Xenu(olá) povo do candomblé, que prazer fazer parte de um blog tão poderoso na divulgação da nossa querida religião. Estou muito feliz e espero que possa ajudar a quem precisa. Vamos então a minha primeira postagem, espero que gostem…
Tradição do Candomblé.
No dia 09/02, fui convidado por meu amigo Nelson Tomeje, a falar sobre “Tradição e Cultura Bantu” no programa Orí na rádio Metropolitana do RJ.
No decorrer da entrevista, meu entrevistador Márcio de Jagum, me perguntou o que poderia ser feito para se manter a tradição de uma casa de Angola, eu respondi que era muito fácil, mas extremamente difícil, pois depende muito dos filhos ou descendentes desta tradição, manter e seguir os ensinamentos que lá existem.
Claro que existirão diferenças entre a casa matriz e as descendentes de lá, pois os filhos são pessoas que pensam diferentes, com Jinkisi (plural de Nkisi) diferentes e suas festas próprias, mas no grosso no geral, todas têm que se parecer ou ser iguais daquela que descendem.
Você tem que reconhecer uma casa tradicional, pelas suas cantigas, ritos e toques próprios. Mas, Infelizmente hoje em dia, existe uma busca incessante e às vezes bastante irresponsável por um resgate dissimulado, não um resgate de suas raízes e dentro de seu Ndanji (raiz, axé), mas sim por um resgate de uma cultura que não lhe pertence, que não é seu, um resgate da cultura alheia, das casas que não fazem parte de sua tradição.
E isso causa uma miscigenação e uma mistura que não deveria acontecer, a mistura de tradições de casas diferentes em uma só. Festas inapropriadas, cantigas, roupas, Jinkisi e tudo o mais que não pertence aquela casa.
Aprender é essencial, mas aprender com responsabilidade e passar aos seus, sua verdadeira tradição.Não estou aqui querendo dizer quem é certo ou quem é errado, e sim, dizer que o certo é você ser fiel seguidor das tradições de sua casa e não fazer da sua casa um “axé cadinho”… Cadinho daqui, Cadinho dali…Vamos nos ater as nossas tradições culturais de nosso axé, vamos usar tudo que temos em nosso poder, sem burlar as regras e normas da preservação de uma casa e seus costumes.
O Candomblé só depende de nós mesmos, de nossas consciências e de nossas responsabilidades, para se manter forte, grande e opulento.
Não vamos jogar fora a grande oportunidade que os Deuses nos deram de manter aqui, uma cultura de outro continente.
Tata Euandilu.
Nzambi beka muvó! (Deus traga felicidade)




Tata Euandilu.
Boa tarde muito interessante seu texto, acredito que a grande dificuldade das casas de angola talvez seja uma falta de literatura sobre ela, sei que o candomblé não é um religião escrita é mais oral, porém mesmo assim o ketu por exemplo tem mais literatura, pelo menos eu ja procurei sobre angola e não encontrei muita coisa. Digo isso pq acredito que precisamos,necessitamos sr mais criticos e procurar saber mais e entender melhor e isso só através da leitura, pq muitos zeladores se negam a te reponder e por mais que se confie é dificil.
Ha eu coloquei uma pergunta em tópico sobre bori, mais ainda não obtive reposta tavez o senhor mais velho possa me responder.
O BOri em ANgola tem a função semelhante do que no ketu, acalmar o ori inu?Como é chamado o ori em angola?O senhor podeira, e se puder postar uma reza para o ori em angola?Claro se puder!!!
SEm mais sua benção meu mais velho
Querida Carolina, obrigado pelas boas palavras…
O Bori no Angola chama-se Kudia Mutuê ou Kuria Mutuê que quer dizer “comida a cabeça”. e tem por objetivo alimentar a cabeça, fortalecer a cabeça.
Todas as nações como Angola, Ketu e Gege são semelhantes em suas obrigações, lógico que com suas devidas diferenças de cultura e tradição religiosa, mas o objetivo é o mesmo e parecido em todas, e nós não fugimos as regras.
As casas de Angola tem em sua tradição, passar ensinamentos em sua própria vivência, a sua essência é oral como deveriam ser todas as nações, porque o que tem de besteira escrito porai….
Quanto a reza, é muito complicado postar alguma aqui, porque minha tradição não permite passar um fundamento desses para quem não faz parte da casa.
Espero que compreenda.
Abraços
Tata Euandilu, confesso minha total ignorancia sobre o tema Bantu, mas com sua chegada, seja super bem vindo, estarei aqui nesse cantinho aprendendo um pouco sobre essa nação maravilhosa.
Onon odará, onon alafiá, onon tutu.
(Bons caminhos, caminhos abertos, caminhos frecos)
Otun we osi, osi we otun, ni owo mejeji ñ nmo.
Tradução: Quando a mão direita lava a esquerda e a esquerda lava a direita ambas fica limpas.
Interpretação: A ajuda mútua é boa para todas as partes.
Ire o Bàbá.
Euandilu…. Agora com fotiuuuuuu. Seja muito bem vindo meu mais velho, sua benção. Tomeje
Fico muito feliz pela receptividade de meus irmãos e os leitores do Blog, espero sinceramente corresponder as espectativas.
Tomeje, como se diz popularmente: “Estamos juntos e misturados”.
Hj é dia de falar de Tradição da cultura Bantu na rádio Metropolitana, no programa Ori comandado por Márcio de Jagun, prestigiem.
Nzambi beka muvó! (Deus traga felicidade)
EUANDILU, POR FAVOR.
MANDE O ENDEREÇO NO DIAL DA RÁDIO E O ENDEREÇO NA NET PARA QUEM NÃO É DO RIO.
IRE O.
Da ilha, infelizmente na hora que vc escreveu eu já tinha ido pra rádio, mas vc pode conferir a entrevista repetindo 24hs no ar no site http://www.ori.net.br/ espero que goste.
Abraços
Parabéns pela chegada
Desde já felicito e agradeço a sua presença. Tenho amigos nas Casas de Tradição do Candomblé de Angola aqui na Baixada Santista-SP e ficarei feliz em falar mais ainda deste espaço para eles.
Sucesso !
Àyirá Obocifuwó Asé,
Tata Euandilu.
Obrigada pela sua resposta, e pode deixar que não fiquei chateada por não poder colocar a reza, eu entendo.kkkk
Meu amis velho só descordo no seguinte, quanto a parte escrita, quando falo de algo escrito, não falo de rezas ou de como se fazer uma feitura, falo da história, de como para o candomblé de angola se entende a crição do mundo, dos contos dos inkissis, de suas caracteristicas etc…Na minha humilde opnião temos carência desses assuntos, e talves por isso muitos procuram nas lendas dos orixas.
COncordo quando diz que tem muita besteira escrita, mais as leituras deveriam ser orientadas pelos zeladores, ou mais velhos, e mais uma vez em minha humilde opnião o que ocorre muito é que os mais elhos por vezes se recusam a passar o que sabem, e nem sempre pq a pessoa ainda não esta na hora de aprender e sim por orgulho de dizer que só ele sabe fazer determinaod ebó, ou outra coisa, só ele sabe raspar determinado inkissi ou orixa, para mim a busca e leitura desnorteada e seu uso erroneo esta nisso.
Novamente obriga pela sua atenção, e é bom ter alguém de angola para tirar minha duvidas, sempre vim aqui tirava algumas duvidas mais sempre com o discernimento de que ketu é ketu e angola é angola!!Obrigada
Tata Euandilu,
Postei uma dúvida no tópico “Fios de conta” e Tomeje recomendou que eu fizesse as perguntas diretamente a você. Então lá vai:
Os diversos fios de conta (Inhãs, Delogum, Brajá, Humgebê/Rungeve, Lagdibá/Dilogum) têm nomes específico em Bantu (Angola)? Sei que o kelê tem um nome específico (migui) e já vi referências.
Abraços!
Caro Cristiano, o Kelê é um nome bantu, Mian é bantu que no caso do keto é o ileké se não me engano.
Comparativamente Delogum chama-se Munjoló no Angola. Hungébe e brajá não nos pertence, por isso não temos nome para eles. Espero ter esclarecido suas dúvidas.
Bom Carolina vamos por partes…
Os Lunda tem uma visão sobre a criação do mundo e, em uma outra oportunidade postarei aqui no Blog um texto muito bacana a esse respeito.
Quanto a lendas sobre Jinkisi ou Mukixi, simplesmente não existem pois as divindades Bantu nasceram Deuses nunca pisaram na terra, diferentemente dos Orixás que foram Reis, Rainhas, Caçadores, Guerreiros e etc. Que foram divinizados depois de sua morte.
Este tbm é um assunto extenso que podemos abordar em uma outra oportunidade.
Grande abraço!
Obrigado Fernando pela receptividade, espero contribuir positivamente com boas respostas e boas postagens.
Abraços!
Tata Euandilu, sua benção
Muito dez isso, eu particularmente não sei nada de Bantu sou um “zero a esquerda” nesse assunto, mas pelo pouco que sei, acho muito linda esta tradição e espero poder aprender mais com você. Seja Bem Vindo
Nzazi abençõe, abenção.
Realmente Charles a tradição e cultura Bantu é muito linda e complexa, por vezes mal compreendida por quem não faz parte de uma Ndanji (raiz) tradicional em seu culto, e pelos que não são Angoleiros.
Como disse anteriormente, obrigado pela recepção, estou muito feliz.
kiguá Hungbono Charles (salve)
Mucuiu Baba Euandilu
Desculpe a minha ignorancia, mas Bantu seria o Candomblé de Angola?? Fiquei muito interessada em saber a hitória dos Orixás ou Deuses na Angola!!! E sobre Odus… são os mesmos??
Poxa, acho que vou te dar um trabalhinho hein…. gostei d+ da sua chegada e espero ler mais posts seus…
Seja bem vindo!
Júlia Eugênia
Makoiu Nzambi Julia, Makoiu.
Vamos por parte:
1º: Não sou Babá sou um simples Tata kambondo, Babá seria a denominação de Pai no Ketu, Ok!
2º: Todo Candomblé Angola é de origem Bantu que é a denominação do conjunto das cidades de Angola.
3º: No Angola cultuamos Nkisi ou Mukixi, não cultuamos Orixás, isso é da parte Nagô ou Yorubana e pertence ao candomblé de Ketu.
4º: Odús tbm não nos pertence, e sim ao Ketu.
5º: Diferentemente do candomblé de Ketu, no Angola não temos lendas ou itans para explicar um Deus. Nossos Deuses são Deuses desde o começo do mundo, não foram pessoas que viveram na terra e após a sua morte foram alçados ao cargo de Deuses ou divinizados.
Obrigado pela acolhida, conte sempre comigo para poder tentar ajudar.
Abraços fraternos.
Makoiu Tata Kambondo Euandilu!!!
Obrigada pelas informações, é realmente tudo muito complicado para se entender assim em um blog, gostaria de saber se o Sr teria algum livro ou algo especifico do candomble de Angola para que eu possa ler e entender um pouco, ouço muito falar do ketu e entendo bastante coisas dele mas de Angola não muito e por incrivel que possa parecer, sou de Angola…
Obrigada pela sua atenção
Abraço!!
Julia, infelizmente até hj não temos um livro que fale sobre a cultura bantu, sem associá-la ao Ketu.
A cultura Nagô é muito forte e muito mais fácil de assimilação, a língua é mais prática do o noso Kimbundo ou Kikongo, e é muito mais simples entender um Orixá do que um Nkisi.
Eu gostaria muito de ter material suficiente para falar do Angola sem influência Nagõ, mas não sei se venderia…
Para entender o Angola e sua cultura, vc tem que ter a mente aberta e entender que nós não dependemos em nada de nenhuma outra cultura que não seja a nossa.
Com o tempo postarei aqui textos ilucidativos para que os que querem realmente compreender, o façam sem problemas.
Abraços e boa semana
Parabéns pelo discernimento e pela consciência do que deve ser levado em conta para o progresso e a dignidade da religião afro brasileira.
Duarte-Agbagigan.
Makoiu Tata Euandilu,
gostaria de tirar uma dúvida (como ja disse em Congo-Angola eu sou um zero a esquerda rsrsrsrs) o que é raiz Tumbajussara e Bate-folha?
Axé
Tata Euandilu, mo juba.
As lendas ao qual o Sr. se refere aos òrìsás iorubas, são metaforas, contadas a milhares de anos dentro da mente iorubana ou textos supostamente ditados por Òrúmìlá, em nossa cosmogonia temos Òya, Ogun, Osonyin, e etc…passeando pelo Aiye, em tempos remotos onde o ser humano alcançava o Orun sem precisar morrer para isto, é o primórdio de nossa cosmogonia..
Obatalá a energia suprema que deu origem os demais òrìsás, criador do corpo (Ara) de cada um de nós, explica essa forma de enxergar as divindades, somente Sòngo, quinto Alafin de Òyó, viveu e foi divinizado por Olodunmarè.
Dizemos que estas seres divinizados pelo ser humano são tratados como Esá.
A energia suprema de um òrìsá, emanada de Obatalá, jamais poderia ter uma vida com infancia, maturidade e morte.
Hoje mesmo postei um iton, virão outros, que conta o começo da povoação do Aiye.
Espero saber mais sobre a cultura Bantu e estou aqui coladinho aprendendo.
Coments apenas colaborativo.
Ki ba se o!
Mojuba ré (acho que é assim que se responde), Makoiu!
Gostei bastante de sua explicação sobre a cultura Yorubana, mas como o Sr mesmo diz é uma cosmogonia, ou seja uma descrição hipotética da criação do mundo, mas muito louvável.
Fiquei admirado com a destreza que o Sr relatou sobre o meu comentário.
Obrigado pela explanação, e sinta-se sempre a vontade para me corrigir se assim o quiseres.
Eu tbm adorei seu post, e com uma leitura dinâmica como a sua, espero aprender mais sobre a cultura do Orixás.
Abraços e meus respeitos!
Tata, vou tentar ajudar.
Respondemos;
Mo juba se, Nome do òrìsá, se o.
risos.
Pode não parecer mais sou timido.
L’onon owo l’ówó.
Tata, Nei Lopes é uma boa referência em relação a cultura Bantu??
A LEITURA AQUI ESTA BEM DINAMICA.
VCS ESTAO SENDO MUITO OBJETIVOS NAS RESPOSTAS.
MUITO BOM!
PARABENS!
EUANDILU VC TEM MUITA CLAREZA AO NOS PASSAR O QUE VC PODE PASSAR.
ESSE ESPACO ESTA ME AJUDANDO BASTANTE!
OBRIGADA.
GILMA
Euandilu, Motumbá!
Acabo ficando muito preso a minha nação e Hùngbónò Charles publicou uma belissima apresentação sobre genise Fon / Ewé. Confesso que conhecia o genise fon/ewé com suas variantes assim como o genise yorubá e suas diferentes passagens conforme a região, entretanto, conheço apenas uma única passagem de Nzambi e a criação dos Nkisse de maneira muito simplificada. Você sendo da Nação Angola poderia amadurecer a idéia de postar aqui o genise Bantu? Ficaria muito feliz em poder ler…
Acho importante, não somente para as pessoas que vivem a religião ler sobre sua cultura religiosa, mas até para quem lê o blog e não faz parte desta matriz, entender as diferentes cosmologias existentes no continente africano e como nós de matriz afro vemos o mundo.
