo eu, nem o candomblé nem a umbanda e sim as religiões índigenas naturalmente brasileiras ,os negros sem suas folhas sagradas da africa conheceram em contatos com nossos índios as nossas folhas e assim substítuiram aquelas por essas como a capeeba(ewe íya)que substítuiu uma folha africana na ordem da sassanhe,bem depois do candomblé surge através de um espírito índigena(caboclo-das-7-encruzilhadas)a umbanda , em contra-partida dos ritos índigenas e afro-brasileiros é muito jovem.
boa tarde! eu era do cardecismo e fui influenciado à entrar para o candomblé,ouvi muitas coisas até que eu poderia morrer se não fizesse santo quando eu bolei. me decepcionei muito com a casa de santo em que fui feito. procurei outra casa e a zeladora me disse que eu preciso fazer tudo de novo e começar do zero, sendo que é outro axé. eu tenho muito respeito pelo meu orixá, mais passar por todo o processo de feitura novamente eu acho que não aguentaria.o que poderia me acontecer se eu deixar o candomblé para voltar para o cardecismo? e os preceitos que eu tenho como ir não poder ir à praia,mata.cachoeira, não comer pimenta peixe de couro…. em fim todos os preceitos que tenho. lembrando que eu amo meu orixá e penso que ele quer o meu progresso e não minha perdição em dúvidas e desilusões com aqueles que estavam ao meu lado.se ele sempre me acompanhará eu acho que estarei em uma casa buscando a fraternidade e o progresso espiritual.( eu respeito muito o candomblé só não tive a oportunidade de conhecer uma casa que pratique o amor ao proximo!) hoje eu não estou em nenhuma casa mais por respeito ao meu orixá mantenho todos os preceitos.
Babázinho,
Essa questão de bolar ter que raspar ou até que bolar você correria risco de vida, pra mim, não existe. Na questão de se reiniciar isso é uma coisa que varia, essa é uma regra nesta casa e deve ser respeitada.
O orixá so lhe quer o bem, você assumiu um compromisso na hora da sua feitura, de guardar seus preceitos até seus ano de iniciado. Mas meu irmão, se você acha que o kardecismo é seu lugar, siga o que seu coração manda. Realmente eu não sei quanto a seus preceitos, isso quem deve saber melhor são os Bàbás do blog.
Quem sabe se você preocurar uma casa que você se sinta bem, não volte a frequentar essa maravilhosa religião. Visite, observe e participe.Só no fim escolha a casa que se sinta bem…
Axé!
obrigado meu irmão! nessa situação que me encontro uma palavra de esclarecimento tem um auxilio, um conforto que você não tem noção.
Boa tarde, Hungbono Charles!
Algumas pessoas dizem o termo mixerogun, significando fio de conta e ainda afirma ser assim q. se diz na nação Jeje. É verdade, ou existe algum equívoco nisso?
Um abraço.
Boa tarde, Nelson Souza!
Gostaria, por gentileza, q. me respondesse algumas perguntas.
É comum na virada do ano, os líderes (babás e yás) consultarem o oráculo e saber qual orixá q. irá reger seu barracão naquele ano, isso é tradição das terras africanas, ou mais uma eleboração brasileira?
Se é colocado um assentamento, q. muitos chamam de mina, no solo e no centro da Casa de Candomblé, por que colocar outro no alto (chamam de assentamento de cumieira), há algum nome em yorubá para essa situação?
Ogãs e ekedes suspensos usam a mesmo fio de conta q. os abians, ou há alguma diferença no número de fios?
Um abraço.
Olá Mário!
Desconheço este termo, não creio que seja pertencente à nação jeje.
Gbesen benoi!
Boa tarde, e obrigado pela resposta senhor Charles!
Querido Nelson, além das perguntas acima, q. o senhor vai me responder, agrego mais uma… odun kini significa obrigação de um ano? Isto é, é a primeira a ser dada?
Um abraço.
Bom dia,
Gostaria, por favor, q. alguém me respondesse as minhas perguntas dos dias 12 e 19 de março.
Um abraço.
Mario, nas casas de Candomblé, os sacerdotes revelam o òrìsá que irá reger a sua casa, algumas tbm tiram o Odu.
Na África, no mes de junho, na nova safra dos inhames, o Araba de Ilè Ifé tira o Odu que irá reger o próximo ano, mundialmente.
