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Archive for Janeiro, 2009

http://uk.youtube.com/watch?v=mj638uwCn0c%5D

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Os filhos-de-santo são os sacerdotes dos orixás, da mesma forma como, na Igreja Católica, os padres são os representantes de Deus.
Nem todos, porém, são preparados para “receber” os santos.

Existem os que cuidam dos filhos-de-santo quando os orixás “baixam”, os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida.
Os búzios, usados como instrumento de adivinhação, é que vão dizer qual é a função de cada um.
A entrada para essa hierarquia é por indicação do orixá.
É o que se chama “bolar no santo”.

A partir daí, o abiã (noviço) tem que se submeter aos rituais de iniciação – cerimónias do bori, orô e saídas de iaô.
Um recém-iniciado passa de um a seis meses a viver dentro de severas restrições.
É o tempo de quelê – o período em que o abiã usa um colar de contas justo ao pescoço. Enquanto usar o quelê, ele deve vestir branco, comer com as mãos e sentar-se só no chão. Estão proibidas as relações sexuais e os pratos que não sejam os do seu orixá.

Nem todos os terreiros seguem à risca todas as imposições. Mas pelo menos algumas têm de ser obedecidas: é parte do compromisso do abiã com o seu Orixá e o seu pai ou mãe-de-santo.
As obrigações não terminam por aí: o iniciado, que agora se chama iaô, terá de cumprir ainda três rituais – depois de um ano, três anos e sete anos – , com sacrifícios, toques e oferendas.
Só depois ele se pode candidatar a ebômi, o grau seguinte da hierarquia.

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orunmila_aduraItan de Orunmilá.

Como Orunmilá tornou-se imortal

Orunmilá estava querendo fixar moradia na terra da morte e da doença, mas como era sabedor de que ninguém podia viver lá, resolveu consultar o oráculo para saber o que deveria fazer, para que essa terra foss
e boa para ele.

Os Deuses lhe falaram que ele deveria realizar uma determinada oferenda e lhe disseram como ele deveria proceder diante de Iku (Morte) e Arun (Doença). Orunmilá fez conforme a recomendação dos Deuses.

Quando ele chegou a terra, era a casa da morte, a casa da doença, e dos 16 Males. Assim que ele acendeu o fogo para poder preparar a sua refeição, Iku olhou para ele. Iku se perguntou: “Quem é esse que vai viver aqui na nossa terra”? Arun disse: “Você Iku deve ir lá saber e mata-lo, essa é a nossa terra”. Iku pegou seu Opaosoro e foi onde estava Orunmilá. Quando lá chegou, Orunmilá disse: “venha, sente-se e coma da minha comida”. A morte comeu e bebeu, mas a comida e bebida estavam preparadas por Orunmilá. Depois de satisfeita Iku resolvei ir embora. Orunmilá lhe disse: “Leva essa galinha para você e para seus amigos”.

Quando Iku retornou ele disse: “Amigos, devemos ter mais calma e não matar o forasteiro agora”. Doença respondeu: “Calma? Você Iku nos pede para ter calma em levar alguém”?
Doença resolveu então ir ver Orunmilá. Quando lá chegou Orunmilá lhe deu comida e bebida. Doença lhe perguntou: “As pessoas já devem ter falado sobre nós, sobre quem somos e sobre como somos, correto”? Orunmilá respondeu: “Não, ninguém me contou nada sobre vocês”. Doença indagou novamente: “Então, porque você está fazendo isso conosco”? Orunmilá respondeu: “Estou fazendo o que sempre fiz com todos que conheço”. A doença então disse: “Eu sou a doença, aquele que veio antes de mim é a morte, nessa terra mora a discórdia, a luta, a briga, os 16 males, mas nós o deixaremos em paz, não vamos mexer com você e com os seus”.

Todos que passavam por dificuldade, que estavam doentes, a beira da morte iam pedir ajuda à Orunmilá. Orunmilá após verificar se a pessoa era merecedora de sua benevolência dizia a doença e a morte para pedir que a deixasse em paz. Dessa forma Orunmilá tornou-se imortal e conseguiu cada vez mais seguidores e prestígio.

Casa de Òsùmàrè
Fernando D’Osogiyan

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