Por partes.
Dizem que Nei Lopes é um bom pesquisador, mas sinceramente não sou fã dele e o vejo mais como sambista.
Nem sei se ele é iniciado na cultura Bantu.
Em breve postarei uma visão do povo Lunda sobre a criação do mundo, observando-se que na cultura dos Jinkisi (plural de Nkisi), não existe uma lenda exata sobre a criação do mundo… Meio complicado de se entender, mas aos pouquinhos eu vou tentando explicar.
Abraços a todos.
olá. gostaria de tirar algumas duvidas:
um abiã pode fazer parte do xire?
outra coisa: se um terreiro de angola cultua orixás pode-se dizer que esse terreiro não merece credibilidade?
grato!!!!!!!!!!
João Paulo, boa tarde.
Esse caso, pode variar de casa-a-casa, na minha casa anterior entrava sem problemas, porém tem casas que não olham com essa ótica e tem tambem toques em que o abion não participa, tipo Oro de Oye e etc…
Uma casa de Angola que trata seus Inkises como òrìsá é uma mistura que não deveria haver, pois, confunde toda tradição da Nação Bantu.
Peço ajuda ao Tata Euandilu, para postar sua opinião ele é o moderador mais indicado a lhe responder esta parte da sua pergunta.
Ire o.
Ai, ai oio do kilombo… Ai nai oio do kilombo!!!! Tata kambondo oio do kilombo!!!
Boa tarde tata euandilu, como vai ? kozandio!
Quem voz fala é tata ofange maku poko de mutalambo do n’zo de kavungo e n’zaze Raiz tumba.
Quero lhe parabenizar, e dizer que nos conhecemos pessoalmente na casa de ctata kituluazambi .
Seus textos são otimos e tiro o chapeu.
Perguntinha:
Qual seria a grande diferença da nação kongo para a nação angola ???
Sabemos que kongo e angola se misturam e se completam formando uma só nação mais ainda sim existe diferença.
Tata euandilu… sou de angola com uma dijina em yoruba.
Sou com certeza fruto de uma grande mistura que tata n’lundiamugongo fez no passado.
Sou mistura mas sou angola… com a graça de zambi.
Como o senhor vê a grande diferença por exemplo do kupaba unsaba para outras casas?
Sabemos que o axé gomeia também é kongo, porém tem muita diferença para o kupaba unsaba.
O que o senhor diz também, dos nossos irmãos em zambi do bate folhas chamar nossa raiz tumba, os kassanjis e outras casas damuraxó por exemplo, de candomblé de caboclo, povo galinha e etc…
Tata… não quero generalizar, quero dizer que estou mais para somar… kiua para nossa bandeira!!!
Quero dizer também que realmente o kupapa unsaba é a maior referência ao se falar de angola.
Eu mesmo não sei cantar em uma casa de bate folhas…
Sou fã de carteirinha.
Alias vamos nos esbarrar de novo irmão, kibuko ria n’zambi
n’zambi kutala
Tata Ofange (léo)
Tata ofange, boa tarde.
A oralidade e a escrita fincam as raizes de uma cultura, fiquei lisonjeado ao ler tantas palavras Bantu e distinguir a realidade do sonho, podemos sim manter nossas culturas vivas, de mãos dadas e lutando por sua prevervação.
Que a dialética se aproxime do povo e dissemine seus valores.
Ire o.
(Não sei escrever nada na no dialeto Bantu, ago)
Caro da ilha, como vai??? o senhor se mostra uma pessoa muito entendida do assunto candomblé.
Quero dizer que minha casa , também é assim… tratamos n’kisses como orixas e vice e versa.
Pode até não ser a forma mais adequada, mas mametu diala n’zaze de luango e muitas outros tatas e mametus aprenderam assim.
Quero ressaltar, que poucas casas se mantem pura como o n’zo kupaba unsaba. Isso é raro e geralmente é mais kongo
Tumba jussara , surgiu de uma grande mistura exemplo:
Ciriaco, teve cargo na kwe Bogun , foi sarapembe nas amoreiras em itaparica e andou muito em casa ketu tipo axé gantois.
Desta mistura surgiu tumba junssara irmão. Até que eu gosto sabia rs.
Sabemos que devemos resgatar nossa cultura… isso sempre!!! Mas devemos também saber respeitar a s diferenças.
Adupé, zambi n’quatessa
Tata ofange
Aliais , sou de Iajamba similar entre warís e jé aja da ilha
Sou de ogun… sou de n’kossi … sou do candomblé
Bom ler vc irmão, o Nelsóm fez um super time!!!
Tata ofange, respeito e muito suas palavras, quando me refiro aos nkises e òrìsás, falo e falamos aqui no nosso cantinho em preservação da Cultura e de todos os segmentos de religião Afro-descendentes, quem sou eu pra mexer ou dar opinião no que está posto a decadas.
Não se zangue, apenas minha forma de ver seu comentário em linguagem Bantu me fascinou e não poderia deixar de elogiar um dialeto tão rico e que nos presenteia no nosso dia-a-dia com palavras incoporadas ao cotidiano e nossos dicionários de lingua portuguesa.
Volto a afirmar que não posso emitir opinião sobre Nação Bantu pelo meu total desconhecimento desta cultura fascinante.
Ire o ogbon.
To zangado não da ilha… não me entenda errado…
Eu também acho que devemos resgatar a cultura
Só falo das diferenças darijimi baba , me de seu ago…
É que falar de angola é complicado sabe.
Tem casas que são muito tradicionais , outras não…
Também acho que o kongo bate folhas é a casa referência
acho que foi a unica que se preservou quase pura…
não há mais nada puro se tratando de candomblé…
Só que tem coisas que me deixam triste:
Tipo casa de angola que abre o pade de exu ( maiak
a ria pambunjila ) cantando para catiço…
Ai já é de +
Tata Ofange.
KKKKKKK, vc pegou pesado, rs.
Mas a verdade é esta mesmo, falta de sabedoria conhecimento e sensibilidade.
Ainda bem que nossos visitantes estam ficando mais sábios e estam sabendo diferenciar os loucos do reis. (osa meji)
Onon alafiá.
Ki ba se, Ogun irunmole la kaiye, osin’molè.
Mano Ofange, Nzambi Ntala, Makoiu.
Mano, a grande diferença entre o Bate Folha e as demais casas de Angola, é que o Bate Folha é Muxikongo ou seja, descendente de Kongo, e quem fundo foi meu bisa Bernardino que foi iniciado por um Kongolês chamado Manoel Nkosi, e as demais descendem da casa de Maria Nenem ou seja Angola pura. Lógico que nós cantamos para Nkisi tanto como para Mukixi, pq como vc sabe bem, Bernardino após a morte de Manoel Nkosi, foi dar obrigação com Maria Nenem que era sua amiga e sua casa era a maior casa de Angola de Salvador.
Uma certa vez em conversa com Xuxuca que é o Kambondo da casa matriz do Tumba Junsara de Salvador e presidente da associação beneficente Tumba Junsara, nós dicernimos sobre o nome Tumba Junsara ao qual ele me disse que chegaram a uma conclusão que Tumba é proveniente da raiz Tumbansi que era de Maria Nenem, e Junsara éra por causa da Cabocla Junsara que era dona do terreiro que seu Ciriaco herdou de um Tio de Santo dele.
Não vejo demérito em nada disso, vejo sim uma grande preocupação em manter suas tradições e raízes intáctas.
Realmente o Tumba Junsara misturou muita tradição nagô em sua cultura, mas se a raiz é assim, temos que respeitar e sinceramente o Tumba Junsara é uma raiz grande e respeitável.
Tata Ofange,
Como vemos, existem misturas que nos deixam de queixo caído. Eu ja vi muitos lugares onde cantam para os catiços os canticos de Legba e um outro que eu sempre vejo nas casas e vc deve conecer que diz assim (só não repare a escrita rsrsrs)
Pombogira jamucongue iaia orere
pombogira cujacojanjo
Essa é de Congo/Angola né?
Concluindo:
Existem críticos nesse nosso mundo do candomblé,.
Ninguém tem o direito de falar mal do outro, no fundo mano, somos muito iguais ou parecidos.
Lógico que falar um do outro é normal, mas como diz um antigo ditado Kongolês:
“A língua é que mata o corpo”
Respeito e admiro o Tumba Junsara, tenho muitos amigos como Sajemi, Walter, Tauamê, Dandurê, Tia Iné e tantos outros mano.
Juntos somos fortes, separados somos frágeis.
Temos é que respeitar as tradições das casas cô irmãs.
O que faz nossas diferenças são nossos cânticos próprios festas e tradição.
A coisa mais bonita que se tem é vc ir a uma casa de candomblé e saber identificá-la pelos seus cânticos e sua sala.
Hj todo mundo quer copiar o Bate Folha por essa pureza que ele manteve quase intacta até o lançamento do CD Cantigas de Angola.
Mas pelo menos estão tentando fazer a coisa certa, mas ao mesmo tempo desrespeitando a tradição que os antepassados plantaram.
“Quem se envergonha do seu passado, nunca terá glória no futuro”
Kiguá Nzambi!
Em tempo:
– A Goméia não tem origem Kongo.
– Não existe Angola / Kongo e sim Kongo / Angola que é o – – Bate Folha e Angola que são as casas de origem Tombeisi.
Hungbono; essa cantiga é do Angola Tumba Junsara.
Pambu Njila Já mukonge aiaá orere –> bis
eh Pambu Njila Kujá Kojanjô
Aff, isso aqui tá muito bom hj.
Adukpè o.
Sim charles rsrsr é realmente engraçado … Ésta cantiga é de kongo angola, só que tem pessoas que misturam tudo
legba com pambunjila, e catiço….” rapaz, isso dá até dor de barriga”
Tata euandilu, não esperava menos de sua pessoa…
Respeito é primordial.
Eu euandilu, tento aprender a cantar kongoangola.
O candomblé mais bonito e bem cantado que já vi foi na casa
de tata kitula de o lemba.
Vc estava lá cantando e tocando se não me engano.
Tambem acho que este negocio de ” da onde vem ogun marinho’ pode mudar.
E espero um dia aprender as cantigas de kongo que também nos serve.
Obs: Lá em casa agente não canta ogun marinho , nem eu vi oia… porém respeito quem assim faça ok?
Makuiu n’zambi, kibuko mano…
Ia jamba , jamba mapule, kambondo ke fula ngoma , iajamba jamba mapule…
N’zambi n’quatessa, meu apoio euandilu.
Da ilha , o senhor é omo ifá?? oluo???
precisamos converssar rsrsrsrs
Mano Ofange, mesmo se sua casa cantasse Ogun Marinho, tinhamos que respeitá-la, sem demagogia.
A coisa mais bonita de se ver em uma casa, é ela manter a tradição do mais velho.
Mas, se vc puder consertar é ótimo para sua casa.
Sou totalmente contra esse resgate desvairido que acontece hj em dia, com essa desculpa de resgate as pessoas incluem de tudo em suas casas.
Sou a favor de um resgate interno, de suas raízes, daquela cantiga esquecida, de consertar um Ngolosi, uma dança, um dialeto errado, acho que é porai.
“Ia jambá jambá makurie, iá jambá jambá makuriê
Kambondo ki fula Ngoma iá Jambá jambá makurie”
“Venha dançar e comer, venha dançar e comer,
Kambondo tocador de atabaque”
Irmãos,
Eu concordo, pois tem certos “resgates” descabidos, as pessoas querem fazer coisas que não sabem fazer, eu conheço uma pessoa (só não vou citar nomes) que diz que vira em Orumilá!!!!
Eu tenho as respostas de meus Voduns, as vezes gostaria de buscar algo mais, mas vejo que o que eu tenho me ajuda, me protege e nunca deixou de me atender, estou bem assim como sou (nada contra, como Tata euandilu falou “consertar é ótimo para sua casa”) mas sigo como me foi ensinado.
Tata ofange.
Sou omó Ifá, sou aluno do Obala Oluwo Olori Efun Awo Peju Ifarunaola Ifabajo Adesanya, Willer de Almeida. No Ile Ase Efunlase Ogboni ati Ifa.
Onde Òrúnmìlá um dia me dará a graça de ser mais um Awo a levar sua palavra aos quatro cantos do mundo.
Mo juba Ajaalaiye.
Ire ogbon.
visite:
http://orisaifa.blogspot.com/p/orunmila.html
Boa Tarde!
Tata ofange, vc poderia me explicar qdo diz … “Tipo casa de angola que abre o pade de exu ( maiak
a ria pambunjila ) cantando para catiço…”
Makoiu
Mais uma pergunta, sou da Angola e meu zelador disse que nossa “origem” é bate folha, mas pelo que pude entender nos comentários acima o correto é Kongo / Angola e não vice versa, fique confusa agora, pois a cantiga que Hùngbónò Charles mencionou e que Tata ofange comentou, cantamos no nosso barracão para toque de Exu (catiço)…
Desculpe a minha ignorancia, é tudo muito lindo o que vcs falam, mas no blog, acredito eu, que a grande maioria que le não entende qdo resolvem falar em Bantu, Yoruba, etc… vcs podeiram, se não for pedir muito, traduzir o que falam???
Muito obrigada pela atenção
Júlia Eugênia
Julia Eugênia, acho meio difícil vc ter a origem no Bate Folha e cultuar catiço, pois nós do Bate Folha somos tradicionalistas ao extremo e não temos a cultura de Povo de Rua de Umbanda em nossa casa.
Agora faltou vc dizer onde mora, qual o nome de seu pai de santo e qual o nome do seu avô, bisavô para que eu possa te dizer se realmente vc é da minha origem.
abraços
Eugenia, Esta cantiga pertence a pambunjila que é um n’kisi( bara) e não deve de forma algumaser utilizada para catiço.
Na minha casa diferente da casa de euandilu cultuamos os catiços que pertensem a “umbanda”, porém não misturamos a litúrgia. Dia de culto a umbanda é separado do dia do culto de candomblé.
Catiço é umbanda , pambunjila não é pombogira ok??
Bom dia a todos!
Euandilu, eu simplesmente fiz uma pergunta e disse que fiquei confusa com a informação que tenho do meu zelador e a que vc passou… eu não preciso te passar todas essas informações para que vc me diga se sou o não da “sua origem”… acho que estamos aqui para esclarecer entreveios e discrepancias que existem e jámais afrontar quem quer que seja, me senti afrontada por vc, desculpe se não tenho cargo e propriedade nas palavras pois estou (até então) aprendendo e aki sempre foi para mim um bom lugar, tenho pouco menos de 3 anos de iniciação, estou praticamente engatinhando ainda, peço desculpa pela ignorancia e curiosidade que pelo que senti não foi benvinda…
Axé
Tata ofange….
Se puder por gentileza esclarecer minha ultima dúvida…. qdo diz que na sua casa cultuam catiço, culto separado do candomblé, seira por ser da nação Tumba Jussara? As duas são candomble Bantu, mas bate folha não cultua e tumba jussara cultua, é isso??