Não existe o hábito de consagrar o ano a um òrìsá.
Dentro da ATR (Tradição africana), não existe a colocação da cumeeira.
Ogans e Ekeji nascem com seus cargos e são confirmados, apenas fazem festas para comemorar e homenagear seu òrìsá, são sacerdotes depois da iniciação. Algumas casas fazem obrigação de 6 ou 7 anos, dependendo do òrìsá.
Eles podem usar seus fios de acordo com as regras da casa, mas são bem diferentes do Iyawo.
Digamos que a “baiana deles” tem mais roda, rs.
Ire o.
Bom dia, senhor da ilha!
Obrigado pela resposta.
Fraternalmente.
Boa noite a todos (as),
Sr. Da ilha gostaria o senhor me enviasse o significado desse orin, possivelmente, o yorubá esteja incorreto.
Um abraço.
Desculpe-me, esqueci de colocar o cântico.
Emeji okê
Pade Ogun
Ogun pa mejê
Boa tarde, sr. Da ilha!
Além do significado do cântico, gostaria de saber o significado da vela, no Candomblé?
Um abraço.
Boa tarde, sr. Da ilha!
Aguardo ansioso sua resposta!
Um abraço.
Mário, eu particularmente não gosto de vela, gosto de lamparina.
A vela traz um conceito católico, somente por isso.
O fogo representa a transformação, representa a luz de Obatalá e Ogbe meji (Odu senior). Elemento conhecido como Inon ou Iná, invocado nos Oro (cultos) de Esù, o senhor e seu proprietário.
Ire o.
Mário eu não tenho este orín nos meus guardados.
Procurei e achei esta forma de escrita um pouco parecida com a sua.
Ogun meje oná gbobo
E pà mi Ògún, Ògún pà meje
E meje mi òsè
Ele está em sete lugares tomando conta de todos.
Ogun mata sem pestanejar, Ogun mata sete vezes.
Ele faz tudo em sete dias (uma semana).
O que vc escreveu nos dá a ideia de:
Ogun ser ‘grande”.
E nos encontramos com ele.
Ogun mata sete vezes.
Isto nos remete a grandiosidade deste òrìsá, sua disposição para a luta, o não esmoreçer e que ele nos ajuda de todas as formas.
Matar seria uma parabola, para nos dizer do sacrificio que ele faz por nós seres humanos.
Ire oooo
Boa tarde,
Obrigado, senhor Da ilha!
Como sempre, com suas respostas tão sábias, que Orumilá lhe dê ciência!!!
Um abraço.
Boa noite.
li o relato do Amigo Rique, interessante que passamos por fatos parecidos, eu gostaria de saber só uma pequena informação. o que pode ser feito para tirar a mão de um zelador que trabalhou errado para conosco?
se alguém puder me dar uma luz, uma orientação, fico imensamente agradeçido.
Ricardo o que está posto, está posto. Não há como tirar um àse que foi plantado pelas mãos de seu sacerdote.
Não confunda com a morte do zelador e as obrigações inerentes, ok.
Ire o.
fui maltratada verbalmente pelo meu pai de santo,ele marcou um trabalho e n me avisou depois falou que eu sabia tudon isso para me confundir ja que tenho um probleminha de memoria devido a um avc…mesmo assim dava para fazer o trabalho mais ele preferio me magoar com palavras…agora sei que vai ficar dificil voltar a frequentar as giras.mas tenho medo do que ele pode fazer com o meyu asssentamento de santo.o que devo fazer agora?por favor me responda rapido poi nao e a primeira vez que ele destrata filhos de santo,e eu nao quero isso para mim
Ly o caminho mais curto para a desavença é a conversa franca, direta e objetiva.
Estamos dentro de um Ilè Àse e não na senzala ou quartel do anos de chumbo.
Não se faz uma família com chibata, opressão ou medos.
Coloque-se como um ser humano, racional e ponderado.
Resolva seus problemas com ele e vida que segue.
Se assim não for, alguma coisa estará fora de sintonia, você, ele ou o sacerdócio que está sendo mal conduzido.
Não deixe esfriar, essas situações não esperam e não tem meio termo.
Ire o.
Como fazer pra mim tirar a mao da minha mae de santo da minha cabeca sem a quartinhas.
Ariane refaça a pergunta, por favor.
Ire