E qdo vc diz “nao misturamos a liturgia”, o que diz pra vc neste caso a liturgia, ela é diferente de nação para nação? Segundo o Sr Euandilu, esse povo é denominado povo de Rua de Umbanda. Não deveriam eles serem cultuados apenas na Umbanda?? caso contrário vira uma mistura sim, independente de ser tocado junto ou não com o candomblé…
Axé
Querida Julia, não sinta-se afrontada nem ofendida por nada, não foi essa minha intenção, eu só lhe fiz as perguntas por curiosidade de saber sua origem.
Infelizmente hj muita gente fala que é BF pela gente ser referência como diz meu amigo Ofange, mas não é, não digo que é o seu caso, mas se fosse no meu caso me sentiria feliz em me apresentar a um da familia e de falar com uma pessoa da minha Ndanji e não exitaria em lhe dizer os nomes dos meus antecessores para que a comunicação se fizesse melhor.
Se vc mora no RJ para pertencer ao BF terá que vir de uma das 5 casas daqui, se for de Salvadorm ai não posso falar nada.
Desculpe pelas mal entendido.
BOm dia a todos, lendo os posts de vocês me veio uma duvida a cabeça.
Lendo uma vez sobre Joãozinho da Goméia, vi que ele foi feito em Anagola, mais depois de anos com obrigções em Angola ele tomou uma obrigação na casa de Mãe Meninha do Gantois, por ser uma das mais velhas pessoa em quem ele confiava, etc…Neste caso le deixa de ser de angola?E como fica ?
Na biografia que li o que pude entender , isso não estav escrito, mais a idéia PARA MIM ficou implicita, ele faz essa obrigação com Mãe Menininha tb por uma questão dos mais velhos de angola não aceitarem o jeito dele. É isso?
E uma questão neste caso hipotéticamente uma pessoa com muitos anos de inkisse, orixá vodunce, ele deve tomar suas obrigações com algu´me mais velho que ele certo?Mais e se ele não confia na pessoa que tem para fazer isso ele pode tomar obrigção com outra pessoa de outra raiz e continuar sendo da raiz original dele? Ou no caso dos muitos velhos de “santo” eles ja devem ter conhecimento suficiente do que deve ser feito ele pode recorrer a um ogã ou ekedi mesmo que mais novos?Minhas duvidas se estendem aos zeladores e a todos os outros do axé.
Axé para todos
Carolina,
O que se tem notícias ou a história que se conta de Sr João da Goméia é que ele foi feito para o Caboclo Pedra Preta, por Jubiabá que era um Pai de Santo do Candomblé de Caboclo.
AS mulheres antigas de Ketu ou de Angola não o aceitavam em seu meio por esse motivo. Conta-se que o Caboclo de Sr João resolveu uma parada muito grande para dona Menininha então ela em agradecimento deu obrigação nele.
Essa é a história que conhecemos…
Quanto a trocar de Axé, eu simplesmente não concordo, quem nasceu no Angola tem que morrer no Angola, Ketu no Ketu e Gege no Gege.
Pelas pessoas trocarem de Axé e casa, é que está essa verdadeira mistura cultural entre Orixá, Nkisi e Vodum.
Abçs!
Bandagira, e kozandio Tata Euandilu!!!
Julia, Nosso Mano euandilu não lhe foi grosseiro..
O que ocorre na verdade é que bo candomblé kongo angola ndanji bate folhas, ( kupaba unsaba ) é o que podemos chamar de uma verdadeira familia.
Não é todo mundo que ganha deka , ou autorização para abrir casa, e isso é acompanhado de perto por mametu mabeji e os outros zeladores como o refinado tata kitula.
Realmente eles são referência, tem seu sambile ou salão muito bem arrumado, cantigas sequênciais e tradicionais,alem de todos seus iniciados seja aqui, na bahia ou até em minas conhecerem todas as cantigas. posso dizer que devido a este fato os fundamentos devem divergir muito pouco, mesmo pq eles se cobram muito entre si para que a tradição não sofra mutação.
Eu Julia, não sou tumba jussara de verdade, minha vó de santo mametu nzumbu naguê (barta ) era filha de tata lundiamugongo.
Mas devido ao fato de os filhos de lundiamugongo ter se multiplicado de forma tão veloz, este controle como existe em bate folhas se perdeu, e digo mas…
Quase Ninguem tem mérito de falar que é tumba de verdade , somos seus filhos …
Faço parte do n’zo kavungo e n’zaze um pedaço do tumba jussara que é um pedaço da raiz tombesi.
Por isso digo que bate folhas é referência, não que é ,melhor e muito menos pior…
Digo que tata euandilu foi a melhor aquisição do candomble.wordpress.com. Parabéns To meje.
Sua resposta Julia…
Na minha casa, cultuamos catiço sim, mas isso é particular da minha casa. O culto de povo de rua é um culto que é da umbanda, porém mkuitas casas de candomblé , seja ketu, adjeje ou angola cultuam hoje em dia.
Mas o correto é fazer este culto de uma forma à parte :
Separar um dia só para umbanda ok?!
O bate folhas é uma casa que não aceita mutação na sua n’danji, devido a este fato eles não aceitão.
Só que existe um fator basico para as casas estarem com uma maior aceitação para este culto:
Existe uma grande migração de pessoas da umbanda para o candomblé.
Aqui no Rio irmã, até casa de adjeje tem seu culto a catiço e de portas abertas.
Espero ter ajudado. Mano Euandilu, grande abraço
Tata Ofange
Mano Ofange, Nzambi Ntala, Makoiu.
Obrigado pela colocação, fico muito feliz, lisongeado e extremamente emocionado pela seu elogio a minha pessoa.
Quero dizer que estamos juntos e misturados, vc é sim um descendente do Tumba Junsara de direto.
A intenção em minhas postagens, é sempre de ajudar, nunca de diminuir, afrontar, ou maltratar quem quer que seja, não participo do blog com essa intenção.
Espero sempre ajudar alguém com minhas postagens, atrapalhar nunca.
Abçs
Euandilu, tenho um pedido…
Temos aqui no blog , uns postes falando sobre qualidade dos jin’kisi(s) . Só que eu sei que o baqte folhas utilizam outros nomes como:
Pambu mavambu
Buruganji
kutu matango
n’kosi mavanbo
jipoko
Iajamba
mutakalambo
kabila
n’gomgobila
katende
minipanzo
kikongo
n’zumbo
kange
Janja kalunga
zingalumbondo
luango
lumbondo
kambaraguaje
kitembo
kaiango
n’bulucena
kizimbe
n’dadalunda
kukueto
samba
kaiara
n’zumba
n’zumbaganga
wunji
odundu
lemba
kasute
e outros… E queria te pedir irmão um vocabulario kongo angoles
Se receber a sugestão lhe serei grato ok?
N’zambi n’quatessa
Mano, como vc bem sabe não temos qualidades de Jinkisi, cada Nkisi é único e dono de sua própria energia.
O que posso fazer é te dar os nomes dos Jinkisi de nosso xirê.
Pambu Njila
Nkosi
Kongobilo
Katende
Kitembo
Nzazi
Nsumbo
Nzumbá
Hongolo
Nzingalumbondo
Kaiango
Ndandalunda
Nwunji
Uendá
Lemba..
É isso que vc queria?
Não entendi bem o seu post, mas espero ter ajudado.
Sim, Euandilu… Mas por exemplo tem pessoas que dizem ser de kissimbi outras de danda.
Conheço pessoas de lumbondo , de luango e etc…
Irmão se o senhor julgar que este assunto é improcedente, peço que apague o comentario,e me passe o email.
É só o senhor moderar dai e vera o email em nome de ,minha esposa que é oque eu uso.
Estarei no aguardo ok???
Sem Problemas… mas se quiser meu email é ricktenorio@hotmail.com.
Imagina se a gente cantasse tudo que é Nkisi que existe na sala? O candomblé ia durar no mínimo umas 6 horas…
Na minha casa existe Nkisi que não faz parte do xirê, e só se canta quando ele está presente na sala.
Acho que isso acontece na casa e no axé de todos.
Tata Euandilu,
O Mesmo ocorre aqui, temos uma quantidade grande de Voduns, quando temos zandró começa 7 da noite vai até quase 4 da manhã!
Euandilu, Mo juba o.
O sire realmente é feito com um jogo antecedendo o Oro, creio que Esù e Ogun são obrigatórios, como Obatalá.
Mas vou cultuar neste dia o òrìsá (s), que Òrúnmìlá determinar, se alguma outra energia se apresentar, ai…
Vamos dançar e cantar e nem olho pro relogio,rs.
Ire o.
… Mano, como vc bem sabe não temos qualidades de Jinkisi, cada Nkisi é único e dono de sua própria energia…
Bom dia!
A quem puder me responder fica aqui uma dúvida, o Sr Euandilu postou o comentário acima, porém, li aqui mesmo neste blog vários posts do Babá Tomege sobre qualidades de nkisi…
Grata
Julia, acho que não estamos nos entendendo, vc sente-se ofendida por nada e quer contestar meus posts, não tem problema faça-o sempre que quiser desde que com respeito.
Se vc quer me tratar com irônia não tem problema trate-me tbm do jeito que vc achar melhor.
Mas como vc falou que é nova de iniciada e que não tem nem 3 anos de santo e, está tendo oportunidade de llidar com gente mais velha que está querendo ajudá-la vou te dar uma dica.
Quando nos referimos a alguém de cargo como eu, o certo é me chamar de Tata Euandilu não de Sr Euandilu, Ok?
Leve isso como ensinamento de um amigo.
Quanto ao meu post, nós do Bate Folha não cultuamos qualidades nem família de Nkisi, isso é propriedade dos Yorubanos e Nagôs, não do Angola.
Abçs e que Nzambi te ilumine.
Tata euandilu, eu lhe aconselharia colocar o cargo a frente de seu nome (djina), fica mais fácil identifica-lo. E perdões por ter me dirigido ao você anteriormente de forma indevida, mas confesso que nunca me intimidei por não ser tratado como babalorixá.
Julia é verdade que existem sim estes posts, inclusive numa conversa pessoal com o Tata Euandilu eu deixei a seu critério a modificação destes posts. Nós aqui no blog já retiramos alguns posts que o grupo julgou improdutivo ou mesmo com informação equivocada. Na época era o que dispunhamos para publicação e o fizemos, porém eles se referem a um segmento específico do Angola, e o Tata, muito respeitosamente disse-me que não achava necessário ou prudente mexer nisso porque cada segmento faz aquilo que aprendeu. Então não é uma questão de certo ou errado é uma questão de saber a qual tradição a informação está ligada e respeitar esta tradição/cultura. O que o Tata nos diz é que no segmento BF, não há qualidades.
Julia eu sou filho de uma casa tb tradicional aqui do RJ e já ouvi pessoas falando que eram meus irmãos de santo e quando fomos ver direitinho a pessoa tinha no máximo dado um bori na roça e estava usando o nome da roça pra ter um status no meio religioso, por isso as vezes questionamos a origem da pessoa, pra ver se a informação é correta e assim poder ajudar, não é com intenção de menosprezar ninguém ou julgar, mas acho que os filhos de uma casa que se diz filha ou descendente de um axé de tradição tem o direito de saber se isso é realmente verdade e acho que essa é uma oportunidade rara poder falar com alguém como o Tata Euandilu, que está aqui disposto a colaborar num segmento tão pouco divulgado e compreendido ainda. Axé, Tomeje
Bom dia!
Eu não estou tendo problemas nenhum com o senhor… muito pelo contrário, tanto que assim que o senhor entrou no blog, fiquei feliz e te dei boas vindas…
Fiquei sim chateada pela forma que me respondeu e entendi como menospreso de sua parte, mas para mim passou, uma vez que o sr disse que não foi essa a intenção, não coloquei o seu cargo na frente do seu nome pois não me recordava dele completo, sei que é Tata, mas não sei todo ele (concordo com Babalorixa Eurico d’oxala, especifique, fica melhor) e para não colocar errado decidir chama-lo de senhor, que acho ter o mesmo respeito, mas tudo bem.
Quanto ao me reportar aos mais velhos, sempre me reportei a todos aqui como deveria e com muito respeito, sempre participei e questionei a todos que me acolheram com muito carinho.
Frequento uma casa onde também tem, com certeza, mais velhos e me coloco no lugar de uma simples Ywao, camutue baixo, voz baixa, sim senhor, bença, licença, limpo frango, limpo a roça, faço de tudo que um yawo tem que fazer, nunca me coloquei acima disso.
Desculpe se meus comentários para o Sr foram uma afronta, jamais quis isso e não quero de forma alguma lhe tratar com sinismo pois isso não faz parte do meu carater. Somos seres humanos e somos imperfeitos, infelizmente se nos desentendemos, fica aqui as minhas desculpas…. acho que o sr, da mesma forma que eu interpretei mal os seus comentários, tem o direito de me interpretar mal tbém… mas Descullpe…
Ah! coloquei “a quem puder me responder” pois as vezes o Baba Tomege, Babá Fernando, entre outros respondem tbém, só por isso………. mas vou ser mais espectadora do que interlocutora agora…
Axé
… vou revirar aki o seus post e achar o seu nome certinho, sei que já li mas não me recordo aonde…. rsrrsrsrs
Júlia Eugênia
Querida Julia, desculpas aceitas e acolhidas com carinho, e tbm aproveito para pedir desculpas tbm.
Pessoas do bem e de bem agem sempre desse jeito, dialogando e se entendendo.
Só discordo de vc que se acha um simples Yáwô, vc faz parte de um processo e daqui a algum tempinho vc vai ter todos os direitos que seus mais velhos tem, é só continuar humilde, educada e respeitosa.
Torço por vc, conte sempre comigo e não seja só uma expecatadora, participe faça críticas ou elogios, só assim sabemos se estamos agradando, errando, ensinando e aprendendo.
Abraço com muito carinho a vc.
Bom dia Babá Tomege!!
Makoiu!
Obrigada, só havia ficado em dúvida pois não sabia que haviam distinções sobre BF e TJ… não foi uma contestação, como já li todos os post deste blog, quando li o comentário quis tirar essa dúvida.
Quanto as minhas origens, comentei com Tata Kambondo Euandilu (achei….rsrsrsrs) pois meu Zelador havia mencionado que somos Bate folha, mas como o barracão estava fechado para algumas reformas não tive a oportunidade de falar com ele, este final de semana estaremos reunidos para a “faxina pós reforma” e aproveitarei para tirar esta dúvida, entre várias outras, inclusive vou passar o endereço do blog pra ele, eu acho que independente de idade de santo, sempre é tempo de novos conhecimentos…
… mas com certeza não mencionei que sou BF para tirar proveito de nada não….. por favor não me entendam mal…. rsrsrsrs
Abraço
Júlia Eugênia
Julia eu não me referi a vc minha querida, nunca. O comentário diz respeito a zeladores que fazem isso, e infelismente é normal usarem o nome de casas de tradição pra ganharem credibilidade junto aso filhos e clientes e é por isso que sempre tomamos esta atitude de esclarecer as coisas. Só isso. Tranquilo rsrsrsrs, Tomeje
Boa tarde!
Eu denovo….rsrsrsrs
Hj meu serviço está tranquilo, então posso encher o saco de vcs o dia todo…. rsrsrss (brincadeira)
Mudando de assunto, eu me sinto a vontade para pedir a ajuda de vocês… A um tempo atrás, eu contei aqui a minha história, que se resume em: meu zelador foi embora, nunca mais apareceu. Continuei na casa com outro zelador (tinha o zelador, dono da casa e o meu que tocava junto e era “pai pequeno”, se assim pode dizer) acontece que inumeras vezes entrei em contato com ele mas ele sempre dizia que viria para conversar comigo e até agora (2 anos) não apareceu, estou prestes a dar minha obrigação de 3 anos e não sei o que fazer, isso mecheu muito comigo pois gosto d+ dele e até então, confiava muito nele tbém. Mas além desse problema tem outro, a casa passou por várias mudanças e muita gente saiu, sobrando apenas eu, o zelador e minha madrianha ekedje, é possivel seguir uma casa assim? e para eu recolher, sendo que eles trabalham? Se ele fizer a minha obrigação ele vai passar a ser meu zelador? Por favor me ajudem, quero falar com o zelador da casa, pois desde que o meu zelador se foi, não foi feito nada para mim e estou sem saber o que dizer a ele, que decisão tomar…. se puderem me ajudar… ficou meio confuso mas acho que deu pra entender né? rsrssrs
Abraço
só pra notificar….
Em um dos comentários acima mencionei que iria falar com meu zelador sobre algumas dúvidas, na realidade o zelador que me refiro é o da casa onde continuei e até agora não falei com ele pois não me sinto a vontade, não sei porque, mas tenho um bloqueio muito grande com ele sobre certas coisas…
Agora sim, é só!
Abraços
No caso a que Babá Tomege se refere… de pais de santo que utilizam nomes de terreiros conhecidos, como podemos nos defender, perguntar sua arvore genealógica?E além disso para quem esta começando e não conhece muito, nunca teve um contato a pessoa pode dizer que filha, neta mais não vai fazer diferença pq nem todos são conhecidos!!!!!!!!!Existe outro meio?Foto, filme etc…?Na verdade deveria se ter como ter um controle maior para que isso evitar tais problemas, sei que é dificil mais o senso dos terreiros ja é um bom começo, além de como TOmeje Baba Fernnado e todos os outros sempre falam curtir o tempo de abiã é fundamental não se deixar levar pela urgência que parece ser comum agora, ir a um jogo e sair de la com urgência para se fazer santo!!!!!!!!!!
Julia é bem complicado um zelador com tão poucos recursos humanos dar obrigação em alguém, 03 anos já requer um rito mais complexo e demorado. Mas ele sempre poderá recorrer aos mais velhos ou irmãos da sua casa de origem. A questão de vc ser ou não ser filha dele vai depender de vcs dois. Num momento da minha vida eu dei obrigações com um grande amigo meu e não o assumi como zelador, alguns podem discordar disso mas eu vejo que há esta possibilidade sim. Julia em uma família não pode haver melindres desde que cada um entenda seu papel e dever dentro desta família religiosa e que os assuntos fiquem restritos àquele circulo. Acho que vc deve conversar sim, vc tem que saber sua raíz e sua descendencia. axé, Tomeje
Carolina se pudéssemos quantificar um problema, qualquer problema. Ele seria 20% do que realmente cremos que ele seja, os 80 % restante são insegurança, dúvidas, medos, ansiedade e outros elementos que nos deixam cegos em busca de resultados. É neste momento que estes que utilizam nomes de axés atacam os fieis que estão fragilizados e não querem nem mesmo perguntar de onde é o fulano, isso fica pra depois, o importante é o resultado que o fulano promete e que geralmente casa certinho com o que o fiel quer ouvir. Por isso falamos em casas de sua confiança, de tradição e que seja reconhecida no meio religioso. E no caso de criar vínculos, a recita é sempre a mesma, e que vc já aprendeu rsrsrsrsrsrsrsrs ser abiã, é fundamental. Axé, Tomeje.
Tata Euandilu
Gostaria de saber qual a diferença e semelhança entre Ndandalunda e Kissinbi?Ja li a respeito destes dos nomes ligados aos rios.Li que um nome seria como se fosse a divindade do rio mais nova e outra mais velha.É isso?
Tata Euandilu,
Gostaria que me esclarecesse uma dúvida (mais uma rsrsrs), pode até soar ignorância, mas vi estes dias alguém dizer que Intotô pertence ao povo Bantu (?). Na minha casa não se cultua esta divindade, embora muitos o tenham como um Vodun ligado a Sakpata, no Ketu também cultua-se, mas esta afirmação de Intoto (Ntoto) ser Bantu me despertou muita curiosidade em saber se é verdade. rsrsrs.
Axé!!!
Hungbono Charles.
Sim, Ntoto pertence ao povo Bantu, é o nosso chão.
Não é um Nkisi que se raspa na cabeça de ninguém, mas sim um Nkisi de fundamento.
Muito bom dia Tata Euandilu!!!!
O Sr anda sumido!!!! rsrsrs
Pode por gentileza tirar uma dúvida minha??
No caso da pessoa ser de Oxum Apará no Ketu e for por algum motivo mudar para o Angola, como fica esse Orixá, uma vez que no Angola não tem qualidade de Nkisi???
Abraço
Bom dia Júlia, to sumido não estou respondendo as pessoas no outro post que coloquei “Ngoma, no ritmo dos Jinkisi”.
Quanto a sua pergunta “No caso da pessoa ser de Oxum Apará no Ketu e for por algum motivo mudar para o Angola, como fica esse Orixá, uma vez que no Angola não tem qualidade de Nkisi???”
É simples a resposta não fica…
Na minha opnião, se vc for iniciado em qualquer uma das nações existentes, vc tem que ficar nela até morrer, pois se for mudar de nação, terá que ser iniciado novamente..
Muito complicado esse assunto, mas se a pessoa foi iniciada de Oxum Apará, como pode ser iniciado novamente por outra energia de outra nação???
Ninguém nasce duas vezes.
Tata Euandilu,
Estava lendo sua resposta a Júlia e achei muito coerente.
Esse é um assunto complicado mesmo, mas também é muito comum, muitas pessoas se iniciam em uma nação e depois mudam para outra e muitas vezes não se iniciam novamente, talvez pela razão que voce disse, “Ninguém nasce duas vezes”.
No caso que a Júlia se referiu, se a pessoa mudar de nação, ela continuará a receber a energia do Orixá, somente mudando para o nome do Nkisi? Se for assim o Orixá permite ser chamado de Nkisi?
Obrigada.
Axé
Pois é Tata Euandilu….. isso aconteceu comigo… mas na realidade não cheguei a ser iniciada no Ketu…. resumidamente….. fui de Umbanda por quase 20 anos, entre esse período a “mãe de Santo” da casa faleceu, passando a filha dela tomar conta da casa, ela é raspada no Ketu e começou a misturar os “ritmos”, Umbanda + Ketu, eu como não conhecia o Candomblé estranhei e muito a mudança, foi onde tomei meu ebori e lá me disseram que precisava raspar com urgência e me confirmaram como sendo de Apará…. mas para mim era tudo estranho, pois o Zelador dela não tocava pra baiano, boiadeiro, exu, caboclo, marinheiro, etc… e dizia que teria que suspender meus “catiços”, foi onde me afastei por um tempo, pois com ela não havia conversa, tanto que ela chegou a dizer que quem não estivesse satisfeito com o novo “ritmo” da casa, a porta da rua era serventia da casa…. pois bem, foi por essa porta que sai e não voltei mais. Tempos depois, quando me interei um pouco, bem vagamente sobre o Candomblé, conhecia a nação de Angola e gostei, fiquei 3 anos só assistindo para então entrar e o que me intriga é que fui raspada a quase 3 anos como Apará, segundo o meu então zelador, disse que não iria alterar nada, iria manter e que no jogo confirmou tudo… Não estou reclamando, longe de mim, muito pelo contrario, não tenho nem o que reclamar pois até hoje só tenho a agradecer por tudo o que venho conseguindo, só fiquei um pouco confusa com algumas coisas que aprendi, por exemplo de nkisi não ter qualidade…gostaria de saber no meu caso como ficaria???? me dê uma luz Tata…rsrsrsr
Um forte abraço
Complicado heim Júlia…
Mas no começo vc falou que não raspou e saiu da casa e no final vc disse que raspou Oxum Opará em uma casa de Angola é isso mesmo?
Se for isso Júlia, eu nem sei o que dizer, aliás só posso dizer que o seu Zelador não conhece a cultura e tradição da nação Angola, pois se conhecesse nunca iria raspar um Orixá em sua cabeça e sim um Nkisi.
Só vc procurando uma casa séria e de tradição pra fazer um jogo e saber como está sua vida espiritual.
Boa sorte!
Poxa vida…. sabia que é esse um dos vários motivos que me desanimaram… olha que eu demorei pra entrar no barracão, fiquei um bom tempo como abian… visitei várias outras casas e todas eram iguais… ao menos nos toque, não sei o fundamento, todos os Candomblés de Angola que visitei aqui em Guarulhos foram iguais… todos com Orixás e suas qualidades, inclusive já vi vários com “Ogum Xoroquê”, mas somente a +ou- 1 ano vim conhecer o blog e aprender sobre a grande diferença entre as nações… inclusive nesses dias, joguei buzios com um zelador de ketu e ele mudou totalmente meu “Orixá”, meu e do meu filho dizendo tbém que meu filho não era ogã… é ou não é pra ficar com mente confusa….
Abraço
O Sr é aqui de SP??
Não querida, sou do Rio de Janeiro.
Tata Euandilu,
O que a Julia falou não ocorre apenas em SP aqui no Rio também.Mais por aqui o que eu ja observei é que se faz uma “mistura mesmo”, em certos lugares para facilitar, como temos muito mais coisas escritas e uma difusão maior do keto.Não acho que seja certo, mais nem sei como se concertar tudo.
Tata Euandilu,
Vc conhece esse livro ja ouviu falar?É uma boa leitura?
O Candomblé de Angola Antigo e Aceito
Autor Sérgio Ribas ou Pai Oroninkayrê
Carolina eu não conheço o livro em questão, já ouvi falar em Sergio Ribas, mas com certeza não indicaria esse livro.
Simplesmente por esse Sr ter sido iniciado em Ketu, e eu desconheço sua familia de santo, não é tradicional.
Se ele fosse um iniciado no Angola com uma boa familia de santo, a história seria outra, pois ai sim teria o que contar.
Procure alguma coisa do Nei Lopes.
Tata Euandilu,
Gostaria de sua opinião sobre este texto que extraí, me deixou com a “pulga atras da orelha”:
“…Cabinda é uma região da África que já foi independente, mas que hoje é uma província de Angola. Seus habitantes são originários do tronco lingüístico bantu e são os Bakongo, Bauoio, Baluango, Basundi, entre outros…Na metafísica dos bantu, os Nkisi pertenciam ao seu lugar de origem e jamais eram movidos de lugar. Por isso, quando eles vieram para o Brasil, seus Nkisi ficaram na África. A sua profunda religiosidade os fez, então, serem atraídos para as religiões que conheceram aqui no Brasil…Kamuká pode ser um Nkisi nsi, espírito ancestral ligado a um clã familiar. Esse espírito pode ser de um ente falecido que volta incorporado num descendente seu…”
Bem só para explicar: Kamuká ou Xangô Kamuká é um “orixá” que só se cultua no Batuque de nação Cabinda e fica assentado no igbalé, mas o que me chamou a atenção foi a parte que diz “os Nkisi pertenciam ao seu lugar de origem e jamais eram movidos de lugar”, sendo assim não poderia existir o Candomblé de Angola, mas estes mitos rondam a internet fazendo com que os menos intendidos fiquem com muitas dúvidas, como eu não acreditei muito nisso mas não conheço quase nada de Bantu resolvi te consultar.
Acè
Hungbono, existem pesquisadores demais de uma cultura que nem sequer sabem onde fica Cabinda se lhe derem um mapa da África.
Já li nem lembro mais que o poço pertencia a Nanã…..
Existem pesquisas mal feitas, pesquisadores que nem sequer sabe pesquisar.
Acho que esse texto é mais um infeliz texto sobre um assunto mal abordado.
Mas é aquilo, tbm já lí que existem mais de 250 Odús e que esses são gêmeos ou pares, e olha que só se conhece 16.
Complicado!!
Euandilu, mo juba Tata.
Os Odus que genericamente se chama de gêmeos, são os Olodus, Odu – Meji, pois quando se Tefa, marcar o Odu no Yerosun, fazem-se as marcas iguais, em pares, dai a ‘giria’ de gêmeos, simplesmente por causa do simbolo binário ser igual.Temos 16 Odus Meji ou Olodus e 240 Òmódu.
São 16 membros em cada familia, perfazendo o total de 256, 16 x 16.
Exemplificando: Familia de Ogbe ou Ejionile.
Ogbe,Ogbe’Oyeku, Ogbe Ywori, Ogbe’di e assim sucessivamente até chegarmos na familia do segundo Odu que é Oyeku que formará a sua:
Oyeku, Oyeku’ogbe, Oyeku Iwori, e etc…
Depois dos 16 meji, a ordem de antiguidade dos Odu se dá atravez desta ordem das familias.
Após o 16 Odu, somente o Babalawo poderá ver, pois requer um instrumento de consulta chamado Opelè Ifa ou Ikin (caroço e dendê).
Ose’oturá é um caso aparte, pois trata-se na verdade do 17º Olodu, mas é conversa pra muitas horas, rs.
Ago n’Ilè tata.
Ire o.
Euandilu
O senhor que e iniciado no candomble Angola.
Oque acha de tipo compara Kaviungo com Omolu
que para min e uma força só
que e muita conhecidencia os inkise ser praticamente iguais no demonio de suas naturezas ..
Obrigado
Gabriel, se vc olhar por cima a grosso modo realmente Nkisi se parece com Orixá e vice e versa, mas se começar a esmiuçar são Deuses diferenciados.
Veja bem, todos os povos tem Deuses de naturezas parecidas, tipo: Nós temos o Deus da varíola que é Kavungo, os Yorubanos tem Omolu que é seu Deus da doença como os outros povos tbm devem ter, como São Lázaro é o Santo que traz as chagas no Catolicismo….
Entendeu minha colocação?
Realmente eles vestem praticamente a mesma cor, aparamentos, comem a mesma comida, mas acho que é porque vieram de um mesmo continente com costumes parecidos.
Por exemplo: No Brasil temos o Aipim que é feito de diversas formas com nomes diferentes mas não deixa de ser o Aipim, entendeu?
Acho que é porai.
Abçs
Realmente mano Da Ilha, nessa parte eu sou um zero a esquerda, obrigado pelo exclarecimento.
abenção
Bom dia!!
Como saber qual pesquisa esta correta? provavelmente ela deve ter sua fonte, uma base e um fundamento, creio que Hungbono Charles não criaria tal dúvida se o site pesquisado não fosse de confiança….
Então fica a questão, será que não acabamos acreditanto somente naquilo que nos convem, em pesquisas que mostram o que seguimos e quanto surge algo que nos afronta, desvencilhamos e dizemos que são inverdades??
Abraço
Bom dia!
Tata Euandilu, Makoiu!
O Sr poderia por gentileza me dizer o signifcado ou o que se aproxima dessa tradução da palavra DONIEUASILE ou DONIEUWACILE ou DONIEUWASILE (não sei o jeito certo de escrever)…… pois foi dado como minha digina….
Abraço
oi uma boa noite.
mukuyú.
sou de angola ,de oxala gostaria de sabe porque oxala ñ gosta de dança ele só dança uma vez por ano .
minha mãe de santo passou oxum para frente mais oxala ñ aceitou. isso certo
Greice, boa noite.
Porque será que os zeladores de Angola não querem nominar os Nkises com os nomes que eles tem?
Angola não tem Oòsàála e nem Òsun, os correlatos se assim podemos dizer tem outros nomes, pense nisso.
Eu nunca vi este òrisá dançar somente uma vez por ano, na minha casa já o vi dançar umas duas vezes este ano, não sei se em Angola é diferente.
E essa coisa de passar pra frente pra tráz é brincar de Deus e nós não podemos ter essa pretenção, somente autorizado pelo Alto podemos pensar em fazer uma coisa dessas.
Obatalá é a força maior, a vida, o sol. a luz, o mais importante, o modelador de corpo, a vida e a morte.
Será que é pouco?
Ire o.
Julia, sua dijina é composta por diversas palavras então vou ter que fazer uma pesquisa separando a palavra para chegar a um sentido.
Em breve posto pra vc, ou se quiser eu mando para seu email particular para não expor a tradução aqui.
Abçs
Muito boa tarde Tata Euandilu…. qto tempo!!!!!
Se o Sr me mandar via e-mail eu prefiro, fico no aguardo ansiosamente…. rsrsrss
Abraço
BOA NOITE!
DESPOIS DE TER FEITO MINHA FEITURA EM 15 DE ABRIL SE 2110.
7 MESES DEPOIS FIZ OUTRA OBRIGAÇAO E ASSENTEI XANGO.
AGORA EM JULHO, DEPOIS DE 7 MESES, ASSENTARIA OUTRO ORIXA QUE NAO ME FALARAM QUAL SERIA.
TENHO UM RESPSITO GRANDE PELA CASA E ENTIDADES LA PRESENTES.
LENDO,COMECEI A QUESTIONAR ALGUMAS COISAS.
OBRIGAÇAO DE 7 EM 7 MESES????
PARA ASSENTAR ORIXA?????
BOM, VEIO O PIOR PARA MIM HA ALGUNS DIAS:
CONVERSANDO COM UM PAI DE SANTO SERIO,DISSE-LHE DA MINHA FEITURA DE SANTO E ELE ME DISSE QUE NAO FOI FEITO SANTO EM MIM.
NAO MUITO TRANQUILA CONVERSEI COM UMA PESSOA TB QUE ME DISSE QUE EU NAO TINHA FEITO O SANTO TB.
TUDO NAO PASSAVA DE UMA MARMOTAGEM.
QUERO DIZER QUE UM DOS PAIS de santo quer conversei é feito a 31 anos na naçao angola.pessoa respeitada e seria!
Disseram que os assentamentos que tenho em casa nao passam de vasilhas que nao tem força nenhuma.
ME DESCULPE, ESTAR LEVANDO ESSE QUESTIONAMENTO PARA VCS.MAS É QUE DIANTE DE TANTA COISA QUERIA QUER VCS ME DISSESSEM ALGUMA COISA.ME ORIENTASSEM.
CUSTO A ACREDITAR QUE FUI ENGANADA.
QUERO CONVERSAR NA CASA E NAO PRETENDO FICAR LA MAIS ,DIANTE DA SITUAÇAO.
AGUARDO RETORNO DE VCS.
OBRIGADA.
Marta, se acalme.
Vc pode descrever o que aconteceu?
Raspou, ficou recolhida, quabtos dias?
Que vasilha é essa? Quartinha?
Saiu no salão para dar o nome, abriu cura?
Vc não explicou, apenas desabafou?
Vc se iniciou e já levou seus assentamentos para casa?
Qual seu Nkise?
Responda para podermos analizar o que foi feito em vc.
Eró, eró. (calma, calma)
obrigada por despender seu tempo comigo.
fiquei recolhida como disseram la na camarinha(um quarto desfeito na casa)um dia.entrei no sabdo pela manha e sai no domingo pela manha.
nao raspei a cabeca toda.so um pouco -um palmo da testa ate o meio da cabeca.
fez um corte nessa parte raspada.
um corte no braco direito.
usei contra egum durante 90 dias.pano na cabeca durante 90 dias.nao foi raspado todo meio cabelo.so esse pequeno pedaco que disse.
assentei ogum de cabeca e iansa nessa feitura.15 dias depois levei o santo para casa.
quando sai da camarinha com a roupa de santo.so teve uma saida.quem estava TOCANDO O ATABAQUE ERA MEU MARIDO,NESSE LUGAR ELE DEIXOU DE RECEBER SEU PRETO VELHO PARA TOCAR ATABAQUE(ACREDITO QUE ESSE SEJA OUTO PROBLEMA).
NADA FIZEMOS POR CONTA PROPRIA.SEMPRE RECEBEMOS ORDEM OU ENSINAMENTOS DE LA.
ESSA FEITURA FOI EM ABRIL DE 2010.QUANDO FOI EM DEZEMBRO ASSENTEI OUTRO ORIXA-XANGO.
FIZ OUTRA OBRIGACAO-QUE DUROU 4 HORAS-BANHO,CORTOU NA VASILHA PARA OGUM,IANSA,E XANGO.
ESPEROU UM TEMPINHO E FUI PRA CASA COM TODAS AS VASILHASDOS 3 ORIXAS.
AGORA EM JULHO DEVERIA FAZER OUTRA OBRIGACAO E ASSENTER OUTRO ORIXA-QUE NAO ME DISSERAM QUAL.
AVASILHA DE OGUM E UMA BACIA DE BARRO,COM PANELA DE FAERRO,FERRAMENTE DE OGUM,OTA-COLOCO DENDE NO OTA NO DIA DO SANTO.
TODOS TEM QUARTINHA COM AGUA E UMA VELA DE SETE DIAS.
IANSA UM BORRAO ,UMA BACIA DE BARRO,SETE PRATOS DE BARRO,UMA PANELA DE BARRO COM OTA DENTEO E DENDE NELE.
XANGO,UM PILAO E UMA PANELA DE MADEIRA COM OTA DDENTRO E AZEITE DOCE NELE.
ESSE E O ASSENTAMENTO QUE ESTA NA MINHA CASA.
NAO FIZ ASSENTAMENTO DE EXU.
NAO TEM NADA MEU NO TERREIRO.TUDO QUE FIA ESTA NO MEU APARTAMNETO.
O NOME DADO NO SALAO FOI OGUM JAGUM OJA-GUERREIRO DA VERDADE E DA JUSTICA.
ME FOI DITO QUE NESSE SEGUNDA OBRIGACAO EU JA TERIA MAOS DE BUZIOS.E NA TERCEIRA MAO DE CORTE.
ONDE JA FARIA OS CORTES NECESSARIOS PARA MEUS ORIXAS.
O UNICO DIA QUE VAMOS LA E NA SEXTA EM REUNIAO PUBLICA.
E UM LUGAR PEQUENO E QUANDO TEM TRABALHO PARA PESSOAS QUE PRECISAM VOU PARA AJUDAR NOS TRABALHOS.ELE ME DISSE QUE NAO HAVIA NESCESSIDADE DE SE REUNIR PARA APRENDER ,PQ EU APRENDERIA NA PRATICA VENDO FAZER TRABALHOS.
SOU UM PESSOA QUE PROCURO ESTUDAR,LER E FUI VENDO QUE TINHA ALGO ERRADO.ATE DE FATO ESSAS DUAS PESSOA CHEGAREM ATE MIM E ME DIZER DE ALGUNS DOS ERROS.
POR FAVOR ME AJUDA!
SOU UMA PESSOA SERIA QUE PROCURA FAZER AS COISAS DE FORMA CERTA.
ESTOU COMPLEETAMENTE PERDIDA.
PQ TODA MINHA FAMILA FDREQUENTA ESSE LUGAR E NAO QUERO PREJUDICAR NUNGUEM.
SO NAO QUERO FICAR NA MENTIRA.
PQ TB ACABO GASTANDO MUITO.PARA UMA COISA QUE NAO E VERDADE!
OBRIGADA!
QUE SUA SABEDORIA ME ORIENTE.
MARTA
NAO QUERO SER INJUSTA COM MEU PAI DE SANTO.SO QUERO A VERDADE.
MARTA
SE TIVER UM EMAIL QUE POSSO CONEVERASR COM O SENHOR ALGUNS DETALHES GOSTARIA QUE ME ENVIA.
PQ AQUI ESTOU USANDO DA MINHA CUNHADA-GILMA
OBRIGADA .
MARTA.
PODE ME RESPONDER AQUI MESMO,SOBRE AS QUESTOES QUE O SENHOR PERGUNTOU.
ESQUECI DE DIZER AO SENHOR QUE A PESSOA QUE CONVERSEI DISSWE QUE MEU SANTO TA ERRADO.COMO SABER QUAL O CERTO PARA REZAR PARA O CERTO.
AINDA TEM MAIS ESSA .SANTO ERRADO ASSENTADO.
ME FALOU QUE SOU DE IANSA COM OGUM.
QUAL E A VERDADE.
MINHA CABECA FERVILHA!
MARTA.
SABE AS VEZES DOU RAZAO A PESSOAS QUE NAO QUEREM SE ENVOLVER COM ESSA RELIGIAO.TEM TANTA GENTE DESONESTA,QUE APROVEITA DA ENGENUIDADE DAS PESSOAS EM PROVEITO PROPRIO.
DESCULPE O DESABAFO.SEI QUE AINDA TEM PESSOAS SERIA E QUE RESPEITAM SEUS IRMAOS.
BOM DIA!OBRIGADA NOVAMENTE!AGUARDO SEU RETORNO.
MARTA
Marta, vamos conversar por email.
Ire o.
eu nao tenho seu email.o meu
assis.1959@hotmail.com
como faço para saber o email do senhor.
marta
Marta, já lhe enviei um email neste endereço.
Ire o.
Makoiu Tata Euandilu,
Gostaria que me explicasse sobre um nkissi chamado Zingalumbondo, quem ele seria?
makuiu kambondo o senhor conhese angola tumba junsara
João, claro que conheço Tumba Junsara, e conheço quase todos os antigos dessa maravilhosa Ndanji.
Rogério, Nzingalumbondo seria o Nkisi da água, sua essência está ligada ao nascimento da água, ou seja a própria fonte D’água.
Bom dia , Tata Euandilu. Minha filha carnal é filha de DUAS Oxuns e de Ogum, sendo que a segunda tem fundamento com Obatalá, o que a minha zeladora diz ”atrapalhar” um pouco a sua prosperidade, se não for tratada adequadamente.Gostaria de saber mais sobre essa Oxum, e de qualidade ela é, e se tem algum a referência na literatura do candomblé. Makoiu.
Flor Ametista
Bom dia , Tata Euandilu. Minha filha carnal é filha de DUAS Oxuns e de Ogum, sendo que a segunda tem fundamento com Obatalá, o que a minha zeladora diz ”atrapalhar” um pouco a sua prosperidade, se não for tratada adequadamente.Gostaria de saber mais sobre essa Oxum, e de qualidade ela é, e se tem algum a referência na literatura do candomblé. Makoiu.
Minha querida Flor Ametista, sinceramente eu não poderei ajudá-la pois sou Angola e não conheço fundamentos nem de Oxum nem de Obatalá.
sugiro que vc procure uma casa de Ketu que lá eles certamente poderão ajudá-la.
Abçs e boa sorte.
Flor Ametista,
Sou Ketu/Nagô e posso ajudá-la.
Existem mais de uma Oxun com ligações estreitas com Obatalá, sinceramente não sei o que poderia “atrapalhar” um pouco a sua prosperidade, ter Obatalá ao lado de duas Oxuns é no mínimo encantador.
Se sua casa cultua Orixá, voces não devem falar makoiu ou mukuiu que é da nação Angola, devem falar Mutumbá.
Axé.
boa tarde tata euandilu como pode uma ialorixa que dis que tem 50anos de angola e fazer a tradicional festa de obaluae a nossa kukuana e traser seus orixas tocando o rubage age um bo é normal
Bom dia Shirley.
Isso é mais comum do que vc possa imaginar, na minha opnião acho que deve-se respeitar a tradição de cada casa e de cada axé do jeito que foi implantado.
Veja bem, a Kukuana é uma cerimônia exclusiva do Kupapa Unsaba e não do Angola em geral como todos querem acreditar agora.
Sempre fui a Olubajé nas casas de Tumba Junsara, Goméia, e Beirú que conheci e antigamente isso era normal e ninguém criticava, pois as pessoas não tinham uma referência forte como é a do Bate Folha, mas depois do advento da internet e do Orkut todo mundo quer tocar e cantar a Kukuana em suas salas como se isso lhes pertencesse.
A Kukuana não é feita somente da cerimônia da sala que se traz as comidas, mas sim, das obrigações que se faz para determinatos Jinkisi e a festa é a apresentação final.
Já fui na casa de uma Sra que gosto muito, que antigamente tocava Olugbajé e agora toca Kukuana, quando a inquiri, ela me disse que Olugbajé e Kukuana é tudo igual e só muda o nome…. Ledo engano pois a cerimônia da Kukuana é bem diferente do Olugbajé, embora o sentido seja o mesmo, as maneiras de se fazer e de se apresentar são bem distintas.
Nõs não trazemos as comidas de todos os santos para a sala, somente alguns por motivos específicos.
A sala de uma casa de candomblé é pública, todo mundo pode até copiar a idéia, cantigas e toques, mas jamais os fundamentos.
É bom ver que as pessoas estão redescobrindo o Angola, mas tem que se ter muito cuidado com isso, pois essa prática do que “não lhe pertence” fere na maioria das vezes a tradição de cada um.
Abraços
Passei a conhecer o axé numa casa de um filho direto de Rufino do beirú lá pela decada de 90 e desde aquele tempo conhecí os orixas e não nkisi, o próprio Rufino do Beirú foi raspado de Oxum Opará imagine isso ha trocentos anos. O que vcs me falam sobre essa discrepância. O zelador acima citado foi o zelador de Lídio ¨ Ominguian¨ da ilha de itaparica que é ketu, muito complicado esse emaranhado de vertentes culturais!
Nic,
Não nos compete julgar específicamente um caso, nossas colocações são generalizadas, sem foco em terceiros. Defendemos sempre aqui as raízes das casas matrizes em suas Nações. O próprio Engenho velho carrega 4 bandeiras de nações africanas e todo o panteão africano.
Axé.
Pelo que conheço da história de Seu Rufino, ele foi feito em angola e depois deu a cabeça a Dona Menininha do Gantois, mas irei perguntar a Crioulo de Nanã que é seu filho e a Ogan Luis que foi confirmado pela Oxum de seu Rufino, são meus amigos pessoais, e nada mais justo do que eles para esclarecer tais fatos ou matar a dúvida das pessoas, no momento é o que posso dizer.
boa tarde tata euandilu gostaria de saber se a nação angola foi realmente a primeira nação a chegar ao brasil… e gostaria de saber mais sobre a nação angola bate folha o meu axé …katuzuani
Boa noite , bem hoje eu estava vendo um video de uma entrevista de Tata Mutá Imê, no programa do Jô, ele falaou algumas coisas e alguns assuntos ficaram pendentes, e gostaria se possivel que eles fossem excalrecidos, ele fala uam coisa que ouvimos muito que ja nasceu feito pois a mãe dele estava grávida dele quando entrou para raspar, pelo que pude entender na casa de D.ANgelina da nação, pelas palavras dele, Angolão Paquetan. Pois bem em um momento da entrevista ele fala que quando a mãe dele entra para raspar ela deixa de ser “mãe” dele e dentro do axé passa a ser filha dele, irmã,avó e prima confesso que não entendi essa parte e porque uando ele ia começar a explicar a entrevista tomou outro rumo ele apenas começou a dizer que é pq a mãe de santo deles é de Mutalambo e ficou a curiosidade.Se puder me explicar pq irmã eu entendo, mais filha dele, irmã e avó não entendi?
Outra coisa ja li aqui mais sempre em relação ao ketu que mesmo a mãe sendo feita grávida a criança deveria ser feita e este senhor diz que ele não raspou exatamente pq foi feito na barriga da mãe. Isso quer dizer que em ANgola é comum isso acontecer a criança ja “nascer feita”?
Vou postar o link da entrevista pois caso eu não tenha conseguido me fazer entender, assitino ao video fique mais facil.
Como o cidadão entrevistado é um mais velho as asneiras que ele disse está dita e ponto final não se toca mais no assunto.
Só está errado na casa dos outros, nas “casas tradicionais” é milonga atrás de milonga nos bastidores, e na praça é só pra inglês ver. kkkkkkkkkkkkk
njindi
Mais o que ele disse de asneira?Queria entender melhor….Pq pelo o que ele falou as “asneiras “que ele faz ele aprendeu com alguém mais velho e que pelo que eu pude entender ele é de uma casa de tradição. Estou apenas querendo entender o que ele falou de errado. a entrevista em si achei que ele deixou a desejar realmente que na parte de imolçaõ de animais por exemplo ele poderia ter sido mais claro.Se puder me explicar lhe agradeço.
Njindi realmente o Srº poderia ser mais claro, quais casas de tradição são milongadas e que na praça é só para inglês ver? Quais casas de tradição o Sr conhece tão afundo assim para poder falar desse jeito.
Temos que ter cuidado em falar o que sabemos e o que não sabemos…
Carolina, existem animais que são determinados a servir de veiculo ao nosso propósito. Que é dispor da energia vital do sangue como prapagador do àse. Conforme os ditames sagrados de nossas escrituras, cada animal tem uma incumbencia dentro do Oro, o bode, o cabrito, a cabra, o cagado/jabuti, o pombo, Agbé, Leke Leke, o papagaio conza e etc…Cada um tem sua função dentro da cadeia alimentar e espiritual. Quando imolamos um animal perguntamos ao òrìsá/energia, se o animal está aceito, se está tudo bem começamos o Oro, culto, não perguntamos ao cabrito se ele quer ser imolado, isto tem que ser falado pelos ensinamentos da nação ioruba, como ele é angola, eu desconheço esta parte do ritual deles. Mas acho que foi uma infelicidade, o oráculo não responde pelo animal e sim pór quem vai receber. Eu não tive saco de ver tudo, por que na verdade o assunto era vender o livro dele e ele se prestou ao papel de trablhar o produto dele. Só acho que como ele falou para o mundo tinha que ficar claro que o Candomblé tem divisões em sua liturgia e dogmas, Efon, Ioruba e Angola, então tinha que ficar claro que não era candomblé e sim candomblé de Angola e povo de Angola tem que dizer se foi um serviço ou um tiro no pé o que ele falou. Já tem gente falando e escrevendo muita besteira por ai. Não precisamos deste tipo de informação capenga.
As casas tradicionais de Angola merecem respeito e acho que a resposta ao ele falou sobre se está certo ou errado pertence ao povo da nação angolana.
Ire o..
Mukuiu Jipangi,
Respeito o que Tata Mutá Imê teve a oferecer; nós damos o que temos. Também entendo o que significa falar minimamente sobre qualquer assunto na televisão, onde o tempo é contado e nunca está a seu favor. Equívocos todos nós cometemos.Ademais, na tradição dele é de um jeito, na minha casa pode ser de outro, na casa de Tata Euandilu pode ser de um terceiro jeito; assim como há diferenças entre as casas de Ketu, de Jeje, etc… Não há que se falar em certo ou errado, pois tudo o que recebemos é legítimo.
Tata Muxi Lembá
Exatamente Tata Muxi, cada casa é um caso, e temos que respeitar a tradição alheia.
O que não aceito são adaptações e invenções em casas que deveriam seguir a tradição implantada pelos seus mais velhos.
Oi o que eu disse foi apenas uma citação!Da Ilah obrigada pelas suas explicações, eu entendo o que vc falou, o que ue quis dizer foi pq o Tata começou a dizer a mesma coisa que tem orô que não se imola bicho por imolar etc…,mais é que somos tão ciritcados por isso que sempre é bom deixar claro que além das rezas e de não se matar sem necessidade diferente de um abatedouro se imola o necessário e que quase sempre os bicos servem para alimentar o própio terreiro, entre outras coisa que talvez ele não tenha se lembrado, mais como vc disse ele estava li para vender um livro e pronto e o própio Jô por diverssar vezes o cortou…O que eu relamente queria entender é a parte do parentesco que citei e se na nação ANgola aocntece da pessoa ja nascer feita?kkk Claro que todas as outras explicações foram válidas!!!!
Axé
Carolina, agora a palavra esta com Tata Euandilu, não entendo de angola e acho que a explicação seria valida para todos nós. Caso ele possa falar sobre o assunto, tem coisas que não se pode explicar aqui no blog.
Ire o.
Tata Euandilu caso vc não possa explicar a minha duvida aqui no blog, por gentileza me envie or e-mail carol_bichara@hotmail.com. Caso seja uma questão de casa para casa se puder me diga de maneira geral ou no seu caso que se não me engano vc disse que sua raiz é tumba jussara ou bae folha peço mil perdões por não lembrar com exatidão!
Carolina, eu conheço gente que “diz” que já nasceu feita por sua Mãe ter sido feita na época de sua gravidez, mas isso não é propriedade do Angola, já ví isso em gente de Ketu e de Angola.
Eu mesmo não aceito muito mas quem sou eu para aceitar alguma coisa.
Quanto ao parentesco que o Tata citou, que é filho, pai, primo e avô, eu simplesmente não entendi patavina….
Ainda bem que não foi só eu!!!!!!!!!!!!kkkcom todo respeito Tata Euandilu.
Eu aqui ja fiquie pensando bem pelo o que ele disse a mãe é irma pq são filhos da mesma mãe, posteriormente, ele se torna zelador da casa , a mãe vira filha mais ja era irma, ou ela toma obrigação com o outro zelador feito pela mesma mãe dos dois ai ela se torna sobrinah ou tia hiiiiiiiii , deu um nó.kkkBem Tata eu tb ja ouvi várias pessoas afirmarem ja terem nascido feitas por conta da gestação da mãe ,mais como ja li aqui em posts diferentes que em ketu isso não deveria ocorrer , fiquei curiosa para saber como seria em angola!Obrigada pela sua explicação e clareza como semrpe!!!
MutumbáTata Evandilu gostaria se possivel que o senhor se informasse com o filho de sangue e o ogan do Sr Rufino do beiru os sobre citados se eles tiveram algum conhecimento de um zelador de nome josé tranquilino filho de santo de Rufino do beirú. as histórias dos mais velhos são bem interessantes!
Axé!
Carolina Silva
As asneiras a começar pela iniciação segundo “os mais velhos” não existe na Nação Angola, isso é proveniente de outra nação, já foi dito acima.
Os termos utilizados são outros 500, melhor deixar pra lá.
Agora quanto a ser mais claro do que a entrevista me recuso a comentar.
O cidadão com todo respeito é um mais velho. (Entende-se como “ponto final”)
Gostei de saber que sou um Tata Pokó Nzila!
Já dei o ponta pé inicial, deixo pro bom abrigar sem milongas. rsrsssss
Caô!
Mano Njindi com todo o respeito, mas o que é “Tata Pokó Nzila”?
Abçs
Gostaria de deixar bem claro aqui no blog que eu não represento o todo da Nação Angola, só um segmento.
Falo aqui pela minha experiência, vivência e conhecimento dentro da nação, são 30 anos de candomblé com 23 anos de confirmado.
Não sou um todo, mas faço parte do bolo.
Para de enfeitar sujeito, veja a entrevista e me responda voce o que é isso.
Obrigado por se preoculpar com na tradição do candomblé de origem Bantu.
Macoiu Tata Euandilu,
Gostaria de saber como chamar na lingua bantu os roncó, quarto de santo, barracão e etc. Desde já muito obrigado.
sem mais, Monamê.
Mukuiu aos mais velhos, Mimenekenu Jipangi!
Monamê, vou me adiantar ao querido Tata Euandilu (com o devido respeito em tomar a sua frente, meu Tata) e satisfazer um pouco das suas curiosidades. E seu eu estiver errado ou houver alguma variação, que me deem malembe. As grafias que se seguem são somente para efeito de pronúncia.
Inzó=Casa (o ilê do Ketu)
Roncó= Indemburó
Quarto de santo= Sabagí
Barracão= Sambilê
Pepelê=local onde ficam os Ingomas (atabaques)
Kassimba= Poço
Angomi Duilo= Cumeeira
Lamburu= Chão da casa
Por hora é isso!
Nzambi beka muvó (Deus traga felicidade)
Felicidades meu Tata Muxi Lembá,
Estou muito feliz com sua resposta e te agradeço muito. Dandalunda te cubra com sua águas sagrada.
boa noite tata euandilu minha amiga foi feita em angola e saiu da casa depois de 27anos e foi tomar obrigação em outra casa de angola pode me dizer se éla pode continuar usando a mesma digina ou muda
Por muito tempo tento manter a casa na qual fui iniciado no mais puro condomblé angola, mas infelizmente sou muito mal interpretado. Sou sim de origem angola, raiz tumba jussara. Sei sim que Ciriaco buscou muito em outras casas de origem Ketu e Gêge, e houve uma pequena mistura com essas casas. Em minha casa mesmo alem da tebela, temos o curran que na verdade pertence ao povo do gêge, pois tenho amigos no bate folha ( Mata Escura ) que me afirmam que la não se reza o curran. Sei também que nengua senhorazinha do Mar Grande ( ilha – Bahia ), foi iniciada por Mãe Menininha do gantois dentro do tumba jussara, sei disso por relato dela mesmo, quando passei um carnaval em sua casa a muitos anos atrás na tudo ela me relatou, desde quando conheceu Ciriaco. Meu tata Xuxuca vem lutado muito para tirar determinados costumes do povo so que, muitas coisas já estão enrraizadas. A tradição do tumba jussara é sim belíssima e tem casas como a do Barral, Tanurim e muitas outras que estão cada vez mais buscar o que verdadeimente é correto.
Shirley
se a dijina estiver certa, com certeza ela continuará a usar a mesma dijina que ganhou quando foi feita, agora se a dijina não condiz com a cultura ao qual ela irá fazer parte, com certeza o Zelador(a) dará um outro nome sem problema nenhum.
Dijina é um nome que se recebe de acordo com a natureza do Nkisi ao qual a pessoa se inicia, que tbm condiz com a tradição religiosa ou Ndanji (Raiz) onde se é iniciado.
Moname, o Sr está certíssimo em suas palavras e pensamentos.
Sou totalmente contra quem deliberadamente modifica a tradição da casa ao qual ele faz parte, se agir ao contrário, a pessoa certamente deixará de fazer parte de uma tradição e haverá assim a mistura de culturas.
Mantenha a todo custo o que aprendeu com seus mais velhos, pois agindo assim o Sr estará mantendo a tradição da cultura religiosa de sua Ndanji.
Abraços
Sim, tata Euandilu. Não acredito em nação traçada como muitos relatam, uma pessoa não deve ser de um nkisi como dono de sua cabeça e seu segundo santo ser um orixa como muitos relatam. Quando na época da escravidão, em que os escravos de várias etnias se misturaram em uma senzala, sim, pode-se até adimitir, mas hoje em dia uma pessoa dizer ser keto e angola é pura ignorância. Sabendo que temos pessoas como o Sr. tata Euandilu e outros deste mesmo blog sendo de outra nação, tentando dá luz a muitas pessoas do povo do santo inclusive eu que já aprendi muito. Estou realmente muito feliz.
Moname, eu tbm fico feliz por de alguma forma estar ajudando alguém, me tenha sempre a disposição.
Abçs
Meu tata Euandilu, como ver esses artistas daqui de Salvador sem criatividade, que colocam de forma inrresponsável cânticos de nossos nkices em seus repertórios sem responsabilidade e respeito. Daniela Mercury, Magareth Menezes e até mesmo esse Marcio Vitor colocou uma reza da tabela no carnaval da Bahia. Fico indignado e até mesmo impotente, pois sei que nada posso fazer. Dandalunda não tem mesmo valor na boca desse povo que se diz do santo. O povo do angola deveria se manifestar e mostrar sua indignação.
boa noite tata euandilu poderia me responder, se uma pessao pode tomar obrigação em outra casa se não for a sua casa onde foi feita a sua iniciação e não cair o mucunan pois a minha amiga que comentei com o sr não raspou a cabeça pois ela saiu da casa onde foi feita e tomou obrigação de 7anos em outra casa…
boa noite!
em uma pergunta a qual tive acesso através deste blog notei uma certa contradição em sua resposta e queria um esclarecimento.
Eis a pergunta: o que acha da comparação entre Kaviungu e Omolu…?
você diz que a grosso modo talvez tenha, mas que não é a mesma energia. logo depois diz que aipim é aipim ….
então partindo de sua resposta confusa é ou não é a mesma energia?
Alá e Deus não são a mesma energia? não seria só uma mudança de nomenclatura por conta do idioma? Peter e pedro são diferentes?
desculpe-me mas outra pergunta as flores que se oferece para um são diferentes das que oferece para o o outro? Ogum é orixá do ferro e nkosi também, se for nessa linha de pensamento eles devem ser sócios ou o devem brigar muito entre si pra ver quem assume o comando. Essa coisa de que orixá é orixá e inkice é inkice deveria se ter uma visão mais universal pois vibram na mesma energia.
abraços .
Robson,
Cada nação cultua seus deuses e não devemos misturar ou questionar se são ou não a mesma energia, as semelhanças muitas vezes são evidentes, mas, os cultos e os rituais diferem demais. Não se esqueça que tem os Voduns além dos Orixás e Inkísses, nunca dará para universializar porque as cerimônias são contundentes em casa culto, pois só quem tem experiência na participação dos cultos indistintamente, e isso posso lhe garantir, observará quão diferente são suas rezas, manifestações, orikís, preceitos, liturgias e comportamento cultural, etc. Não pense que as coisas são simples assim, só convivendo dentro da religião, observando os cultos Jeje, Angola/Congo, Ketu/Nagô, poderá entender as diferenças.
Axé.
Meu caro Robson, realmente as vezes não conseguimos nos fazer entender quando escrevemos alguma coisa.
Quando falei que a energia é semelhante a grosso modo, é pq realmente são Deuses de uma propriedade semelhante, mas cultuados em tradições diferentes, por povos diferentes que usam materiais diferentes, roupas diferentes, comidas diferentes e etc…
Para vc ter uma idéia em Cuba Xangô é cultuado como uma das Nsa Sras, mas ele não é um Orixá masculino?
Água é água em qualquer lugar do mundo, mas existe a salgada, doce, saloba, cítrica…. Pode ser chamada de Menha, Water, água, Omim, mas não deixa de ser água….
Quando a Ogun que é o Deus do ferro para os Yorubanos, para nós Angolenses, o Nkisi que se assemelha a este Orixá pelas cores das roupas, comidas e paramentos, pode ser um ferreiro, um pastor de gado, dependendo da região onde ele é cultuado.
Me fiz entender agora?
Abçs!
boa Tarde!
Meu velho,com todo respeito, há uma citação sua sobre cuba, isso é sincretismo. tanto que São Sebastião e São Jorge são tidos como Oxosse, respectivamente no Rio de Janeiro e na Bahia. Então conforme entendimento varia de região para região. mas não deixou de ser cultuado como oxosse, recebendo as mesmas oferendas. Cada casa e cada nação, etc… trabalha de acordo com seus costumes, agradam aos seus voduns(jeje),inkices(angola)e orixas(ketu) de acordo com suas tradições,porem as energias são as mesmas o modo de cultuar é que tem suas particularidades.O orixa,vodun ou inkice trabalham nos mesmos pontos da natureza(ex: yemanjá e kaiá trabalham nas forças do mar,as cores são as mesmas e as oferendas também). Isso é que questiono : se bate a sua porta um filho de xangô raspado ,por exemplo, no ketu. Vai se ver tudo com relação a ele e depois de tudo visto ele fica na casa, vai raspar outra vez? Vai cultuar zazi? o orí dele terá xangô e zazi, que são “diferentes”? São questionamentos que deveriam sempre ser feitos para desfazer este tipo de discordância. ele são uma energia só mas cultuados de diferentes formas conforme os costumes de cada nação. Existem vários antropólogos,historiadores e pesquisadores de respeito e credibilidade ,tanto nacional quanto internacional, que fizeram e/ou continuam fazendo pesquisa de campo,com uma literatura rica em informações. Não basta só cultuar.Há de se integrar a prática com a literatura
afim de se obter um conhecimento amplo e aberto sobre os mistérios dos cultos religiosos(no caso aqui os cultos afros). Imaginem se não fosse a junção da pesquisa com a prática medicinal, estariam hoje morrendo milhares de pessoas de tuberculose sem qualquer tipo de paleativo para o controle da mesma.
Os zeladores deveriam se ater mais a esse tópico.
Obs: nossa conversa está ótima
abraços também para o Fernando.
Bom vamos por parte.
1 – Se bater alguém raspado de Xangô lá em casa, certamente minha mãe de santo falará para essa pessoa que ela não pertence a nossa tribo bantu.
Mas se a aceitasse, com certeza minha mãe a rasparia novamente para poder fazer parte de nossos costumes e tradições.
Quanto a estudos e pesquisas eu adoro, as faço e sou totalmente a favor, mas minha mãe não, ela diz (no alto de seus 65 anos de iniciada), que não pode mudar uma vírgula lá de casa pois ela tem que manter o que Lesenge deixou mesmo que um historiador vá lá e diga a ela que o que ela cultua está errado.
Obs.: Ela nunca pesquisou nada fora das cercanias do Bate Folha que é nossa casa.
A pesquisa é boa, mas igualmente a ciência, quanto mais se estuda sobre as origens, mais se perde a fé.
Abçs!
I
Euandilu, concordo plenamente com suas palavras e com destreza e sabedoria vc nos forneceu dados sobre a nação Bantu.
Porém discordo apenas no quesito pesquisa, pois meu lema é: O conhecimento renova a fé!
Quanto mais estudo, quanto mais me aprofundo no culto de Òrúnmìlá, mais me fortaleço e entendo as origens de minha Nação/Religião.
Não sei se os demais se sentem assim, mas o conhecimento me empurra adiante cada vez mais.
Sds do amigo.
Mo Jùbá Tata.
tentando expressar o resumido q ficou em minha mente da ultimas conversas,orixas e jinkisses sao as mesmas forças, cutuadas de maneiras diferentes de acordo com cada nação, è isso??
Thiago,
Não só os Orixás e Inkísses, mais também os Voduns, vamos encontrar semelhanças em algumas divindades, estas sim cultuadas de acordo com cada nação. Existem outras divindades que são próprias de cada Nação não havendo semelhança.
Axé.
Bom dia Euandilu!
Fiz essa pergunta ao Fernando e ele me recomendou fazê-la a você, então aí vai: Como é um Ebori e uma iniciação/feitura em Candomblé de Angola de um Ogã (que não vira)?
Aguardo resposta!
Axé
Caro Tata Euandilu,
Tenho uma dúvida que me cutuca já há algum tempo e gostaria de conversar com alguém da nação Angola que fosse sensato e experiente, pelo que vi aqui no blog o senhor tem esse perfil =).
É o seguinte, frequento uma casa há vários anos que se identifica como sendo de nação Angola, porém, quando entrei, conhecia muito pouco das práticas da nossa e fé e dessa nação, assim fui sempre assimilando aquilo que me era ensinado.
O que aconteceu foi que fazendo várias pesquisas e lendo muita coisa aqui no blog fui percebendo que lá onde frequento as práticas são em sua maioria de nação Keto. Temos alguns elementos de Angola, como alguns cantos, as cores utilizadas, etc, mas a grande maioria de nossas práticas são definitivamente Keto, tanto que na verdade lá cultuamos os Orixás e não os Jinkisi (assim que é o plural?hehe).
Concluí então que a nossa casa é na verdade uma mistura de nações, nos dizemos Angola, mas os elementos dessa nação na nossa casa são muito pouco presentes para afirmarmos isso.
o único problema que me incomoda nessa situação é de qual maneira eu deveria me identificar quanto a nação daqui pra frente?! Não pretendo sair da casa onde frequento pois lá o trabalho é sério, mesmo a gente tendo esse infeliz problema em relação a nossa origem. Também acho que nossa casa não vem de uma “boa família de santo”, hehehe, mas a nossa zeladora é muito preocupada em fazer tudo como aprendeu e de maneira bem feita.
O senhor acha que se algum dia for autorizado um filho da nossa casa abrir a sua própria casa e ele também perceber esse nosso “erro de nação” ele deveria passar a identificar a sua casa como Keto? Seria correto também ele “corrigir” a mistura e de repente retirar os elementos de Angola que aprendeu ou ainda, se desejar, ir aprendendo as práticas do Angola e implementá-las de vez, para fazer jus a nação que diz carregar? Ou deveria apenas continuar seguindo aquilo do modo como aprendeu, mesmo não parecendo uma coisa “certa”?
Não sei se consegui ser claro no exemplo que dei no parágrafo anterior, mas é que ele resume a confusão em que me sinto.Peço perdão por ter escrito um comentário tão longo e aguardo ansioso uma resposta do Tata.
Miguel, acho que vcs tem que seguir a tradição da casa de vcs, mesmo ela “parecendo” errada, mas não é, é certa do jeito dela, se Orixá/Nkisi permitiu…
Temos que dar valor ao que somos e ao que temos, só assim seremos felizes.
Já disse uma vez que 90% das casas que se dizem Angola, podiam sem problema nenhum tocar Ketu em sua sala, pois sei que só sabem fazer Orixás e não conhecem a cultura de Nkisi.
Siga aquilo que vc sabe, não permita que a modernidade de alguns tome conta de sua cabeça.
Hj em dia com o acesso a internet, temos muito material sobre cultura bantu, mas isso não faz ninguém virar Angolano de um dia pra noite.
Candomblé é vivência, o dia a dia, o aprendizado com o mais velho, assim que se passa a tradição e a cultura de cada casa e axé.
Se a convivência que vc tem é essa, viva-a, não invente modificações e nem deixe o modernismo tomar conta de sua casa.
É o que penso!
Abraços e boa sorte!
Euandilu ]
Linda sua resposta para Miguel parabens. que zambi do tec avura gunzo a vc.
Nitangue, a única preocupação que tenho sendo um participante do blog, é de passar aos que nos procuram experiência e vivência do candomblé, tirar dúvidas, ensinar e aprender também.
O nosso papel é de tentar esclarecer os assuntos envolvidos e de alguma forma ajudar a quem precisa, com alguma informação válida, coerente e consciente, com educação e respeito sobre todos e tudo que envolve a religião.
Existe muita vertente religiosa de matriz africana, e não só o Ketu, Gege ou Angola. Cada uma dessas nações tbm tem suas variações e diferenças, e temos que ter bom senso de não falar que isso ou aquilo é marmotagem ou maluquice, lógico sendo coisas que não sejam absurdas.
Espero sempre ajudar a quem me procura.
Abçs e obrigado pelo elogio, eu só tento fazer a minha parte.
Euandilu
Parabéns pelas suas postagens, pois aqui consegui esclarecer muita coisa que até hoje desconhecidos no meu ponto de vista.
Mas tenho uma dúvida.
Moro na Bahia, mas frequentei uma casa no RJ na Taquara, de Pai Tuninho de Omulu na Rua Ipadu. Talvez conhece. Lá fui iniciado, raspado, e um ano depois mudei para Bahia. Depois de 7 anos meu pai abriu minha casa, mas nunca ensinou nada. Desde então ando perdido. Nem mesmo sei a nação que pertenço. Uma vez meu pai disse, que a casa dele é Bate Folha, mas tenho lá minhas dúvidas, algo que não deveria acontecer.
Como em princípio é Candomblé de angola,agora na quaresma os orixás estão cobertos com pano branco, e não há obrigaçoes para os orixas.
Esta observação está correta, já que no Keto é justamente o contrário, onde o candomblé não tem mais nenhum vínculo com o catolecismo.
Outra coisa. No candomblé de angola, também se trata das Almas e Preto Velhos, ou isso pertence apenas a Umbanda ?
Agradeço desde já por um esclarecimento.
E muito Axé…
Karl, eu não conheço o Pai de Santo que o iniciou e não reconheço que a sua origem seja do Bate Folha.
Infelizmente tem muita gente que se apropria do nome de uma casa forte para ter crédito na praça, mas um dia alguém descobre e a farsa ou mentira acaba.
A quaresma é um período religioso dos católicos, mas devido a miscigenação e do sincretismo religioso tem muita casa que respeita esse período, e não faz obrigações ou toques durante a quaresma, mas se houver necessidade, nós damos obrigações sim nesse período.
Nenhuma casa de Candomblé por origem, cultua almas ou Pretos Velhos, esse culto pertence a Umbanda.
Coisa tbm de Pais e Mães de Santo que foram iniciados na Umbanda e depois de raspar seus santos, continuaram a tratar e louvar suas entidades de Umbanda, ao meu ver erradamente.
Adoro Pretos Velhos, mas na Umbanda, não no Candomblé.
mukuiu tata
vim por meio do blog falar com o senhor sobre um questionamento no orkut ,eh que devido a um problema pessoal acabei tendo de deletar o meu orkut onde eu dizia que era de ogunte e falava de angola muxicongo.
bem esclarecendo, na nossa casa usamos o nkise(desculpe se não escrevo direito mas ainda estou aprendendo) no meu caso sou de kaiala savacy que para que as “pessoas” entendam falamos o nome do orixa yoruba semelhante, cometi o erro de não explicar o porque não coloco o nkise.
no caso da angola muxicongo foi fundada por maria neném que se não me engano é minha tataravó de santo ou seja avo de santo de minha mãe.segue alguns links falando sobre:
http://paulodeoxala.sites.uol.com.br/html/introducao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terreiro_de_Jau%C3%A1
http://casadeoxumare.blogspot.com.br/2009/08/candomble-de-angola.html
entendo o fato de não conhecerem tudo mas seria bom que antes de dizer que foi uma nação nova ,criada agora que se procurem as origens da mesma.
Dentro do barracão tudo eh angola, dos nkises ,cantos e fundamentos ,a unica coisa que fiz foi não usar o nkise mas colocar o nome do orixa para melhor entendimento daqueles que não sabem quem é kaiala savacy, de qualquer forma posso ter cometido esse erro por simplesmente não entender o porque de tantas dicussoes sobre orixas nkises e voduns.
Espero aprender mais para evitar esses erros.
Amo esse site e sempre leio suas matérias, seria legal se pudéssemos puxar um pouquinho de minha nação pois não a achamos tão fácil na internet, só sabemos que existe pois quem fundou foi dona maria neném (Twenda Nzambi).
ahhh
Sabemos que existe … coloquei assim pois antes de resolver ficar na casa perguntei as origens para minha mae e ela me falou de maria nenes e etc ai fui buscar na internet e os textos que falam de muxicongo são somente os que contam a historia do candomble de angola.
Kaiala Savacy…
Tuenda Nzambi ou Maria Neném era do Tombeisi ou Tumbansi uma casa de tradição “ANGOLANA”
Muxikongo é uma palavra que quer dizer “Descendente de Kongo” e não o nome de uma raiz.
Dna Maria Neném era Angolana e não Kongolesa ok.
Quem pode usar esse termo “Muxikongo” é o Bate Folha e seus descendentes.
Abçs
euandilu peço então que me desculpe ter usado como pois como disse sou nova e estou aprendendo,para mim era uma vertente então no caso minha nação seria o bate folhas certo?
Não Kaiala, sua nação seria o Tombeici pelo que vc descreve como descendência religiosa,ok?
Uma pergunta, vc poderia me explicar o que seria Kaiala Savacy?
Mikaia, Nkaia ou Kaia(la) – Senhora das águas. Nível mitológico das sereias. Das grandes mães mitológicas. Juntamente com Ndanda Lunda e Kisimbi se tornam a mãe d’água. Esta divindade é identificada com Iemanjá dos Yoruba. Andam neste caminho Nkukueto e até kissanga (que também é uma sereia).
Savacy seria a “qualidade” ou caminho – semelhante a ogunté no yoruba.
O Savacy vi em um site que explicava os caminhos do nkisi,como sai do ketu e fui para angola no inicio ficou mais facil de entender pois esse caminho é semelhante ao meu orixa e minha mae tbém qdo jogou que meu orixa seria kaiala que é semelhante a iemanja.
Como a cabecinha enrolou um pouco não me lembrei de perguntar o nome da qualidade pra ela ..kkkk.
Saberei mais a partir da semana que vem pois irei me recolher e ficarei la 21 dias, vai dar pra aprender bastante…
opss…..caminho é semelhante ao meu orixa e minha mae tbém qdo jogou que meu nkise seria kaiala que é semelhante ao orixa iemanja.
Minha cara Kaiala, em casas tradicionais de culto a Nkisi, não existem qualidades como os Orixás Yorubanos.
É mais uma tentativa de explicação de determinado nkisi se apoiando a religião dos nagôs.
Falta de cultura ou tradição bantu.
Boa noite,gostaria de saber + sobre quem tem ori meje ou mejê??Eu saí de uma casa ou roça que eu era de mutalanbô com mikaia,porém tenho dúvidas quanto a isso,não sou feita ainda e estou passando por grandes problemas e preciso esclarecer algumas coisas na minha cabeça!Tenho certeza de que,uma abiã,não pode saber muitas coisas,contudo preciso saber mais sobre ter 2 donos guerreando……Por favor,me ajude a esclarecer isso!!
realmente, como eu te disse vi isso na internet, minha mae não me passou qualidade, so foi uma forma de eu tentar entender um pouco pois angola é bem mais complicado.
Para mim hoje o mais importante é cuidar do meu nkisi.
Comecei em uma casa cheia de coisas erradas e agora estou corrigindo.
Como vc deve saber muita coisa so se aprende depois de raspado,e muitas vezes ha um certo receio de perguntar por esse motivo.
Te agradeço pelo esclarecimento pois onde vi isso de savacy foi em um site que diz ser somente sobre o candomblé de angola e ate hoje não cheguei a perguntar isso para minha mae.
e ja corrigindo o nome somente para kaiala.
É muito complicado essa coisa de “vi na internet”.
A internet é aberta a todos, e qualquer um pode fazer um site e colocar no ar, agora quem é a pessoa que está escrevendo?
Isso me faz lembrar um livro que uma pessoa me disse que leu a respeito da nação Angola que dizia o absurdo que o poço seria de nanã. Putz!
Procure saber quem são as pessoas que realmente tem inserção de cultura no candomblé, não se baseie em leituras toscas e de gente desconhecida.
Primeiro pergunte a sua mãe.
Com certeza!!!
Depois disso estou me afastando um pouco de ficar pesquisando por ai,até pq posso me prejudicar por conta de informações erradas…
Agradeço muito a sua ajuda e pode ter certeza que a partir de agora procurarei perguntar a minha mae.
Drika, sua duvida é sobre Angola, clike na foto do Euandilu, vá em qualquer post e faça esta pergunta a ele, ok.
Ire o.
Makuiu Tata.
Gostei muito do seu texto, ele é bem claro e esclarecedor.
Penso tb que precisamos respeitar mais nossas tradições, acreditar e aceitar o que nossa Mãe nos ensina, pois nem tudo pode nos ser passado, pois nossa religião é magica, é misterio.
Abraço
Kota Kisua
Makoiu Nzambi, Makoiu Kota Kisua.
É assim que penso e que pensam todos os mais velhos de minha casa.
Manter nossas tradições, é essêncial para que o próximo de nossa familia, possa dizer com orgulho que aprendeu os ritos de nossa casa, e sabre como mantê-los e passá-los, sem acréscimo ou decréscimo.
Abçs.
Sou kota na casa de Mãe Ofa, conheço e amo de paixão e tenho um respeito e carinho profundo por sua Mãe Mabeji. Dê um abraço enorme na Mãe Mabeji por mim.
E vamos seguir em frente com nossa crença, pois ela vale muito a pena.
Abraços
Conheçam um pouco da história Bate Folha Rio Kupapa Unsaba.
A comunidade do Bate Folha, fundado no início do século 20 no bairro de Mata Escura, em Salvador (BA), onde existe até hoje, por Manoel Bernardino da Paixão[1] – o Tat’etu Ampumandezu -, e instalado no Rio de Janeiro há 70 anos.
Iniciado no candomblé por Ampumandezu, em 4 de dezembro de 1929, e membro da comunidade do Bate Folha baiano, João Correia de Mello, o Tat’etu Lesenge, mais conhecido como Joao Lessengue, ruma para o Rio de Janeiro, na década de 1930, querendo conhecer a cidade, e decide ficar.
Ao chegar, Lesenge foi morar na Rua Navarro, no Catumbi, havendo trazido em sua companhia alguns irmãos de santo, dentre os quais, se destaca por sua atuação Mãe Ngukui, componente do terceiro barco de Bernardino. Ngukui seria então o braço direito de Joao Lesenge na sua nova empreitada no Rio de Janeiro. Aqui, João Lesenge conheceu outras pessoas de santo em sua maioria oriunda da Bahia, passando então a participar dos rituais das diversas casas de candomblé já existentes na cidade.
Diversas personalidades importantes do candomblé faziam parte de seu círculo de amizades, como Ebomi Dila, Mãe Agripina do Opó Afonjá, Mãe Teté da Casa Branca, Mãe Bida de Iemanjá do Gantois, Joana Cruz, Joana Obasi, Mãe Andreza, Guiomar de Ogun, Mãe Damiana, Tata Fomotinho, Vicente Bankolê, Ciriaco, América, Adalgisa, Marieta, Tia Marota, Obaladê, Nair de Oxalá, Marina de Ossãin, Nino de Ogun, Mundinho de Formigas, Otávio da Ilha Amarela, Ogan Caboclo, Álvaro do Pé-Grande, Mãe Teodora de Yemanjá, etc.
Em 1938, Lesenge comprou um terreno com aproximadamente 5.000 metros quadrados, no bairro Anchieta, fundando ali, o Bate-Folha do Rio de Janeiro (Kupapa Unsaba),preservando, em pleno subúrbio, a língua quimbundo e os ritos de origem banta..
Ao longo dos anos João Lesenge tirou doze barcos, sendo o primeiro em 26 de novembro de 1944, e o último em 8 de novembro de 1969.
No dia 29 de setembro de 1970, às 23:40hs., morre João Lesenge, o senhor do Bonfim de Anchieta.
Após o falecimento de Tata Lesenge em 1970, a roça atravessou dois anos luto.
oi somente em 1972, em ocasião de Luvalu (cerimônia de sucessão), que o Bate-Folha do Rio de janeiro reabriu, sendo ali investida no cargo como Mam´etu riá Nkisi (sacerdote chefe), sua sobrinha e filha de santo, Mabeji – Floripes Correia da Silva Gomes), tornando-se, herdeira de seu tio Lesenge em todo o sentido da palavra.
Baiana do bairro da Liberdade, chegou ao Rio de Janeiro aos 10 anos e aos 11anos, já é iniciada no Bate-Folha para residir com o Sr. João Lesenge em 19 de outubro de 1946 e, iniciou-se no candomblé em 20 de abril de 1947. A partir desta data, Mabeji começa a fazer parte da história do Bate-Folha.
Por volta dos anos 50, em companhia de um índio Irapuru, chega ao Bate-Folha o Sr. José Milagres. Com o passar do tempo, Milagres casa-se com Mabeji e posteriormente, se confirma na casa como Pokó, passando então a ser conhecido como Tata Nguzu uanzambi,era a sua dijina.O Terreiro Bate Folha continua hoje sob a direção de Mam’etu Mabeji.
Se depender da disposição de Mabeji, contudo, não serão seus netos que verão o fim da cultura centenária que ela carrega no sangue. Cantigas de Angola, o primeiro registro sonoro dos cantos da comunidade Bate Folha, reúne, em suas 46 faixas, preces destinadas a cada um dos 15 nkisi (pronuncia-se inquice). Todas as cantigas para os nkisi, deuses similares aos orixás da nação queto, são entoadas em quimbundo, língua de origem angolana pertencente ao conjunto banto, do qual surgiram diversas línguas do centro-sul da África. Tendo aprendido a língua com familiares praticantes do candomblé banto, Mabeji faz questão de realizar os cultos do Bate Folha na língua ancestral.
Linda essa história. Exemplo para todos nós.
Publiquei pq acho que vc vai gostar.
Makuiu.
Bjo
Mukuiu,gostaria de saber se o senhor sabe como faço para saber o que foi feito da casa da finada Kaiarre de Matamba que ficava em Ricardo de Albuquerque.Se puder me enformar so o sagrado mesmo para te pagar. Ziganille(bromeliasrosa54@gmail.com) Muito obrigado desde ja
PARABÉNS A TODOS BABALORIXAS , QUE ESTAM AJUDANDO MUITA GENTE DANDO NA MEDIDA DO POSSIVÉL UM ESCLARECIMENTE AS PESSOAS, POIS HOJE ESSAS PESSOAS JA TEM COMO SE ESCLARESER MELHOR SOBRE O ASUNTO, SOBRE ORIXAS QUE A MINHA A NOSSA PREOCUPAÇÃO É A BANALIZAÇÃ DA NOSSA RELIGIÃO. UM ABRAÇO. UM ABRAÇO YALORIXA RITA DE OBÁ
Mo jùbá Ìyá. Poucas e belas palavras. Nosso intuito é este que a senhora prega, não deixar a banalização e as invenções tomarem conta de nossa religião.
Adupè o.
Boa tarde, quero desde já deixar em explicito a minha satisfação, alegria em poder ver este trabalho abençoado sendo realizado por vocês! Parabéns a todos!
Pergunto… Alguém no blog conhece alguma casa seria e de confiança de vocês em Campinas SP para que eu possa visitar? (Angola, Ketu e ou Jeje)
Abraços
Ramon
Mokuiu!
Moro na Brasilândia, perto da freguesia do Ó! (SP capital)
Gostaria de saber se vocês conhecem alguma casa de angola por são paulo para que eu possa seguir.
obrigada e muito Axè!
thaisnn@hotmail.com
Euandilu
Me chamo Rosangela e fui criada dentro de roncó (acho que é assim que se escrever). tenho um amigo pai-de-santo, todo o chamam de PUÁ, não consigo lembrar do nome dele, sem que antes me seja soprado aos ouvidos a palavra DANDURÊ. O que significa esta palavra. Desde já agradeço e peço desculpas a todos aqui pela minha total ignorância. Axé.
Rosangela, Dandurê é a dijina de um pai de santo que é um grande amigo meu.
O que é dijina??
Rôs.
Rosangela é o nome que você recebe após a iniciação.
Ire
Obrigada Da Ilha!! a anos vivo com essa palavra na cabeça. Axé a todos! Super Ano Novo e Natal de luz!
Boa tarde e mukuiu!
Meu santo de cabeça é Kambaranguanje e gostaria de saber tudo o que for possível sobre ele, como seu significado real no candomblé, características, virtudes, defeitos, elemento, cores, etc…
Perdoe, mas não consegui encontrar nenhuma informação na internet.
Grato.
Julio Roberto
Olá Julio,
Aqui no site tem uma postagem chamada Perguntas e respostas que o moderador Euandilu usa para responder sobre a Nação Angola. Você vai ouvir por todo pessoal que tme mais noção de Nagô, que Kambaranguange é o Xangô ou o Airá no Keto, blá blá blá… leia o que puder na net, se quiser, tem muita bizarrice,mas tem coisas legais e ajuda, mas o seu Nzó (terreiro) é, sem dúvida, o melhor lugar para aprender algo da raiz do culto mesmo!
Mas sei que foi Kambaranguange que usurpou o trono de um dos Kavungos e tem uma rixa com esse santo, o que não significa que os filhos desses Jinkises tenham problemas entre si.
Motumbá! Mukuiu!
Tata euandilu uma pergunta que ouvi na rua,tumba jussara não assenta exu isso e fato ou boato?
Mukuiu tata euandilu!Bom me tire uma dúvida ouvi disser que no asé tmba Jussara não se assenta exu,isso e fato ou boato
Maguinho, pelas casas de tradição Tumba Junsara que conheço aqui no Rio de Janeiro se assenta exú sim.
Casas de Sajemi, Tauamê, Uajô, Kajange, Talamisirê, Madozã e etc….
Abraços!!!
Sua benção,muito obrigado pelo esclarecimento
Boa noite Euandilu!Você conhece alguma casa descendente do Tumbenci no Rio de Janeiro ou baixada fluminense?
Tata euandilu sou agã supenso por kaviungo,e a minha vó esta trocando para o asé tumba Jussara de sajemi
Tem a casa de Tata Otuajô em Inhaúma, depois vejo o endereço certinho pra vc.
Que bom mano, então nos veremos por lá porque frequento a casa dele, a casa de Sajemi é uma excelente referência da Ndanji TJ, e ele é meu amigo. Boa sorte!
Boa noite Táta Euandilu,sua benção!A uns anos atrás um colega me disse Deloiá,se não me engano era esse o nome,por acaso o Táta conhece?Se não for demais poderia confirmar se é esse mesmo o nome?
Tata euandilu,sua benção preciso de uma s azuelas de kaviungo,se for possível agradeço des de já m_teodorosilva@hotmail.com
Penso que um dos maiores inimigos do “povo Angoleiro” são os próprios angoleiros que tomam para si a cultura trazida pelos africanos. Hoje o que percebo é que algumas casas tomaram para si as forças da natureza, como se fosse possível criar uma patente dessas energias, cantigas, ou melhor, dessa cultura! Dizer que um determinado grupo de pessoas “se apropria de uma cultura que não é sua” bate de frente com todos os estudos antropológicos existentes até o dado momento. O mundo caminha, com a globalização, para tentar superar as barreiras/diferenças entre os povos. Parece que há uma tentativa de retorno a um triste momento de nossa história, onde se privilegiava o etnocentrismo em detrimento de uma cultura holística que vise o global. Quem outorgou a determinadas casas de candomblé algumas cantigas trazidas pelo africano escravizado? Quem outorgou a determinadas casas algumas energias cultuadas? Quem outorgou a algumas casas vestimentas, danças e tudo o mais que é visto no momento em que há uma cerimônia pública? Por que não se juntarem o povo angoleiro, de uma forma geral, ao invés de criticarem aqueles que, em uma determinada casa, aprenderam mais uma cantiga para louvar o sagrado? O que se coloca como mais importante para um candomblecista??? Louvar o sagrado ou mostrar mais conhecimento do que o outro que não pertence aquela casa? Historicamente falando, posso afirmar com certeza que o caminho que estão percorrendo hoje, aqueles que dizem estar “resgatando uma cultura” é o de segregação, algo como um apartheid: não pise nessa área pois não lhe pertence…! O que percebo, ainda com um olhar mais apurado, são críticas em cima de quem pronuncia uma cantiga de forma diferente, quem por algum motivo tocou menos ritmado, quem dançou mais acelerado etc. Infelizmente não há união entre os candomblecistas, mais especificamente os angoleiros que sempre costumam dizer: “hoje você vai assistir a uma Angola de verdade”!. Ora, os antigos eram dessa forma? Os verdadeiros donos do saber que trouxeram consigo sua cultura, possuiam essa fala? Hoje fala-se e critica-se aquilo que vocês chamam de “nagotização”. Haveria algum motivo para isso estar ocorrendo? Não seriam os próprios angoleiros os culpados, ao se distanciarem dos demais quem não possuíram condiçoes para se aprofundar em determinadas coisas? Hoje percebo que a maior parte quer mesmo é ostentar uma “intelectualidade”, ao invés de cultuar, de forma humilde, um dos maiores legados que ainda persiste após séculos de escravização em nosso país. Fácil é criticar e dizer que os protestantes pisam na cultura banto-nagô. Mas eles têm uma unica fala com relação a essa cultura, tão bela que hj pertence ao nosso país. Não ficam por ai criticando se a igreja de fulano usa saia e a outra não. Cultura é aquilo que torna a vida digna de ser vivida. É o que justifica outros povos e outras gerações a dizer, quando contemplam os resquícios e a influência de uma civilização já extinta, que aquela civilização foi digna de sua existência. A função da cultura é, portanto, dar significado às nossas vidas e nos motivar a escalar os ombros de gigantes. Conhecermos aqueles que nos antecederam.
Meus respeitos a todos!!